Pesquisa sobre o consumo de PDFs

O Cochise do Factoria RPG criou uma pesquisa sobre a possibilidade de consumo de livros de RPG eletrônicos no Brasil, e embora eu ache que algumas perguntas pudessem ser mais abertas, ou ainda diferentes (como a do número de páginas, já que boa parte dos PDFs gringos atualmente tem menos de 10 páginas!), mas a idéia foi bem bacana, e obviamente me interessa assim como a todo pessoal da Secular Games.

Graças as maravilhas tecnológicas do Google (e a dica preciosa do Alexandre do RPGista) a pesquisa foi reproduzida aio embaixo. O Cochise também liberou o endereço para acompanhar as respostas, e se ela contar com uns 100 participantes acho que já dá para ter uma vaga idéia do que se pode fazer em termos de RPG em PDF por aqui!

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Sunderheart – Domínios do medo na Dungeon

Como já foi muito discutido por aqui e outras paragens, a Dragon vai trazer a polêmica adaptação de alguns dos domínios do medo de Ravenloft para a 4ª edição do Dungeons & Dragons, e começou este mês com Sunderheart, a cidade dos mortos.

O artigo começa situando Sunderheart e os outros domínios do medo dentro do plano de Shadowfell como já sabíamos, e o apresenta como um domínio voltado para personagens de nível paragon, cujo principal desafio aos aventureiros, como todos os domínios, é escapar com vida.

A historia da cidade é bem contada, embora não seja das mais inspiradas – começa como uma espécie de “Romeu e Julieta” com magia, na qual os nobres Ivania Dreygu e Vorno Kahnebor, ambos herdeiros de casas nobres obviamente inimigas do império de Bael Turath, que fogem e tomam em seu poder a cidade de Harrack Unarth. Lá eles se unem e formam uma corte decadente e nefasta dedicada a todo tipo de perversão e prazeres proibidos, que conta até mesmo com a presença do Imperador.

Quando o fatídico pacto que sela o destino do império de Bael Turath (e o surgimento dos tieflings) é feito, Ivania e Vorno fizeram um pacto separado com o diabo Nephigor, que os deixaria viver sem envelhecer em troca das almas do casal. Mas como em toda história, a vida eterna é digamos… um saco. Vorno começou a se encher depois de séculos e se tornou uma pessoa ainda mais estranha, reclusa e paranóica sobre o destino de sua alma. Como é normal em um casamento, Ivania ficou de saco cheio por Vorno estar de saco cheio, e decidiu dar um jeito na situação.

Ela pegou a garota mais bonita do reino, e em uma festa a embebedou e a ofereceu para Vorno, que depois de se divertir com a garota comeu ela. No sentido literal. Também. Só que Ivania tinha enchido a ninfeta de venenos, e ficou assistindo a morte lenta e dolorosa de Vorno. Nessa hora nasceu uma dark lord.

Harrack Unarth caiu em decadência. Logo começaram os nascimentos de crianças deformadas, e depois um inverno longo e terrível se abateu sobre a cidade. Os últimos sobreviventes a escapar afirmaram que viram vultos demoníacos andando sobre a neve. Quando a longa nevasca acabou, a cidade estava deserta, sem nenhum corpo congelado ou sinal que alguns meses antes alguém havia morado ali. O exército de Bael Turath ocupou a cidade, mas logo as maldições vieram a tona – cada casa, cada objeto, tudo carregava uma maldição única, e logo a cidade foi abandonada novamente e passou a ser conhecida como Harrack Unarth, a cidade das maldições.

A história é divertida, embora não seja nada que se destaque ou entre para o hall das tragédias do RPG. Séculos depois da treta com a nevasca e o longo inverno, Harrack Unarth continua existindo e é brevemewnte descrita no artigo. Já Lady Ivania Dreygu e os poucos que não escaparam do inverno sombrio foram tomados por um certa névoa, e acordaram em Sunderheart, uma versão bizarra e distorcida da antiga cidade. Agora vem o twist maligno – ao acordar neste lugar, Ivania percebe algo preso ao seu corpo, e descobre que é o corpo morto-vivo de Vorno que foi fundido as suas costas, afinal eles haviam pedido para viverem juntos para sempre, e o diabo Nephigor ia forcá-los a cumprir a promessa!

