Home » D&D » Recent Articles:

Entrevistas sobre 2009 – Marcelo Cassaro

Em Dezembro de 2009 dei início a um pequeno experimento – enviei uma proposta de mini-entrevista para 14 figuras e grupos que considero importantes na cena do RPG nacional, com perguntas padronizadas sobre como avaliavam o ano que estava acabando. A idéia não era fazer uma mega pesquisa com centenas de entrevistados, mas tentar montar um mosaíco com algumas peças chaves do RPG por aqui, e com base nas opiniões e pontos de vistas de cada um iniciar uma discussão sobre os rumos do hobby no Brasil. É claro que alguns não responderam a entrevista, mas uma boa parte o fez. E convenhamos, um ou dois já imaginávamos que não iam responder por outros motivos mesmo. Mas pelo menos eu convidei!

Sem mais delongas é hora de apresentar as respostas do primeiro entrevistado, Marcelo Cassaro, cabeça do Trio Tormenta, responsável pelo mais bem sucedido cenário de RPG nacional, além de editor por anos das revistas Dragão Brasil e DragonSlayer:

1- Como você avalia o ano de 2009 para o mercado nacional de RPG? De forma geral foi um ano melhor ou pior que o anterior? Por quê?

É difícil dizer. Desde o lançamento da Dragão Brasil em 95, este foi o ano em que estive menos envolvido com RPG — mesmo a DragonSlayer não está mais em minhas mãos. Como meu grupo de jogo usa apenas material importado, não acompanhei o mercado nacional tão de perto.

Não percebi nenhum crescimento (ou decrescimento) significativo. A DragonSlayer continua sendo publicada em uma editora conhecida por cancelar títulos de mau desempenho — no passado a Escala teve três ou quatro revistas sobre RPG, sendo que nenhuma passou de três edições. Isso prova que não houve uma grande redução do público (mas não diz que houve aumento).

2- Qual foi a melhor notícia, iniciativa ou lançamento do RPG nacional este ano em sua opinião?

A melhor iniciativa do ano foi, com certeza, a RPGCON. Mesmo planejado em tão pouco tempo, o evento conseguiu cobrir falhas que o Encontro Internacional vinha apresentando há anos. Eu e outros autores tivemos tratamento e atenção que nunca recebemos no IERPG — foi um evento excelente e livre de impurezas, só tenho elogios a ele.

3- De forma mais geral, como você enxerga o ano de 2009 para o mercado mundial de RPG? E qual a notícia, iniciativa ou lançamento que mais se destacou neste ano?

Por um bom tempo vi os defensores da 4E bradando que “sempre houve reclamações quando as outras edições mudaram, agora vai ser igual”. Eu disse que não. E o tempo normalmente prova que estou certo.

2009 marcou a insatisfação do público com a pretensa 4a Edição de D&D. Pathfinder RPG esgota uma tiragem atrás da outra — até um ano depois de seu lançamento era quase impossível adquirir o livro básico. Os autores da Paizo têm mais afinidade e respeito por Dungeons & Dragons que os próprios fabricantes do jogo oficial; quase nenhum dos grandes autores que nos deu D&D 3E e o Sistema D20 estão atualmente na Wizards.

Eu e meus amigos amamos D&D, jogamos desde a segunda edição. Quando veio a 3E, adoramos e adotamos. Mas quando veio a 4E… não vimos ali o D&D que conhecemos. Nem vimos ali um RPG. Hoje jogamos Pathfinder, e estamos satisfeitos com ele.

4- Quais foram seus principais projetos, lançamentos ou iniciativas em 2009? Eles responderam as suas expectativas?

Ainda em 2008, Mauricio de Sousa lançava a Turma da Mônica Jovem. Ele conheceu meu trabalho em Holy Avenger, me convidou para escrever o título, e não parei desde então — meu 2009 foi quase todo dedicado a roteiro de HQ. É a revista em quadrinhos de maior vendagem nas Américas (talvez até no Ocidente, não tenho certeza), então acho que estou trabalhando bem.

