Entrevistas sobre 2009 – Marcelo Cassaro

Em Dezembro de 2009 dei início a um pequeno experimento – enviei uma proposta de mini-entrevista para 14 figuras e grupos que considero importantes na cena do RPG nacional, com perguntas padronizadas sobre como avaliavam o ano que estava acabando. A idéia não era fazer uma mega pesquisa com centenas de entrevistados, mas tentar montar um mosaíco com algumas peças chaves do RPG por aqui, e com base nas opiniões e pontos de vistas de cada um iniciar uma discussão sobre os rumos do hobby no Brasil. É claro que alguns não responderam a entrevista, mas uma boa parte o fez. E convenhamos, um ou dois já imaginávamos que não iam responder por outros motivos mesmo. Mas pelo menos eu convidei!

Sem mais delongas é hora de apresentar as respostas do primeiro entrevistado, Marcelo Cassaro, cabeça do Trio Tormenta, responsável pelo mais bem sucedido cenário de RPG nacional, além de editor por anos das revistas Dragão Brasil e DragonSlayer:

1- Como você avalia o ano de 2009 para o mercado nacional de RPG? De forma geral foi um ano melhor ou pior que o anterior? Por quê?

É difícil dizer. Desde o lançamento da Dragão Brasil em 95, este foi o ano em que estive menos envolvido com RPG — mesmo a DragonSlayer não está mais em minhas mãos. Como meu grupo de jogo usa apenas material importado, não acompanhei o mercado nacional tão de perto.

Não percebi nenhum crescimento (ou decrescimento) significativo. A DragonSlayer continua sendo publicada em uma editora conhecida por cancelar títulos de mau desempenho — no passado a Escala teve três ou quatro revistas sobre RPG, sendo que nenhuma passou de três edições. Isso prova que não houve uma grande redução do público (mas não diz que houve aumento).

2- Qual foi a melhor notícia, iniciativa ou lançamento do RPG nacional este ano em sua opinião?

A melhor iniciativa do ano foi, com certeza, a RPGCON. Mesmo planejado em tão pouco tempo, o evento conseguiu cobrir falhas que o Encontro Internacional vinha apresentando há anos. Eu e outros autores tivemos tratamento e atenção que nunca recebemos no IERPG — foi um evento excelente e livre de impurezas, só tenho elogios a ele.

3- De forma mais geral, como você enxerga o ano de 2009 para o mercado mundial de RPG? E qual a notícia, iniciativa ou lançamento que mais se destacou neste ano?

Por um bom tempo vi os defensores da 4E bradando que “sempre houve reclamações quando as outras edições mudaram, agora vai ser igual”. Eu disse que não. E o tempo normalmente prova que estou certo.

2009 marcou a insatisfação do público com a pretensa 4a Edição de D&D. Pathfinder RPG esgota uma tiragem atrás da outra — até um ano depois de seu lançamento era quase impossível adquirir o livro básico. Os autores da Paizo têm mais afinidade e respeito por Dungeons & Dragons que os próprios fabricantes do jogo oficial; quase nenhum dos grandes autores que nos deu D&D 3E e o Sistema D20 estão atualmente na Wizards.

Eu e meus amigos amamos D&D, jogamos desde a segunda edição. Quando veio a 3E, adoramos e adotamos. Mas quando veio a 4E… não vimos ali o D&D que conhecemos. Nem vimos ali um RPG. Hoje jogamos Pathfinder, e estamos satisfeitos com ele.

4- Quais foram seus principais projetos, lançamentos ou iniciativas em 2009? Eles responderam as suas expectativas?

Ainda em 2008, Mauricio de Sousa lançava a Turma da Mônica Jovem. Ele conheceu meu trabalho em Holy Avenger, me convidou para escrever o título, e não parei desde então — meu 2009 foi quase todo dedicado a roteiro de HQ. É a revista em quadrinhos de maior vendagem nas Américas (talvez até no Ocidente, não tenho certeza), então acho que estou trabalhando bem.

Mas isso acabou me mantendo longe do RPG, justamente no aniversário de dez anos de Tormenta. Precisei me afastar da DSlayer. Tive alguma participação no Contra Arsenal, embora menos do que gostaria. E quando posso, mexo no Tormenta RPG, que infelizmente não ficou pronto ainda este ano.

5- Quais são suas expectativas para o mercado de RPG nacional para 2010?

Acredito que a Jambô continuará crescendo para se tornar a maior editora de RPG nacional — aliás, um posto que ela já conquistou em alguns aspectos. A empresa apóia suas linhas principais no Sistema D20 — que ainda tem muita força no Brasil, com sua grande base de fãs e acervo de títulos —, mas também investe em sistemas para iniciantes, como 3D&T e agora Aventuras Fantásticas. Suas escolhas inteligentes estão gerando frutos merecidos.

6- Você já tem projetos, lançamentos ou iniciativas previstos para o ano que vem? Se sim nos fale um pouco sobre eles!

Minha primeira e maior prioridade é concluir Tormenta RPG. Agora que D&D 3E não é mais publicado no Brasil, o cenário não pode mais depender de seus livros básicos.

Eu gostaria de preservar D&D como gostamos dele. Pathfinder RPG seria ideal para isso — mas é um produto caro demais para o Brasil, não tenho conhecimento de nenhuma editora interessada em lançá-lo aqui. Não sei se Tormenta RPG será capaz de cumprir esse mesmo papel, substituir D&D como livro básico; tivemos muitas discussões entre inovar, mudar coisas, mas manter a compatibilidade em respeito ao material antigo e seus fãs. Ano que vem, saberemos se vai funcionar.

Comentários: Acho que a RPGCon como principal destaque do RPG nacional em 2009 não foi nenhuma surpresa – afinal se por algum tempo existiu a possibilidade de um ano sem um grande encontro nacional, a RPGCon não só resolveu isso como superou em inúmeros pontos o EIRPG mesmo com seus dezesseis anos de tradição. Todo mundo que foi na parada saiu de lá animado e afim de produzir mais, trocar idéias e experiências. Um dos pontos altos de 2009 na minha opinião também!

Também compartilho boa parte da animação do Cassaro com o Pathfinder RPG da Paizo, que já roubou o posto de minha editora favorita até então ocupado pela Green Ronin, mas por outro lado nem de longe acho que 2009 foi marcado pela rejeição a 4ª edição do Dungeons & Dragons – o jogo continua forte, e quem não gostou dele em 2008 (uma parte vocal da comunidade vale dizer), em 2009 continuou buscando outras alternativas e criticando a edição mais recente e suas grandes mudanças.