15 localidades da cidade de Sunderheart são descritas em pouco mais de 4 páginas, o que mostra como a parada é sucinta, e tem como objetivo mesmo jogar idéias para o mestre, e não apresentar algo pronto ou definitivo. A primeira destas localidades é justamente a névoa que cerca todo o perímetro da cidade e não deixa que nenhum de seus moradores ou visitantes escape. No mais Sunderheart é uma cidade amaldiçoada normal, e achei a descrição da cidade em si menos interessante que a história de sua criação. As formas de sair de lá (não vou contar aqui!) são bem pensadas, e embora como muitos temiam, uma das maneiras de sair seja através da porrada – esta solução trás algumas consequeências morais para os personagens.

E falando em porrada, como muitos previram a ficha da dark lord Ivania está presente na matéria (Level 17 Solo Skirmisher para os curiosos), assim como do diabo Nephigor. Como discutido no outro post, se antes no Ravenloft muitas aventuras ou mesmo campanhas aconteciam sem a presença direta dos temíveis dark lords, pelo que vi nesta matéria não será o caso dos novos Domínios do Medo. Mas também vale lembrar que não é uma nova versão do clássico cenário de horror fantástico, mas apenas uma reciclagem de alguns de seus conceitos para a nova edição. Dentro desta perspectiva eu acho que Sunderheart cumpre seu papel, com umas boas 12 páginas de descrição e história, que obviamente não aproximam das centenas existentes nos livros de Ravenloft, mas também não se resumem as fichas de combate e poderes que temos visto na maioria do material da 4ª edição.

Nem tudo que te linka é ouro…

Este post tem boas chances de ser mal interpretado, e algumas ainda maiores de ser interpretado corretamente e e mesmo assim causar alguma confusão. Então antes de começar gostaria de lembrar que falo apenas por mim, não estou levantando uma bandeira, puxando um movimento e nem nada do tipo. Dito isto, vamos lá!

Esta semana apareceram mais dois agregadores de blogs de RPG, que surgem dois meses depois que o Tarmann anunciou que estava trabalhando no primeiro dos agregadores nacionais. Estes dois novatos são a Lista Lúdica que segundo seu criador Romulo (que também fez a lista de discussão de blogs de RPG):

Usando recursos do blogspot, construí um pequeno agregador que lista, de forma atualizada, uma série de blogs sobre jogos de tabuleiro e RPG. Para a comodidade de todos, aí está o Lista Lúdica:

Nessa página fica fácil dar uma olhadela no que andam falando por aí sobre RPG e Jogos de Tabuleiro. Se vocês quiserem adicionar algum endereço basta deixar um comentário! Se você anda com pregs de entrar no seu google reader, essa é a solução. Além do mais, a idéia é ter sempre coisa diferente. Tomarei cuidado para não sair cadastrando tudo e deixar virar um bolo doido.

(…)

Cara, é a mesma idéia do RPGBrasil, mas eles têm ferramenta buscas, núvem de tags e mais uma série de coisas sofisticadas que não pretendo colocar na lista lúdica por uma razão simples: eu a fiz apenas com as ferramentas básicas do blogspot. De “mão na massa”, só o template de 3 colunas (que eu evidentemente peguei pronto e adaptei para o que eu precisava) e, um dia, talvez, um layout próprio. A outra diferença também é que a Lista Lúdica também tem blogs de eurogames e jogos de tabuleiro.

Além da falta de pretensão (o que é ótimo!), me atrai muito na Lista Lúdica a parte sobre eurogames e jogos de tabuleiros em geral, algo que ainda está engatinhando por aqui e que me interessa cada dia mais. Já descobri dois blogs bem legais por lá!