Mas isso acabou me mantendo longe do RPG, justamente no aniversário de dez anos de Tormenta. Precisei me afastar da DSlayer. Tive alguma participação no Contra Arsenal, embora menos do que gostaria. E quando posso, mexo no Tormenta RPG, que infelizmente não ficou pronto ainda este ano.

5- Quais são suas expectativas para o mercado de RPG nacional para 2010?

Acredito que a Jambô continuará crescendo para se tornar a maior editora de RPG nacional — aliás, um posto que ela já conquistou em alguns aspectos. A empresa apóia suas linhas principais no Sistema D20 — que ainda tem muita força no Brasil, com sua grande base de fãs e acervo de títulos —, mas também investe em sistemas para iniciantes, como 3D&T e agora Aventuras Fantásticas. Suas escolhas inteligentes estão gerando frutos merecidos.

6- Você já tem projetos, lançamentos ou iniciativas previstos para o ano que vem? Se sim nos fale um pouco sobre eles!

Minha primeira e maior prioridade é concluir Tormenta RPG. Agora que D&D 3E não é mais publicado no Brasil, o cenário não pode mais depender de seus livros básicos.

Eu gostaria de preservar D&D como gostamos dele. Pathfinder RPG seria ideal para isso — mas é um produto caro demais para o Brasil, não tenho conhecimento de nenhuma editora interessada em lançá-lo aqui. Não sei se Tormenta RPG será capaz de cumprir esse mesmo papel, substituir D&D como livro básico; tivemos muitas discussões entre inovar, mudar coisas, mas manter a compatibilidade em respeito ao material antigo e seus fãs. Ano que vem, saberemos se vai funcionar.

Comentários: Acho que a RPGCon como principal destaque do RPG nacional em 2009 não foi nenhuma surpresa – afinal se por algum tempo existiu a possibilidade de um ano sem um grande encontro nacional, a RPGCon não só resolveu isso como superou em inúmeros pontos o EIRPG mesmo com seus dezesseis anos de tradição. Todo mundo que foi na parada saiu de lá animado e afim de produzir mais, trocar idéias e experiências. Um dos pontos altos de 2009 na minha opinião também!

Também compartilho boa parte da animação do Cassaro com o Pathfinder RPG da Paizo, que já roubou o posto de minha editora favorita até então ocupado pela Green Ronin, mas por outro lado nem de longe acho que 2009 foi marcado pela rejeição a 4ª edição do Dungeons & Dragons – o jogo continua forte, e quem não gostou dele em 2008 (uma parte vocal da comunidade vale dizer), em 2009 continuou buscando outras alternativas e criticando a edição mais recente e suas grandes mudanças.

O Tormenta RPG com suas regras baseadas na 3ª edição do Dungeons & Dragons será um lançamento importante deste ano não só para o Cassaro e a Jambô, mas talvez para todo o mercado nacional, já que a editora Devir não mais lança reimpressões dos livros básicos do D&D 3.5. Assim, o Tormenta RPG será a principal forma dos jogadores terem acesso as antigas regras do Dungeons & Dragons em português, além é claro de trazer o cenário de Tormenta. Resta ver como a questão da compatibilidade trazida pelo próprio Cassaro foi contornada, afinal o cenário tem suas peculiaridades e mecânicas próprias.

E vale lembrar que rolaram alguns boatos sobre a possibilidade de uma editora nacional sondando os direitos do Pathfinder RPG para lançá-lo aqui. Mas definitivamente não será a Devir (que já tem o D&D), e nem a Jambô que vai tentar preencher este nicho com o Tormenta RPG, então parece que não temos mais ninguém no horizonte com capital e habilidade para fazer isso…

Queria agradecer novamente ao Marcelo Cassaro por ter participado da brincadeira e enviado quase imediatamente as respostas, super solícito e acessível como sempre! Esta semana ainda publico a segunda entrevista da série, desta vez com as resposta de um dos blogs para dar uma variada. E vocês o que acharam? RPGCon e Pathfinder RPG na cabeça em 2009?

