julho 3, 2009

Bastidores de Tormenta OGL: Raças

Esta semana o Cassaro me enviou este documento com um preview das raças que aparecerão no Tormenta OGL, com uma continuação do sistema da edição 3.5 do Dungeons & Dragons para, err… obviamente Tormenta. A leitura é essencial para os fãs do cenário, já que trás uma notícia sobre as Guerras Táuricas e um futuro lançamento - o Manual das Raças. Então com a palavra, Marcelo Cassaro!

Bastidores de Tormenta OGL: Raças

Muitos de vocês já conhecem a história. Tormenta D20 existe hoje como um cenário para Dungeons & Dragons 3.5. D&D virou 4E, que não tem Licença Aberta. A edição 3.5 foi oficialmente interrompida no Brasil. Eu e os outros autores de Tormenta achamos a 4E tão divertida quanto um tiro no joelho. Por isso, Tormenta vai ganhar um livro básico independente.

Só agora, após Contra Arsenal, estamos conseguindo realmente trabalhar no livro. Muita gente tem perguntas. Então, na medida do possível, vou tentar preparar alguns previews para o pessoal postar nos blogs – visto que eu mesmo tenho preguiça de fazer um.

Já vou avisando, nada que eu disser aqui é 100% garantido. O “Trio” é agora um Quinteto (Leonel, Guilherme, Trevisan, Saladino e eu) e toda hora alguém aparece com alguma idéia que muda tudo. Então, nada de ficar desapontado se nem tudo aqui acabar na versão final.

Resolvemos que seriam oito raças, duas para cada papel tradicional: marciais (anão, minotauro), conjuradoras (elfo, meio-gênio), ladinas (goblin, halfling) e versáteis faz-tudo (humano, lefou). Os motivos seguem adiante:

Humanos: mantêm o papel de raça mais difundida e versátil, mas agora têm um rival duro no lefou.

Lefou: o meio-demônio da Tormenta ganha uma vaga no time titular porque tem relação direta com a ameaça que dá nome ao cenário (é estranho ser Tormenta e não existir nenhuma raça ou classe ligada a isso). No geral são mais poderosos que os humanos, mas muitíssimo penalizados em Carisma, perdendo para eles em situações sociais.

Anões: vamos tentar mexer nas mecânicas para que não precisem de TANTAS habilidades raciais (quase todas muito fracas) e, apesar do papel como guerreiros, para que também sejam melhores conjuradores divinos (provavelmente um bônus de Sabedoria).

Minotauros: o novo Tormenta OGL é cronologicamente posterior às Guerras Táuricas. É difícil não dar spoiler, mas… digamos que os minos NÃO perdem. A importância da raça no cenário aumenta absurdamente, e eles tomam o lugar dos meio-orcs como “raça porradeira”.

Elfos: vamos tentar mexer nas mecânicas para que sejam conjuradores arcanos melhores, como foi feito no Pathfinder. Talvez percam seu modificador de Carisma (que eles têm em Tormenta) para ganhar Inteligência.

Meio-Gênios: ganham papel titular e entram no lugar dos sprites como raça conjuradora. E devem achar o modificador de Carisma que os elfos tinham perdido…

Goblins: eles continuam como ladinos bad boys, em contraste com os halflings. Sua restrição como conjuradores arcanos vai sumir – mas, por seus ajustes raciais, ainda será mais vantajoso escolher outras classes.

Halflings: ainda são a melhor raça para quem ataca à distância. Sinceramente, existindo os goblins, a gente não precisaria mais de halflings. Mas se saírem fora do cenário, o Jamil nos chuta o saco!

E sobre as raças “excluídas”:

Centauros: eles são importantes, alguns NPCs bem famosos pertencem à raça. Mas são também problemáticos para explorar masmorras por seu tamanho Grande, medo de altura e dificuldade com obstáculos verticais. Mestres têm problemas em planejar aventuras para eles.

Gnomos: dã! Se nem a 4E os quis…

Elfos-do-Mar: eles só existem no cenário porque EU gosto de aventura submarina. Mas sejamos francos, se a aventura não rola em ambiente aquático, elfos-do-mar são um lixo!

Meio-Elfos: além da mecânica triste, seu papel tradicional é como párias rejeitados e sem lar. Mas em Arton, os próprios elfos comuns já ocupam esse mesmo papel. Na prática não haverá mais diferença entre elfos e meio-elfos, todos serão considerados “uma coisa só”.

Meio-Orcs: quase nenhum meio-orc (aliás, nem mesmo um orc!) nunca teve papel de destaque em Arton.

Nagahs: quase nunca foram bem exploradas em Tormenta. Exceto pela druida épica inventada pelo Leonel para o Área de Tormenta (e já falecida…), não há nenhum NPC importante desta raça. E convenhamos, quando uma das maiores ameaças do cenário são um deus-serpente e seus servos, é estranha a existência de um povo-serpente “do bem”. Com a volta de Sszzaas, as nagahs revelam-se como traidoras dissimuladas e mudam de lado. Seu papel agora será parecido com os drow em outros cenários (mas aquela ocasional nagah bondosa ainda poderá existir no grupo de aventureiros).

Sprites: seu tamanho Miúdo e habilidade de vôo desequilibram o grupo.

Notem que nenhuma destas raças será proibida ou banida, elas apenas não aparecem no livro básico. Já estamos bolando um “Manual das Raças” onde todas voltarão mais detalhadas.

julho 2, 2009

Indo novamente pra SP (e para o RPGCON!)

Quando este post subir eu já estarei na estrada ou em São Paulo na casa do meu grande amigo Ig! O plano como sempre é re-encontrar amigos e colegas, conhecer o pessoal bacana da Área RPG e da Lista de Blogs, quem sabe catar algum livro ou tranqueira nerd por um preço camarada e definitivamente beber um bocado e falar algumas asneiras com o povo da velha guarda.

No meio disso tudo vou participar de uma palestra com o CF do Covil no domingo, cujo tema girará em torno da antoga OGL, SRD, e da nova GSL, e seus respectivos efeitos para as edições do Dungeons & Dragons. Parece que vai ser divertido.

Espero ver alguns de vocês por lá!

julho 1, 2009

Ranking Cinza - Junho

O mês de Junho terminou não com o rotineiro Ranking Cinza do dia 25, mas com uma questão/choradeira sobre a necessidade da continuidade do ranking, afinal agora temos a mega ferramenta automatizada do Paragons, e para ser sincero eu nem estava achando o Ranking Cinza mais tão interessante assim…

De qualquer forma um monte de gente apontou algumas razões pelas quais o Ranking Cinza deveria continuar, principalmente por ser mais abrangente e comentado, então vou tentar dar continuidade na parada, mas pensando em formas de dar ainda mais estes dois aspectos que o diferenciam do Pop Rank (eu já falei que o Pop Rank ficou foda?), embora isso não vá acontecer ainda este mês, já que estamos meio em cima da hora. Mas aceito sugestões e idéias para tornar o Ranking Cinza mais divertido e interessante ok?

Outra mini-mudança é na data de postagem do Ranking Cinza, que agora entra no ar todo dia 1° com os resultados do mês anterior, algo que permite avaliarmos os meses de maneira mais certinha. Junho fica marcado como o mês com o maior crescimento geral, de forma muito parecida com a que tivemos no mês de Janeiro de 2009, até então melhor mês para os sites de RPG desde que comecei a fazer o Ranking Cinza. Lembrando sempre que o objetivo do Ranking é traçar um mapa das 20 páginas nacionais relacionadas a RPG mais frequentadas (e não as melhores, pelo amor de satã!) e com maior alcance entre o público. Para isso a medida usada dentro do Alexa é a do traffic rank nacional, que indica a colocação da página dentre o universo dos sites mais acessados do Brasil e que tem a característica de ser uma variável composta tanto dos acessos (ou page views) como número de usuários únicos (reach). Então vamos lá!

1- RPG Online - Já no clássico primeiro lugar está o maior portal de RPG do Brasil, que se moveu menos de 15 e ainda ocupa a respeitável 3055ª posição dentre os sites mais acessados do BrasilCategoria: Portal Posição Anterior: 1

2- Ambrosia - O portal de entretenimento Ambrosia novamente surge na segunda posição e continua subindo e se aproximando lentamente do primeiro colocado traffic rank nacional de 4206. Categoria: Portal Posição Anterior: 2

3- Devir - A maior editora de RPG do país novamente se manteve praticamente estática em seu traffic rank nacional, que ficou em 5275, segurando assim a característica terceira posição. Parece que o novo hotsite de Dungeons & Dragons da editora não mudou tanto assim no tráfego como eu imaginava que poderia. Categoria: Editora Posição Anterior: 3

4- Rede RPG - A Rede RPG deu mais uma caidinha este mês, de cerca  de 1500 posições mas mesmo que não mude isso ainda deve ficar por um tempo na 4ª posição do Ranking Cinza. O portal e terminou o mês com a 9053ª posição dentre os sites nacionais. Categoria: Portal Posição Anterior: 4

5- Jambô - Completando a formação clássica do top 5 vem a bacanuda Jambô que este mês subiu cerca de 1500 colocações no seu traffic rank e ficou com o 14931ª posição dentre os sites nacionais. Categoria: Editora Posição Anterior: 5

6- .20 - O .20 não só se tornou no mês de Maio o blog de RPG mais acessado do Brasil, como manteve e se consolidou nesta posição em Junho! Também ao subir mais de de 200 colocações no quesito traffic rank nacional o .20 se tornou o primeiro blog de RPG a quebrar a mítica marca dos 20 mil sites mais acessados do país, que era até então uma característica do top 5, com a incrível colocação de 19676° entre as páginas do país .  Wow! Categoria: Blog Posição Anterior:6