O outro agregador é o RPG.blogs, criado pelo Guilherme Moreno, antigo dono do portal SpellBrasil. De acordo com ele:

Depois de 2 anos acompanhando o crescimento na quantidade e qualidade de blogs, principalmente a partir deste ano, resolvi construir um novo projeto, a comunidade RPG.BLOGS. Trata-se de um site que reúne os blogs de todas as pessoas, divulgando apenas uma pequena parte do conteúdo de cada post publicado em cada um deles, ficando assim mais fácil aos interessados por rpg encontrar uma fonte centralizada do que há de novo por aí.

Para quem lê, fica a vantagem de encontrar em apenas um feed as atualizações de toda uma variedade de blogs. Para os blogueiros, a certeza de terem seu conteúdo lido e comentado diretamente em seu site, garantindo assim mais acessos a seu blog.

Já coloquei alguns blogs que acompanhava como afiliados neste início, e aguardo anciosamente o feedback deles e também de outros sites, pessoas e blogueiros que queiram se afiliar e colaborar com esta comunidade.

(…)

O mais importante é que, com o tempo, quero que o site se torne uma comunidade colaborativa entre os blogs e seu público final, e como eu trabalho com internet, estarei sempre também trabalhando em prol do site, ajudando a todos a divulgarem seus blogs e, consequentemente, o rpg, que é o que sempre fiz desde a época da SpellBrasil.

Bom tirando a parte visual bem superior, como foi comentado pelo Nume no .20, não sei exatamente no que o RPG.Blogs se destaca do RPG Brasil criado pelo Tarmann, que apesar de seus eventuais bugs, vem sendo discutido com um feedback bem interessante na lista de blogs. E tendo em vista essa grande similaridade entre os agregadores, acho que cabe uma pergunta feita pelo Nume – para que o mundo precisa de um agregador exatamente igual aos outros? A qual ele mesmo responde adiantadamente ao dizer ” Neste caso sou adepto da política do “quanto mais, melhor”.

Aqui entramos na parte que pode ser definida como “meus resmungos de velho”. Eu não acho que quanto mais melhor, assim como discordo em parte do Moreno quando ele diz:

Para quem lê, fica a vantagem de encontrar em apenas um feed as atualizações de toda uma variedade de blogs. Para os blogueiros, a certeza de terem seu conteúdo lido e comentado diretamente em seu site, garantindo assim mais acessos a seu blog.

Ok, mas e para quem cria um agregador destes e recebe as visitas que originalmente ficariam pulverizadas em dezenas de blogs? Tem alguma vantagem né? Eu não conheço o Moreno, e assim não tenho nem como falar dele. Mas a real é que me parece um pouco estranho que apareça algo assim cheio de planos e pretensões de expansão (de forma bem diferente da Lista Lúdica pelo que entendi) meio do nada, sem um discussão prévia do que já existe, que tenha como objetivo a criação de uma comunidade de blogs, e ainda atrelado a um discurso, que quando surge relacionado a REDE RPG todo mundo adora apedrejar – a idéia do trabalho em prol do RPG. Infelizmente todos esses anos acompanhando o RPG nacional me fizeram desconfiar um pouco de todos que se apresentam como meros instrumentos para fazer o RPG avançar, ainda mais quando uma nova oportunidade de divulgar e bombar os blogs também trás implícita a subida de outro site de RPG junto com o trabalho feito por esse monte de gente.

E sem muitas respostas aqui, mas eu acho que é importante perguntar – será que todo link é bom para nós? Nesse ponto discordo do Nume, que acha que quanto mais melhor. Ok, mais visitas e acessos são legais, fato. Mas a maioria de nós sequer consegue pagar a hospedagem e/ou domínio dos nossos blogs com propagandas e adsenses da vida, e o mais importante, dedicamos umas boas horas por semana para escrever nossas paradas, e por melhor que seja ser lido pelo maior número possível de pessoas, acho que temos alguma responsabilidade por onde nossos textos aparecem e são divulgados, e mais importante, quem ajudamos a ser divulgados com eles.