Dungeons & Dragons Sem Limites – Isso pode funcionar?

Essa noite eu sonhei que estava jogando RPG, o que é um péssimo sinal. Já fazem uns bons 4 meses que não rolo uns dadinhos, e tenho sentido falta de sentar com meus companheiros ao redor de uma mesa e ter um pouco de diversão nerd. No entanto o motivo pelo qual tanto eu, como vários dos meus amigos e jogadores não temos estado na ativa é a falta de tempo, seja por causa de trampo, compromissos acadêmicos, World of Warcraft e por ai vai…

Essa falta de tempo e disponibilidade para jogar campanhas longas, praticamente o único tipo de coisa que eu joguei até hoje (embora a grande maioria termine pela metade) me fez pensar em outra forma de jogar RPG, com ênfase não só em um jogo com menos preparação, mas também que não exija um compromisso semanal/quinzenal de todo jogador, e que inclusive possa acontecer mesmo com boa parte do grupo faltando.

Na verdade essa me parece ser uma das propostas da Wizards of the Coast para a 4ª edição do Dungeons & Dragons:  aproximar o RPG mais famoso do mundo de um jogo normal, sem toda a mística da preparação e dedicação infinita do mestre, que todos nós não só conhecemos, como falamos mal e adoramos. No fim das contas seria possível chegar em casa com os amigos, abrir os livros de D&D como quem abre uma caixa de Jogo da Vida ou War e se divertir por algumas horas?

Eu acho que sim, embora de uma forma bem diferente da qual a maioria de nós está acostumado. E é nisso que eu fiquei pensando hoje, em uma maneira de jogar RPG sem tanto peso da preparação e mesmo do compromisso da presença, com ênfase em fazer combates divertidos, sessões despretensiosas e reencontrar os amigos para tomar umas cervejas no meio de tudo isso.

A idéia então seria convidar todos os meus amigos jogadores de RPG daqui de BH, e apresentar a proposta de um dia fixo da semana, tipo um domingo de tarde. Reparem que a idéia então não é tão freestyle assim, já que teria um dia definido, mas a facilidade de ter uma data certa ajuda quem quiser participar a se organizar, e de brinde ainda pode ficar como um dia de beber com os amigos depois do jogo. Todos os interessados fariam um ou mais personagens, e a cada sessão um pequeno grupo de NPC’s, seja uma organização, uma guilda, ou patrono, apresentaria uma missão ou aventura. Até ai nada de anormal não é?

Mas o grande lance seria a idéia que o jogo teria muito mais jogadores (e personagens) do que um grupo de “D&D normal” (como se isso existisse), que se revezariam em cada aventura de acordo com sua disponibilidade. Bem nos moldes do excelente desenho Liga da Justiça Sem limites, onde dezenas de heróis se alternam formando grupos diferentes a cada episódio. Isso permitiria um twist que acho interessante, que é a possibilidade do mesmo jogador jogar com personagens diferentes a cada aventura. Por exemplo, eu criei a clériga Sirene, e joguei com ela em três sessões, mas na minha quarta participação posso querer estrear a carreira do bárbaro Karn, ou ainda, jogar com o personagem criado por outro jogador, suponhamos o guerreiro Durgar, criado originalmente pelo Barbi, mas que não pode vir nesta sessão pois está visitando os índios por ai (ele realmente faz isso da vida). Uma proposta bem libertina em relação aos personagens!