O Tormenta RPG com suas regras baseadas na 3ª edição do Dungeons & Dragons será um lançamento importante deste ano não só para o Cassaro e a Jambô, mas talvez para todo o mercado nacional, já que a editora Devir não mais lança reimpressões dos livros básicos do D&D 3.5. Assim, o Tormenta RPG será a principal forma dos jogadores terem acesso as antigas regras do Dungeons & Dragons em português, além é claro de trazer o cenário de Tormenta. Resta ver como a questão da compatibilidade trazida pelo próprio Cassaro foi contornada, afinal o cenário tem suas peculiaridades e mecânicas próprias.

E vale lembrar que rolaram alguns boatos sobre a possibilidade de uma editora nacional sondando os direitos do Pathfinder RPG para lançá-lo aqui. Mas definitivamente não será a Devir (que já tem o D&D), e nem a Jambô que vai tentar preencher este nicho com o Tormenta RPG, então parece que não temos mais ninguém no horizonte com capital e habilidade para fazer isso…

Queria agradecer novamente ao Marcelo Cassaro por ter participado da brincadeira e enviado quase imediatamente as respostas, super solícito e acessível como sempre! Esta semana ainda publico a segunda entrevista da série, desta vez com as resposta de um dos blogs para dar uma variada. E vocês o que acharam? RPGCon e Pathfinder RPG na cabeça em 2009?

63 Comentários

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  1. Nume Finório disse:

    Tem um errinhos de digitação fodas aí, né, Rocha?

  2. Pablo Urpia disse:

    É sempre bom ler, escutar ou ver o Cassaro em ação.
    Muita bagagem!
    Esperamos já pelas demais entrevistas e estou errado ou o Telles não respondeu ao questionário?
    Abraço Rocha, parabéns!

  3. Tek disse:

    Preciso mandar a nossa.

  4. Urathander disse:

    De fato o Pathfinder foi a grande estrela do último ano, espero que continue assim e é uma pena não termos o livro em nossa língua. Tenho sentimentos conflitantes em relação ao Tormenta OGL, gosto da ambientação em si, acho que o trio tem toda condição "técnica" de fazer um ótimo trabalho, mas a veia animê deles me preocupa um pouco.

    Então, o Cassaro está à frente da Turma da Mônica Jovem? Não sabia, agora está explicado alguns títulos flagrantemente "RPGísticos", hehehehe.

  5. Bruno disse:

    Muito boa a iniciativa, sou fã do Cassaro a muito tempo e agora fã do blog!

  6. Dan Ramos disse:

    Ei Rocha, separa a entrevista dos seus comentários finais, vai ter gente sem entender (eu confesso que demorei XD).

    Depois comento mais aqui, agora o tempo tá f*da.

  7. Leisses disse:

    Ótima iniciativa essa das entrevistas.

    Boa parte das respostas do Cassaro eram meio previsíveis, mesmo assim é interessante ver como a pessoa sintetiza sua opinião. Fica bem mais "light" e agradável de se ler.

    Estou entrando todos os dias para saber quando sai a próxima entrevista…pode adiantar quem é o entrevistado???

  8. Também fui lendo achando que era a resposta.

    Bem, acho que é polemizar um pouco, mas seria interessante saber quem não respondeu.

    Gilson

    • Rocha disse: (Author)

      Ei Gilson, no final vou escrever uma artigo amarrando tudo, e vai dar pra sacar quem não respondeu por ali, embora também ninguém tivesse obrigação de entrar na parada não é?

  9. Nerd Protestante disse:

    Cassaro não perdeu a mania de se achar "estrelinha"…hehee

    foda, o "trio tormenta" ao mesmo tempo ajudou a crescer o mercado do rpg, também o ferrou.
    O 3D&T sempre foi uma boa jogada (eu cheguei a jogar uma vez lá qd lançaram o D&T primeira edição. Eu era o miojo lamen rider. heeh), mas ao mesmo tempo que gerava n rpgistas, afastava os veteranos. Era a era de ouro da DB onde tinhamos matérias para gurps, resenhas de inumeros rpgs gringos, onde realmente diziam a opinião de um rpg e não ficavam metendo a boca apenas.
    O Trinity foi um bom exemplo. Fizeram tanto "merchã" do Alternity da antiga TSR que hj em dia é mais fácil achar jogadores de Trinity do que pessoal de alternity com seu Star Driver.
    Tudo em nome de Tormenta e claro, em nome de seus egos.
    Agora negam até na base de torturas que não gostam da 4e. Já mestrei algumas vezes ela. Realmente é puro wargame, se não der espaço para a interpretação. Toda aquela mecanica de miniaturas, o clima "old-school", mas isso é ta na cara que é pura dor de cotovelo.
    Nada como jogar algo realmente interessante. Passei sábado a noite mestrando Call of Cthulhu . Muito bom, o clássico, não o d20. Essa nostalgia que me traz ao RPG.

    mas no final RPG é isso, diversão: não importa que sistema, cenário ou grupo. Se estão se divertindo, essa é a finalidade.

    e vamos descer do pedestal de vez em quando Cassaro, as "cassatétes" não ligam, mas rpgista em geral ta cansado de popstar.

    • Rogerio Saladino disse:

      Curioso como sem que aparece alguém que gosta de ofender e falar besteira, é anônimo ou tem um pseudônimo genérico.

      Só pra deixar claro umas coisas que sempre me irritam nesses comentários, ok?

      Não vou entrar nessa de ficar rebatendo acusações estúpidas baseadas em achômetro, como essa insanidade de dizer que ferramos com o RPG.

      Metemos a boca no Trinity, né? Curioso, porque o que dissemos na revista depois foi confirmado pelo autor do jogo, quando entrevistamos ele. Falávamos que tinha poucos jogadores, coisa que – veja só – era verdade. Isso até acabava motivando o pessoal a jogar mais.

      Já que a crítica é contra o Trio, queria saber o que eu fiz "em nome do meu ego". E ninguém do Trio nega que não gosta da 4a edição. Sinceramente, não sei de onde se tirou isso. Eu não gosto do sistema, ponto. E onde "está na cara que isso é dor de cotovelo"?

      Olha "Nerd Protestante", se você tem umas opiniões que não batem com as nossas, é direito seu. Mas daí dizer que é o consenso geral dos RPGistas, de TODOS os RPGistas, que a opinião do RPGista em geral, é muita presunção.