7- D3system - Depois de uma mega reformulação e mais de 2 meses fora do ar o  D3system voltou em grande estilo com uma decolada de mais de 33 mil (!!!) posições e ficando com 22005 de traffic rank nacional. Como eu havia cantado a pedra o D3system voltaria este mês para o top 10, mas e agora, para onde ele vai daqui? Categoria: Blog Posição Anterior: 16

8- RPGArautos - Outra subida inacreditável foi a do pessoal do RPGArautos que depois de cair seis posições em Abril, subir uma em Maio deslanchou de vez em Junho decolando 11 posições com 29531 de traffic rank nacional! Resultado do trabalho excelente dos caras dentro e fora da internet. Categoria: Portal Posição Anterior: 19

9- Pop Dice - O finado Pop Dice, que agora vive através do blog conjunto Paragons ainda marca, e bem, sua presença com 35099 de traffic rank nacional. Categoria: Blog Posição Anterior: 7

10- Moonshadows -Este mês a loja Moonshadows volta para o Ranking Cinza em uma ótima posição, depois de ficar de fora em Maio. Será que este crescimento nos acessos, que levou a loja aos 38430 de traffic rank teve algo a ver com o lançamento do Livro do Jogador da 4ª edição em português? Pode ter sido um fator! Categoria: Loja Posição Anterior: -

11- Rolando 20 - Novamente na mesma 11ª posição vem o Rolando 20, que também se manteve no terceiro mês consecutivo com praticamente a mesma 42001ª posição dentre os sites nacionais. Curioso ver que a mudança de boa parte do conteúdo do Rolando 20 para o D3system não afetou em nada os acessos do blog, o que é excelente. Categoria: Blog Posição Anterior: 11

12- Paragons - Outra novidade este mês, que alterou e vai continuar ecoando nos próximos meses na blogsfera de RPG nacional, é o surgimento do blog comunitário Paragons, que integra o pessoal do Pop Dice, Ooze, 42 e Pensotopia, sendo que os três primeiros foram extintos para o surgimento do novo blog. De qualquer forma o Paragons chega com tudo na 12ª posição do Ranking Cinza com 43002 de traffic rank nacional. Categoria: Blog Posição Anterior: -

13- Inominattus - Junho é o mês dos blogs colaborativos, e não só pelo surgimento do novo D3system e do Paragons, mas pelo crescimento do .20 e do Inominattus, que subiu ótimas 7 posições no ranking e mais de 15 mil de traffic rank, indo parar na 44833ª posição entre os sites nacionais. Categoria: Blog Posição Anterior: 20

14- Dado Mestre - Mais uma estréia este mês, desta vez do Dado Mestre, um blog que para ser sincero eu não conhecia e de primeira olhada achei bem legal, com um design limpo e matérias interessantes, o Dado Mestre estréia na 14ª posição com 45678 de traffic rank nacional. Categoria: Blog Posição Anterior: -

15- Fale RPG - A Fale RPG caiu um bocado este mês, perdendo seis posições por aqui e cerca de 8 mil de traffic rank, indo para 48855. Categoria: Portal Posição Anterior: 9

16- Daemon - Depois de se segurar no top 10 por um tempo, a página da editora Daemon despencou mais de 15 mil no traffic rank e oito posições por aqui, indo para 49104ª posição dentre os sites nacionais. Categoria: Editora Posição Anterior: 8

17- A Matilha - Caindo duas posições chega o pessoal da Matilha, que caiu um pouco menos de 3 mil de traffic rank este mês e se segurou na 49300ª posição de acordo com o AlexaCategoria: Blog Posição Anterior: 15

18- Ooze - Outro finado blog que marca presença ainda é  Ooze, que havia voltado ao Ranking Cinza no mês passado na 17ª posição. O antigo blog do novo Paragon aparece com 51639 de traffic rank nacional. Categoria: Blog Posição Anterior: 17

19- D&D Brasil - Continuando sua sequência de quedas vem o  portal D&D Brasil, que perdeu 4 posições em Maio e mais 6 em Junho, com uma queda de 9 mil posições indo para 53240 de traffic rank nacional. Categoria: Portal Posição Anterior: 13

20- Área Cinza - Outro que também tem caído direto tal como um bêbado descendo uma escadaria é este que vos fala! Depois de perder6 posições em Maio é hora de despencar mais 8 (putz!) em Junho, caindo para a 20ª posição e encerrando o Ranking Cinza com 54284ª posição do traffic rank nacional, ou seja, mas 10 mil de perda neste quesito… Categoria: Blog Posição Anterior: 12

Junho foi um mês e tanto, com trocentas mudanças bem importantes! Primeiro caíram fora do Ranking Cinza o Nitro Dungeon, Dados Limpos e RPG.blogs - este último me surpreendeu bastante, já que achei que logo estaria lutando por um lugar no top 5. No entanto chegaram os novatos Paragons e Dado Mestre além do retorno da Moonshadows. Se mês passado eu estava reclamando que nenhum novato deu as caras e temia um engessamento da blogsfera, Junho veio justamente para me derrubar da cadeira…

Marcando Junho como um mês excelente para a blogsfera, temos 10 blogs dentre o Ranking Cinza, um a mais que Maio e alcançando o mesmo número de Dezembro, recordista até então na presença de blogs.  E dentro o top 10 foram três os blogs que apareceram - .20 , D3system e Pop Dice. E não duvido nada que em poucos meses alguém consiga marcar o território dos blogs no top 5. Resta a pergunta - .20, D3system, Paragons ou um azarão?

E o grande destaque deste mês foi a bela redução da taxa de corte deste mês, ou seja, o traffic rank nacional do último colocado da lista, que melhorou pelo terceiro mês consecutivo:  em Abril foi de 65494 do RPGArautos, Maio 6122 do Inominattus e agora temos 54284 do Área Cinza. Uma redução de mais de 10 mil posições no traffic rank nacional geral do Ranking Cinza em apenas 3 meses!

Pelo gráfico fica mais claro que na verdade temos um “top 3 ou 4″ seguido à distância pelo 5° colocado (Jambô),  que por sua vez é seguido bem de perto pelo 6° e 7° (.20 e D3system respectivamente). Depois disso a progressão segue mais ou menos equilibrada até o grupo que vai da 11ª posição a 14ª posição, com 4 sites separados por pouco mais de 3 mil de traffic rank. Depois um pequeno intervalo e mais um bloco de 3 colocados praticamente empatados, já que a diferença do 15° para o 17° é de menos de 500 de traffic rank! Ou seja, podemos esperar muitas mudanças até Julho…

Novamente gostaria de agradecer todo mundo que opinou e comentou sobre a necessidade do Ranking Cinza, realmente me deu um novo gás. Em especial ao pessoal do Paragons - afinal não bastou criarem o novo e fodástico Pop Rank, mas também mantiveram o antigo e ainda deram um apoio para a continuidade deste. Isso sim é gostar de rankings!

junho 29, 2009

35ª edição do Origins Awards - Os camundongos e o D&D 4ª edição

Acabou ontem a 35ª edição da Origins Game Fair, feira anual de jogos e segunda maior evento do tipo dos Estados Unidos, atrás apenas da GenCon. Organizada pela GAMA (Game Manufacturers Association), a premiação da Origins tem dentre suas categorias a maior diversidade de tipos de jogos, não se focando apenas em RPGs, card games e jogos de tabuleiro, mas partindo para um monte de subcategorias com coisas que eu nunca ouvi falar. Acho que enquanto a GenCon, até por seu histórico de ter sido criada pelo Gary Gygax, é mais focada em RPG e derivados, a Origins pode ser vista como um evento mais diverso, no qual o universo dos jogos aparece em sua forma mais expandida.

Enfim, sem mais delongas, vamos a lista dos vencedores divulgada pelo pessoal do Critical Hits. No final faço uma observação maior sobre a categoria que mais nos interessa, a de melhor jogo de RPG é claro:

Play By Mail

  • Atlas Games Play by Post Forums by Atlas Games
  • Heldenwelt by SSV Klapf-Bachler OEG. (Austria)
  • Hyborian War by Reality Simulations Inc.
  • Starweb by Flying Buffalo Inc.
  • The One Ring Legends Module by Harlequin Games

WINNER: Hyborian War

Collectible Card Game Rules or Expansion

  • Chaotic: M’arrillian Invasion Beyond the Doors Booster Pack 8
    TC Digital Games LLC
    MRN, To Be Continued LLC, Sam Murakami, and David Baumgartner
  • Highlander the Card Game: Search for Vengeance 11
    HighlanderTGC
    Mike Sager
  • Magic the Gathering: Shards of Alara 1
    Wizards of the Coast
    Bill Rose and Devin Low
  • Portal
    Score Entertainment
    Aik Tongtharadol, Josh Morris, Dan Posey, and Carl Braun
  • World of Warcraft the Trading Card Game: Servants of the Betrayer 2
    Upper Deck
    Mike Hummel, Antonio DeRosa, Ken Ho, Jeff Liu, and Patrick Sullivan

WINNER: Magic the Gathering: Shards of Alara 1

Children’s, Family, and Party Games

  • Backseat Drawing
    Out of the Box Publishing
    Peggy Brown
  • duck! duck! Go!
    APE Games
    Kevin G. Nunn
  • Extraordinary Adventures of Baron Munchausen, The
    Mongoose Publishing
    James Wallis
  • Living Labyrinth
    Bucephalus Games
    Julie Haehn
  • Rorschach: The Inkbot Party Game
    Bucephalus Games
    Dan Tibbles, Jeremy Holcomb, Joe Huber, and Stephen McLaughlin
  • Say Anything
    North Star Games
    Dominic Craphuchettes and Satish Pillalamarri