Sabemos o quanto essa idéia pode deixar a desejar em relação a uma campanha convencional, com grupo de jogadores e personagens fixos – vai ser mais difícil criar longos arcos e tramas mais complexas, talvez os personagens não se desenvolvam tanto e por ai vai. Mas acho que pode ter pontos positivos também:

  • O mais importante seria permitir uma grande flexibilidade. Se um ou mais jogadores viajarem, ou alguma coisa assim que os impeçam de jogar por um tempo, o jogo continua rolando sem problemas.
  • Testar o sistema. A verdade é que eu e mesmo amigos escrevemos mais sobre a 4ª edição do D&D do que jogamos, e isso é um saco. Um jogo com essa proposta permitiria não só jogar sempre, como testar novas possibilidades, sejam elas  classes, poderes, itens e por ai vai. Uma semana você pode estar com seu ranger de estimação, mas nada impede que crie um feiticeiro só para testar a nova classe em uma ou duas sessões.
  • Ação veloz e furiosa. A proposta do jogo é de uma aventura que seja concluída pelo grupo em 3 ou 4 horas, então a parada tem que fluir rápido! Não que isso signifique que as sessões sejam só combates do início ao fim, mas sim que coisas tem que acontecer o tempo todo. Sejam elas combates, testes de pericias, descobertas e reviravoltas, ou termina em 4 horas ou fracasso!
  • Uma última questão é a escolha do Dungeons & Dragons 4ª edição para um jogo destes. Para mim fica claro o esforço da WotC de aproximar o D&D dos jogos mais despretensiosos e simples, ou pelo menos de apresentar esta opção para os jogadores. O próprio Dungeon Delve, que sai mês que vem, trás essa proposta explicitamente (e vai ser de grande ajuda para o meu jogo se rolar mesmo!). Isso se reflete não só nos lançamentos, mas também em outros aspectos do sistema, como a criação de encontros, que usa uma mecânica elegante e fácil de usar. Somado a minha impressão que a 4ª edição pode se tornar uma pouco chata em uma longa campanha, pela repetição de alguns elementos como os poderes parecidos e falta de opções (pelo menos em relação a 3ª edição), mas que me parece excelente para jogos curtos e aventuras isoladas, por seu sistema de combate dinâmico e divertido, esta edição me parece uma boa escolha para esta proposta esquisita de jogo.

    O que vocês acham? Pode funcionar? Alguém já tentou algo assim ou jogou neste modelo? Sugestões ou críticas? Se ninguém me impedir eu vou continuar com isto, estejam avisados!

    Mais demissões na Wizards

    Segundo uma série de rumores e comentários em fórums e blogs, a Wizards of the Coast continua mantendo a estranha tradição de fazer uma rodada de demissões algumas semanas antes do natal. E desta vez, a segunda demissão em grupo de 2008 já que houve uma em Agosto, aparentemente alguns dos grandes nomes da empresa não escaparam da guilhotina. Segundo o relato de Lisa Stevens da Paizo, os escolhidos foram:

    Randy Buehler (VP of digital gaming)
    Andrew Finch (director of digital games)
    Stacy Longstreet (senior art director)
    Julia Martin (editor)
    William Meyers (creative manager, digital design)
    Dave Noonan (game designer)
    Jennifer Paige (online community manager)
    Jennifer Powers (marketing)
    Jonathan Tweet (game designer)

    Randy Buehler? Jonathan Tweet? Dave Noonan??? Como assim? O Tweet eu até entendo de certa forma, apesar do cara ser um dos autores da 3ª edição e de muitos outrios livros memoráveis (inclusive do Over the Edge, meu livro de RPG favorito nos últimos meses), mas dentro da Wizards ele estava trabalhando principalmente com o D&D Miniatures, e como o modo de jogo skirmish acabou… Ainda assim é bizarro ver um dos caras mais fodas do RPG demitido. Dave Noonan é outro que nunca imaginei sair assim, o cara era uma das principais cabeças por trás da 4ª edição, só este ano saíram 3 livros que ele escreveu junto com outros autores, com destaque para o Martial Power, sem contar sua participação nos podcasts de D&D junto com Mike Mearls. No tópico da ENWorld sobre as demissões, Noonan escreveu o seguinte:

    Thanks for the kind words, folks. They mean a great deal. And my wife was reading over my shoulder, and they cheered her up _immensely_.