      Acho mesmo que é você que precisa descer do pedestal.
      Desculpe, não acredito que você conhece e tem contato com mais de 30.000 ou 50.000 jogadores de RPG. Isso sim, seria um número significativo que poderia ser considerado "em geral".

      • Nerd Protestante disse:

        Saladino,
        sempre fui fã de você. Desde a época da Dragon Magazine. Meu… você participou dos playtestes do 3 edição!!! Não é qualquer um.

        Não fui contra o papel do "trio tormenta" com 3D&t e o cenário tormenta. Vocês tornaram mais acessível o nosso jogo tão amado, só que esqueceu da turminha do fundo. Só isso.

        Eu sei que o autor do Trinity comentou que até nos EUA o pessoal fazia gozação do jogo (tenho essa DB), mas isso não significa que o jogo seja bom ou ruim.
        Alternity foi bom pelo lance das regras…mas só isso.
        Trinity tinha tudo para dar certo, mas sabe como é…lembro daquela piada dos "três jogadores de Cyberpunk 2020"…heheeh
        Só para constar: opinião puramente pessoal e com toda humildade do mundo.
        Andei fuçando inumeros fóruns da vida e muita gente pensa como eu: Tormenta é perfeito para 4e. O jeitão anime, lembra muito aquele esquema Final Fantasy, etc… A 4e virou um rpg de papel, isso não tenho dúvidas, mas é só opinião pessoal, não fui escritor da revista mais famosa de rpg, apenas leitor desde a primeiro número dela.
        Fui fã do Cassaro por muito tempo, até presenciar coisas em EIRPG da vida e outros comentários virtuais das atitudes dele.
        Trevisan é o figuraça, conversei muito tempo com ele via msn e sempre gostei das matérias dele (além do nosso gosto por Dragonlance) e você Saladino, não tenho reclamação, você é um dos "caras" do rpg brasileiro.
        Só acho que usar a imagem "somos fodas e sabemos disso" só funciona para lendas, como Stan Lee (o tiozinho faz isso porque PODE, heheeh).

        Estou voltando a jogar DC Heroes, Call of Cthulhu, Gurps (o bom e velho) entre outros…4e é divertido mas me cansou já e que seja feliz quem for jogar outros RPGs também.

        • RogerioSaladino disse:

          Então, Nerd.

          Pra quem se diz fã da gente, você fez umas críticas meio de alegre no seu primeiro post. Só pra criticar mesmo e sem muita relação com a entrevista.

          Trinity: você disse que a gente detonou o jogo pra ajudar as vendas do Alternity, seja lá por quais motivos. Disse que a gente detonou o jogo de alegre. Não detonamos, dissemos o que tinha acontecido com a produção do livro, que um monte de gente disse que era mentira, mas depois foi confirmado pelo autor.

          Dizer numa revista que tal jogo tem poucos jogadores é uma forma de pedir para que esses jogadores se manifestem, o que ajudaria a divulgar o jogo. Agora, se tem poucos jogadores de Cyberpunk 2020, a culpa é nossa? Na boa, esse argumento é beeem fraquinho.

          Você está dizendo agora que a sua opinião é humilde e tal, mas no post anterior, você afirmou que a gente faz tudo por causa do nosso ego, ou por dor de cotovelo.
          Isso não condiz com o suposto respeito que você diz ter pela gente e pelo nosso trabalho. Assim fica fácil, né? Dizer "olha, te respeito pra caramba, mas você é um ególatra e um imbecil".

          Nunca usei a postura de "sou isso ou aquilo e sei o que estou falando". Quando me perguntam a minha opinião, eu a falo, com base no que aprendi no meu trabalho, carreira, faculdade, etc. Eu trabalhei um bom tempo no mercado de RPG e tudo que comento ou escrevo leva em conta o que passei.

          Não me apresento (nem assino e-mail ou coisa parecida) enumerando tudo o que fiz. Não me considero um Stan Lee do RPG. Sou só alguém que está a mais de 15 anos no meio. Se eu falo que não gostei da 4a edição e não acho que ela tenha o tal estilo "Old School" que muita gente diz, é porque eu não acho isso, com base no que vi no RPG.

          Tem gente que curte a 4a ed, que acha que Tormenta combina com o sistema… tudo bem, mas não é o meu caso. Eu não gosto desse sistema, só isso (ao contrário do que você afirmou, que a gente está negando que não gosta da 4ed).

          O problema que eu vi no seu post anterior (e ainda vejo) é que você ofende a gente e reclama com base em um monte de supostos "fatos" que não são verdadeiros.

          Você diz que o Trio abandonou o "pessoal do fundão", os jogadores mais experientes, pois bem, você também está enganado. O jogador mais experiente nunca foi um consumidor da DB. O que acontece é que os antigos leitores se tornaram agora os tais ditos RPGistas experientes, o que nos dá muito orgulho, claro, e procuram material mais avançado, mais livros, suplementos e etc. Ele tem acesso a mais material, coisa que os iniciantes normalmente não tem.

          E aí, não me respondeu os lances de fazer as coisas pelo ego e ter pura dor de cotovelo da 4a ed. Isso é ofensa gratuita, não é opinião. Repetição de bobagens ditas na internet, o que também não condiz com as suas afirmações de "Você é o cara".

          Decida-se, por favor. Ou responde o que eu perguntei.

          • Nerd Protestante disse:

            Saladino,

            Confesso que fui meio salgado nas críticas, até peço desculpas, mas como todo profissional na área, principalmente da área artistica, é preciso saber receber critica positiva e NEGATIVA também. Claro, existe o direito de réplica, tréplica, enfim…mas toda crítica, seja pesada ou suave, vocês a contestam.

            Fui ingrato em generalizar, e colocar o termo "trio tormenta", minha crítica mesmo era para ser apenas ao Cassaro.

            Você disse (se não estiver interpretando errado) que cyberpunk 2020 não fez sucesso foi por causa da não manifestação de jogadores, oras…a mídia levanta e derruba coisas/pessoas, foi o mesmo que vocês faziam.
            E o famoso caso do jogo "Angus"? Não cheguei a comprar justamente pelo preço salgado, mas vocês sepultaram o coitado do livro (se não falhe a memória, foi o trevisan que escreveu. Estou no escritório agora e não tem como ver minhas db no momento). A história das perigosas vacas…hehe Achei muito engraçado por sinal a matéria.
            Ou então "Ars Magic". Meu, até hoje tento achar esse jogo, mesmo a versão traduzida que além de vocês e muita gente na net dizer isso (agora não sei se é porque leram a matéria de vocês ou porque constataram isso olhando o livro), continha erros bizarros na tradução.
            Como diria o Capitão Planeta: "O poder é de vocês!" heehe
            Muita gente confiava e ainda confia em vocês e isso é uma enorme responsabilidade.

