Às vezes eles voltam… Parte 2

Neste último fim de semana apareceu na Rede RPG a segunda parte do artigo sobre o mercado de RPG em 2008, focado exclusivamente no cenário nacional, e desta vez escrito em parceria pelo Fabiano Lordmon e Marcelo Telles, administrador do portal. Da outra vez o artigo tinha tantas coisas estranhas e com as quais discordava, que copiei a parada inteira aqui comentando quase que parágrafo por parágrafo, mas como essa semana a matéria esta bem melhor e ponderada, acho que cabem duas coisas – admitir que eles pegaram leve nas afirmações conclusivas mas sem dados, e que tentaram manter uma certa “imparcialidade” ao falar das editoras na primeira parte do artigo.

Esta primeira parte é composta por uma breve (breve mesmo) análise da situação das cinco editoras de RPG ainda na ativa, e uma segunda parte com divagações sobre o contexto do mercado, que é onde eu vou me focar, já que como disse achei a primeira parte rasa mas coerente. Ainda assim cabe uma crítica – se faltam os dados do mercado nacional, e os autores querendo ou não, são figuras conhecidas e escoladas neste mercado, houve algum tipo de esforço sistematizado para conseguir esses dados? Acho que o tão falado público ia curtir uma iniciativa neste sentido, mesmo para saber quais as editoras estão amarrando seus números e quais são mais abertas neste ponto. Talvez seja algo que podemos pensar aqui, e que retomarei no final do post.

Então vamos lá, começando pela segunda parte do artigo:

O Mercado sem Carisma

Todas essas informações não dizem muito sobre o mercado. O mercado nacional não mudou drasticamente nos últimos anos, mas sem dúvida enfraqueceu. Basta comparar a quantidade de lançamentos do Encontro de Internacional de 2008 com a dos anos anteriores: apenas dois livros. Durante o ano passado tivemos o lançamento da 4ª Edição de D&D, que mexeu com o mercado mundial, mesmo que por alguns meses.

Bom eu acho que essa comparação entre os lançamentos ocorridos no EIRPG é meio tendenciosa não? Por que não comparar o que foi lançado no ano inteiro? Ainda assim os autores da matéria teriam um ponto, afinal ano passado o número de lançamentos foi baixo, mas parece que é mais dramático afirmar que foram apenasDOIS livros lançados. Uma comparação séria deveria ser entre os anos completos, até para poder demonstrar de maneira mais incisiva essa queda no número de lançamentos.

Menos no Brasil.

O Boom da 4ª Edição chegou, passou e o mercado brasileiro não aproveitou nada. Será que vai aproveitar quando ela for lançada aqui no país? Em meio a uma crise econômica mundial?

Chegou e passou né? Lembrando que a promoção continua valendo, então se o pessoal da Rede quiser ganhar 5 livros de RPG é só mandar a fonte perdida. Mas ainda assim, acho meio inocente esperar que a 4ª edição vá revolucionar o mercado nacional e ressuscitar editoras moribundas, porque como já vimos lá fora, graças ao modelo restritivo da GSL poucas são as editoras que estão optando por adotar o novo sistema de regras. Fica claro que em relação a adoção das third parties a situação da 4ª edição é diferente do que tínhamos em relação a 3ª edição, e esperar isso aqui no Brasil, para depois apontar e gritar “é a crise Bino!” me parece mais com uma má intenção calculada do que com falta de perspicácia.

Além disso, o problema cíclico do mercado continua. Ao olhar os lançamentos das empresas é fácil descobrir porque o mercado nacional deve ser escrito “brazileiro”. Os livros importados ainda dominam facilmente o RPG, o que é padrão no mercado mundial de RPG. Mas olhar os poucos títulos nacionais e ver o nome dos mesmos autores há quase 10 anos cansa. Não pela falta de qualidade dos autores, mas pela total falta de renovação do mercado. Um mercado que não se renova não cresce. Um mercado que não é atrativo não terá renovação.

