D&D Gameday em BH e mais Keep on the Shadowfell

Ontem fui ao D&D Gameday com duas expectativas – ver pela primeira vez os livros básicos da 4ª edição (quero dizer, em sua versão impressa), e jogar mais uma sessão da Keep on the Shadowfell. Pode parecer estranho ir para o encontro e não jogar a aventura básica do D&D Gameday, a Into the Shadowhaunt, mas por uma confusão na hora de selecionar os mestres o Tiago ficou de fora, uma droga, já que a aventura vinha em um livreto impresso bonitinho e com um monte de miniaturas para os jogadores, ao contrário da Fuga de Sembia que ele mestrou umas semanas atrás.

Então das duas expectativas, só realizei uma. Os livros da 4ª edição não chegaram, e tirando o Tiago que fez a burrada de cancelar seu pre-order na Amazon, vi mais uns três ou quatro caras comentando que tinham levado a grana para o evento mas voltariam de mãos abanando pra casa. Pelo que o Kender (o organizador do evento e um grande chapa) falou, o SEDEX foi enviado com atraso de São Paulo e os livros devem chegar aqui em BH na segunda, mas foi um tremendo balde de água fria, principalmente em quem tava com a grana separada para a compra. Parece que outra confusão que rolou foi o envio de menos kits da aventura que o combinado, e vários grupos tiveram que dividir livretos, miniaturas e kits de dados. Como não jogamos a Into the Shadowhaunt eu nem perguntei muito sobre o motivo da confusão, se foi um erro da organização aqui ou se foi algo da Devir, mas parece que no fim deu tudo certo.

E o que restou foi nossa continuação da Keep on the Shadowfell. Após o ritmo frenético da primeira sessão, essa foi mais tranqüila, finalmente com mais conversa e investigação. O jogador do clérigo novamente faltou a sessão, e o Giltônio pegou o lugar dele, pelo menos na primeira hora de jogo. E o jogador que não pode aparecer na primeira sessão veio com um Mago, que já de cara mostrou a falta que um controlador fez no início da aventura.

Após colher os frutos da bem-sucedida incursão ao covil dos kobolds, os aventureiros curtiram um breve descanso em Winterheaven, que foi logo seguido pela investigação sobre o culto de Orcus, a tal fenda mística para o plano de Shadowfell, e o espião cultista na cidade. Depois de um bom tempo descobrimos a verdadeira origem das ruínas ao norte, e nos preparamos para partir em uma corrida contra o tempo para impedir que a fenda fosse aberta (já que não temos a menor idéia de como fechá-la). Nisso lá foi muita conversa, testes de pericias e desconfiança de quem seria o maldito espião.

Nas ruínas fomos recepcionados por alguns goblins, mas tudo mais tranqüilo que o que esperávamos, afinal ainda estávamos traumatizados pela última vez que nos metemos no esconderijo de algumas criaturas supostamente fáceis de derrotar. Acho que as únicas coisas dignas de nota foram uma armadilha – um poço cheio de ratos, que não teve muita graça, e Splung, nosso primeiro prisioneiro, um goblin que estava sendo torturado pelos outros por ter tido muita sorte nas cartas. Aposto que estava roubando!

Depois de alguns testes extremamente altos de intimidação e umas linhas divertidas, nosso novo “amigo” prometeu guiar o grupo através de um caminho alternativo e desprotegido até o líder das criaturas, um goblin chamado Gordo. E paramos por ai.

O Mago pareceu muito bom, mas tivemos poucos combates com ele no grupo, e o jogador tirou ótimas rolagens, com uns dois críticos se não me engano, então acho que vou esperar mais para colocar aqui minhas impressões sobre a classe. Parece que agora entramos em nossa primeira dungeon de verdade e estou curioso para ver por quanto tempo as healing surges conseguem nos manter atravessando combates e armadilhas em seqüencia quase ininterrupta. Os personagens no 2° nível por sua vez não são muito diferentes do que eram no 1° nível, apenas com um bocadinho de pontos de vida a mais, um talento e um poder utility, que não é lá grandes coisas para quase todas as classes. A maior diferença é o bônus de +1 em um monte de coisas como AC, saves, jogadas de ataque e perícias graças ao nível par (já que todas essas rolagens somam metade do nível ao resultado).

Semana que vem tem mais, com direito a espancar o Gordo!

6 Comentários

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  1. Raul disse:

    Esse negócio de espancar o gordo é preconceito, hahaha!
    Mas falando sério, a aventura parece estar sendo bem legal.
    Fiquei curioso para saber como está a distribuição da quarta edição aqui no Brasil. Não vi nenhuma loja on-line conhecida colocando a venda ainda.

  2. Rocha disse: (Author)

    Fiquei curioso para saber como está a distribuição da quarta edição aqui no Brasil. Não vi nenhuma loja on-line conhecida colocando a venda ainda.

    Me parece que em outras cidades, como SP e RJ os três básicos já estavam a venda por R$210,00. De qualquer forma deve demorar um pouquinho para que a maioria das lojas tenham os livros.

  3. Um amigo meu de Salvador disse ter visto os livros lá na sexta feira.

  4. Diego disse:

    É foda. Eu me ferrei também… estava indeciso pela compra pela Amazon, devido ao monte de processos burocráticos que teria de passar (Meu Cartão de Crédito não é Internacional), então pra num ter de passar por aquela chatice acabei optando pela compra nacional e o desconto de 10% para compras acima de 200 conto. Mas me ferrei.

  5. Diego disse:

    É foda. Eu me ferrei também… estava indeciso pela compra pela Amazon, devido ao monte de processos burocráticos que teria de passar (Meu Cartão de Crédito não é Internacional), então pra num ter de passar por aquela chatice acabei optando pela compra nacional e o desconto de 10% para compras acima de 200 conto. Mas me ferrei.

    Esqueçam a parte do desconto… confusão geral da minha parte.

  6. valberto disse:

    O D&D Game Day foi bom. Uma das coisas boas em ser mestre cadastrado na RPGA é que vc nunca fica de fora.

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