Dia D RPG em BH. Ou quase.

Atendendo a pedidos (que chic), segue meu relato do Dia D RPG em BH.

Na verdade não.

Eu até passei lá no evento sábado, mas por uma série de circunstâncias não fiquei lá por mais de 15 minutos. Então o que segue é um relato de uma bebedeira em uma das tardes mais quentes que Belo Horizonte já viu.

Cheguei à Escola Paulo Mendes por volta das três da tarde, acompanhado do Aguirre do Círculo e nosso chapa Caipira. Logo na entrada fomos saudados pelo pessoal da livraria Letra Viva, responsáveis não só pela organização do evento, mas também pelos encontros semanais que têm dado um novo gás ao RPG em BH. Alguns livros estavam à venda, mas infelizmente era o mesmo material da Letra Viva e sem nenhum tipo de desconto, que eu poderia comprar qualquer outro dia do ano ou nesses encontros aos sábados que eles organizam tão bem no espaço em frente à livraria.

Uma pena, pois esse material era praticamente tudo encontrei à venda no evento, com exceção de um quadrinho independente – do qual me falaram muito bem, chamado “A Espada Sangrenta” ou algo assim. Nada de livros usados, achados inesperados ou um desconto camarada desta vez. Subimos então uma escada bacana, que me lembrou a primeira e única vez que fui ao Mineirão, e demos de cara com uma batalha épica sendo travada. E com direito a trilha sonora do Senhor dos Anéis tocando em loop e tudo! Era o pessoal de um grupo chamado Excalibur, que montou uma espécie de arena na pequena quadra da escola, com espadas e lanças de borracha pro pessoal se espancar amigavelmente.

A arena estava bem cheia, e acredito que tenha sido um dos pontos altos do evento durante os dois dias. A galera do cosplay se divertiu a beça, e nos poucos minutos que fiquei por lá pude perceber que à moda pirata voltou com força total: Em menos de quinze minutos foram avistados mais de três bucaneiros, enquanto ninjas Naruto não deram as caras no mesmo período. Uma boa notícia para aqueles que gostam de beber Montilla no bico da garrafa.

Saímos do campo de batalha real, ou quase isso, para o campo de batalha das miniaturas de Dungeons & Dragons. Apesar de enfiado em uma sala de aula pequena, o campeonato de D&D Miniatures parece ter sido um sucesso, contando com mais de vinte jogadores, dentre eles alguns visitantes de São Paulo e Juiz de Fora. No meio dos competidores estavam um monte de amigos, como o Giltônio, Tiago e Marcelão do Círculo, além do temido campeão D.Brain e outros chegados. Todos pareciam bastante empolgados com suas pecinhas plásticas de dezenas de dólares, mas como não entendíamos nada de D&D Minis e estava fazendo um calor infernal, decidimos continuar nosso rolê.

As salas restantes estavam tomadas por mesas de jogo, seja de campanhas em andamento que mudaram o local da sessão para prestigiar o evento, ou de aventuras one shot, todas bastante cheias, o que é um ótimo sinal. Marcamos pelas mesas dando uma olhada nos jogos e trocando idéias com conhecidos por algum tempo, até que decidimos realizar a busca por uma cerveja gelada nas redondezas.

Encontramos um bar muito foda, que se não me engano fica na Francisco Sales com Assis Chateaubriand. Tomamos quase duas dezenas de Boêmias pela incrível quantia de R$2,70 a unidade (geralmente sai por $3,30 aqui em BH, ou mais), até ficarmos meio retardados. Houve um momento em que voltamos para o encontro, mas as coisas estavam mais ou menos na mesma e nossos amigos estavam empolgados de verdade com o campeonato de D&D Miniatures, então voltamos para o bar onde encerramos a noite com direito a papo sentimental de bêbado e tudo mais.

Tudo isso não faz justiça ao evento na verdade. Como disse antes, o pessoal da Letra Viva está fazendo uma correria tremenda em BH, e no geral estão de parabéns com o Dia D. No fim das contas eu estava mais animado de sentar com os amigos e conversar de RPG, comprar uns livros legais e depois me arrepender de ter gasto mais do que devia, enfim, socializar com a galera que encontro toda semana e com conhecidos que trombo de vez em quando por ai. O espaço infelizmente não era o mais adequado para isso, e a sua divisão em salas de aula deixou tudo muito separado, o que foi agravado pela fascinação do pessoal pelo torneio de D&D Minis. E no fim das contas estava fazendo um calor dos diabos e eu queria uma cerveja. Ou dezenove.

Na volta para casa eu estava realmente impressionado pelo poder de dominação mental das miniaturas. Resolvi dar uma olhada em fóruns e no site da WotC, e advinhem? É bem provável que em surja mais um jogador em BH nos próximos dias…

Quem quiser relatos menos cretinos pode olhar na comunidade RPG BH do Orkut, e no tópico sobre o campeonato do D20minis.net. O Nitro também postou fotos do primeiro e do segundo dia.

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