Pesquisa: Como anda o RPG Nacional? – Parte 1

Nos últimos dias o tema mais debatido por aqui foi a situação do mercado de RPG no Brasil. Como o artigo que comentei esta semana aponta, existem atualmente cinco editoras ativas lançando livros de RPG no país, além da Escala que é responsável pela revista Dragonslayer. Nos inúmeros e interessantes comentários surgiram alguns números referentes às tiragens e porcentagem de vendas, e apareceu também de maneira forte a necessidade de se ter dados mais precisos antes de se discutir de maneira qualificada a existência ou não de uma crise do mercado de RPG nacional, quais estratégias as editoras estão adotando e dentre elas aquelas que mais bem sucedidas com o público consumidor.

Se forem obtidos esses dados nos permitem de alguma forma orientar nossas análises, e mesmo abrir novas interpretações e olhares sobre o mercado nacional. Mas o desafio vai ser conseguir estas informações, já que as editoras muitas vezes têm receio de liberá-los, talvez imaginando que as outras editoras não o farão,  em uma espécie de dilema do prisioneiro do RPG. Pensei então em duas estratégias para montarmos esse arquivo com dados do RPG nacional.

A primeira é o questionário para as editoras que comentei alguns dias atrás. Ele será enviado para as seis editoras – Caladwin, Conclave, Daemon, Devir, Escala e Jambô, embora para a editora Escala algumas modificações sejam necessárias nas perguntas, para que estas sejam adaptadas ao formato de edições ao invés de livros, mas permanecerão basicamente as mesmas. As poucas perguntas, algo entre quatro e seis, tratarão tanto da data de lançamento dos livros das editoras, como suas respectivas tiragens e porcentagens de vendas neste período. Também estou pensando em perguntar sobre o mercado nacional de forma geral, o que mudou desde que a editora entrou no mercado até 2009, e quais suas perspectivas para este ano.

No entanto, além da chance que alguma editora não responda ao questionário, existe também a possibilidade, ainda que remota, de dados conflitantes que o Wallace bem lembrou em uma conversa de MSN. Uma solução para ambas as questões é a segunda estratégia, que na prática já vem acontecendo: a coleta destes dados por parte da própria comunidade de jogadores e participantes da discussão.

Isso pode ser feito de várias formas. A primeira e talvez mais fácil seria através de pesquisas em fóruns e listas de discussões, espaços onde muitas vezes funcionários e donos das editoras já comentaram ou ao menos deram indícios sobre estes dados. Outra forma seria através pessoas próximas as editoras, que possuem, mesmo que de forma incompleta, alguns destes dados. Ainda assim, todos estes “dados secundários” seriam exatamente isso, considerados não oficiais e menos precisos que os liberados pelas editoras. Uma espécie de controle – por exemplo, se eles destoarem demais dos dados da editora, ela pode se pronunciar, ou ainda que não o faça, fica a dúvida e cabe ao leitor decidir com qual fonte prefere se orientar, com a percepção crítica da dissonância.

Amanhã finalmente vou terminar o questionário, e postá-lo aqui. Queria sugestões, além de fontes de onde conseguir alguns destes “dados secundários” e mesmo saber se posso contar com a participação de vocês por aqui. No fim de semana vou começar a compilar todos estes números que já rolaram nas discussões aqui e na Rede, e na segunda-feira envio os questionários para as editoras com as devidas modificações sugeridas por vocês. Se tudo der certo até o fim de Abril teremos um material bem bacana para comentar!

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