Eu posso estar sendo meio besta, até porque nunca entendi muito bem o lance da internet 2.0 e tal. Mas eu acho que as coisas tem que vir em duas mãos, e não falo só de acessos. Na minha cabeça uma comunidade não é criada e oferecida, é construída em conjunto. Um portal/agregador não só me bomba com acessos, mas também cresce com a ajuda (ainda que pequena) dos meus posts, e acho uma pergunta válida querer entender exatamente qual a vantagem de outro agregador muito parecido com o que já existe nesta comunidade. Isso não quer dizer que ele não possa ser melhorado ou aperfeiçoado, ele pode e muito, mas colocado de lado sem discussão? Eu acho que não.

Enfim, acho que estamos todos fazendo um trabalho bom demais, sem nenhuma modéstia. E todo bom trabalho gera repercussão e interesse. Nos cabe avaliar até onde estas coisas são interessantes para nós, até quando elas somam ao que estamos construindo e de que forma. Neste caso eu acho que, tirando o layout mais bonitinho, não acrescenta muito. E como disse o Trevisan em uma conversa de MSN sobre o assunto, “por mais que eu não tenha nada contra o Moreno, não quero nada meu associado ao trabalho da Spell por motivos óbvios“. Nem eu cara, mesmo que esta seja uma possibilidade remota para o futuro.

Então por estes vários motivos eu prefiro ficar restrito a Lista Lúdica, que trás novas possibilidades, e ao RPG Brasil, que além de ser pioneiro neste idéia, acredito que seja o agregador que tem mais potencial de crescer em uma verdadeira comunidade dos blogs de RPG.

Gladiadores Parte 2

Depois da demora de quase uma semana é hora de comentar a segunda parte do artigo da Dragon #368 sobre gladiadores na 4ª edição do Dungeons & Dragons, e ver se ela faz bonito frente a primeira parte, um dos melhores artigos desta nova fase da revista.

Se a primeira pare do artigo era focada nas opções para os personagens, este trás regras e idéias para o mestre criar encontros dentro de arenas cercadas por multidões. É interessante a discussão logo no início da matéria sobre a natureza dos combates na arena – um duelo (um contra um), times (combate entre dois grupos) e combate generalizado (dezenas de combatentes), e as implicações mecânicas para que estes combatem funcionem direito na mesa de jogo. Além destas três formas básicas, também é apresentada a “corrida da morte” na qual diversos competidores devem lutar para que sua biga ou carruagem ultrapasse a linha de chegada, e o curioso é que a corrida é um skill challenge, o que não deixa de ser engraçado, já que nenhuma jogada de ataque é feita. Acho que o modelo ideal seria o de um combate com um skill challenge integrado, e não resolver toda a cena de morte e destruição usando perícias como blefar, história, percepção e por ai vai…

Uma parte bacana mas que poderia ter sido muito melhor é a mecânica de Fama, essencial para um jogo que envolva gladiadores. O artigo trás uma tabelinha de fama, tipo bônus de +1 no teste de Fama se derrotar o oponente usando um ataque diário (finish him!), ou penalidade se o lutador ficar mais de um mês sem lutar na arena. Todos esses modificadores são usados no teste de Fama:

The Fame Check: At the start of a match, make a fame check for the character or party participating in the match. The fame check is 1d20 + the character’s fame modifier (or the character in the group with the greatest fame modifier) + any circumstantial modifiers. If the check equals or beats a DC 25, the crowd recognizes the gladiator, granting the character (or characters) a +2 bonus to all Bluff, Diplomacy, and Intimidate checks made to interact with the crowd (see page 49).

Meio mais ou menos… A matéria também tem um bocado sobre os diversos tipos de arena e fala até das multidões, que são transformadas em um skill challenge (no caso o esforço de conquistar uma multidão a seu favor), que é bem bacana; um hazard, que fica jogando coisas e avacalhando a luta; e um monstro (!!!) caso seja uma multidão enfurecida. E para matar a curiosidade de vocês, a multidão enfurecida é um Swarm Gargantuan. Ouch!

 

A segunda e última parte do artigo termina com 4 páginas de coisas para o mestre jogar contra os personagens – 2 dedicadas as armadilhas e hazards, e 2 de monstros e gladiadores. Destaque aqui para o Ogre gladiador, que parece ser capaz de causar um belo estrago.

