Os poderes do Bardo – Parte II

E como prometido a continuação do post sobre o preview do bardo, com os 10 primeiros níveis da classe e o build Cunning Bard, focado em Inteligência. Nesta parte me dedicarei ao que faltou no post de ontem – os poderes do bardo.

Os poderes, ou magias, de 1° nível at-will são Misdirected Mark e Vicious Mockery ambos ataques à distância de até 10 quadrados usando Carisma. O primeiro causa 1d8 + bônus de Carisma de dano, e o alvo fica marcado por um aliado próximo até o fim do seu próximo turno. Deve fazer a felicidade dos defenders em geral. Já o Vicious Mockery causa um pouco menos de dano, mas dá uma penalidade de -2 nas jogadas de ataque do alvo até o próximo turno.

No mesmo nível, mas por encontro temos Blunder, que causa 1d6 + bônus de Carisma de dano, move o alvo 2 quadrados e permite que você ou um aliado próximo faça um ataque como uma ação livre com direito a bônus na jogada de ataque. O outro é Fast Friends um poder que exige que o bardo escolha um aliado ou ele mesmo – e o alvo deste ataque (que não causa dano) não poderá atacar o personagem escolhido até o próximo turno ou até que seja atacado. Ambos bacanas!

Finalmente os diários de 1° nível. Echoes of the Guardian, um dos poucos ataques corpo-a-corpo da classe, causa 2[W]+ bônus de Carisma de dano e deixa o alvo marcado por um aliado próximo. Além disso, até o final do encontro, sempre que o bardo acertar um inimigo, este será marcado por um aliado próximo que ele escolher. O Stirring Shout é um poder de alcance 10, que causa 2d6 + bônus de Carisma de dano, e até o fim do encontro sempre que um aliado atingir este inimigo recupera Pontos de Vida igual ao bônus de Carisma do bardo. Achei os poderes diários meio “meh”, nada de novo, brutal de dano, ou excepcional, só mais do mesmo um pouco vitaminado. Já os poderes at-will e por encontro eu achei ótimos, úteis, divertidos e variados.

Os poderes utilitários do 2° nível são legais por estarem relacionados as pericias, área na qual eu acho que os bardo devem dominar. Hunter’s Tune dá um bônus de +5 nos testes de Stealth de um aliado por um turno. Miséria pouca é bobagem, mas pelo menos o poder pode ser mantido se o bardo ficar a 10 quadrados de distância e gastar uma ação menor. Inspire Competence atua sobre o bardo e todos os aliados próximos, fornecendo um bônus de +2 para testes de qualquer perícia até o fim do encontro. Esse sim é útil e pode salvar o grupo, seja em combates com condições malucas (ponte de corda, rio de lava, gelo) ou mesmo em skill challenges.

No 3° nível vêm os novos poderes por encontro – Dissonant Strain e Impelling Force. O primeiro causa 2d6 + Bônus de Carisma de dano, dá uma penalidade de -2 nas jogadas de ataque do alvo, e permite um aliado a fazer um teste de resistência. Mais do mesmo… Já o Impelling Force como o nome indica é um poder de dano razoável, e que empurra o alvo 5 quadrados, mas que novamente carece de criatividade.

Os poderes diários de 5° nível por outro lado dão uma variada. O Song of Discord domina o alvo e o obriga a fazer um ataque contra quem o bardo escolher. Agora sim estamos conversando! Tune of Ice and Wind por sua vez causa um dano mediano, deixa o alvo mais lento e ainda permite mover seus aliados próximos.

Allegro (hein?) e Trickster’s Healing, utilitários de 6° nível são um resumo da parte menos inspirada da classe: um move os aliados e outro os cura. Os poderes por encontro do 7° níveis são mais divertidos – Deflect Attention causa dano em um inimigo e ainda deixa o bardo ou um aliado próximo invisível a este inimigo até o próximo turno. Os ladinos ficarão felizes com isso… Unluck também é foda, além de causar 1d8 + bônus de Carisma de dano, ainda permite ao bardo rolar um d20 e trocar o resultado por uma jogada de ataque do alvo, ou de um aliado que ataque este alvo. Muito legal!