            No tocante a "veteranos e novatos", deixa ver se entendi bem: a Dragão Brasil era para ser lida apenas por novatos? E como que fica a turma que começou a ler ela desde a "dragon 1"?
            Vai aprender inglês e se virar com suplementos? Puxa, isso é respeito pelo leitor…hehe Sou advogado, concurseiro e mesmo assim, meu inglês é muito fraco. (confesso que ainda pretendo estudar inglês no futuro). Infelizmente o dominar inglês ainda não é algo comum no Brasil.
            Mas se for isso mesmo, então fui "logrado", pois mesmo jogando desde 1992 e acompanhando a DB até o seu fim, de uma certa época em diante (talvez quando veio tormenta), a revista se tornou só para novatos?

            Cara, sucesso para vocês. Espero que continuem no mercado por muito tempo. Consigam realizar projetos e sonhos. Se o propósito de vocês é manter o RPG forte no Brasil, espero que consigam, mas agora vai ao Cassaro: seja um pouco mais humilde, só isso!
            Ele tem muitos "cassatétes" (soa estranho eu sei, hehe), mas isso não significa que todo mundo o idolatra.
            Aé, acho que ele deve ter confundido as revistas. Talvez a turma da mônica (da baixinha, gordinha, dentuça e brava), possa ser a revista com maior vendagem do ocidente, mas a turma da mônica jovem terá que comer muito, mas muito arroz com feijão para ter status de "cult".
            Claro, o Cassaro brinca com as palavras. Ele pode ao se defender dessa argumento, que ele não quis dizer da "turma jovem", mas sim da "turminha".
            Menino esperto…

            abraços

          • Daniel Anand disse:

            Cara, eu discordo de algumas coisas que o Cassaro defende, mas não sei daonde se tira que o cara é um arrogante. Pô, o cara tá na estrada há muito mais tempo que a idade de nerds perdidos aí. E está fazendo um sucesso estrondoso com a Turma da Mônica jovem, não tem como negar (se bem que ele nega o sucesso da 4e, enfim…) Então falta humildade? Sério? Como assim?!

            Eu acho que qualquer um que trabalhe pelo e para o RPG, nacional ou importado, já tem meu respeito automaticamente. Eu não preciso gostar, mas se não estiver colocando um rpgista contra o outro, já está ajudando o hobby com isso. E o trio Saladino, Trevisan e Cassaro é uma galera que contribuiu pacas para o hobby. Assim como o Deicide, o Fabiano e o Antônio, o Rocha, Giltonio, Marcelo Rodrigues, e vários outros que tem contribuído para o RPG nacional, ao invés de ficar reclamando e chorando pelas revistas derramadas.

          • Ferdineidos disse:

            Não sabe de onde se tira que o cara é arrogante?

            Você leu a entrevista?

            "Eu disse que não. E o tempo normalmente prova que estou certo."

            Jura que não vê arrogância?

          • Dan Ramos disse:

            Saladino, você tem MUITA paciência.

          • RogerioSaladino disse:

            Sabe, Dan, você tem razão.

            Pra que responder pra alguém fala como fato o próprio achômetro?

            Obrigado.

          • Lucas Ribeiro disse:

            eheh, vou fazer um comentário maldoso…hehe

            "tem gente que se afogaria, se o trio tormenta entrasse na água…" ahahahah

  10. Arquimago disse:

    Complicado fazer essa analise…

    Mas também acho que D&D4E foi um divisor de águas e de jogadores, mas não que isso seja ruim ou bom.

    Mas gosto de um mercado variado.

    Sobre o Brasil? Eu estou apostando mais no M&M que no Tormenta RPG, mas dependendo do que falarem vou comprar o livro e recomendar para o meu novo possível mestre já que ele era jogador e agora resolveu mestrar no 3.5 que é o que mais conhece e ele gosta de fantasia "medieval".

    No resto tanto Jambô quanto Devir se deram bem no mercado de 2009 foi uma nao bom para os RPGistas, vamos ver se 2010 também vai ser bom, com mudanças tenho certeza.

    • Nerd Protestante disse:

      M&M tem tudo para dar certo na minha opinião. Concordo com você Arquimago.
      Sistema pratico, engloba qualquer cenário de heróis, flexível como um gurps supers e charmoso como um DC Heroes ou um Hero System.
      Salvo engano M&M é True20 e não D20 ou OGL, né?

  11. Anônimo do anônimo disse:

    Tudo visando o lucro. Após certo momento, as publicações de RPG no Brasil eram quase sempre adaptações de filmes, de mangás, etc. E o Tormenta, assim como a 4ª edição, vieram para dividir os jogadores mesmo. Não li mais qualquer Dragão Brasil, ou Dragon, apesar de ter até seu centésimo número.
    O fato é que a revista não poderia ter sobrevivido publicando matérias sobre rpgs mal jogados, pouco conhecidos. Ela precisava de publicidade. Então, vamos publicar o que o povão acéfalo tá gostando de jogar. E os jogos mais profundos, mais interessantes (certa vez fiquei numa palestra de jogos de horror por 6 horas – com ênfase em CoC) foram simplesmente deixados de lado, para dar atenção a dezenas de filmes, de personagens de TV, para a Tormenta (nem preciso dizer minha opinião sobre essa ambientação). Bons tempos quando jogava-se o AD&D, que deveria ter continuado assim.

    • Dan Ramos disse:

      Cara, você acha que dá pra fazer algo sem visar o lucro e não morrer de fome? Eu geralmente dou risada alta quando vejo alguém reclamar de alguém querer ganhar dinheiro.

      E se eles visassem tanto o lucro em detrimento do que gostam, já teriam abraçado a 4E. Nunca vi isso.

  12. Anônimo do anônimo disse:

    Tudo visando o lucro. Após certo momento, as publicações de RPG no Brasil eram quase sempre adaptações de filmes, de mangás, etc. E o Tormenta, assim como a 4ª edição, vieram para dividir os jogadores mesmo. Não li mais qualquer Dragão Brasil, ou Dragon, apesar de ter até seu centésimo número.