No geral a segudna parte da matéria é legal, mas bem mais arroz com feijão que a primeira, e também já tinha toda aquela expectativa depois so que vimos semana passada. Mas nada mal, se as coisas continuarem assim no D&D Insider eu estou satisfeito.

O fim do D&D Miniatures

O D&D Miniatures subiu no telhado… Esta semana a Wizards anunciou (de maneira bem truncada e estranha) o fim não só das miniaturas completamente randômicas, mas do próprio jogo D&D Miniatures, ou seja o popularmente conhecido skirmish.

O modelo atual de coleções trimestrais de 60 miniaturas randômicas em boosters com 8 peças cada será abandonado após o lançamento da coleçao Demonweb em Novembro. Em 2009 teremos o início do novo modelo de venda de miniaturas, com menos peças no total, menos peças nos boosters e mais caro:

Launching in Spring 2009, the first D&D Heroes series features six different packs (18 figures total):

  • Martial Heroes 1
  • Martial Heroes 2
  • Arcane Heroes 1
  • Arcane Heroes 2
  • Divine Heroes 1
  • Primal Heroes 1

Each package contains 3 PC minis: 2 males and 1 female, and 3 unique power cards featuring brand new class powers. All three of the figures in the package will be visible so you’ll know exactly which pack to pick for your game.

Esses pacotinhos de três miniaturas vão sair por $10,99 e serão totalmente visíveis – você vai poder escolher quais miniaturas quer levar para casa, o que é uma tremenda vantagem para os jogadores de RPG que querem as miniaturas apenas para suas mesas de jogos. Outro tipo de boosters serão os de monstros, com 5 miniaturas por $14,99 e no formato semi-randômico – com 1 miniatura visível, e 4 não visíveis, sendo 1 rara, 1 incomum e 2 comuns, todas com suas respectivas power cards.

E sobre o fim do skirmish, Scott Rouse, o arauto oficial das más notícias da Wizards escreveu um artigo que explica mais a fundo as mudanças:

What does this mean for the skirmish game?

Wizards of the Coast has chosen to concentrate its D&D miniatures-creation efforts on an accessory line optimized for D&D Roleplaying Game use. November’s release of Demonweb will be the last new set that includes skirmish statistics. We will continue to update all miniatures stats from previous sets to the current D&D Miniatures ruleset as promised, with the conclusion of that process scheduled for mid-2009.

In addition, official sanctioning of D&D Miniatures skirmish events will cease right after D&D Experience in February. We hope to see skirmish play continue at the grassroots level, using the hundreds of miniatures produced for the game over the past six years and encouraged by the passionate fan sites that exist for the D&D Miniatures skirmish game.

The skirmish game has many dedicated fans, and we appreciate the years of enthusiastic support that these players have shown to the line. Unfortunately, despite this enthusiasm, the number of skirmish players has been dropping steadily over the past couple of years. We had hoped that improvements implemented during 2007 and 2008 would change that trend, but they have not accomplished enough toward that end. At this point, we can no longer justify the design, development, and production resources required to support the skirmish game.

Já disse isso antes uma porrada de vezes, mas o D&D Miniatures só se sustentava por causa do RPG, já que o público de jogadores de skirmish sempre foi mínimo. E na real é o fim do jogo. Mesmo no super fórum de D&D Miniatures nacional as pessoas estão anunciando que vão parar de jogar, e até os mais “sangue nos olhos” que continuarem jogando não serão suficientes para atrair novos jogadores, o que não vai renovar a comunidade e será a morte definitiva da parada. Uma pena mesmo.

A parada pode ser vista de duas formas – do ponto de vista do jogador de RPG e do jogador de DDM, e é um saco estar nestes dois lugares desta vez. Do ponto de vista do jogador de Dungeons & Dragons teoricamente é um boa notícia, afinal comprar boosters randômicos esperando uma ou outra miniatura legal que viu na lista de peças da coleção é absurdo. Deste ponto de vista, escolher que miniaturas comprar é um grande avanço. Mas ai entra a questão do preço.