WINNER: Say Anything

Historical Miniature Figure or Line

  • 28mm Imperial Romans
    WARLORD GAMES
  • King Philips War 28MM
    Brigade Games Inc.
  • SS-Panzerdivision ‘Das Reich’ Panzerkompanie (GEAB06) [15mm Line]
    Battlefront Games
  • 28mm Celts
    WARLORD GAMES
  • 15mm Ancient Saxons
    Splintered Light

WINNER: SS-Panzerdivision ‘Das Reich’ Panzerkompanie

Historical Miniature Figure Game Rules Supplement

  • RISE OF ROME (Fields of Glory Supplement)
    Osprey Publishing
  • Operation Cobra, The Normandy Breakout –FW206 Cobra FLAMES OF WAR
    Battlefront Games
  • WWII Eastern Front Skirmish Scenarios
    Britton Publishers
  • STARS AND STRIPES FOREVER
    Test of Battle Games
  • AGE OF EAGLES: Napoleon Vs Europe  1813 – 14, AOE Scenario Book
    Quantum Printing

WINNER: Rise of Rome Fields of Glory

Historical Miniature Figure Game Rules

  • Fields of Glory Miniature Rules
    Osprey Publishing / Slitherine Software
    Richard Bodley-Scott
  • Volley & Bayonet: Road To Glory
    Test of Battle Games
    Frank Chadwick and Greg Novak
  • Cold Steel and Canister
    Decker Game Company
    Jack Decker
  • Song of Drums and Shakos
    Ganesha Games
    Andrea Sfiligoi
  • Chevauchee: Rules for Battles with Medieval Miniatures
    Skirmisher Publishing LLC
    Michael J. Varhola, Robert “Mac” McLaughlin, and the Skirmisher Games Development Group

WINNER: TIE between Fields of Glory and Songs of Drums and Shakos

Historical Board Games

  • Conflict of Heroes: Awakening the Bear
    Academy Games
    Uwe Eickert
  • Espana 1936
    DEVIR US LLC / Phalanx
    Antonio Catalain
  • The Battle of Monmouth
    Clash of Arms Games
    Rich Kane
  • The Campaigns of King David
    Clash of Arms Games
    Robert Markham
  • Pursuit of Glory
    GMT Games
    Brad Stock and Brian Stock

WINNER: Conflict of Heroes: Awakening the Bear

Non-Fiction

  • KOBOLD Guide to Game Design, Vol. 1
    by Wolfgang Baur, Nicolas Logue
    Open Design
  • Lost Leaves From the Inn of the Last Home
    by Margaret Weis
    Margaret Weis Productions
  • No Quarter Magazine
    editor-in-chief Nathan Letsinger
    Privateer Press
  • Things We Think About Games
    by Will Hindmarch & Jeff Tidball
    Gameplaywright Press
  • Tour de Lovecraft: the Tale
    by Ken Hite
    Atomic Overmind Press

WINNER: Tour de Lovecraft: The Tale

Fiction

  • Hungerblade
    by Robin D Laws
    Red Juggernaut Inc.
  • Infernal Sorceress
    by Gary Gygax
    Paizo Publishing
  • Killing Ground, The
    by Graham McNeill
    Black Library
  • Pirate King, The
    by R.A. Salvatore
    Wizards of the Coast
  • Worlds of Dungeons & Dragons Volume 2
    edited by James Lowder & Mike O’Sullivan
    Devil’s Due

WINNER: Worlds of Dungeons & Dragons Volume 2

Miniature Figure or Line of Miniature Figures

  • Monsterpocalypse Collectible Miniature Game
    Privateer Press, Inc.
    Matt Wilson, Bryan Cutler, Jason Soles, Rob Stoddard, and Kevin Clark
  • Star Wars Miniatures: The Clone Wars
    Wizards of the Coast
  • WARMACHINE Steam-Powered Miniatures Combat
    Privateer Press, Inc.
    Matt Wilson, Ron Kruzie, and Chris Walton
  • WH40K: Space Marines
    Games Workshop
  • World of Warcraft Miniatures Game
    Upper Deck Company
    Justin Gary, David Baumgartner, John Fiorillo, Matt Hyra, and Anthony Shaheen

WINNER: Star Wars Miniatures: The Clone Wars

Miniature Figure Game Rules

  • Classic Battletech: Tactical Operations
    Catalyst Game Labs
    Randall N. Bills and Herbert A Beas II
  • Monsterpocalypse Collectible Miniature Game
    Privateer Press, Inc.
    Matt Wilson, Bryan Cutler, Jason Soles, Rob Stoddard, and Kevin Clark
  • WARMACHINE: Legends
    Privateer Press, Inc.
    Matt Wilson, Jason Soles, and Rob Stoddard
  • WH40K: 5th Edition
    Games Workshop
    Alessio Cavatore
  • World of Warcraft Miniatures Game
    Upper Deck Company
    Justin Gary, David Baumgartner, John Fiorillo, Matt Hyra, and Anthony Shaheen

WINNER: Classic Battletech: Tactical Operations

Game Accessories

  • Chibithulhu
    Steve Jackson Games
  • Classic Battletech: Record Sheets 3039
    Catalyst Game Labs
    Randall N. Bills, Bjorn Schmidt, and David L. McCulloch
  • D-Total
    Gamescience
    Dr. A. F. Simkin, Frank Dutrain, and Louis Zocchi
  • Duel Decks: Jace vs Chandra
    Wizards of the Coast
    Erik Lauer and Ken Nagle
  • Living Arcanis T-Shirt
    Paradigm Concepts, Inc
    Pedro Barrenechea, Henry Lopez, Nelson Rodriguez, and Eric Weiner
  • Wicked Munchkin Bag & Die
    Q-Workshop
    John Kovalic and Patryk Strzelewicz

WINNER: D-Total

Card Games

  • Dominion
    Rio Grande Games
    Donald X Vaccarino
  • Monty Python Fluxx
    Looney Labs
    Andrew Looney
  • Red Dragon Inn 2
    Slugfest Games
    Geoff Bottone, Colleen Skadl, and Cliff Bohm
  • Ticket to Ride Card Game
    Days of Wonder
    Alan R. Moon
  • Trailer Park Wars
    Gut Bustin’ Games
    Lisa Steenson

WINNER: Dominion

Board Games

  • Agricola
    Z-Man Games, Inc.
    Uwe Rosenberg
  • Ninja vs. Ninja
    Out of the Box Publishing
    Tushar Gheewala
  • Pandemic
    Z-Man Games, Inc.
    Matt Leacock
  • TOMB
    Alderac Entertainment Group
    John Zinser
  • Wealth of Nations
    TableStar Games
    Nico Carroll

WINNER: Pandemic

Role-Playing Game Supplements

  • Buccaneers of Freeport
    Green Ronin Publishing
    Ari Marmell, Anthony Pryor, Rodney Thompson, and Robert Vaughn
  • Forgotten Realms Campaign Guide
    Wizards of the Coast
    Bruce Cordell, Ed Greenwood, and Chris Sims
  • Hero Lab
    Lone Wolf Development
    Rob Bowes and Colen McAlister
  • Serenity Adventures
    Margaret Weis Productions
    Alana Abbot, Billy Aguiar, James Davenport, Ted Reed, and James M. Ward
  • Star Wars: Knights of the Old Republic
    Wizards of the Coast
    Rodney Thompson, Sterling Hershey, John Jackson Miller, and Abel Pena

WINNER: Serenity Adventures

Primeira surpresa dentre os suplementos de RPG - em uma categoria com ótimos concorrentes, como os excelentes suplemento Star Wars: Knights of the Old Republic e Buccaneers of Freeport além do sempre popular Forgotten Realms Campaign Guide quem levou foi o Serenity Adventures da Margaret Weis Productions. Eu tenho a versão em PDF deste livro e ele é bem legal, estiloso e bem feito como o básico de Serenity, mas realmente não esperava que ele conseguisse uma vitória em cima dos suplementos de Freeport e de Star Wars Saga, grande favorito na minha opinião.

Role-Playing Games

  • Dungeons & Dragons 4th Edition Players Handbook
    Wizards of the Coast
    Rob Heinsoo, Andy Collins, and James Wyatt
  • Mouseguard Role-Playing Game
    Archaia Studios Press
    Luke Crane and David Petersen
  • Trail of Cthulhu, The
    Pelgrane Press Ltd
    Kenneth Hite, Robin D Laws, Jerome Huegenin, and Simon Rogers

WINNER: Mouseguard

Grande surpresa da premiação - Mouse Guard RPG, um livro baseado nos quadrinhos de David Petersen que ganharam o prêmio Eisner em 2008 e utiliza uma versão simplificada do aclamado sistema do Burning Wheel bateu o Livro do Jogador da 4ª edição do Dungeons & Dragons! Mas como assim um jogo indie com um cenário baseado em uma idade média onde não existem humanos, mas sim ratinhos que tentam sobreviver aos predadores e intempéries do clima ganhou da nova edição do RPG mais importante e popular do mundo?

Acho que longe de significar que “a 4ª edição fracassou (ou a bolha estourou)“, a premiação do Mouse Guard RPG mostra que ainda existe espaço para a diversidade e inovação - algo que eu tenho discutido muito com meus amigos aqui de BH que ficam chorando que o bom design de RPG, que na concepção válida deles é bastante distante do modelo atual seguido pela WotC, acabou nos anos 90. Acho que o sucesso e reconhecimento de títulos como o Mouse Guard RPG, e mesmo do Trail of Cthulhu, dos sempre fodas Kenneth Hite e Robin D. Laws, mostram como um monte de coisas boas podem ser produzidas e darem certo tanto em termos de crítica como de mercado se afastando das grandes tendências e modelos de jogos mais populares.