    I can confirm the essential truth of what’s been reported, and I am indeed one of the ones let go today. When you’re in the midst of the process, you don’t really get a sense of what’s going on elsewhere in the building. Thus I didn’t know some of the names until I read them here. They’re quality people. In a weird way, I’m proud to be among them. (I’d rather be employed, sure, but you take the solace you can at a moment like this.)

    I’ll leave the prognosticating and “…but what does this MEAN?!?” stuff to others. I think the game is in good shape–and I think it’s in good hands. In my 10 years at Wizards, I survived a lot of these layoffs–including cuts deeper than this. More to the point for you guys, the _game_ survived deeper cuts than this.

    Maybe I didn’t say this enough when I was part of “the Man,” but the ENWorld community is absolutely terrific. The level of discourse here continues to be top-notch, and there’s always an interesting thread sitting right there, begging to be read. But if you’re already a regular here, you’ve already figured that out, huh?

    É… A demissão de Randy Buehler, o cabeça do D&D Insider chama a atenção por vir acompanhada de dois outros nomes da tal iniciativa digital da WotC (Andrew Finch e William Meyers) mostram que as coisas aparentemente não melhoraram muito por lá desde o fim do Gleemax, embora nas últimas semanas as coisas tenham avançado um bocado com o início das assinaturas e o lançamento do beta do D&D Character Builder. Eu acho que em breve podemos esperar mais mudanças fortes no formato do D&D Insider…

    O Erik Mona da Paizo escreveu em seu LiveJournal um pouco sobre o que entende com essas demissões, em especial destes “nomes notáveis” com que trabalhou na Wizards alguns anos atrás, vale a pena dar uma lida. E esperar o pronunciamento oficial da WotC…

    Novidades sobre o Livro do Jogador da 4ª edição em português

    Em Julho foi anunciado, ainda que de maneira um tanto curiosa, que a Devir tinha como plano lançar o Livro do Jogador da 4ª edição do Dungeons & Dragons no dia 12 de Outubro deste ano. No entanto como todos sabemos infelizmente isso não aconteceu, e o que se seguiu nestes quase 30 dias foi um silêncio de rádio por parte da Devir – especificamente do D3, Cobbi e do pessoal que toca tanto o d3system como ambas as casas de vidro para frente. Mas semana passada o D3 escreveu na casa de vidro da Rede RPG explicando os motivos do atraso e com uma nova previsão de lançamento:

    Finalmente, consegui um tempo para atualizar vocês.

    Primeiro, minha sinceras desculpas pelo afastamento tão longo. Houve diversos motivos para afastar a equipe das Casas de Vidro e do próprio D3System.

    Parte deles são de pessoais, como adoecimentos e pequenos acidentes, e não competem a esse canal.

    Outros são profissionais, portanto merecem ser discutidos. Neste tópico, falarei dos lançamentos que foram previstos e quais foram as mudanças e os agentes que as acarretaram.

    Dungeons & Dragons 3.0 e 3.5
    Os livros previstos estão prontos. São eles:

    Livro do Jogador II
    Livro dos Monstros II, devidamente atualizado para 3.5
    Senhor da Fortaleza de Ferro (Aventura)
    Baluarte das Almas (Aventura)

    Esses títulos já receberam a classificação indicativa e estão traduzidos, revisados e diagramados.
    “Então, o que impede/impediu o lançamento?”, perguntam os leitores. Respondo:

    1) Indefinição de licenças. Antes de agosto, houve mudanças nas licenças com o advento da 4ª Edição. Esse assunto foi discutido em outros locais, inclusive no fórum da REDE. As licenças dos romances foram terminadas e ainda não foram renovadas. A parcela de direitos autorais (os royalties) dos livros seriam/serão alteradas coma nova licença aberta (a GSL), prometida para agosto pela Wizards, mas ainda não divulgada.