Aqui acho que eles tem um ponto importante sobre a escassez de título nacionais, embora como sempre, confundem as coisas e fazem tudo parecer algo único, amarrado e gigantesco. Vamos imaginar que o mercado nacional estivesse ainda mais repleto de títulos gringos – Exalted, GURPS 4ª edição, Star Wars Saga, o novoD&D e por ai vai. O mercado não seria atrativo e renovado? Eu acho que uma coisa não tem muito a ver com o número de títulos nacionais saca? Provavelmente o mercado seria ainda mais forte, afinal marcas como SW são gigantes e tem um público potencial inicial infinitamente maior que qualquer título que eu invente, por mais genial que ele seja. E olha que falando como alguém que não só quer que o número de lançamentos nacionais aumente, como também quer escrever alguns deles! A falta de renovação dos autores brasileiros pode ser um ponto, mas definitivamente ele não explica a retração do mercado com essa relação de determinação “A leva para B, B é igual C, logo…” apontada aí em cima.

As Revistas

A primeira grande baixa do RPG nacional foram as revistas especializadas. Há alguns anos se dizia que não havia espaço para duas revistas de RPG no país. Hoje, infelizmente, mal existe espaço sequer para uma. Até mesmo no mercado americano hoje elas têm espaço reduzido, e se transformaram em revistas eletrônicas. O fim da Dragão Brasil foi o sinal evidente do fim das revistas de RPG. A DB teve papel fundamental para difundir o RPG pelo país, mas sofria de longo processo de enfraquecimento, o qual já vinha desde a época de seus antigos editores, até finalmente a conclusão com o seu cancelamento.

A revista Dragon Slayer continua chegando às bancas, mas sua situação é tão complexa como a da DB. A revista não tem data para ser lançada – atualmente saem em média quatro por ano – porque não depende apenas de si própria para sair: ela precisa ser subsidiada pela editora para ser lançada, porque revistas de RPG não conseguem mais se manter. Seu alto preço foi consequência do estabelecimento do monopólio e das mudanças nas regras de distribuição em bancas de jornal. Mas antes dessas mudanças seu preço já era acima das outras revistas com o mesmo padrão.

Independente da opinião que se tenha sobre a DS e de quem a faz, o principal problema são as mudanças no mercado de mídia, que atingem o RPG mais intensamente por conta da fragilidade do nosso hobby. Revistas não são tão interessantes como antes. Com a Internet, revistas e imprensa escrita estão se tornando obsoletas. Grandes revistas conseguem se manter com uma venda mais baixa. Revistas que já vendiam pouco, não. Só conseguem se manter cortando a zero o custo. Infelizmente essa ajuda um dia acaba e a DS também será descontinuada.

Não tenho nem muito o que apontar aqui, só uma pergunta sobre a DB que farei no fim do post dentro de um contexto mais geral.

E se outra Editora assumisse o D&D?

Uma das conversas mais comuns entre os jogadores de RPG são os atrasos constantes da Devir e sua desatenção com o RPG. E a solução apresentada é outra editora assumir o D&D. Não é assim que o mercado funciona. A Devir não atrasa seus lançamentos de RPG por diversão, para torturar os jogadores. A maioria dos livros simplesmente não é viável para o mercado nacional. Mas por que não são viáveis?

Há algum tempo a Devir tenta um acordo com a Steve Jackson Games para lançar o GURPS 4ª Edição no Brasil em uma versão mais barata (capa mole e miolo preto & branco). Porque, comercialmente, a versão americana não era viável para o nosso mercado. As negociações não avançaram, porque a SJG tem um padrão de qualidade e tem como política a sua manutenção. A SJG está errada? Não. A Devir está errada? Não. As empresas têm suas culturas e maneiras de manter seus negócios.