O Berin Kinsman, mais conhecido como Unclebear, tem uma teoria sobre o sistema de votação da Origins que também pode ter influenciado o resultado, mas também aponta que tanto o caráter inovador do Mouse Guard RPG como a divisão da base de fãs de D&D entre a 4ª edição e o Pathfinder RPG, que será lançado em breve, podem ter enfraquecido os votos do livro da Wizards of the Coast. Mas prefiro me orientar nas palavras do próprio David Petersen, criador das histórias de Mouse Guard:

Luke Crane did a wonderful translation of my Mouse Guard world into a playable and fun game. He and I talked early on that the game had to be something more than just an RPG where you happen to be mice, one that really took the scale and the lifestyle of my characters and made the mechanics focus on it. So thank you Luke! And now it has won RPG of the year 2009 upsetting Dungeons and Dragons 4th edition. Even though Mouse Guard uses only 6 sided dice, I think it just rolled a natural 20.

Vai ver no fundo o diferencial é esse mesmo - e não, eu não estou falando de jogar com ratinhos, mas sobre desenvolver mecânicas coerentes e focadas nos personagens, no que eles são e no que fazem. E não só no quanto eles conseguem ser bons no combate…

junho 27, 2009

Ainda precisamos do Ranking Cinza?

Como alguns de vocês perceberam o Ranking Cinza de Junho, que deveria ter sido postado na quinta dia 25 ainda não deu as caras por aqui. Isso aconteceu porque passei por uma semana extremamente corrida no trabalho que se somou a mais um monte de pequenas confusões na minha vida e que nem vem ao caso aqui.

Coincidentemente neste mesmo dia 25 estreou o mega blog Paragons, formado pela união de quatro outros blogs de RPG fodas - Ooze, Pensotopia, 42 e Pop Dice. E dentre as várias coisas legais que eles levaram de seus respectivos blogs originais para o Paragons está o Pop Rank, que tem o foco apenas na colocação dos blogs de RPG e já era muito estiloso, e voltou ainda mais bombante, com uma incrível atualização diária automatizada desenvolvida pelo pessoal da RPGOnline que me deixou de cara!

Mais rápido, poderoso e estiloso!

Além do impressionante novo Pop Rank, o lance é que eu nem acho que o Ranking Cinza algo mais tão divertido e curioso de se fazer como antes. Sim, era bacana saber todo mês que sites subiram e caíram, mas mais por uma curiosidade e interesse de acompanhar quem estava sendo mais lido naquele momento, do que um juízo sobre qual blog era ou estava melhor naquele mês. Os rankings, pelo menos neste formato, medem a visitação, e não a qualidade, e às vezes isso fica um pouco nebuloso. Mas agora temos uma mega ferramenta foda para fazer isso diariamente, possibilitando inclusive que os mais empolgados com as estatísticas acompanhem o movimento de subida e descida com uma precisão e facilidade nunca antes tida.

Minha questão então é: vale a pena manter o Ranking Cinza quando temos uma ferramenta melhor em mãos? Um dos argumentos contrários ao fim do ranking poderia ser justamente que ele lista mais que apenas os blogs, mas não são eles justamente os mais interessados? E mesmo assim, caso essa perda da listagem dos portais e editoras de RPG no ranking seja considerada grande, quem sabe eles não podem ser incorporados em outra divisão do novo Pop Rank? Estive pensando um bocado sobre isso nos últimos dois dias e queria saber o que vocês acham - o Ranking Cinza ainda tem alguma relevância e desperta alguma discussão?

junho 23, 2009

O sucesso (ou não) da 4ª edição segundo a Necromancer Games

Depois do post de ontem, com as opiniões sobre a 4ª edição do Dungeons & Dragons do Joseph Goodman, criador da  Goodman Games, é hora de analisarmos um pouco a visão apresentada por Clark Peterson, cabeça da Necromancer Games. Sempre vale a pena relembrar, dentre as editoras que lançam produtos d20 a Necro foi a maior aliada da WotC no lançamento da 4ª edição, sendo a primeira a anunciar produtos para a nova edição, e depois de ver a terrível primeira versão da GSL, anunciar que estava tirando o time de campo, para então finalmente ser uma das principais forçar por trás do movimento de revisão da licença. Enfim, o Clark e sua Necro Games foram atores bem importantes neste pouco mais de 1 ano de nova edição do D&D, e é justamente por isso que seu texto um tanto pessimista sobre o futuro dos lançamentos impressos da editora me chamou a atenção. Então vamos lá!

Hey everyone.

I know its been a long time between updates for a lot of reasons and that can be frustrating. Sorry for that.

I’m still hopeful to do Pathfinder print products and perhaps a key 4E print product or two (a Tome 4E perhaps), but abiliity to product the 4E print stuff is proving to be difficult. Retailers are less than excited about 4E supplemental material. Distributors even less so. Print partners still less excited.

Curioso, este texto entrou no ar no fórum da Necromancer dois dias antes do artigo do Joseph Goodman, onde ele fala que tanto os lojistas como distribuidores não tem nenhum problema com a 4ª edição, pelo contrário. Já aqui nosso brother Clark justifica a dificuldade de lançar produtos impressos para a nova edição justamente porque estes parceiros “não estão excitados” com estes suplementos. Estranho não?

All you know my desire to support 4E and my many plans, some of which are even under way. Right now, the 4E PRINT plans dont look like they are going to happen.

I dont want this to turn into a “yeah Pathfinder, boo 4E” thread. Any such posts will be deleted. This is an update thread, not an edition wars thread.

Other than a key 4E product, such as a Tome 4E, I dont see Necro doing much in the way of print 4E products. That leaves us with the possibility of pdf products. That is not necessarily bad, but it would reflect a shift in our traditional product strategies and will require different analysis on how to go forward.

In large part this situation is due to the delay of an acceptable GSL. Not having one at launch created a huge slowdown of momentum as well as a retailer and distributor gap where distributors didnt have 3Ps plugged in to the product array for 4E. Now, having no 3P track record for 4E they are wary (and probably happy to have some of it go away). Had there been a GSL at launch I think we would have hit a few big products and gotten distributors on board for 3P products for 4E. But that didnt happen. Now I think we have a chasm we just cant cross with anything but a tiny selection of key 4E products, such as a Tome 4E. But that said, even the idea of a Tome 4E has been floated by those who matter and even for a product like that there is less than total enthusiasm.

Agora sim eu acho que o Clark chegou no X da questão: como empresas que vinham mantendo um fluxo contínuo de produtos nos últimos 5 anos podem ficar esperando meses para ver uma licença? Pior, quando ela saí ainda me vem totalmente restritiva e bizarra, mais parecida com uma armadilha jurídica que com uma proposta para a criação de jogos usando regras em comum…  Com esse período longo de espera criou-se um abismo, um furo na linha de lançamento dos títulos, e só agora o mercado de produtos de outras editoras compatíveis com a 4ª edição deveria estar esquentando, já que a nova GSL saiu apenas em Março, ou seja pouco mais de três meses atrás!

Aliás, agora caiu a ficha no lerdo que vos fala - talvez a rejeição dos distribuidores e lojistas não seja em relação a 4ª edição, o que seria bem idiota mesmo, mas aos produtos das outras editoras usando as regras da 4ª edição, que estão saindo com um atraso monstro por causa da novela da GSL. Esses produtos sim podem não ser tão lucrativos para lojistas e distribuidores, e então tanto os testemunhos do Clark como do Joseph podem coexistir (ao menos parcialmente) em um mesmo universo. Pra mim parece uma boa teoria…

All that said, we are exploring pdf and print on demand options.

It would be fair to say that I am frustrated by the path 4E and 3P support for 4E has taken and that we, essentially, had the ability taken from us to support 4E by the mishandling of the GSL. I say that while at the same time applauding Scott Rouse’s tireless fight to get the GSL revised–which he did and did well. I just wish there were more people at Wizards who “got it” like Scott did and were on board. Its really too bad. 3E was truly a golden age of D&D, a revival of all that was great from the early years of the game. Its too bad that same feeling and fervor couldnt happen for 4E. Maybe I was naive to ever think it could, but I did think that.

All this means is likely no big 4E print products (maybe one or two at most) and perhaps only a few Pathfinder print products. We are still in contact with Paizo and have a good relationship there. We still have great connections for online and print on demand products and are working with OBS to achieve those things. Its just that our hoped for print lineup will likely not happen.

I know this means more waiting for all of you and I am sorry for that.

I hesitated to post this because some will say “Necro is folding.” Thats not the case at all. We are just being forced by external factors to shift our product plans. I felt all of you were owed an update and an explanation about that.

Clark

Bom eu concordo com o Clark que ele pode ter sido ingênuo neste lance da GSL da nova edição, afinal em um primeiro momento todos nós fomos, ao acharmos que o básico da antiga OGL seria mantido. Mas o “erro” (que nem pode ser chamado assim) do nosso amigo foi continuar apostando o grosso de suas fichas na GSL revisada, e por isso mesmo se deu o mega esforço da Necromancer Games em sensibilizar a WotC de que o modelo vigente era inviável. E nesse ponto eu acho que ele deveria ter deixado o barco afundar sozinho, tal qual fez a Green Ronin, e preparar seu bote salva-vidas. Porque como ele mesmo indica, o objetivo claro da nova GSL não é o de reviver a “Era de Ouro do d20″, mas de limitar a publicação por outras editoras para um tipo muito específico de produto, com regras muito estritas de uso e modificação de material oficial. Até porque como ficou claro durante a luta da revisão, o Scott Rouse podia ser em parte responsável pela GSL, mas haviam figuras muito maiores por trás dele que opinavam de maneira muito forte sobre o tanto que ela deveria ser aberta para determinados tipos de lançamentos.

