As demissões de fim de ano da Wizards of the Coast

A Wizards of the Coast manteve este ano a incrível tradição de demitir funcionários importantes de seu quadro na véspera do natal. Se as vítimas no ano passado foram figuras de destaque como Dave Noonan e Randy Buehler, a atual listinha de natal divulgada na EN World por uma fonte anônima, e depois confirmada por alguns dos ex-funcionários, trás nomes como Logan Bonner, Chris Sims, Stephen Radney e pasmém, Rob Heinsoo, não só um dos escritores do Player’s Handbook como uma das mentes por trás da 4ª edição do Dungeons & Dragons. A lista de contribuições dos caras para a 4ª edição é longa:

Rob Heinsoo:

Player’s Handbook

Player’s Handbook 3

Primal Power

Divine Power

Monster Manual 2

Adventurer’s Vault 2

Underdark

The Plane Above

Chris Sims:

Seekers of the Ashen Crown

Monster Manual 2

Adventurer’s Vault

Forgotten Realms Campaign Guide

Death’s Reach: Adventure E1

Além de ser um dos responsáveis pelo D&D Insider, em especial a revista Dragon.

Logan Bonner:

Adventurer’s Vault

Arcane Power

King of the Trollhaunt Warrens: Adventure P1

Logan Bonner fez um post na EN World falando sobre seus colegas de trabalho na WotC e realmente não deu a entender que a saída foi uma decisão dele, ao contrário do que aparentemente ocorreu com Scott Rouse alguns meses atrás. Já Lisa Stevens, uma das cabeças da Paizo e ex-funcionária da Wizards forneceu nos fóruns da sua editora um interessante ponto de vista sobre as demissões que ocorreram nos últimos dois anos:

Having been at Wizards and survived a number of layoffs before finally being ousted in 2000, I can tell you that there is usually some method to the madness. Magic: The Gathering generally doesn’t have many layoffs because it is usually a star player at WotC, though it doesn’t avoid the hatchet every year, just most years. Other teams including D&D, book publishing, organized play, the whole online initiative, Avalon Hill, the miniatures teams, etc. haven’t been as successful at various times in the past, and thus, each year, the layoffs help to lower overhead for those teams that WotC/Hasbro deem need the lowered costs. Sometimes you may not realize that an employee that you think works for one team, has really been working for another team. Jonathan Tweet is a perfect example from last year. We all think of him as an RPG designer, but I believe he was on the team that did other TCGs and things like Dreamblade at the time of his layoff. A lot of the people who were laid off last year were part of the online initiative, which included some D&D stuff but also Gleemax and their aborted online games thing on Gleemax.

The three guys from this year’s layoffs all worked on the pen and paper aspect of D&D as far as I know. What conclusions you derive from that are your own to make. There are implications here that only WotC knows and we can only speculate about. But they don’t lay people off at random. There is a method to it, even if it may seem a bit mad or even random. A lot of good friends and talented people have been laid off in the past, so this doesn’t reflect on the individuals at all.

I hope all find new jobs and can unleash their talents once again into this industry!

-Lisa

A última parte do post da Lisa é bem curiosa – afinal no ano passado rolou justamente o contrário, boa parte das demissões foi de funcionários ligados ao Gleemax, rede social da Wizards que não deu certo. Já este ano parece que o modelo do D&D Insider decolou de vez, e o que nossa amiga Lisa Stevens deixa implícito é que a WotC está focando seus esforços neste modelo online em detrimento do formato clássico impresso. Será? Se a lógica for esta mesmo, me parece estranho que o Chris Sims tenha sido demitido então, afinal o cara ocupava um papel fundamental junto a produção das matérias das revistas eletrônicas. Mas se tem algo no qual eu tenho certeza que a Lisa está correta é na afirmação que as demissões não são aleatórias, como muita gente nos fóruns da EN World parece acreditar. Claro, elas são motivados por uma redução de custos com a chegada do fim do ano fiscal da empresa, mas funcionários mais antigos foram mantidos, então nos resta especular sobre qual a lógica que orienta os cortes, e o rumo que a Wizards e a Hasbro querem para o Dungeons & Dragons.

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