    • RogerioSaladino disse:

      Além de não ter coragem de assinar com o próprio nome e arcar com quaisquer respostas ao seu post, ainda não sabe lidar com internet e colocar uma mensagem pela metade e repetida…

      Depois me perguntam por que eu não gosto de posts anônimos…

      • Anônimo do anônimo disse:

        Eu tinha certeza de que alguém (mas me surpreende ser você a pessoa a fazer isso) ia comentar meu erro ao clicar duas vezes no "enviar". É típico. Sempre tem um né? Como se isso fosse relevante ao fato de que não ofendi ninguém no meu post e deixei minha opinião, e ela não foi rebatida por você. Ou seja, querendo causar polêmica. Porque não assume o fato de que Tormenta é apenas um método para insuflar seus proprios egos? E aliás, meu nick anônimo foi apenas um toquezinho irônico, que obviamente serviu de carapuça procê. Meu e-mail: fralves2005@gmail.com Sinta-se a vontade para escrever para mim, mas sem polemicazinha tá?

        • Dan Ramos disse:

          Tormenta é um cenário de sucesso feito só pra inflar egos? Saladino, me ensina a fazer algo pra insuflar meu ego e vender feito água aí!

        • Rogerio Saladino disse:

          Senhor do apelido irônico.

          Se você acha e quer achar que Tormenta só foi feito pra inflar egos, beleza. Pode ficar achando.
          E gosto do cenário e no que colaborei, tentei fazer um cenário onde o se pudesse jogar todo tipo de campanha, onde o jogador tivesse coisa pra fazer.
          Eu fico muito feliz que o cenário seja o sucesso que é. Ou isso também é falso, a gente só diz isso pra inflar nosso ego? Eu deveria esconder que tem um monte de jogador de Tormenta?

          E quanto a "sem polemicazinha", reveja o que você escreveu. Você ofendeu sim, mas não quer ouvir isso. Desmereceu nosso trabalho, nos chamou de estrelinha (ou algo que o valha) e não quer polêmica?

          Sinto muito, fralves2005@gmail.com, mas quando eu critico alguém, assino com o meu nome, não com uma ironia. Assim, eu assumo o que escrevi e disse. Não ofendi escondido.

          Se quiser responder, meu e-mail também é público (rogeriosaladino@uol.com.br), já faz uns oito anos.

          • Anônimo do anônimo disse:

            Parabéns pelo grande trabalho com a Tormenta. Vocês juntaram todos os personagens ao longo dos anos da Dragão, jogaram tudo no liquidificador. Depois, com uma receitinha básica da Trilogia do Anel (não os culpo, quem não se inspira nele?), criaram a Tormenta. E pelo que me lembre, se esqueceram quase (eu disse "quase") que completamente, dos outros jogadores, mais saudosistas, mais tradicionalistas, como eu. Porque tormenta acertou em cheio os jogadores mais jovens, mais fãs dos mangás atuais, enfim, vocês mudaram a direção da revista. Essa é a minha indignação, talvez expressa de maneira um pouco errada nos replies anteriores. Não chamei de estrelinha coisa nenhuma, eu disse que a Tormenta foi uma maneira (mas não o único motivo) de inflar seus egos. E vocês ganharam vários jogadores, mas perderam outros tantos. Eu sei disso pois na época em que jogava, morei numa cidade de 160 mil habitantes. Apesar disso, tinha noção de muitossssss grupos, porque era eu quem realizava os encontros, os primeiros 3 ou 4. E minha casa era o "antro", final de semana amigos de todos os cantos iam pra lá. A maioria tinha seus grupos em seus bairros. Não conhecia 15000 jogadores…Mas conhecia uma quantidade suficiente para fazer uma experiencia por "amostragem". Aleatoriamente, a maioria parou de jogar. Desanimou, parou de ler a revista, enfim……converteu-se para jogos online. Natural. Mas se houvesse uma democracia um pouco mais cuidada na Dragão, eu estaria lendo até hoje, e com certeza vcs teriam conservado (sim, vcs) muitos jogadores que hoje desanimaram completamente.

          • Se o seu grupo parou de jogar RPG e foi por culpa de uma revista, vocês não eram realmente entusiasmados com o jogo, não é? Ou isto é só uma desculpa que você dá para você mesmo para poder entender o porque dos jogadores do seu grupo perderam o interesse no RPG.

            Uma coisa para mim é clara, depois de alguns anos jogando RPG você começa a achar a revista superflua. RPG não é nenhum jogo genial, depois de alguns anos jogando você pega os macetes e não precisa mais de uma revista te dizendo o que fazer.

          • Anonimo do anonimo disse:

            Não foi meu grupo que parou de jogar. Vários jogadores. E não me baseei nos encontros em casa. Os encontros a que me referi foram regionais, na cidade. Se você usa a revista como um guia, então, você não entendeu o espírito da coisa. A revista é usada, sobretudo, como fonte de inspiração, para os jogadores mais experientes. Eu conheço muito informática, mas compro a INFO para ver as novidades, e para me atualizar com algumas notícias. Apesar da internet poder ter dificultado as coisas para a revista impressa, o fato é que mesmo sendo jogador desde o número 1 da DB (Comecei através dela), ainda hoje se houvesse um equilíbrio entre a necessidade de se vender a revista (criando matérias para Tormenta, adaptações, etc) e o cuidado com os leitores antigos e mais tradicionalistas, eu estaria lendo sim, não pra seguir a revista como um manual, como vc sugeriu, mas sim por gostar de matérias novas, pelo cuidado com os sistemas que deram origem aos jogos de hoje, enfim. Acho que vc entendeu.

  13. Gostei da entrevista, mas concordo com o Rocha completamente nesse ponto: "nem de longe acho que 2009 foi marcado pela rejeição a 4ª edição do Dungeons & Dragons ".
    Que o diga a Devir.

    Tirando o gosto pessoal do Cassaro, que não o permite gostar da 4º edição de D&D e gostar demais de animes, gosto de algumas de suas criações.

  14. Legal a entrevista, Rocha! Parabéns pela iniciativa. Tô curioso pelas próximas.

  15. Dan Ramos disse:

    Essa sua iniciativa foi fantástica, Rocha! As perguntas são muito boas, também, e eu curti a primeira entrevista.