E mesmo com toda essa explicação eu ainda estou meio perplexo em ler essas coisas direto do cara mais atuante na luta por um GSL decente - embora eu aprecie muito o trabalho do Clark e da Necro de forma geral, acho que ele até deve ter visto esse abismo dos lançamentos a uns quilômetros de distância, mas ainda assim acreditado no potencial de seus produtos pra pular por cima do obstáculo. E bem, não parece que deu muito certo. Agora é esperar pelo Pathfinder e ver como a editora se sai com seus produtos da 4ª edição principalmente em PDF…

junho 22, 2009

O sucesso (ou não) da 4ª edição segundo a Goodman Games

É eu sei, o último post por aqui aconteceu tem mais de 10 dias, e nem era sobre RPG. Prometo que essa semana será mais agitada, já tenho algumas novidades engatilhadas, inclusive uma nova série de matérias que já estão escritas (embora não sejam exatamente inéditas também!). Mas deixando a choradeira de lado, este fim de semana meu brother Giltônio me apresentou dois textos interessantes, ambos escritos pelos cabeças de duas das maiores editoras do mercado d20 - Joseph Goodman da Goodman Games e Clark Peterson da Necromancer Games, tratando justamente do sucesso e aceitação da 4ª edição do Dungeons & Dragons. Farei então dois posts gêmeos naquele modelo AC clássico, ou seja, copiando aqui os textos em inglês e como de praxe fazendo meus comentários impertinentes.  Hoje vamos vamos começar pelo nosso amigo Goodman e suas (longas) opiniões sobre a 4ª edição:

Hi everyone,

I really like gaming, game stores, and playing games, and it is for these reasons that I traditionally do not discuss the business side of the industry in public forums. In the 3E era I kept my head down and just focused on publishing good product. This worked out pretty well, and now many gamers perceive Goodman Games as one of the more successful RPG publishers. All this happened without “Joseph Goodman” being well known. You know who runs Malhavoc and Green Ronin and Necromancer and Paizo, but I routinely encounter fans who have no idea why Goodman Games has “Goodman” in the name. That’s how I like it.

Now, eight years into the business, I feel compelled to write my first personal note on the business side of things. Welcome to “Joe Goodman’s first commentary on the business.” I write this primarily to portray what I consider to be the facts of certain elements of the business, particularly the success of fourth edition D&D.

First, a little background. I own Goodman Games but don’t run it full time. Goodman Games has an outstanding staff who do most of the product development, run the tournaments, handle the shipping, etc. I personally have a full-time “business job” at a Fortune 50 company, where I manage a large staff running a billion-dollar division. Goodman Games is an extremely enjoyable outlet for my love of the hobby, but it’s not how I pay my bills. I do it for fun because it is something I absolutely love to do. I wrote my first RPG at the age of 10, self-published my first work at 17, had my first professional contract at 18, had my first staff writer job at 21, and have been involved professionally in the gaming industry ever since.

Como vocês devem ter percebido aqui o forte do Goodman não é exatamente a modéstia e isso se agrava um pouco no decorrer do texto. Mas não deixem que isso entre no caminho do que ele quer dizer, já que algumas idéias bem interessantes aparecem pela frente.
I believe brick-and-mortar hobby stores are the lifeblood of the industry. This is for a couple of reasons. First, it is these stores that introduced me to the hobby, along with many other gamers. Sword of the Phoenix in Atlanta, GA was the store I shopped at for years. It was there that I discovered not just D&D, but also Ral Partha and Grenadier miniatures, Warhammer 40,000, Space Hulk, and many of the other games that I played obsessively as a child. Hobby stores are the single best way to introduce new gamers to the hobby. No online experience can match this.

Second, hobby game stores serve as community centers. It’s not even “the best” game stores that do this; even the ones without gaming space have bulletin boards, well-connected staff, and affiliations with local cons. When you move to a new city or discover a new game, the hobby store is the best place to find new friends to play it with.

É claro que estamos em um processo de mudança  - tanto do formato da venda de livros, de RPG em especial com os PDFs bombando, e mesmo de comunidades e outros recursos digitais, que querendo ou não assumem boa parte do papel que as lojas e grupos que as habitam ocupavam a 20 ou 15 anos atrás. Então essas alegações do Joseph que as lojas “físicas” de RPG são o sangue da indústria me parecem carregadas de um saudosismo meio amargo. Porém é difícil ignorar que realmente o serviço destas lojas à comunidade de jogadores é de outro tipo, e seu efeito na agregação de jogadores de uma localidade é muito  diferenciado do oferecido pelas alternativas online.

Um exemplo claro disso pode ser visto em minha amada cidade, Belo Horizonte. Nos início dos anos 90 a Leitura, maior rede de livrarias daqui, fez um belo investimento nos RPG’s, dedicando o segundo andar de sua maior loja ao jogo, contando inclusive com um espaço para grupos e uma noite (se não me engano, às quartas) onde mestres contratados pela livraria o ensinavam aos novatos e curiosos. Toda uma geração de jogadores começou ali, este que vos fala inclusive, embora já tivesse tido contato com um livro jogo do Steve Jackson. Depois apareceram outras lojas, mas no fim dos anos 90 tanto estas lojas fecharam como a Leitura se tornou um lugar inóspito e hostil para os jogadores, e o resultado foi a desarticulação e fim dos grandes eventos de RPG em BH. Enfim, embora eu não ache que as lojas físicas sejam o sangue ou a base do mercado de jogos, não tenho como ignorar o efeito positivo que elas possuem em suas bases locais, embora isso muitas vezes seja ofuscado e desconsiderado nos espaços de discussão da internet. Mas voltando ao Goodman:

Third, speaking as a businessman, hobby stores are by far the largest market for games. The online market (including print, PDF, and POD) simply can’t compete. As Goodman Games has matured into one of the standard stocklist items for typical game stores, I have seen my overall sales base grow steadily while online sales have dwindled. Online sales now make up a tiny fraction of Goodman Games sales. Yes, PDF sales are the fastest-growing sales segment, that is true, but the hobby market is HUGE compared to the online market - orders of magnitude larger. If you support retailers, they will support you, and that effort pays off tenfold. (There’s a reason Wizards could pull their entire PDF backlist without blinking an eye. Those of us with good retail distribution are among the few observers to understand this.)

Essa parte é meio óbvia - ninguém espera que o mercado de PDFs, ou mesmo de vendas online em geral (contando também com print on demand e livros físicos vendidos por livrarias virtuais), seja maior que o de livros vendidos através de lojistas convencionais. E como ele mesmo reconhece, as vendas de PDF são as que mais crescem no mercado, e aposto que as vendas por livrarias virtuais como a Amazon só aumentam a cada dia visto seus descontos absurdamente bons. Então como o próprio Joseph indica, a realidade que temos hoje pode ser bem diferente da que teremos em alguns anos. E será que as lojas físicas se manterão tão importantes assim se não se adaptarem?

It is because of this belief in game stores, and my own personal retail experience, that I focus many of my product development and marketing efforts on strategies that benefit not just Goodman Games, but also retailers. These strategies have included Free RPG Day, a first of its kind in this industry; my annual May sale, which no other RPG publisher does; and the DCC spinner racks which I supplied to hundreds of retailers a couple years ago. These are the promotions consumers can see; there are many others, behind the scenes, that retailers have seen.

I mention these retailer promotions because they are feedback channels that don’t exist for other publishers. There isn’t another third-party RPG publisher that has shipped spinner racks to several hundred stores and gotten feedback on how it affected sales. There isn’t another third-party RPG publisher who runs an annual sale through distributors. And so on. As a result of these efforts, I get feedback through a number of different channels. Sales numbers are a form of feedback. Personal conversations with retailers are a form of feedback. But direct retailer feedback is a significant feedback channel for me, and one that I believe is much more significant for me than for most other third-party publishers. Those of you who follow these forums have seen my Game Store Review Thread, and have a sense of just how frequently I visit stores.

It is based on these feedback channels that I evaluate the industry. These are my “senses,” if you will. Goodman Games is not an imprint that publishes through other companies, multiple steps removed from distributors and even further removed from retailers. Goodman Games is not a company founded on online and subscription-based revenue streams. Goodman Games is a different sort of company from the rest. Goodman Games — and Joseph Goodman — are about as close as you can get to the pulse of retailers, within the third-party RPG publisher segment.

Ok, nós entendemos - A Goodman dá uma força aos lojistas e uns brindes descolados como estratégia diferenciada no mercado, o que parece ser bem esperto mesmo. E com base neste canal direto com os lojistas ele banca sua análise sobre a 4ª edição, que é o que realmente nos interessa aqui.

And now to the question at hand: How is 4E doing?

4E is doing well, very well. I’ll define the parameters of “well” below. First, let’s dispel a couple myths.

Myth #1: “We can publish the same book in 4E that we did for 3E, and use that as a yardstick for sales.” Simply not true. Log on to dndinsider.com and you’ll understand why. You have to understand Wizards’ digital initiative (and its many ramifications) if you intend to publish 4E books at all. Sales of many categories have changed based on what the digital initiative provides customers free of charge. Sales of character record books in 3E and 4E are apples and oranges, not suitable for comparison, and there are other categories affected as well.

Aliás que mito cretino hein? A edição 3.5 do D&D está no mercado tem seis anos (ou quatro se você escreve para a REDE RPG : ), enquanto a 4ª mal acabou de completar um ano, obviamente a base de jogadores da 3ª edição ainda é maior. Sem contar a diferença entre a variedade do que a GSL antiga permite fazer para a 3ª edição e o que a atual permite para a 4ª edição é gritante…

Myth #2: “Distributors do not support 4E.” Simply not true. The pre-orders on Dungeon Crawl Classics #53, #54, and #55 were larger than anything I had seen in years. More recently, Level Up #1 sold out its first wave of distribution sales in under 48 hours, then sold out the second wave of distributor restocks a week later, and distributors continue to place huge restocks. There is significant distributor support for 4E.

