Noticias do D&D Insider e das revistas eletrônicas

Randy Buehler, um dos responsáveis pela iniciativa digital da Wizards of the Coast escreveu um texto sobre as novidades e planos para o D&D Insider em Setembro e Outubro. Novamente ele falou dos planos de cobrar pelas revistas eletrônicas em breve, e o valor será mesmo de $4.95 se pago o ano todo de uma vez, ou de $7.95 por meses isolados, e além das revistas ainda leva os brindes duvidosos do acesso ao D&D Compendium e D&DI Bonus Tools. Bem o fato deles estarem bem bugados não ajuda muito, mas o que importa aqui são as revistas…

Depois de falar um montão sobre a Dragon deste mês, Buehler trata da série de aventuras Scales of War que está sendo publicada na Dungeon e que vai do nível 1 ao 30, e cuja decisão dos editores de manter toda a trama maior em segredo foi muito criticada pelos mestres, que gerou até uma carta aberta endereçada ao Randy Buehler. Ele deu uma explicação meio esfarrapada (“Some DMs like the suspense of being able to read along and watch as things unfold over time”) mas colocou uma breve descrição das aventuras de heroic tier (até o 10° nível) que serão publicadas na série, e algo mega genérico sobre os paragon e epic tiers. Essa descrição só reforçou a teoria já existente que eles não tem um plot muito bem detalhado das aventuras da série, mas apenas uma vaga noção de sua direção. Ou isso parece ter sido escrito por quem sabe minimamente onde quer chegar?

The stakes increase. As the heroes cross into the epic tier, they learn that their world is truly under siege from all sides. Pursuing numerous threats only they can deal with, they single-handedly have the potential to turn the tide of war in one direction or the other. As the balance teeters on a razor’s edge, disaster strikes the characters’ allies, and they must act swiftly before their world—and possibly more—is lost to an age of darkness unlike any other.

Uma das coisas bacanas do texto é a parte sobre o playtest das novas classes, que está sendo feito através do lançamento de versões beta na Dragon, e depois ajustado de acordo com o retorno dos jogadores dado pelos, como foi feito com o artificer de Eberron. E em Outubro teremos o bárbaro para brincar um pouco antes de seu lançamento oficial (e provavelmente em uma versão modificada) no Players Handbook 2.

Também em Outubro teremos o Domains of Dread, ou seja, uma adaptação de Ravenloft para a 4ª edição, pelo que eu entendi também nas páginas virtuais da Dragon. Quero ver como isso vai ser feito, talvez seja uma parte de Shadowfell, vamos ver… E como se a edição de Outubro da Dragon já não estivesse foda o suficiente, Buehler ainda fala que eles estão trabalhando em uma nova mecânica que permite a multiclasse com classes que não existem de verdade, como gladiador. Como assim? Se isso rolar mesmo, e for um sistema simples e elegante, pode resolver um dos principais problemas da 4ª edição, que é a falta de opções das classes. Mas esse seria um desafio e tanto, prefiro esperar apenas uma mudança mais cosmética e não me encher de grandes expectativas até Outubro!

11 Comentários

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  1. RogerioSaladino disse:

    Sabe, cada vez mais eu fico com a impressão que a Wizard ainda não sabe direito como conduzir a nova edição.
    E a notícia do lançamento do Domains of Dread não me anima em nada. Um cenário onde os elementos principais eram o cuidado com a história, a narrativa, o clima e trocentas situações não-combativas… um cenário assim ser lançado num sistema onde esses elementos ainda não estão bem definidos me dá um pouco de medo (pelos motivos errados).
    O Strahd vai acabar se tornando apenas um monstro poderoso, pouco diferente de um dragão ou de Orcus, e não o personagem carismático e climático que é…
    Mas, vamos esperar para ver…

  2. Cassaro disse:

    O Saladino está sendo otimista.

    Eu não tenho a MÍNIMA esperança de que Ravenloft 4E seja algo remotamente bom.

    A 4a Edição é sobre heróis sempre vitoriosos, triunfantes, rumo ao 30o nível. E Ravenloft é sobre Darklords invencíveis, indestrutíveis — o próprio Domains of Dread diz que “personagens jogadores NUNCA PODEM derrotá-los”. São duas idéias que não podem coexistir.

    Assim como o próprio conceito de D&D foi destruído pela 4a Edição, Ravenloft também o será.

  3. Oda Nobunaga disse:

    Eu sempre achei que a quarta edição fosse sobre pontos de “luz” e de civilização em um mundo dominado pelo desconhecido e forças obscuras, e não algo onde “Os Herois Sempre Vencem”.

    E eu também sempre achei que Ravenloft era “Dark Fantasy” com elementos pesados de horror e que os Dark Lords não eram para serem usados como Deus Ex Machina.