Ok, mas a questão da Devir muitas vezes passa, ou pelo menos passou alguns anos atrás, por uma má gestão dos seus profissionais e de uma infinidade de erros de estratégia. E isso não quer dizer do mercado, mas dos problemas da empresa. E lembrando que eu acho que a Devir está fazendo um trabalho cada vez melhor, mas nem sempre foi assim. Me lembro da palestra de editoras do EIRPG de 2007 e a participação da Devir foi pífia, uma das piores apresentações que eu já vi, marcada não só pelo atraso do lendário do nunca lançado (ainda bem!) Arcana Evoluída, mas por explicações totalmente pessoais para os atrasos – “tal livro atrasou porque o tradutor ficou doente, o outro o cara viajou e já chamamos outra pessoa depois que não conseguirmos retomar contato, um terceiro teve um problema na família e está afastado…” Não estou falando que não são motivos importantes, mas não é o tipo de resposta que uma empresa deve dar aos seus clientes mais interessados, ao ponto de ir a uma palestra para vê-los falar. Pior ainda quando a apresentação é encerrada com um apelo para a compreensão do público, afinal publicar RPG no Brasil é difícil e feito apenas por amor. Oras, eu curto meu trabalho demais, mas se eu furar com meu chefe e pedir um pouco de compreensão porque recebo pouco e faço aquilo por amor, ele vai é me demitir! Enfim, na época escrevi um monte sobre a situação da Devir e acho que algumas coisas ainda se aplicam, principalmente sobre os atrasos em conjunto com os exercícios lúdicos de adivinhação que são os anúncios da editora.

O mesmo acontece com o D&D. Nenhuma empresa, hoje, tem a capacidade de manter o D&D no Brasil como a Devir. Isso vai além da qualidade da empresa.

Lançar um livro capa dura a cada três anos é uma coisa, lançar três livros de capa dura em poucos meses é outra. A Wizards mantêm os mesmos padrões de qualidade da SJG, seus livros precisam ter uma qualidade gráfica, de capa e papel, acima da média. Traduzir, preparar, juntar capital para lançar uma nova edição é muito diferente de lançar 3 suplementos. Além disso, o D&D precisa de penetração. O custo da marca e da produção não compensa lançar 2 mil exemplares, um número alto para os padrões nacionais. Só a Devir tem os recursos para produzir 5 mil ou mais exemplares. Só a Devir é uma empresa grande o suficiente para alcançar as lojas de todo país e conseguir algum espaço especial nas prateleiras das grandes livrarias. Mesmo questionando algumas decisões da empresa, hoje a Devir ainda é a única com capacidade de lançar o D&D no Brasil.

Por exemplo, a segunda editora de RPG do Brasil, a Jambô, levou três anos para lançar um “livrão” de capa dura e miolo em preto & branco. O Mutants & Masterminds saiu em capa mole e miolo preto & branco (o original é colorido e em capa dura), conforme já foi dito. Assumir o D&D está muito além da atual capacidade da empresa gaúcha, porque a Wizards não admite um padrão de qualidade mais baixo (nada de capa mole e miolo preto & branco). E estamos falando da editora brasileira que tem tido os melhores resultados na atual conjuntura do RPG brazuca.

Ruim com a Devir? Muito pior sem ela, podem ter certeza.

Fato, concordo demais que pior sem a Devir, embora seja radicalmente contra o uso, ou mesmo existência, do termo brazuca.

Talvez o problema seja: ainda existe espaço no Brasil para edições de capa dura com 5 mil ou mais exemplares? Esse parece ser o grande dilema do RPG nacional, um mercado que não consegue crescer.

Somando aos questionamentos: será que o mercado precisa mesmo de livros de capa dura com tiragens de 5 mil ou mais exemplares? Indo para além do D&D, que esse eu acho garantido, que outro título de RPG vende 5 mil cópias com capa dura no Brasil? Talvez o Mutantes & Malfeitores esteja perto desta marca, mas como os próprios autores afirmaram, houve uma adaptação para o mercado nacional, que inclusive aparenta ter dado muito certo. Então a saída não seria pensar mais fora da caixa?

O Que Fazer com o Nosso Mercado?

Essa é a pergunta que vale alguns trocados. Ninguém sabe a resposta, se soubesse estaria lucrando com o RPG e o nosso mercado estaria crescendo e não estagnado ou caindo. Fórmulas mágicas não funcionam, marketing vazio vende imagem e ego, não livros. O RPG Quest e o RPG em bancas de jornal pareciam ótimas iniciativas, mas hoje não são mais viáveis. Tentar transformar o RPG em Anime ou Games também já foi feito, mas hoje isso não basta.