Outro mito que eu não entendi bem. Como assim os distribuidores não suportam a maior linha da maior editora de RPG e os produtos de outras empresas que derivam deles? Me parece meio burro uma empresa de distribuição de RPG boicotar o maior produto do gênero nos últimos 5 anos e todas suas ramificações.

Myth #3: “Retailers do not support 4E.” Simply not true. This sort of claim is where the debate breaks down, because one gamer can say, “4E isn’t selling at my local store,” and it’s hard to refute that. Store-by-store experiences do indeed vary widely, and the truth is that there are many individual stores where 4E isn’t selling well. It is these stores, and gamers who trumpet these stores, that have led to many claims regarding 4E not selling. What can I say to refute that? I will rely on my credibility regarding direct retailer feedback.

I’ve personally visited 47 different game stores so far this year. Yes, 47 — see viewtopic.php?f=1&t=5197 for some details. Next time someone tells you “4E isn’t selling at my local store,” remind him that he’s discussing 1 store. Aside from those personal visits, I’ve spoken on the phone with probably 100+ other game stores, gotten direct feedback via a Dungeon Crawl Classics sale (see list of stores in the download at http://www.goodman-games.com/dcc-sale-09.html ), sponsored another year of Free RPG Day (see list of stores at http://www.freerpgday.com/stores.htm ), and run two Worldwide D&D Game Day promotions involving every store participating in Worldwide D&D Game Day (see http://www.goodman-games.com/WWDDD5-23.html and http://www.goodman-games.com/WWDDD3-21.html ). There are hundreds of stores that participate in each of these events individually, probably thousands overall if you compile the various lists. Naysayers who post claims of “4E doesn’t sell well at my local store” seem to omit these massive lists of supporting retailers.

Back to myth #3: “retailers do not support 4E.” Simply not true. Why not? Because Joe Goodman says so, and I know more about game stores than you do. Show me someone with the same list of credentials regarding direct retailer feedback, and I’ll back down. Until then, the statement stands.

Bom tá ai um mito que eu já escutei mesmo, que as lojas físicas não dão muito suporte a 4ª edição, principalmente na gringa. Mas novamente é algo que eu não sei bem dizer se faz sentido, afinal são elas que pelo menos em um primeiro momento estão perdendo dinheiro. E esse argumento das 47 lojas é meio dolorido pra mim, afinal embora seja muito maior que o número de lojas que o jogador médio visita em sua vida, por outro lado não deve representar um centésimo das lojas que vendem livros de RPG nos Estados Unidos. Mas vamos retomar a idéia que ele defendeu no início do texto -que a 4ª edição do Dungeons & Dragons está indo bem.

With these myths dispelled, let’s discuss the meaning of “doing well.” First, some historical context. Before I founded Goodman Games, I wrote a book on the history of this industry. It was something of a research project that turned into a book. I was planning to start a game company, and I wanted to do it right, so I researched the history of the three primary publishing categories. Most of the gaming history that gets published these days is product-focused, with an emphasis on creators, artists, inspirations, and the like. My research was focused on the business strategies of the companies involved. For example, in the early 1980’s when Games Workshop got the license to produce official D&D miniatures from TSR, they did absolutely nothing with it and effectively used it to shut down their competitors so they could launch their own fantasy miniatures line. Has anybody else here studied the retail locator lists in White Dwarf magazine over the 1980’s? Cross-reference the independent hobby shops listed in the early 1980’s against the addresses of the GW company shops listed in the late 1980’s. It’s fascinating; you can see the pattern of how GW opened shops in close proximity to their hobby accounts. If you ever want to learn actual TSR sales figures, do your homework and find all the lawsuits against them. It’s all public record, and I’ve read it all. Dave Arneson sued TSR three times for unpaid royalties, and each of the court filings lists TSR sales figures for the years where he challenged.

All of this research (which I ultimately decided not to publish) forms the historical context for my opinion of D&D 4E. Dungeons & Dragons has had two, and exactly two, peak years. The first was 1982. The second was 2001. The mid-80’s were a declining period, and the 90’s were a trough. From a business perspective, the creatively-much-admired 1970’s were really a low point for D&D. Fast growth, but very low sales volume compared to the years to come.

Queria muito ler esse livro não lançado sobre a história da indústria através da perspectiva nas estratégias adotadas por cada companhia, deve ser foda! Aliás essa jogada maléfica da Games Workshop de conseguir os direitos das miniaturas da TSR, não lançar nada para D&D, e em seguida criar sua própria linha de miniaturas que até hoje é o foco da empresa é um clássico, já li sobre isso em fóruns da ENWorld e RPG.net.

Sobre os dois anos de pico do D&D: 1982 é o ano seguinte após o lançamento do D&D Basic Set Revised, e 2001 ano seguinte ao lançamento do Dungeons & Dragons 3ª edição. Dois anos em 35 parece meio estranho, ainda mais sem termos os números de venda em mãos não é? Mas vamos seguir a linha do argumento do nosso chapa Goodman:

From 1974 to 2009 is 35 years. Or, roughly two generations. D&D has roughly one peak every generation. 35 years total, 2 of which were great, and the other 33 of which were “okay.”

But what do people compare 4E to?

One of the two best sales years in the past 35 years of D&D. Not the other 33 years.

Is 4E doing as well as 3E sales in 2001? Definitely not. That was the high point in a generation.

Is 4E doing as well as D&D sales in the times of 1974-1981? 1983 through 2000? And approximately 2002 through 2008?

Yes.

So, is 4E doing well?

Yes. In the 35 year history of D&D, we stand at a high point. D&D is selling more copies, reaching more customers, supporting more game stores, than it has during most of its history.

Ok, a 4ª edição desde seu lançamento em 2008 não foi responsável por um gigantesco pico como visto em 1982 e 2001, embora isso também possa ser reflexo de outras circunstâncias - como o cenário econômico por exemplo. O problema desta análise é que não tem muita granulação: dentre os 35 anos de Dungeons & Dragons, dois foram de pico, onde as vendas foram excelentes, e os outros 33 simplesmente “ok”? Certamente devem ter rolado um bocado de anos ruins também (final dos anos 90 eu estou olhando para vocês…). No fim das contas, o Goodman acaba fazendo o que eu não achei que faria no início do artigo, que é comparar o sucesso de vendas da 3ª edição com o de sua sucessora, para então chegar a conclusão que embora não tenha sido (ainda) um marco no aumento de vendas e jogadores como foi a 3ª após seu lançamento em 2001, ela está indo bem em comparação com outras edições e mesmo outros períodos da terceira edição, como seu final em 2005-2007.

Will 4E do as well as 3E?

Maybe. But frankly, who cares? That’s like asking if 4E will do as well as AD&D did in 1982. Or as well as 2nd edition did. Or as well as the little white box. Anybody who’s ever had a job where they’re accountable for sales numbers — and I’ve had a lot of these — knows that there are some marketing events that simply hit the ball out of the park. 3E was one of those, and it will be hard to top for a generation to come. It was a once-in-a-generation feat, just as D&D sales in 1982 were a once-in-a-generation feat. For twenty years following 1982, D&D sales never recovered their peak. Twenty years. From the vantage point of 1983, was D&D dying? In 1983, you could have said that. The twenty-year decline was starting. But D&D went on to have another peak in 2001.

From where we stand now, at the very beginning of 4E, I see a long, strong run ahead of us. Just as in 1982, it may be another twenty years before the generational peak of 3E is reached again. Or it could be next year, when the economy improves. Just as in 1983, who can say?

In the meantime, there are thousands of game stores clamoring for 4E product. And I’ll be here publishing it for a long time.

That’s all from Joseph Goodman, signing off from business-oriented posts for another eight years.

Bom fica meio vago assim não é, afinal nos resta esperar um outro boom do Dungeons & Dragons, que pode acontecer amanhã ou daqui 25 anos… Mas a idéia do artigo, que sobrevive a seus recorrentes desvios do assunto, é que a 4ª edição pode não ter sido o sucesso de vendas e de aumento de jogadores que muitos esperavam (provavelmente a própria Wizards), e que em comparação com dois momentos de auge do jogo ela não teve o mesmo alcance ainda, mas que de acordo com a história geral do D&D desde a década de 70 também não é um fracasso retumbante. Aliás, não é mesmo. O curioso e que acho que falta ao Goodman comentar, é que os dois anos que ele considera de pico do D&D são exatamente seguintes aos anos de lançamento de um nova versão do jogo, embora existam algumas falhas nessa idéia já que 1990 não apareça na lista, acho que a expectativa é que 2009, pelo volume de lançamentos e mudança dos jogadores para uma nova edição, também desse indícios de que poderia se tornar um destes anos icônicos para o jogo, o que ainda não aconteceu.

Amanhã vou comentar a opinião do Clark Peterson da Necromancer Games também sobre o sucesso da 4ª edição do Dungeons & Dragons, mas desta vez com uma perspectiva bem mais negativa. E olha que conhecendo o Clark, um dos maiores aliados da WotC no lançamento da 4ª edição e sua complicada GSL, eu realmente não esperava um visão tão pessimista após menos de um ano de lançamentos!

junho 8, 2009

Resenha: Exterminador do Futuro 4: A Salvação

t4_32Eu sei que não ou muito de fazer resenhas de filmes por aqui (nem de RPGs pelo jeito, afinal a do Robin’s Laws of Good Game Mastering tá mega atrasada!), mas ontem assisti ao Exterminador do Futuro 4: A Salvação, e aproveitando minha onda Terminator das últimas semanas vou deixar algumas opiniões por aqui.

