Mesmo em baixa, cadeia de livrarias destaca venda de RPGs e Graphic Novels

Embora algumas pessoas ainda insistam na crise do mercado de RPG mesmo com a venda avassaladora dos livros básicos da 4ª edição ainda no pré-order e o sucesso de vendas na GenCon junto com o Pathfinder – isso só para falar do sistema d20, outra notícia veio para confirmar que a parada continua muito forte (e que notícias do mundo real valem mais que tiradas sei lá de onde!).

O ICv2, ótimo site especializado em notícias do mercado nerd, como quadrinhos, filmes, jogos eletrônicos e RPGs, publicou uma nota sobre a queda de vendas de 7,5% em relação ao mesmo período do ano anterior registrado pela Books-a-Million, a terceira maior cadeia de livrarias dos EUA, com 212 lojas em 20 estados. Embora as coisas não pareçam estarem indo muito bem para nossos amigos do monopólio de vendas de livros (a Barnes & Noble também não tem se dado bem..), dois dos poucos aumentos de vendas foram identificados justamente no mercado de livros de RPG e graphic novels.

Eu não sou nenhum especialista em quadrinhos como meu amigo Leo, mas acho que é claro para todo mundo que as graphic novels tem se tornado o modelo padrão dos quadrinhos, e meu palpite de leigo é que isto está ocorrendo tanto pelo amadurecimento do público, como pelo foco das grandes editoras em maxi-séries e mega-eventos, que logo depois são encadernadas e vendidas aos milhares, geralmente em qualidade superior, com material extra e por um preço bem em conta. E claro, o gigantesco sucesso de alguns filmes de super-heróis como O Cavaleiro das Trevas e Iron Man devem ter feito um bem danado para as vendas de quadrinhos em geral!

E sobre o RPG, bem os caras da ICv2, que não brincam em serviço e vivem de avaliar e acompanhar o mercado, consideraram que a alta foi derivada direta do lançamento do Dungeons & Dragons 4ª edição. Nem é tão difícil apontar isso, mas acho que atrás do carro chefe das vendas vale apontar o monte de coisas excelentes saindo por diversas editoras, como a supremacia da Paizo e ótimo resultado da White Wolf nos ENnies indicaram, embora não exista comprovação que a aprovação da crítica tenha se transformado em vendas e dólares.

Mas a notícia liberada pelos executivos da Books-a-Million, mostra o tanto que o mercado de RPG está se destacando, ao ponto de ser mencionado como destaque positivo em uma conferência de uma rede milionária de livrarias, e que se tudo continuar assim, no fim das contas 2008 será lembrado como um ano muito bom para o mercado dos livros de role playing games.

3 Comentários

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  1. Cassaro disse:

    Fala Rocha!

    Sabe, quando nossas relações com a Talismã eram boas (e foram assim por bons dez anos), o diretor Rui Pereira costumava dizer:

    “Eu adoro crise! Quando não há crise, quando tudo vai bem, qualquer imbecil pode se dar bem fazendo qualquer coisa. Mas numa crise, só os competentes são bem-sucedidos.”

    Eu não acho que exista crise. Mas mesmo que houvesse, não se culpa a crise pela própria incapacidade. E também não se implora a colaboração do público — o público não tem nenhuma obrigação de comprar porcarias só para manter autores ineptos em atividade. Os autores é que precisam se esforçar para oferecer bom material e manter o público interessado.

    Culpar a crise é atestar incompetência.

  2. Armageddon disse:

    Muito fácil pedir pro cara não comprar lanche ou deixar de ir ao cinema pra ajudar na venda de livro de RPG heuheu =)

  3. Olá disse:

    E o pior é que o argumento não muda. É sempre a mesma história, e o culpado? São os jogadores. “O pessoal tem que ensinar o hobby, tem trazer gente nova pro jogo…” Os livros estão cada vez mais caros e as empresas que trabalham com rpg não investem em uma divulgação ampla do seu produto…
    ok! Há exceções, como por exemplo a Jambô, que conseguiu publicar o M&M mais em conta. Mas, infelizmente, o povo quer saber é do mito rpgistico chamado D&D. A jambo, a meu ver, tem conseguido contornar alguns mitos, como o Forgotten Realms, e por isso esta de parabéns. Atualmente acho a Jambo meu refúgio no mercado rpgistico, é a única que traz alguma coisa um pouquinho mais diferente, os últimos anos tem sido dose cara… Ainda mais pra as pessoas que não dominam o inglês, como eu, por exemplo, e por isso não tem como fugir para os importados.

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