Adiamento do Arsenal do Aventureiro pela Devir e a eterna questão do cronograma

Essa semana o Otávio Gonçalves, editor do Dungeons & Dragons na Devir publicou uma nota no site da editora falando do adiamento do Arsenal do Aventureiro, inicialmente previsto para Outubro, depois para Dezembro e agora para Janeiro de 2010:

Depois de alguns contratempos no mês de Novembro, será preciso adiar para Janeiro o lançamento do Arsenal do Aventureiro, antes previsto para Dezembro.

Um dos contratempos foi a reimpressão da 4ª Edição do Livro do Jogador, que esgotou no começo do mês! Além de novas erratas lançadas pela Wizards no dia 17 de Novembro, foi incorporada também a errata da 1ª impressão (que será disponibilizada no site até o fim do ano). Não poderíamos passar o Natal sem o Livro do Jogador, então precisei gastar um tempo nele.

Outro contratempo, como eu já havia anunciado, é o Escudo do Mestre que também chega no começo de Dezembro. Foi preciso mudar o formato do escudo, que originalmente ficava na horizontal, para a vertical, devido ao tamanho das máquinas da gráfica.

Para piorar, no dia 17 de Novembro a Wizards divulgou mais 5 páginas de errata do Arsenal do Aventureiro, erratas que eu fiz questão de incorporar na versão nacional.

De qualquer forma, tentaremos fazer com que esse atraso não influencie em muito os lançamentos para 2010.

Bom os motivos parecem mais que válidos – afinal é muito mais interessante ter uma nova edição do livro básico mais importante disponível no fim do ano do que um suplemento, que embora bacana, é totalmente focdo nos já iniciados e de forma alguma essencial para o jogo. Novas erratas incorporadas aos livros também são uma mão na roda e agregam valor a versão nacional, o que é uma grande bola dentro.

Dito isso, vou dar meus pitacos sobre a política bizarra de anúncio de lançamentos da Devir, em especial no caso da linha Dungeons & Dragons que é a qual acompanho com mais atenção. A editora tem investido pesado na quarta edição do D&D, e o Otávio tem feito um trabalho notável na linha com o lançamento dos três livros básicos, da aventura introdutória Fortaleza no Pendor das Sombras e do suplemento Poder Marcial em tempo recorde e com uma qualidade excelente.

Ok, mas qual o problema com o cronograma da Devir? Me lembro quando foi anunciado pelo Otávio na RPGCON que a editora produziria nove (é…) livros até Janeiro de 2010, o burburinho pelo auditório recheado de incredulidade. O cronograma era esse aqui:

Livro dos Monstros de D&D (previsto para julho) Lançado

Livro do Mestre de D&D (agosto) Lançado

Escudo do Mestre de D&D (agosto) Adiado para Dezembro

Thunderspire Labyrinth (setembro) ???

Poder Marcial (outubro) Lançado

Adventure’s Vault (outubro) Adiado para Janeiro

Pyramid of Shadows (dezembro) ???

Forgotten Realms Campaign Guide (janeiro 2010)

Forgotten Realms Player’s Guide (janeiro 2010)

Mesmo fazendo um trabalho exemplar como temos acompanhado, me pergunto qual o sentido de divulgar um cronograma tão fora da realidade assim em um dos espaços mais tradicionais de discussão do RPG nacional, a mesa redonda das editoras.  Não acredito que uma só pessoa naquele auditório bem cheio tinha a menor esperança que estes nove (é nove…) livros fossem lançados até Janeiro de 2010, seja porque seria um feito que a Devir nunca chegou perto de realizar, seja porque acreditam que o mercado não absorve tantos lançamentos em tão pouco tempo, ou porque a 4ª edição do D&D ainda não está estabelecida o suficiente. Mas se tinha uma coisa que tenho certeza que todos os que desacreditaram deste cronogrma utópico pensaram naquela hora é “mais um ano a Devir anuncia trocentos livros e vai lançar só uma parte disso”.

E novamente, mesmo com o trabalho foda e sério do Otávio, a Devir anunciou nove livros, lançou três, adiou dois (e acredito que vá adiar também os de Forgotten Realms) e não falou mais nada (que eu tenha visto) das duas aventuras…

Um Comentário

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  1. Julio disse:

    “Trabalho exemplar”? Tá de brincadeira, né? A tradução desses livros é péssima! Nada faz sentido! Os nomes são incompreensíveis! Os poderes tem nomes ridículos!

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