    Me lembro de rolar campanhas inteiras sem a participação direta de um Dark Lord e ei, eu estava apenas seguindo o livro.

    Na minha modesta opinião, como mestre você nunca deve colocar um personagem invencivel, imortal, impossivel frente a um grupo e os desafiar a fugir. Tem como fazer horror de maneira diferente, o livro de Ravenloft da terceira edição dá várias ideias alternativas muito boas.

    Claro, isso vem de alguém que adorou a terceira edição e que adorou a quarta também. Então para alguém que desgosta dessas edições e acredita que Ravenloft é um cenário “true” e que só pode ser rolado em um sistema onde os personagens não podem “vencer”, minha opinião vai estar errada. Passar bem.

  4. Cassaro disse:

    Ah certo… Ravenloft SEM Darklords…

    O que mais vão inventar?

  5. Rocha disse: (Author)

    Bom dando meu pitaco na discussão, mas antes saindo do armário e assumindo que eu nunca joguei Ravenloft na 2ª edição, então…

    Acho que Ravenloft tem uma pegada semelhante a do Midnight – os heróis podem lutar, lutar, e lutar, mas o efeito que eles tem sobre o mundo é sempre limitado, o mal é maior, e nenhuma das ações dos caras bonzinhos vai mudar essa situação estrutural. Claro, eles podem salvar uma vila aqui, uma alma acolá, mas O MAL mesmo vai continuar oprimindo a todos. Se entendi certo a pegada do cenário, nesse ponto concordo como Saladino e Cassaro, já que o Player’s Handbook fala claramente que os heróis são únicos, se destacam entre os outros de sua raça e que fazem a diferença no mundo.

    Mas também concordo com o Oda que a pegada da nova edição tem espaço para alguns conceitos de Ravenloft. A idéia de points of light pode ser bacana aqui, e acho que eles vão colocar Ravenloft (ou Domains of Dread) meio picadinho, uma ameaça que sai de um plano estranho e engolfa certas partes do mundo. E isso eu acho que pode ser bacana, um conceito de horror foda, mesmo que em um sistema-cenário de alto heroísmo. Afinal você pode descer a porrada em um monte de monstros, mas eles não param de surgir, e os heróis não vão conseguir voltar para casa só descendo a mão em todo mundo!

    Assim como o próprio conceito de D&D foi destruído pela 4a Edição, Ravenloft também o será.

    Ah Cassaro eu não acho que o D&D foi destruído pela 4ª edição, mas que é uma proposta diferente, ainda mais heróica e esquemática que as anteriores. Talvez isso não combine com a proposta original de Ravenloft (ou com Dark Sun, outra promessa para a 4ª edição), mas acho que possa resultar em releituras interessantes.

    E resta saber como o Ravenloft será “ressuscitado” nas páginas da Dragon. Uma revista não cabe toda a riqueza das caixas de Ravenloft, óbvio, então deve ser uma adaptação mais simples de algumas páginas, ensinando como colocar elementos do cenário na 4ª edição. Ou talvez uma coluna mensal. Mas não espero o retorno das descrições e riqueza de material da 2ª edição, não para Strahd e sua turma…

  6. RogerioSaladino disse:

    Bom, acho que não me fiz exatamente claro.

    E eu também sempre achei que Ravenloft era “Dark Fantasy” com elementos pesados de horror e que os Dark Lords não eram para serem usados como Deus Ex Machina.

    Não, não são mesmo. Nunca foram. Ravenloft foi feito para ser um cenário de terror gótico (dentro do possível que o AD&D permitia), com muitos elementos de Dark Fantasy. Os darklords não são para ser usados como Deus Ex Machina, porque eles não resolviam nada numa aventura. Eles eram a ameaça supra, o Mal que pairava em cada domínio (ou não, em casos que nem se sabia quem era o Darklord).

    Me lembro de rolar campanhas inteiras sem a participação direta de um Dark Lord e ei, eu estava apenas seguindo o livro.

    Eu também. Algumas das melhores aventuras publicadas pro cenário usavam o fato de ter um Darklord no domínio, mas não necessariamente o domínio.
    Ravenloft é um cenário de clima, de suspense. E é exatamente desse clima, dessa identidade de estilo que eu sinto falta na 4a Edição. Livro de Monstros com pouquíssimas descrições das criaturas(ecologia, comportamento, cultura e etc), descrições de deuses que ocupam pouco mais de um parágrafo e coisas assim.