Quando o mundo está em meio a uma das piores crises econômicas e, ao mesmo tempo, o mercado editorial passa por mudanças radicais onde ninguém sabe para onde ele vai, tudo fica nebuloso e sombrio. Porém, o certo é que o RPG no Brasil, como no mundo, não vai seguir como era antes. Ele precisa se reinventar, e como o Brasil tem características bem distintas dos outros paises, talvez a solução internacional não seja a melhor para nós. Hoje, com certeza o mundo eletrônico ainda não é o caminho do RPG nacional. No futuro isso pode mudar, mas hoje não é. Assim como não existe mais espaço para livros gigantescos de R$100,00. Eles têm seu espaço, nunca como o caminho a seguir.

Nebuloso e sombrio, adoro! Mas me tirem uma dúvida – a empresa que vocês mesmo admitem que é a que está se saindo melhor no mercado não está meio que se “reinventando” já? Com novas linhas e licenças fora da tríade WotCSteve Jackson GamesWhite Wolf, com lançamentos adaptados ao mercado nacional, com a continuidade do cenário mais popular do pais… E o ponto central das minhas críticas aos artigos da Rede é:  parece que o mercado não está assim tão nebuloso e sombrio para a Jambô. E agora?

O Mercado de Mentira

Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade. Essa frase do Ministro da Propaganda de Hitler se enquadra por completo no mundo da informação atual. Através dos blogs, sites, TVs, podcasts, todos têm acesso à informação, infinita informação, mas poucas vezes conhecem a origem da notícia. Hoje, qualquer pessoa pode afirmar em seu blog sobre qualquer assunto, sem apresentar dados, apenas com a força de sua voz e seu site. Não precisa mostrar diploma, ou mostrar conhecimento, sua formação é determinada pela beleza de seu site. Quanto mais forte, mais alto, mais popular, mais importante é sua voz. E a força o grito, transforma a suposição em fato, a opinião em notícia. A mentira em verdade.

Para tudo! “Hoje, qualquer pessoa pode afirmar em seu blog sobre qualquer assunto, sem apresentar dados, apenas com a força de sua voz e seu site” – eu devo ter acordado em uma Terra paralela, onde não só o Eixo ganhou a guerra, mas também o pessoal da Rede escreve artigos com afirmações bombásticas extremamente fundamentadas e com fontes precisas… “Através dos blogs, sites, TVs, podcasts, todos têm acesso à informação, infinita informação, mas poucas vezes conhecem a origem da notícia“, ok, eu concedo a vitória… Sempre achei o pessoal da Rede meio sem senso de humor, mas depois desta ironia tão refinada eu tiro o chapéu, afinal apontar o dedo para os blogs e pedir fontes, vindo de quem vem, só pode ser alguma tirada de humor nonsense digna do Monty Python’s Flying Circus.

Mas o que isso tem a ver com RPG? Há alguns anos, ouve um incidente no fórum da REDERPG. Alguns usuários afirmavam que GURPS era o RPG mais jogado do Brasil e do mundo. Eles afirmavam com veemência sua teoria e criticavam duramente quem tentasse dialogar. Mesmo após a própria Devir se pronunciar que GURPS nunca foi seu RPG mais vendido, a falácia continuou, apenas mudando de endereço. Até hoje essa lenda urbana continua pela internet com defensores, que nunca vão mostrar dados ou números, mas têm certeza de sua verdade.

Também mando um salve para a caravana da Spell Brasil, que tem freqüentado bastante o AC!

Por muito tempo o mercado nacional de RPG ficou refém das verdades absolutas, das notícias viciadas. Poucos detinham o poder da informação e escolhiam o que dizer e como dizer. Verdades surgiam e desapareciam sem qualquer interesse jornalístico, apenas pessoal. Com a chegada da internet a informação se democratizou. Ou não… Os mesmos meios viciados continuaram e as verdades apenas mudaram de nome. Especialistas, que nunca tinham lançado um livro ou entrado em uma empresa de grande porte, discutiam sobre o mercado e as grandes questões do RPG. Mas o único RPG que conheciam era o de suas mesas de jogo e a verdade de sua mesa era transformada na verdade do mercado mundial de RPG. Afirmar qualquer besteira é fácil. Assumir que errou, impossível. Esquecer que errou, um aprendizado.

