Novas e interessantes opções para os Bruxos

Saiu essa semana na Dragon #366 o artigo Wish Upon a Star, com 9 páginas sobre o pacto estelar dos bruxos (eu já estou me acostumando com o nome!) escrito pelo Bruce Cordell.

O artigo é bem escrito e o autor abusa da sua assumida obsessão por elementos cthulhianos, com citações a estrelas vivas que na verdade são monstros gigantescos devoradores de mundos e almas, que se comunicam com os bruxos através de sonhos e sussurros. Nada mal mesmo! Além da descrição mais aprofundada do pacto, o artigo trás também 4 arquétipos e idéias de personagens que recebem seus poderes dos entes celestes, que são breves e simples mas cumprem seu objetivo.

Mas claro, estamos falando aqui de Dungeons & Dragons, e não poderiam faltar novas opções para os personagens – que surgem na forma de talentos, poderes, e um novo paragon path e epic destiny! Dentre os talentos se destaca o Sacrifice to Caiphon que permite ao bruxo que erre seus alvos com um poder de encontro sofra dano para recuperar seus uso, e a dupla Twofold Pact e Bael Turath Born que exigem que o bruxo seja um tiefling, o que infelizmente ainda não é o suficiente para fazer a raça ficar menos ruinzinha mecanicamente falando.

Os poderes seguem o padrão dos estelares apresentados no Player’s Handbook, com muitos ataques baseados em Carisma, dano mediano e um monte de status legais, como cegueira, imobilização e dano contínuo. Destaque para o assustador Caiphon’s Abominable Melody de 29° nível, que além de causar dano deixa o alvo cego, surdo e lento e ainda causa dano contínuo. O poder faz o cara parecer o Tommy! O epic destiny Radiant One não me pareceu grandes coisas, mas acho que jogando com um personagem de 5° nível não sei nem como avaliar o que um de 21° pode fazer… Já o paragon path Student of Caiphon (de novo ele!) me pareceu bom demais, princiapalmente por essa habilidade:

Caiphon’s Guidance (11th level): You can score critical hits with fear and radiant powers on a roll of 18–20.

Me corrijam se eu estiver errado, mas atualmente nem os talentos de epic tier permitem que um personagem provoque acertos críticos com um 18, o máximo que rolou foi 19 até agora. Se o cara montar o personagem visando esse paragon path, é só juntar o máximo de poderes com medo e radiante na descrição, e no 11° ele começa a tirar críticos três vezes mais que o resto do grupo! Até agora, contando com os poderes do PH e da matéria da Dragon existem 11 poderes até o 11° nível com um desses dois tipos de dano… Alguém dúvida que em poucos meses esse número vai aumentar e muito, e o Student of Caiphon provavelmente vai ter crítico 128-20 com todos os seus poderes se for bem montado?

A matéria é bem legal e expande bastante o pacto estelar. Resta agora esperar que o mesmo role com os outros três, afinal agora nem vale muito a pena fazer um bruxo de outro tipo!

5 Comentários

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  1. CF disse:

    Eu vi os efeitos desta matéria no meu jogo de D&D do domingo. A warlock do grupo pegou o Sacrifice to Caiphon. É bem legal, mas não achei tão demais assim. Guerreiros já tem poderes reliable, que fazem isso sem o gasto de vida.

    Por outro lado, depois deste artigo eu não entendo como alguém faria um personagem warlock que não seja tiefling. Aliás, detestei a idéia do twofold pact. No lugar preferiria um talento individual para cada raça que permitisse a escolha de um segundo pacto com tema mais próximo da raça em questão. Por exemplo: tieflings tem a temática mais puxada para o Infernal, mas os bônus da raça favorecem mais o Star. Então o talento poderia permitir ele pegar o Infernal como segundo pacto. Dando uma chance dele aproximar-se mais do pacto com o qual ele deveria ter maior afinidade. Mas aí é pura divagação minha.

  2. Chuck disse:

    Quando as coisas saem até que tão ficando bem profissionais, mas o problema está sendo a demora. A Wizards continua não me convencendo de que a Dragon/Dungeon vai trazer material com regularidade; eles não têm conseguido demonstrar que conseguem… :(

  3. Rocha disse: (Author)

    Por outro lado, depois deste artigo eu não entendo como alguém faria um personagem warlock que não seja tiefling. Aliás, detestei a idéia do twofold pact. No lugar preferiria um talento individual para cada raça que permitisse a escolha de um segundo pacto com tema mais próximo da raça em questão. Por exemplo: tieflings tem a temática mais puxada para o Infernal, mas os bônus da raça favorecem mais o Star. Então o talento poderia permitir ele pegar o Infernal como segundo pacto. Dando uma chance dele aproximar-se mais do pacto com o qual ele deveria ter maior afinidade. Mas aí é pura divagação minha.

    Sim, esse esquema seria a melhor solução ao meu ver, mas acho que estão tentando cavar um nicho para os tieflings, algo que eles são melhores que todo mundo, porque como estão eles são na melhor das hipóteses tão bons para a classe como o Meio-Elfos, que ainda tem uma série de outras habilidades interessantes como o Dilettant e Dual Heritage.

  4. Avoloch disse:

    parece que eles estão mandando bem na Dugeon e Dragon magazine, massa

  5. Rey Ooze disse:

    Acho que os Tieflings já tão escaldados com este lance de infernal ! ehehe

    mas eu gosto muito da classe bruxo!
    principalmente com estas novas fontes de pactos.

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