Como todo moleque nascido nos anos 80 eu acho os dois primeiros filmes da série fodas - uma mistura bastante honesta de alguma ficção-científica com doses cavalares de ação desenfreada. O primeiro filme,  de 1984, tem seus méritos no conceito até então inovador, atmosfera sombria e desesperada, e no lance dos protagonistas estarem enfrentando praticamente sem recursos um inimigo quase indestrutível. O segundo filme lançado em 1991 e também dirigido por James Cameron é simplesmente o modelo pelo qual se orientaram todos os filmes de ação blockbuster da década de 90, e até hoje é provavelmente o maior filme do gênero. Já o terceiro e tardio filme de 2002 é o primeiro sem a mão pesada de Cameron, e se resume a ser uma espécie de remake do filme anterior, com um monte de citações e auto-referências, mas que só se salva pelo final interessante e surpreendente. Além desta trilogia foram lançados também um monte de quadrinhos, a maioria pela Dark Horse, e a série de televisão The Sarah Connor Chronicles recentemente cancelada em sua segunda temporada pela Fox, emissora exterminadora de séries sci-fi.

Apesar de curtir muito a franquia eu sabia que não podia esperar muito de Exterminador do Futuro 4: A Salvação - apesar dos trailers fodas, dos novos robôs, e Christian Bale como John Connor, desde o início havia algo muito errado com a idéia do McG (diretor de As Panteras e produtor da série The O.C) conseguir fazer algo de bom. Com as expectativas baixas eu fui assistir ao filme neste fim de semana, e o resultado foi negativo, embora com algumas idéias interessantes.

O filme é o primeiro que foge da fórmula clássica da franquia - aqui não temos mais dois viajantes do tempo lutando para matar/proteger o futuro salvador da humanidade e alterar os rumos da guerra entre seres humanos e o super computador Skynet. Exterminador do Futuro 4: A Salvação segue a porta aberta no final do terceiro filme e se passa em 2018, alguns anos após o Dia do Julgamento Final. Com uma pegada de filme de guerra, somos rapidamente apresentados aos três personagens principais: Marcus Wright, um ex-condenado à morte em 2003 que misteriosamente acorda no futuro e se torna próximo do jovem Kyle Reese, perseguido pela Skynet por ser destinado a se tornar pai de John Connor, “líder informal” da resistência humana que é desprezado pelos seus comandantes, que parte em uma missão para testar uma freqüência de rádio que pode desativar as máquinas e encerrar a guerra.

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E é Connor o maior problema do filme. Nem o roteiro nem Bale se esforçam minimamente para justificar porque diabos seu destino é profundamente interligado com a sobrevivência da raça humana. Ele não é um bom estrategista, visto sua opção por não ganhar a guerra em determinado momento do filme em nome de salvar prisioneiros que seriam sacrificados no ataque; não é também um bom orador e líder carismático, seus discursos no rádio não só são bobos como por serem transmitidos em canal aberto deviam alertar toda rede da Skynet de seus movimentos (Duh!); talvez na melhor das hipóteses ele seja um bom soldado, já que sobrevive a umas batalhas hardcore e se infiltra no quartel general da Skynet com incrível facilidade. Mas caramba, três filmes perseguindo o cara e sua pobre mãe para isso? É bom que no quinto filme da série (confirmado para 2011 e com Bale e McG de volta) eles mostrem Connor fazendo alguma coisa a mais que cara de bravo enquanto sobrevive a um monte de explosões.

Já o Kyle Reese de Anton Yelchin é bem legal, um personagem divertido e que segura o primeiro terço da narrativa, mas que a partir daí se torna um mero alvo comum  da Skynet e de Connor. Aliás esse é um dos grandes furos do roteiro, e vou retomá-lo mais para frente. Interpretado por Sam Worthington, Marcus Wright acaba sendo o personagem mais complexo (para padrões de Exterminador ok?) do trio, um cara em busca de redenção, perdido no futuro das máquinas e que se descobre em uma situação bizarra na metade do filme, em um plot twist que pode ser percebido chegando à quilômetros de distância mas que não deixa de ser interessante.

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Aliás o personagem de Worthington é ao mesmo tempo um problema e ponto forte do filme. Se por um lado ele é o menos raso e mais imprevisível dos três, com uma história enigmática e adequada a série, por outro ele é o protagonista de Exterminador do Futuro 4: A Salvação algo que eu não sabia quando comprei meu ingresso. Quem diabos quer ver um filme passado após o Dia do Julgamento Final onde John Connor é um coadjuvante? Eu queria ver um filme que narrasse como Connor comanda a resistência na luta contra as máquinas, algo que foi martelado na minha cabeça em três filmes e uma série de TV, e não um filme neste cenário mas com outro protagonista!

Fico pensando que com todas as cenas de ação bem feitas, novos robôs estilosos e o novato Marcus Wright, Exterminador do Futuro 4: A Salvação seria um filme muito melhor se não se ligasse a franquia popularizada por Cameron. Teríamos todos os ingredientes de uma filme de ação sci-fi bacana, com um protagonista interessante e sem grandes expectativas. Porque é justamente quando o filme tenta se amarrar com os três anteriores que a coisa não funciona. E olha que McG e seu time de roteiristas tentaram um bocado, inserindo duas das principais linhas da série (”Eu voltarei” e “Venha comigo se quiser viver“, e não duvido que uma versão anterior do roteiro tivesse “Hasta la vista baby“), a música You Could be Mine do Guns, e até mesmo a participação relâmpago em CG do bom e velho Governator, na única referência que efetivamente funciona dentro do filme. Mas não conseguem evitar o que logo se torna óbvio - que o filme se torna mais fraco e problemático quando a trama se volta para John Connor.

Ainda assim para quem curte robôs assassinos e explosões pode ser uma boa diversão. Paradoxalmente, embora o filme na minha opinião o filme não valha as 12 pratas de uma sessão inteira, deve ser muito pior visto no computador ou na TV, já que boa parte de seu mérito são justamente as cenas de ação, que devem ser vistas com o volume no talo. Para os fãs da série vale a título de curiosidade, afinal trás um monte de novos exterminadores, em especial um tipo interessante de cyborgue meio humano. Mas não vai muito além disso…

Após a imagem seguem alguns comentários que estragam as principais surpresas do filme. Leia por sua conta e risco!

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Como disse lá em cima o filme tem um monte de buracos de roteiro, mas dois deles se destacam de maneira brutal. O primeiro é porque diabos a Skynet não mata Kyle Reese logo que o captura na metade do filme. Naquela parte que ele chega ao campo de prisioneiros e um T-600 o identifica, só mandar uma bala na cabeça dele e pronto, podemos ir para os créditos finais, já que ele nunca seria mandando para o passado, conheceria Sarah Connor e então não teríamos John Connor (e os três primeiros filmes da franquia). Deve ser por isso aliás que a Skynet não extermina Reese ao invés de o guardar em uma confortável jaulinha - porque apesar de ser a coisa mais lógica e óbvia a se fazer, os pobres roteiristas não conseguiram pensar outra forma de passar por cima desta questão senão convenientemente ignorá-la.

O segundo erro bizarro do roteiro é a descoberta que Marcus Wright é um novo tipo de exterminador criado pela Skynet em 2003. A premissa é até bacana e se encaixa bem com os filmes anteriores da série, embora seja uma das viradas de roteiro mais previsíveis do mundo. Mas a cena final, onde Marcus após aprender sobre sua origem e seu propósito simplesmente se recusa a servir a Skynet e destrói  o chip de sua cabeça é simplesmente risível. Quer dizer que depois de todo o trabalho de voltar no tempo, achar um prisioneiro que tem o perfil adequado, fingir sua morte, modificar seu corpo todo mantendo apenas seu cérebro e coração, e armazená-lo por 15 anos, a droga da Inteligência Artificial mais foda da história esqueceu de colocar uma trava impedindo que o cyborgue se rebelasse? Simplesmente terrível, preguiça mental absoluta dos roteiristas, afinal custava colocar Marcus contra John Connor por alguns minutos, em uma cena de porrada bacana, e depois descolar um jeito para que Connor zoasse o chip do cyborgue? Ou ainda, em uma saída mais baranga e Holywoodiana, que ele desse um pau em Connor, para depois de alguns momentos de dúvida seu lado humano prevalecesse, ou pelo menos desse a líder da resistência a dica para arrancar seu chip. Lembrando inclusive que a idéia de diretrizes para as ações dos exterminadores já apareceu antes na série, como no segundo filme quando o T-850 fala para o jovem John Connor que eles não podem se auto-exterminarem, assim como imagino não podem arrancar seus chips… Mas não, os roteiristas preferiram deixar o cyborgue com livre arbítrio, então foi só ele coçar a cabeça,  esmagar o chip e lá se vai o plano da Skynet. Me espanta que com um inimigo destes a humanidade ainda não tenha ganho a guerra!

junho 1, 2009

Mais informações sobre a RPGCON

Ontem o D3system trouxe uma série de novidades sobre a RPGCON, evento que tomou forma após o anúncio do cancelamento do Encontro Internacional de RPG pela Devir. Dentre as principais novidades estão a arte do poster (que já havia sido apresentada pelo Ooze), promoção para caravanas e uma programação preliminar que deve ser expandida nos próximos dias:

poster_rpgcon2009

Data e Local


Ingressos

Ingressos Promocionais para Caravanas e Associações

Para auxiliar a organização das caravanas e incentivar a participação dos grupos e associações, a RPGCON oferece os seguintes pacotes de ingressos antecipados. Para adquiri-los, entre em contato com d3@rpgcon.com.br ou wallace@rpgcon.com.braté 26/06/2009.