No 9° nível temos os poderes diários Hideous Laughter, que levando o nome da magia clássica, causa 3d8 + bônus de Carisma de dano, deixa o alvo com um redutor de -2 em suas jogadas de ataque e sem poder fazer ataques de oportunidade até o fim do encontro. Forceful Conduit causa menos dano, mas deixa o alvo vulnerável a ataques de implementos à distância de 10 quadrados como se eles fossem ataques corpo-a-corpo.

Finalmente os divertidos poderes utilitários do 10° nível, o último apresentado no preview. Illusory Erasure deixa um aliado invisível por um turno (sempre isso né?), e o bardo ainda pode movê-lo por 2 quadrados. Veil é uma ilusão que muda a aparência de todos os aliados próximos por 1 hora, finalmente saindo da chatice de “por um turno”. Poder perfeito para uma invasão furtiva! O último da lista é Word of Life um poder de uso imediato que pode ser acionado quando um aliado até 20 quadrados de distância tem seus Pontos de Vida reduzidos para 0 ou menos. O alvo, no caso o aliado, pode gastar uma healing surge, e o inimigo que o atingiu recebe de quebra uma penalidade de -5 em suas defesas. Nada mal, mas a cura podia receber um bônus como a dos clérigos…

Ufa, depois dessa overdose de bardo, o veredito final, tanto por aqui como pelos fóruns de discussão da ENWorld é bastante positivo. Versátil com multiclasses e pericias, o bardo tem tudo para ser uma integrante extremamente últil em qualquer grupo, além de contar com Pontos de Vida medianos e uma boa seleção de armas e armaduras. Falando especificamente dos poderes, acho que a grande maioria pode ser classificada ou como magias de cura, que embora sejam legais são todas menos eficientes que as do clérigo, algumas até mais fracas que as do warlord (como o Majestic Word), ou poderes de ataque à distância que causam dano e movem o inimigo/movem o aliado/marcam o inimigo. As que se destacam são justamente as que saem um pouco desse ritmo, como as que provocam invisibilidade ou que dominam o alvo como Song of Discord ou algum outro fator ou mecânica mais inusitado, tipo a do Unluck. Mas no geral a classe parece bem forte, muito diferente do bardo debilitado da 3ª edição – este aqui além de ajudar o grupo com pericias e alguns truques em suas mangas, ainda é um excelente aliado para ter ao seu lado no campo de batalha.

10 Comentários

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  1. C disse:

    Allegro é um estilo musical (de opera ou algo do tipo).

    E eu achei o Stirring Shout bem over.
    Repare que não são pontos de vida temporarios, são pontos de vida reais que acumulam. O que significa que uma quantidade de HP curado por combate que faz qualquer clérigo sentar e chorar.

    Imagina isso contra um monstro solo (embora seja igualmente over em um combate normal): em 4 turnos o bardo com carisma +4 já curou 100 pontos de HP! E a que preço? ZERO!!!
    WTF Johnny?

    Ou eu entendi errado o poder? (o que é altamente provavel tambem =P)

  2. Remo disse:

    Allegro é um andamento musical, Rocha, leve e ligeirinho — fica atrás do Presto e do Prestissimo.

    O bardo da Wizards sofre do mesmo mal (ao menos ao meu ver) do da 3.5 — um conceito colcha de retalhos, um “faz-tudo” sem identidade temática forte. Se eu for jogar 4e, vou com o bardo do Forgotten Heroes, da Goodman Games, que tem instrumentos musicais (de efeitos mecânicos diferenciados, conforme a categoria) como implement. Bem mais bacana.

  3. Diego disse:

    Que milagre. Song of Discord não causa dano. Cheguei a achar até que Hideous Laughter ia se safar também… mas me esqueci que se até Confusão causa dano… pq não o Riso Histérico.

  4. Rocha disse: (Author)

    Allegro é um estilo musical (de opera ou algo do tipo).