    Só não entendo – e não concordo – que a insatisfação com a 4E marcou o ano de 2009. O mercado norte-americano é muito maior que o nosso (não estou dizendo que o mercado do RPG é grande, só que o gringo é maior que o nosso dentro das proporções), o que permitiu o sucesso do PFinder e também da 4E, que até onde sabemos vende feito o cão. Mas era de se esperar que, com tantas mudanças no jogo, fosse rolar uma fatia pra quem tivesse a iniciativa que a Paizo teve, especialmente porque boa parte do público que abraçou o PF já era cativo deles.

    • Cabelo Branco disse:

      Não consigo entender essa rejeição!

      O D&D segue sendo o mais jogado nos EUA.
      É o mais vendido de acordo na Amazon.

      No Brasil o livro do jogador esgotou o primeiro "lote".

      Quero lançar um produto assim também!
      Quero ser rejeitado!!!

      Cabelo Branco – O Clone –

      • Dan Ramos disse:

        É que o fatro do Pathfinder ter sido muito bem sucedido (a gente apelidou a GenCon 2009 de "PaizoCon" no nosso podcast) dá essa impressão. E claro, realmente houve alguma rejeição, mas não chegou a afetar a Wizards (ao menos não muito).

    • RogerioSaladino disse:

      E vale lembrar que o Pathfinder RPG também vendeu pacas, esgotou as primeiras impressões (não só a primeira, ok), a Paizo faz a PaizoCon além da GenCon e etc.

      Não quero ficar brigando pra defender esse ou aquele sistema, nem comprar as birrinhas de fóruns gringos de alegre, ainda mais porque acho que essas briguinhas pra defender os sistemas não resolvem nada e não ajudam em nada.

      Eu não gosto da 4a ed. e gosto do PFRPG, ponto. É minha OPINIÃO, e assim como eu sempre respeitei a opinião dos outros, gostaria muito que respeitassem a minha e não ficassem arranjando umas explicaçõezinhas bestas (como "pura dor de cotovelo", "não podem ganhar dinheiro com a 4a ed." etc.).

      Dan, entendo e concordo com o que você disse, o mercado americano é bem maior que o nosso, e mais importante ainda, beeeem diferente. A 4e ed. teve sucesso lá fora, teve. Mas acredito que não tanto quanto a Hasbro projetava. E eu vejo nisso um grande problema a médio e longo prazo. Já disse em várias ocasiões que eu não gosto da nova postura da Wizards quanto a 4ed e como tratar o jogador/ consumidor.
      Fico feliz em ver que a Paizo tem um público enorme (sendo ele tradicional ou novo), porque indica que o sistema que eu gosto não morreu e tem uma quantidade de jogadores que o sustentam lá fora, num mercado bem mais imediatista e ávido por aderir novidades que o nosso. Isso quer dizer que o jogo como eu gosto ainda tem um tempo pela frente.
      (Viu? Não xinguei ninguém e nenhum sistema de RPG nesse post, tá?)

  16. rsemente disse:

    Muito bom.

    Quanto a polêmica da 4E o que o Cassaro disse sobre a insatisfação, ele está certo, só que deixou omitida que a insatisfação não foi geral.

    Claro que ouve insatisfação, mas não foi a maioria, é tanto que temos o sucesso da 4E e do Pathifinder ao mesmo tempo (que apesar de esgotar a tiragem deve ter tiragem bem menor que a 4E então não dá pra comprar no puro e seco).

  17. Sabe, eu não ia deixar nenhum comentário, mesmo tendo gostado muito da matéria, mas depois de certas coisas que andei lendo quero dizer algumas palavras.

    O artigo foi excelente, mesmo que eu não seja um dos fãs do Cassaro, acho que ele é uma das pessoas realmente indicadas para esta entrevista, principalmente por estar a tanto tempo no cenário do RPG nacional.

    O que eu não gostei: os comentários. Esta parte da postagem serve para que as pessoas expressem sua opinião, mesmo que contrarie o que o Cassaro (ou o "Trio Tormenta", no caso) disse.

    Concordo com os usuários que falaram que a Dragão matou muitos sistemas no Brasil em detrimento do seu rpg-anime Tormenta. Gosto do trabalho de vocês e comprei Holy Avenger até o fim, mas não concordo que vocês sejam isentos de culpa em ferrar o cenário do RPG nacional (como alguém disse em algum comentário, vocês propagaram o hobbie e ferraram com ele, mesmo não sendo os únicos, tanto pelo bem quanto pelo mal), afinal a mídia é o quarto poder.

    A Dragão acabou quando os leitores começaram a perceber que a revista só lançaria material de 3D&T e tormenta. Comecei a jogar RPG por causa da Dragão Brasil (quando comprei o primeiro número) e adorava as adaptações que apareciam até para sistemas que eu não tinha contato, e quando as notícias da revista não tinham o comportamento "Record Notícias" de meter o bedelho em todas, como se fossem os "Deuses" de Arton (donos da verdade se não ficou claro). Eu parei de ler depois disso, mas esse ainda não foi o fim da Dragão.

    Quanto os blogs cresceram e passaram a oferecer as notícias de forma muito mais dinâmica e imparcial a Dragão não se adaptou, por isso ela morreu (o que é uma pena). E ninguém pode dizer que isso é impossível, do contrário grandes jornais e revistas teriam acabado (independente da proporção do mercado), a revista em papel chega em locais que a internet não alcança e pé muito melhor de ser lida do que na tela do PC.

    Só postei esta opinião por um motivo: qualquer comentário que critica o "Trio Tormenta" é rebatido furiosamente pelo Saladino, até que o autor desista de replicar ou concorde com ele. Saladino gosto muito de seu trabalho (mesmo não sendo fã do Cassaro), mas concordo com um comentáros, você tem de descer do pedestal e ver que estas críticas são construtivas e podem ajudar o cenário do RPG nacional a crescer, mostrando onde vocês estão errando (sim, vocês erram), mesmo que cada um aqui só conheça poucos jogadores e não publique nenhum livro, acompanhamos nossa hobbie com dedicação. Como estamos "de fora", podemos ver o que vocês não conseguem: Tormenta não é uma unanimidade no país e afasta jogadores, principalmente aqueles que sentem falta de serem respeitados por alguns dos mais antigos autores do cenário do RPG Nacional.

    Só para ficar claro Saladino: desça do pedestal e aceite uma crítica construtiva. Ninguém está dizendo que vocẽ não sabe nada, só quer ajudar.

    • Anonimo do Anonimo disse:

      Eu não teria dito melhor.