De 10 a 19 R$ 8 por dia por pessoa + 1 ingresso para o organizador
De 20 a 39 R$ 8 por dia por pessoa + 2 ingressos para os organizadores
De 40 a 49 R$ 8 por dia por pessoa + 4 ingressos para os organizadores
Acima de 50 R$ 8 por dia por pessoa + 6 ingressos para os organizadores

Áreas de Jogo e Inscrições

O pavilhão de jogos (Amarelo) será dividido em quatro setores para facilitar o acesso dos jogadores e mestres.

Cada setor (Fantasia, Horror, Moderno/Sci-Fi e Outros) terá uma coordenação separada. Dessa forma, os jogadores poderão escolher com mais facilidade entre as aventuras disponíveis e evitaremos as antigas (e odiadas) filas.

Para os mestres que precisam de um espaço diferenciado, o evento oferece o Hangar 18 (uma corruptela da Área 51) no pavilhão Cinza, onde serão realizadas mesas especiais como o Torneio Tentacular, as baterias do Desafio D&D 4ª Edição, entre outros.

Para essas duas áreas, as inscrições devem ser realizadas antecipadamente no site. Uma das novidades é que somente OS MESTRES precisam realizar esse processo. Os jogadores não precisam da pré-inscrição — basta se apresentar ao coordenador do setor, escolher sua aventura, sentar e jogar.

Jogo Organizado

No mesmo pavilhão (Cinza), um espaço será destinado ao jogo organizado dos principais sistemas — D&D com a RPGA, Mundo das Trevas com The Camarilla, Shadowrun com os Commandos, etc. Mais detalhes sobre essas áreas serão divulgadas na programação do evento.

Miniaturas e Cardgames

Além do espaço tradicional para os campeonatos de cards (Magic, Pokemon, Vampire e L5R) e miniaturas, o evento oferece um setor específico para trocas e jogos casuais. Traga seu deck, bando ou coleção e venha encontrar outros colecionadores, pro-players ou participar dos torneios principais e relâmpago.

Outras Atrações Confirmadas

  • Feira de RPG Independente - Um espaço reservado para os criadores de RPG e jogos trocarem idéias, expor seus sistemas e cenários, firmar parcerias e divulgar suas criações. Corrdenação da Surreal.
  • OPELF - Um ciclo de palestras, oficinas e workshops sobre literatura fantástica, contos e ficção. Coordenação da Céos.
  • Salas das Associações - Um setor inteiro de salas para as associações mostrarem seus trabalhos, oferecer atividades, criar laços com grupos similares e angariar novos membros.
  • Feira de JogosDuas salas de 40 m2 para abrigar uma das atrações mais visitadas de qualquer evento. Coordenação d3system.
  • Tormenta 10 Anos - Uma palestra do Trio (Cassaro, Saladino e Trevisan) para comemorar os 10 anos do cenário nacional mais amado e polêmico de todos os tempos.
  • Mesa de Vidro - Um bate papo sobre o evento e o mercado com a Equipe d3system e editores convidados.
  • Stands: Editoras, expositores e associações terão seu espaço no pavilhão vermelho.
  • Encontro Nacional de Blogs: Uma sala de ponto de encontro fixa, um espaço com rede wireless no pavilhão cinza e a presença dos autores e escritores dos principais blogs de RPG do Brasil. A RPGCON inteira nasceu para abrigar essa festa - e o d3system também estará lá.

Esse é um resumo das atrações que estamos organizando para o evento. Mais informações a partir de amanhã, no site oficial do evento.

O sistema de organização das aventuras e cadastro dos mestres parece bem esperto, tomara que funcione na prática - todo ano o pessoal reclamava das filas para jogar no EIRPG, embora eu nunca tenha jogado (ou mestrado) no evento. A feira de jogos usados em duas salas e organizada pelos caras do D3system eu também quero ver, já que era provavelmente uma das partes do EI que mais bombava, e com a adoção de algumas idéias simples - como a organização em ordem alfabética dos títulos tem tudo pra ficar ainda mais foda.

Outras paradas que se destacaram nos anos anteriores também estarão de volta - como a Mesa de Vidro, que deve ter um enfoque diferente, já que os caras do D3system estão desvinculados da Devir; e o Encontro Nacional de Blogs que desta vez cresceu para ter uma sala exclusiva. Muito foda não?

Agora é acompanhar o site oficial da RPGCON e esperar mais novidades. Estou curioso sobre os stands, patrocinadores e sobre um possível rolê de confraternização oficial depois do evento!

maio 30, 2009

Twitter e notícias de RPG?

Ok, no fim de semana passado eu me rendi ao twitter, um programa que até então eu achava meio besta e que se resumia basicamente a designers e analistas de sistemas falando sobre sua rotina entediante e o que tiveram no almoço. Na verdade em sua grande maioria o que rola é isso mesmo, mas como toda ferramenta sua utilidade depende em grande parte do uso que faz dela não é?

Desde os primórdios do Área Cinza eu tentei configurar o LiveJournal para seguir os posts de escritores e editores de RPG, de forma a ficar por dentro não só de seus projetos, mas também do que estavam lendo, jogando e por aí vai. Mas a real é que o LJ é uma droga, e muita gente parou de usar aquela marmota. O que eu demorei a perceber, mesmo com o Phil cantando a pedra por aqui nos comentários, é que é muito fácil fazer isto pelo twitter, desde que você tenha um filtro para ler eventualmente que o Monte Cook passeou com seu cachorro e o Chris Pramas descobriu uma gravação super rara do Discharge em Washington. Tirando essas coisas, e tendo um mínimo de senso em quem seguir, o twitter é realmente uma ótima ferramenta para ficar por dentro dos assuntos que te interessam e fazer uma espécie de radar utilizando pessoas que gostam das mesmas coisas que você. E como os oito ou nove leitores deste blog curtem é RPG e coisas nerds, vou compartilhar a lista de gente interessante que eu sigo dentre disso aí.

Editoras

@SJGames - Steve Jackson Games, editora do GURPS e proprietária da loja de livros eletrônicosl e23.

@paizo - Paizo Publishing, editora do Pathfinder.

@GreenRoninPub - Green Ronin, editora do Mutants & Masterminds, True 20 e mais um monte de coisas.

@DriveThruRPG - Ok, não é uma editora, mas o twitter Drive Thru RPG, maior loja de venda de RPGs em formato eletrônico

@trolllordgames - Twitter da editora Troll Lord.

Escritores e Editores de RPG

@RobinDLaws - Robin Laws, o cara por trás do Feng Shui, e do Robin’s Laws of Good Game Mastering.

@MikeMearls - Mike Mearls, principal designer da 4ª edição do Dungeons & Dragons.

@MonteJCook - O homem, o mito, a lenda.

@aquelajames - James Wyatt, editor e designer da WotC.

@philipjreed - Editor da SJG, ex-gênio dos RPG em PDF.

@brucecordell - Bruce Cordell, escritor de vários livros da WotC.

@Pramas - Chris Pramas, escritor de RPG, dono da Green Ronin e punk rocker.

@monkeyking - Wolfgang Baur, escritor de RPG, editor da revista Kobold Quarterly.

@gregbilsland - Greg Bilsland, editor e escritor na WotC.

@DaveTheGame - Dave Chalker, escritor de RPG e um dos responsáveis pelo blogo Critical Hits.

Blogs e Blogueiros de RPG

@unclebear - O blogueiro primordial de RPG, citado na lista 100 Geeks You Should Be Following On Twitter da Wired.

@ChattyDM - Do excelente e sempre divertido Chatty DM.

@SlyFlourish - Mike Shea, do blog de D&D Sly Flourish.

@criticalhits - Do fodaço Critical Hits, um blog sobre RPG e coisas nerds.

@rolando20 - Os parceiros do Rolando 20, o melhor blog de D&D 4ª edição nacional disparado!

@Ooze - Movimentado twitter do Ooze.

@Popdice - Twitter do Pop Dice, blog cada vez mais popular sobre RPG em geral.

@dot20 - Do blog .20, blog de RPG mais acessado do Brasil!

@inominattus - dos caras do Inominattus.

@pensotopia - Do pensotopia.

@JouleMaximus - Responsável pelo maior portal de RPG do país, o RPGOnline.

@bcobbi@Douglas_3 - Antigos responsáveis pelas traduções e edição do D&D no Brasil, agora cabeças do D3system.

@JohnnFour - Johnn Four, do velho e genial site Role Playing Tips.

@shingo42 - O Shingo do novato e cada vez mais legal blog 42.

@philsouza - Mente por trás do Dados Limpos e do I° Encontro Nacional de Blogs de RPG.

@RogerioSaladino - Editor da Marvel no Brasil e eterno componente do Trio Tormenta.

@rocha_02 - Eu mesmo, nada de muito interessante para twittar geralmente.

Coisas Nerds em Geral

@BoingBoing - Coletânea de coisas legais postadas no Boing Boing.

@slashdot - Notícias geek do Slashdot.org.

@omelete - Site nerd nacional por excelência.

@BRIANMBENDIS - Brian Michael Bendis, escritor de trocentos títulos mensais da Marvel.

@warrenellis - Roteirista, escritor e maluco de carteirinha. Oscila entre coisas geniais e besteiras enormes.

@GreatDismal - William Gibson, escritor e um dos fundadores do genêro cyberpunk. Meio maluco, mas sempre foda.

@JSCarroll - Jonathan Carroll, escritor americano de fantasia moderna.

Bom essa é minha lista do que estou seguindo e acho que pode ser útil para quem quer configurar uma rede de notícias e idéias sobre RPG e agregados. Para quem quiser ir um pouco além recomendo as listas 100 Geeks You Should Be Following On Twitter da Wired e a 101 RPG geeks you should follow on Twitter compilada pelo Unclebear.

Alguém tem mais alguma sugestão?