    Allegro é um andamento musical, Rocha, leve e ligeirinho — fica atrás do Presto e do Prestissimo.

    Opa valeu senhores! Enquanto os poderes do bardo baseados em estilos músicas não tiverem a ver com ska, dub, punk ou hardcore eu vou precisar do conhecimento musical de vocês : )

    Imagina isso contra um monstro solo (embora seja igualmente over em um combate normal): em 4 turnos o bardo com carisma +4 já curou 100 pontos de HP! E a que preço? ZERO!!!

    Mais ou menos cara. Em 4 turnos, com um bônus de Carisma de +4, contando um grupo de 4 personagens, se todos acertarem todos os ataques contra o monstro Solo (o que sabemos que é improvável), o bardo vai curar 64 Pontos de Vida, divididos pelos 4 personagens, ou seja, média de 16 PV. Definitivamente é forte, mas não acho extremamente desbalanceado.

    Se eu for jogar 4e, vou com o bardo do Forgotten Heroes, da Goodman Games, que tem instrumentos musicais (de efeitos mecânicos diferenciados, conforme a categoria) como implement. Bem mais bacana.

    Dei uma olhada no seu post do .20 sobre o bardo do Forgotten Heroes: Fang, Fist and Song, e achei a mecânica da melhoria dos efeitos de acordo com os instrumentos muito esperta mesmo. Ainda não vimos os implements/instrumentos dos bardos, mas duvido que funcionem nesta lógica da especialização, que me parece ser meio contrária a própria estrutura da 4ª edição. Mas curti mesmo a saida da Goodman Games…

    Que milagre. Song of Discord não causa dano. Cheguei a achar até que Hideous Laughter ia se safar também… mas me esqueci que se até Confusão causa dano… pq não o Riso Histérico.

    Sim, chega a dar estranhamento um poder não-utilitário que não da dano, pelo menos diretamente. Ainda bem que eles existem!

  5. C disse:

    Me ocorreu uma coisa curiosa: digamos que um bardo derrote um oponente apenas usando o Vicious Mockery.

    O inimigo terminaria o combate sem um arranhão, mas emocionalmente aos pedaços (algo bem no estilo “Golpe Fantasma de Fenix”)

  6. Marcelo disse:

    Que bom que eu n preciso assinar o D&D Insider – temos o Rocha

  7. Thiago disse:

    Realmente Rocha, parabéns pela “cobertura completa” que você está dando às novidades e tropeços da 4ª Edição.

    Eu não gosto nem um pouco da 4ªedição, e depois de alguns dos seus posts,pude conhecer ela um pouco mais, pude saber mais das suas propostas. Só que cada dia que passa gosto menos ainda dela; realmente é um jogo de estratégia para mim, e não um RPG.

    Apesar disso, é importante que alguém divulgue isso para que as pessoas possam dizer se gostam ou não da coisa.

  8. Anderson Soares disse:

    Achei que ficaram muito maneiros a maioria dos poderes do Bardo, mas concordo com o Thiago, não curti muito a 4ªEd, mas tenho que assumir que estou utilizando várias coisas novas em minha mesa de jogo, mesmo sendo 3.5. Acho que RPG é isso, usar o que tem de melhor idependente de Edição, usar a criatividade e adaptar o que você e o grupo gostam.

  9. Marcelo disse:

    É, quem falou que o D&D Miniatures acabou? Pelo que eu to sabendo ele agora chama 4ED…

  10. É, quem falou que o D&D Miniatures acabou? Pelo que eu to sabendo ele agora chama 4ED…

    Que vergonha, isso é desconhecer 4th…

    Sobre as miniaturas, não saiu demonweb esse mês!?
    A depender de como eles (Hasbro) vão tratar as miniaturas (e absorverem as perdas mundiais da crise econômica deles lá), a nova apresentação talvez seja bem conveniente (aos jogadores de rpg sobreviventes), o maginiature…ops… as Miniaturas creio que não vão sofrer demais como nicho próprio, só vão ter que se adequar a nova serie (e despender mais…)…

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