Afirmar qualquer besteira é fácil“… é mesmo. Mas como o próprio parágrafo dá uma detonada nos analistas do mercado de RPG que nunca lançaram um livro, presumo que tenha sido escrito pelo Marcelo Telles. Ops, friedly fire.

Isto parece um desabafo, e é realmente um desabafo. Quando economistas previam há meses que algo de ruim surgia no mercado americano, a grande maioria desprezou. O mercado regula o mercado. Com certeza… Quando a alguns anos, vários expoentes do mercado de RPG começaram a discutir sobre uma queda e uma mudança radical de paradigma que levariam a uma crise, foram ridicularizados. “Que crise? Meu peixe está vendendo, e o mercado é o meu peixe!” Felizmente o mercado é formado por mais de uma barraca, algumas muito maiores que a sua. Por que falar em crise do RPG hoje, ou em 2008, é óbvio de tão evidentes e fortes as informações. Mas isso não muda as posturas passadas, nem os questionamentos de hoje. A análise viciada com interesses pessoais é realmente a democratização da internet, ou mera difusão de uma ilusão?

Até quando o RPG vai ficar refém das verdades viciadas? Já passou a hora do choque de realidade. Os jogadores estão sumindo, as empresas não crescem e somos obrigados a ouvir as mesmas falácias de cinco anos atrás.

Chega.

Bom, curti o final dramático, embora prefira os cliffhangers do Fabiano. Eu acho que o artigo tem uma grande falha, que é o fato dos autores se colocarem em uma posição distante do mercado, analistas frios e não envolvidos. A gente sabe que não é assim né? E não digo por causa da treta com o Trio ou o mal-estar causado com a Jambô, mas quando eles detonam as editoras falando que não liberam números, ou ciando Goebbels para falar das mentiras do mercado, e tal, eles se esquecem convenientemente que fazem parte dele. O Marcelo Telles tem um contato próximo com a Conclave, e é editor da linha Crônicas de Sétima Lua, provavelmente um dos maiores sucessos de venda da editora, além de ter escrito um livro para a Caladwin e editado outro. Porque então não se aproximar das editoras e perguntar da possibilidade de abrir estes números? Acho que é mais fácil começar o artigo apontando de forma vagasua para “as empresas” que “guardam seus dados como se fossem tesouros, como se o mercado fosse muito lucrativo e algum pirata de 14 anos com espinha no rosto fosse roubar sua fórmula de sucesso” sem lembrar que os autores possuem vínculos fortes com algumas destas empresas e possuem acesso a estes dados. Diabos, até eu tenho acesso a alguns deles!

Sobre a Dragão Brasil vale o mesmo. Os autores, buscando um verniz de neutralidade adotam o ponto de vista da terceira pessoa, enquanto poderiam contribuir muito mais ao debate se abrissem o número das tiragens e vendas da revista enquanto a equipe da Rede esteve a sua frente. Talvez com esses números a situação do mercado, e a própria crise que eu ainda questiono, seriam mais evidentes não é?

Mas concordo com o Telles. Chega de ficar pegando no pé deles. Vamos começar a fazer o que eles deveriam ter feito se a proposta era mesmo analisar o mercado nacional de RPG. Pensei inicialmente em mandar um e-mail para todas as editoras ativas de RPG pedindo não apenas a data de lançamento de seus títulos, como também os respectivas tiragens e  vendas. Mas claro que algumas vão se recusar, afinal estamos ainda na Era de Goebbels, e tal. Então o desafio seria apresentar perguntas que ao mesmo tempo resguardassem de certa forma as editoras, mas nos dessem dados úteis para análise, tarefa que como o disse o Felipe do Ambrosia, é algo realmente necessário se nos propormos a entender o mercado de RPG.

post de amanhã será sobre essa tentativa de coletar dados com as editoras ainda na ativa do RPG nacional. O que vocês acham que precisamos saber? E talvez mais importante, como perguntar?

UPDATE: Ainda na correria de uma atualização na estrutura do blog a cada 3 dias, acrescentei o widget doDigsby na coluna da direita. O Digsby é um daqueles programinhas que mesclam todos os programas de mensagens instantâneas como MSN, GTalk, ICQ, e agora com essa barrinha aí do lado rola de conversar comigo quando estiver online. Vamos ver se funciona…

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