      Só reforçando alguns detalhes: Comecei a ler O Senhor das Anéis através de uma matéria na própria Dragão, acho que a 4, ou 5, não me lembro. E as melhores idéias eu tirei de várias matérias criadas pelos próprios editores/colaboradores, e não das futuras centenas de adaptações. Tradicionalista? Mil vezes sim. Concordo que a revista precisa ir pela cabeça da maioria, como a Dragão mesmo dizia, era baseada na preferencia dos jogadores que eles criavam matérias. No pergaminho dos leitores, algumas pessoas pediam tais sistemas, e tinha a resposta de que aquele jogo não era tao jogado…etc. Mas Tormenta começou DO NADA, da mente da Dragão, e vocês fizeram nós, o povo, engolir, por bem ou por mal. Enfim…..Não éramos a maioria…

      Vida Longa e Próspera, quero deixar claro que não tenho nada contra ninguém aqui, nem contra o Cassaro, aliás, Espada da Galáxia DEVERIA ter uma continuação, porque é sensacional. Nem tenho nada contra os outros editores…mas que o RPG no Brasil não é bom como era antigamente, não é, e se tem alguém que é capaz de começar algum movimento para mudar isso, são vocês.

    • RogerioSaladino disse:

      Ok, eu já tinha desencanado de responder, de tentar me expressar e etc.
      Mas o Francisco fez a coisa do jeito que eu acho que tem que ser feita, com educação e com boas intenções. Então, vou responder mais uma vez.

      “ Só postei esta opinião por um motivo: qualquer comentário que critica o "Trio Tormenta" é rebatido furiosamente pelo Saladino, até que o autor desista de replicar ou concorde com ele.“

      Olha, Francisco, eu normalmente respondo quando alguém vem com acusação besta ao Trio Tormenta, generalizando ao máximo e usando argumentos ótimos como “vocês fazem só por conta do ego” ou “por pura dor de cotovelo”. Argumentos baseados em fatos e muito adultos, não acha?
      Quando alguém mente, calunia ou ofende você e o seu trabalho, você não tem o direito de discordar?
      Em várias vezes que discuti, simplesmente não tive respostas a perguntas que fiz, então insisti. Muitas vezes, continuei sem as respostas. E, me desculpe, você está enganado, pois em outras discussões, quando me são apresentados bons argumentos, eu concordo com os “autores”.

      “ Saladino gosto muito de seu trabalho (mesmo não sendo fã do Cassaro), mas concordo com um comentáros, você tem de descer do pedestal e ver que estas críticas são construtivas e podem ajudar o cenário do RPG nacional a crescer”

      Tá, então alguém pode me dizer exatamente onde o meu trabalho era só pra “inflar o meu ego” e onde eu critiquei alguém claramente apenas por “dor de cotovelo”? E pode me explicar também como esses comentários podem ser vistos como críticas construtivas?
      Eu não estou em pedestal nenhum, e quem pode atestar isso não sou eu, mas quem me conhece. Eu sempre estou aberto a diálogos, respondo e-mails de leitores, jogadores etc.
      Esse é um dos motivos principais de me revoltar com esse tipo de comentário. Poxa vida, dizer que eu tenho que descer do pedestal porque não aceitei que um anônimo falou um monte de besteiras a meu respeito?

      “mostrando onde vocês estão errando (sim, vocês erram),”

      Claro que erramos, nunca disse o contrário. Mas o complicado é ouvir essas acusações bestas, tiradas de opinião pessoal. Francisco, eu nunca critiquei opinião pessoal, sério mesmo. Leitor chegava e me dizia que não gostou, não tinha discussão. Mas dizer que tal coisa é por ego, que só fizemos Tormenta por ego, é demais. Caramba, e tudo que eu comentei e expliquei, é desconsiderado? “Fizemos Tormenta pelos seguintes motivos…”, não, claro que não, “os caras fizeram Tormenta só por ego…” E eu não posso reclamar disso?

      “Como estamos "de fora", podemos ver o que vocês não conseguem: Tormenta não é uma unanimidade no país e afasta jogadores, principalmente aqueles que sentem falta de serem respeitados por alguns dos mais antigos autores do cenário do RPG Nacional. “

      Eu não estou dizendo que a informação vinda dos jogadores não é válida, claro que é. Mas a questão é que ela pode ser parcial, o que aparentemente ninguém quer ouvir. Nunca disse que Tormenta é uma unanimidade, mas é que um grande sucesso. Ela afasta jogadores? Pode ser. Mas é ridículo dizer que Tormenta DESTRUIU o RPG nacional.
      Agora, diga em que parte de Tormenta, ou de qualquer coisa que eu escrevi, eu desrespeitei algum jogador. Me diga quando eu fiquei xingando ele, dizendo que era um problema de ego ou de dor de cotovelo.

      “Só para ficar claro Saladino: desça do pedestal e aceite uma crítica construtiva. Ninguém está dizendo que vocẽ não sabe nada, só quer ajudar.”

      Novamente, me responda onde é que eu escrevo só pra inflar meu ego e que eu tenho “dor de cotovelo” de um sistema é uma crítica construtiva. Se me responder com argumentos, me contento e calo a boca.

      • Olá! Fico feliz de não ter recebido uma "patada" como dos post acima. Sabia que você devia ser gente boa. Vamos lá:

        "Olha, Francisco, eu normalmente respondo quando alguém vem com acusação besta ao Trio Tormenta, generalizando ao máximo e usando argumentos ótimos como “vocês fazem só por conta do ego” ou “por pura dor de cotovelo”. Argumentos baseados em fatos e muito adultos, não acha?"

        Alguém em uma postagem acima te chamou de "estrelinha". Uma pessoa assim se ofende fácil pois qualquer crítica errada a seu trabalho não é aceita. Eu sou professor de física, se toda vez que um adolescente criticar meu trabalho eu ficar retrucando e insistindo em como sou mais experiente que eles (afinal, eles não tem argumentos baseados em fatos e nem são muito adultos), eu brigaria todo dia. Se alguém mente, calunia e ofende usando argumentos ótimos como “vocês fazem só por conta do ego” ou “por pura dor de cotovelo”, você tem o direito de se defender. O problema é a forma que você faz isso (como alguém disse acima, com argumentos muito incisivos).