    E resta saber como o Ravenloft será “ressuscitado” nas páginas da Dragon. Uma revista não cabe toda a riqueza das caixas de Ravenloft, óbvio, então deve ser uma adaptação mais simples de algumas páginas, ensinando como colocar elementos do cenário na 4ª edição. Ou talvez uma coluna mensal. Mas não espero o retorno das descrições e riqueza de material da 2ª edição, não para Strahd e sua turma…

    É ISSO que eu estava me referindo. Em Ravenloft, cada vilão tem uma história complexa e extensa,páginas e páginas de descrição, para que sua história se faça compreender melhor.
    Personagens como Azalin, Victor Mordenhein, Ivan Dilisnya, Harkon Lukas terão sérios problemas de adaptação para a 4a edição. Simplesmente as regras não possuem muitos elementos para esses tipos de personagem. Muitos deles são pessoas comuns, não-combativas, que tem habilidades estranhas,ligadas à história. Esse tipo de elemento não é previsto ou desenvolvido na 4a Edição (nem vou entrar na questão do bardo, por exemplo).
    A 4a edição ainda não desenvolveu direito a parte referente ao que mais os personagens fazem além do combate. E muito do clima de Ravenloft diz exatamente sobre isso, sobre o que acontece à noite, que não pode ser combatido com magic missile, espadas e golpes que empurram o oponente por 5 feet.

    Claro, isso vem de alguém que adorou a terceira edição e que adorou a quarta também. Então para alguém que desgosta dessas edições e acredita que Ravenloft é um cenário “true” e que só pode ser rolado em um sistema onde os personagens não podem “vencer”, minha opinião vai estar errada. Passar bem.

    Poxa, Oda, não precisa ficar bravo ou se fazer de coitado, porque essa coisa “a minha opinião vai estar errada. Passar bem” não é legal numa discussão amigável,como sempre rola por aqui. Eu coloquei a minha opinião de fã do cenário. Não há necessidade de destemperança por conta disso. Se não concorda comigo, tudo bem, é a sua opinião, que vale tanto quanto a minha.
    A questão não o cenário ser “true” ou não (seja lá em qual sentido), muito menos o lance dos jogadores nunca vencer, o problema, ao meu ver, o estilo da 4a edição, que não casa com Ravenloft.
    Por isso digo que estou bem desconfiado da adaptação de Ravenloft para 4a Edição, ainda mais considerando a coisa sofrível que fizeram com Forgotten Realms.

  7. rsemente disse:

    Olá rocha, achei interessante a parte do multiclasse sem as classe. Parece o retorno dos Kits, ou seja, das prestige classes menos evoluidas? Me parece mais brexa para combos.

    Falar em cenários, criei o Blog do meu cenário, que tem tudo pra se encaixar na quarta edição, mas a falta de variedade para e dificuldade na criação de coisas novas me deixou de fora dessa, fiquei com a terceira edição mesmo.

    Valeu.

  8. Lúcifer disse:

    Enfim,
    Acho que o povo da Wizards lançará esse “Domains of Dread 4th edition” com o intuito de fazer testes para um “Ravenloft Campaign Setting”. Talvez façam isso para nao repetir o erro que cometeram com o FR.
    Eu joguei Ravenloft pouquissimas vezes e achei o conceito do cenário interessantíssimo. A idéia de coloca-lo no core, ou colocar informaçoes de como criar um ‘dominio do medo’, pode resultar em aventuras de horror em outros cenarios.
    Acho também que os darklords tem que ser invencíveis sim! O que nao quer dizer que se possa colocá-los em uma batalha e que os PJ`s possam vencer essa batalha. Quem sabe depois de algum tempo um dos Pj`s começa a se comportar estranhamente e passa a agir como o darklord que tentou matar?

  9. Véxo disse:

    Eu também esperava um pouco menos de regras e estatísticas, mas acho que esta preocupação com o terror puro sempre foi mais mérito do escritores do Ravenloft (e do pessoal da Kargatane).
    A nova versão é, como o D&D4e, uma proposta comercial. Não que eu ache isto ruim ou que as regras devam estar ausentes do livro mas… ainda espero para ver a versão final do Ravenloft.
    Quem sabe saia mais parecido com o Forgotten – muita história e descrição, poucas regras nas páginas do livro.

  10. luan disse:

    Veio vcs estao esquecendo de uma coisa RPG vc faz o q vc quiser! Esses caras ai criticando tao falando e bobeira, jogar em ravenloft ou forgoten realms o livro e um guiam se vc quiser matar qualquer NPC do livro msm que ele seja muito famoso e claro que voce pode.
    E falando sobre a descrição usa a descrição do 3.0 ou qualquer outro rpg! O livro é um guia nao uma lei! E quem faz background e o personagem ou o mestre entao nao usem desculpas q rpg 4 edição nao pode para tah mundo! RPG é RPG vc faz o que quiser claro do uma moderação. E como sempre Ravenloft vai vir com muito mais estorias do que regras como foi o 3.0!

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