Minha opinião sobre a opinião…

Ok, isso nem é tecnicamente uma noticia mais, afinal o Chris Pramas já postou sua opinião sobre a decisão da Paizo de não adotar a 4ª edição do D&D tem mais de 10 dias. Ainda assim, eu achei o post do Pramas meio estranho e queria fazer alguns comentários.

Antes, acho que é desnecessário dizer o quanto eu acho o cara foda. Ele criou a Green Ronin, que produziu alguns dos livros de RPG mais legais dos últimos anos, além de ter análises bem fundamentadas ainda que simples. Sem contar que ele consegue relacionar Husker Du com Dungeon & Dragons no mesmo post e não parecer completamente idiota…

Ainda assim o post dele me pareceu mais movido pela frustração das editoras médias lá de fora, que ainda não puderam ver as regras e a GSL do que por qualquer outra coisa:

This is a ballsy decision and I have to salute Erik Mona and company for rolling the dice. I think they are approaching this in the right way too. They are not trying to put out new rulebooks in the face of 4E. Instead they are doing what WotC did not: conducting a long open playtest. They are also making backward compatibility a big goal, so folks can continue to use their large library of 3.5 material with Paizo’s new stuff.

Esse parágrafo para mim é o mais maluco. Eu concordo que a decisão da Paizo foi corajosa e muito arrojada, todo o mérito para o Erik Mona e sua equipe. Mas culpar a WotC por não fazer um playtest longo e aberto? Por acaso isso foi feito na 3ª edição? Eu acho que não né? Na verdade eu acho que seria praticamente impossível dado o tamanho do público. Uma coisa é criticar o playtest da Wizards – que pode ter sido curto, mal elaborado e tal. Outra é cobrar algo que eles não tem obrigação, e provavelmente, condição de fazer, e que a Paizo inteligentemente se propôs, já que seu público alvo é muito menor.

A segunda crítica é ainda mais doida: A Paizo é legal por ter considerado a compatibilidade de seus futuros lançamentos com os livros existentes da 3.5 como um ponto crucial. Concordo novamente, não só foram legais como muito inteligentes. Mas cobrar isso da Wizards é o cúmulo da falta de noção. Goste ou não, a idéia de novas edições, que progressivamente substituem as antigas é uma constante no mundo do RPG já tem umas boas décadas. Novamente, poderia se criticar o intervalo (de apenas 8 anos) que separa a 3ª, 3.5 e 4ª edição, mas criticar a incompatibilidade dos livros de uma edição com sua anterior é nonsense. Ou os livros da 2ª edição de Mutants & Masterminds são compatíveis com os da 1ª?

Realmente a Wizards prejudicou muito as outras editoras segurando as regras da 4ª edição, e a posição da Paizo possibilita um meio termo interessante, que pode ser usado temporariamente e depois trocado pela 4ª edição caso as coisas não funcionem muito bem. Mas se a 4ª edição tem suas falhas, problemas e picaretagens, certamente não são essas ai de cima.

E amanhã uma improvável repercussão do anúncio da Paizo no Brasil…

2 Comentários

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  1. valberto disse:

    Acho qeu cada um fala o que quer. Concordo com o que vc disse, mas isso não exlui o direito do C. Phrmas falar abobrinhas de tempos em tempos.

  2. Rocha disse:

    Acho qeu cada um fala o que quer. Concordo com o que vc disse, mas isso não exlui o direito do C. Phrmas falar abobrinhas de tempos em tempos.

    Claro claro, ele tá totalmente no direito de falar o que quiser no blog dele : )

    Só achei meio esquisito, afinal o cara geralmente manda muito bem.

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