        O melhor exemplo disso é o Don Corleone, do Poderoso Chefão, ele nunca levantava a voz, mesmo que gritassem com ele (claro que ele era um personagem fictício e tinha uma organização criminosa por traz para matar o infeliz depois, mas isso não vem ao caso :P), assim ele não criaria uma discussão que deixaria as pessoas com raiva dele por motivos banais. Eu acho que você tem de entender o por que das críticas, seu erro foi ficar insistindo. Se a pessoa não quer dizer por que gosta ou desgosta do "Trio Tormenta" depois de perguntar, desencana, do contrário você fica com fama de mal-educado, briguento e estrelinha (que foi exatamente o que aconteceu aqui).

        "E pode me explicar também como esses comentários podem ser vistos como críticas construtivas?"

        Sempre dá para tira algo bom de algo ruim. Como eu disse acima, se a pessoa não quer se explicar, não se ofenda, simplesmente esqueça. A maior parte dessas críticas vem de pessoas que não gostam de Tormenta (que é o meu caso), encontrem as pessoas que estão dispostas a explicar por que não gostam e conquiste estes jogadores. Se quiser, me passa seu e-mail que te escrevo os meus motivos, mas já vou avisando, muito não é quantificável (afinal, por que algumas pessoas não gostam de Dan Brown ou Agatha Christie? Nunca vi um argumento muito coerente, baseado em fatos, mas sim em como as pessoas se sentem em relação ao que foi escrito).

        "Eu não estou dizendo que a informação vinda dos jogadores não é válida, claro que é. Mas a questão é que ela pode ser parcial, o que aparentemente ninguém quer ouvir."

        Sim, a opinião de um pequeno grupo de jogadores pode ser parcial, mas nem por isso deve ser descartado. Isso pode te levar a entender vários erros que foram cometidos que a maioria não viu (vide o trabalho do crítico de cinema, sinceramente, o dia em que eu achar um totalmente imparcial eu vou querer conhecer o cara pessoalmente, pra ter certeza que ele é de verdade) e até, depois de algum tempo conquistá-los.

        • Tive que postar em duas partes, pois a resposta foi muito extensa. Segue a continuação:

          "Mas é ridículo dizer que Tormenta DESTRUIU o RPG nacional."

          O que eu disse foi que vocês (e em vocẽs não culpo unicamente o trio tormenta, como deixei bem claro) propagaram e ferraram o rpg nacional, não Tormenta. No caso específico da Dragão (que eu citei, não vou entar nos outros casos, que não cabem aqui), foi um simples motivo (e este motivo é uma opinião pessoal, por mais que você não goste, e compartilhada por muitos jogadores), na época da Dragão Brasil, quando Tormenta e 3D&T começaram a ganhar foco, vocês descuidaram dos outros sistemas e muitas vezes criticaram demais eles. Por exemplo GURPS: eu (e muita gente, procure nos blogs) não jogou GURPS na época por que a revista insistia que ele era muito difícil e complicado (ignorado a regra de ouro, onde podemos ignorar qualquer coisa que atrapalhe). Só fui jogar GURPS anos depois, quando parei de ler a Dragão e vi como ele é um sistema simples e modular (inclusive ignorei todas as regras complicadas, até hoje mestro este sistema).

          Pode não ter sido intencional mas quando isto aconteceu, muitos jogadores perderam a fé (vamos dizer assim). Por mais dedicado que alguém possa ser a alguma coisa, quando vocẽ perde suas referências a coisa fica difícil.

          Como eu disse, isso ferrou com o rpg, pois afastou muitos jogadores e propagou, pois atraiu outros, para um sistema nacional onde podíamos encontrar muito material extra a baixo custo.

          "Novamente, me responda onde é que eu escrevo só pra inflar meu ego e que eu tenho “dor de cotovelo” de um sistema é uma crítica construtiva. Se me responder com argumentos, me contento e calo a boca."

          Eu não acho que você escreve para inflar seu ego (como disse alguém acima, me ensina a escrever algo para inflar meu ego e ganhar dinheiro!). Novamente vou insistir, o problema é a forma que vocês está respondendo, quem lê terá certeza que você é uma estrelinha, mal-educada e pouco acessível. Muito provavelmente isso aconteceu com o Cassaro também, pois o que mais se escuta sobre ele são histórias terríveis sobre como ele é mal-educado e sacana nos eventos de RPG (apesar de nunca ter visto isso). Isso se chama fama, para o bem ou para o mal. Obviamente você tem o direito de responder quando alguém mente e calunia, mas a forma que vocẽ faz isso é o que vai gerar a imagem que as pessoas tem de você, sendo verdade ou não. Então tenha mais paciência e evite este tipo de discussão.

          Além do mais, qualquer coisa pode ser uma crítica construtiva. Se vocês está seguro que a opinião é infundada você não se ofende e ignora. Como você prefere ficar conhecido, como um autor educado ou acessível ou como uma estrelinha que não escuta quem não gosta do seu sistema? Mesmo que você escute alguns, ironicamente, quem se ofende tem muito mais força e dedicação para propagar uma opinião do que o contrário.

          "Desculpe, não acredito que você conhece e tem contato com mais de 30.000 ou 50.000 jogadores de RPG. Isso sim, seria um número significativo que poderia ser considerado "em geral"."

          Esqueci de esclarecer este ponto na primeira mensagem. Meu problema com ele: humildade (o que leva ao argumento de descer do pedestal). Se eu ignorar a visão de mundo de um aluno por que ele não passou tantos anos estudando física estaria comentendo um grande erro. As vezes uma ideia pré-concebida ou uma visão pessoal do universo pode fazer com que um grupo maior entenda melhor o conceito (isso vale para Tormenta). Não é por que você tem um conhecimento ou contatos maiores em uma área que tem de esfregar na cara das pessoas, mesmo que a intenção não tenha sido essa.

          Realmente agradeço pela educação de sua resposta, pois como falei acima, já estava pronto para tomar uma patada, e espero que você possa realmente entender o que eu escrevi e não ficar ofendido. Grande abraço!

    • Leisses disse:

      Percebo que o Saladino sempre se exalta quado alguém faz uma crítica ao Cassaro e acaba referenciando o Trio Tormenta na crítica.

      Sei que deve ser bem incômodo receber "por tabela" críticas que deveriam ser direcionadas a outras pessoas. Mas é preciso lembrar que vocês criaram a "entidade" Trio Tormenta e que "ela" foi de grande importância para vocês. Sendo assim deveriam ser menos incisivos na hora de questionar uma crítica direcionada ao Trio.

      Ps.: Concordo com algumas coisas ditas pelo Francisco.

      Ps2.: Não quero polemizar nada (acho que cansei de fazer isso ^^), estou apenas expondo meu ponto de vista.

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