Por mais irritante que o modelo randômico seja, ele possibilitava custos mais baixos em geral. Uma miniatura cara para ser produzida, tipo um beholder malucão de fogo ou o cubo gelatinoso, sempre era rara, e no fim das contas os custos baixos de outras peças (obviamente comuns e incomuns) compensava a produção das peças mais caras e elaboradas. Então a mudança de preços neste novo modelo é gritante, só acompanhar a comparação dos boosters novos com os velhos:

Boosters antigos:
$15.00 por 8 miniaturas = $1.88 por miniatura

Boosters novos “D&D Heroes”:
$10.99 por 3 miniaturas = $3.66 por miniatura
Aumento de 94% por miniatura.

Boosters novos “D&D Monsters”:
$14.99 por 5 miniaturas = $2.99 por miniatura
Aumento de 59% por miniatura.

Isso tudo sem contar o mercado secundário. Ok, podia ser um saco ter que comprar um booster para tira um (ou nenhum orc ou elfo), mas na real, e-bay e outros lugares da vida estão ai para isso, com preços bem módicos. Não é segredo que na gringa é possível comprar miniaturas comuns por $0.25, algumas bem legais mesmo. Então este aumento de preço ferra bastante a melhoria para os jogadores de RPG a meu ver, já que os mais espertos e que querem miniaturas oficiais acabam dando seu jeito de conseguir o que desejam sem precisar de gastar centenas de dólares em boosters. E na real, o aumento de preços das novas minis será repassado para o mercado secundário, óbvio. Então acho que será impossível encontrar as peças destas novas coleções por menos de $1.00, até as mais comuns nos maiores leilões do e-bay.

E como jogador de D&D Miniatures, o que dizer? Fiquei bem puto com o cancelamento, é uma sensação estranha despender incontáveis horas e grana com algo que subitamente é deixado de lado e que eventualmente vai ser parado de jogar. A real é que a mudança do DDM 1.0 para o 2.0, embora tenha sido benéfica do meu ponto de vista, afinal aproximou as regras do jogo as do D&D 4ª edição, foi um grande golpe nos jogadores, que se já eram poucos, começaram a cair vertiginosamente. Um pena mesmo, logo atualizo minha lista de miniaturas a venda e me desfaço de praticamente tudo, exceto o que for usar em minhas mesas de RPG.

Para finalizar um post do Andy Collins nos fóruns da Wizards, em uma resposta a um jogador que explicita de maneira até meio perturbadora tudo que praticamente todo mundo diz – A WotC é uma empresa, tem que dar lucros e por ai vai.

Originally Posted by DarthTorment
Something else I am curious about as well….
How difficult would it be for WOTC to stat these minis for 2.0 Skirmish and just post the PDFs for them? Not print actual cards? Was this option ever on the table at all as a means to retain this demographic of players that play Skrimish exclusively?
Yes, it was absolutely discussed. Many times. By many people, myself included.

While the numbers aren’t trivial, it’s not about how many hours or dollars it costs to produce the online stats. Ultimately, this is a simple zero-sum equation.

Every minute that a designer, developer, editor, typesetter, graphic designer, or web specialist spends getting a set of stats to the website is a minute they’re not spending on another product.

If those minis stats are going to make the company more money than that other product, it might well be a good idea.

But if I can use those folks on a different, more profitable project–say, a D&D sourcebook, or an RPG-focused minis product–I’m obligated as a responsible member of WotC management to support their reassignment.

Yup, that’s cold and heartless. But any other decision leads to me AND those folks looking for new jobs when the company’s bad business practices leads to layoffs or bankruptcy. I’m not particularly interested in exploring that eventuality.

I realize there’s going to be a lot of venting on this topic over the coming days, weeks, and months. I’m not trying to stop people from being frustrated. I’m just trying to provide a little more illumination behind the extremely difficult decisions we’ve made about this line over the past few months, and I hope that’s helpful.

Andy Collins
RPG Development & Editing Manager
Wizards of the Coast, Inc.

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