    2) Ano Político: Como já disse na Casa de Vidro Amarela, anos de eleições são um pesadelo para as editoras. Os políticos possuem um orçamento aparentemente infinito e compram papel de impressão e serviços de gráfica aos borbotões, elevando os preços e reduzindo a oferta efetiva de “tempo de impressão” nas empresas do ramo. Desde meados de agosto até o meio de outubro, a situação somente piora conforme o pleito se aproxima.

    3) Aumento do Dólar: Alguns dos materiais que usamos (em especial, nas capas e nas guardas) são importados. O dólar sobe, nossa capacidade de investimento diminui e temos de escolher os melhores produtos para publicar.

    4) Problemas na Equipe: Falarei mais do assunto no próximo tópico.

    Portanto, nesse momento não tenho uma data para a publicação desses livros. É ÓBVIO que já investimos tempo e dinheiro para que eles ficassem prontos, mas somos uma empresa, logo não podemos lançar produtos sem garantia de retorno e sem as devidas licenças e autorizações. Assim que houver uma definição (que ocorrerá ainda este ano), informarei o público.

    Dungeons & Dragons 4ª Edição
    O plano original era lançar o Livro do Jogador em 12 de outubro. Não foi possível, infelizmente. “O que aconteceu?”, perguntam os leitores.

    Primeiro, tivemos alguns contratempos na equipe. Como vocês sabem, os três livros básicos contêm os termos que formam a base do sistema. A tradução do Guia do Mestre foi interrompida inesperadamente, por motivos que não são relevantes a este canal, atrapalhando o andamento dos outros três produtos: O Livro do Jogador, o Manual dos Monstros e a aventura inicial Pendor das Sombras.
    Esta mesma aventura acabou tomando mais tempo do que deveria durante a revisão, visto que o trabalho de tradução teve que ser redistribuído.
    Uma vez terminada, ela foi enviada para a classificação indicativa — e retornou com uma observação sobre a “possível impossibilidade de lançamento, por conter material ilegal”.

    Muito bem, como explicar as classificações dos Escudos do Narrador do Mundo das Trevas (16 anos), que supostamente contêm “assassinato, agressão física, exposição de cadáver e mutilação”? Os ESCUDOS DO NARRADOR, não os livros básicos e suplementos.

    Não faz nenhum sentido, certo? Pois nossos três primeiros conjuntos introdutórios (que ensinavam a jogar D&D na edição anterior), talvez porque eram claramente identificados como produtos voltados a quem não conhecia o RPG foram classificados como 18 anos!

    Algo similar estava para acontecer com o Guia Rápido incluso na Fortaleza do Pendor das Sombras. Felizmente, conseguimos reverter essa decisão e a censura da Shadowfell caiu para 14 anos.

    Mas, logo em seguida, quando o prazo de classificação do Livro do Jogador já estava esgotado, recebemos um ofício (uma carta oficial do governo) dizendo que o processo somente continuaria se enviássemos o texto integral e diagramado do Guia do Mestre. Sim, aquele cuja tradução foi interrompida.

    Porque? Não temos a mínima idéia. Finalmente, conseguimos a liberação da classificação do Jogador 4.0 e agora ele pode ser finalizado.

    E, entre problemas com tradução, revisão e censura, lá se foram agosto, setembro e metade de outubro. Ou seja, nesse momento, estamos quase três meses atrasados.

    Eu pretendo publicar uma cópia das classificações no blog da Devir, para que os leitores tenham uma noção da morosidade do processo.

    De qualquer forma, a aventura Fortaleza no Pendor das Sombras está em processo de impressão e deve sair no início de dezembro.

    O Livro do Jogador 4.0 será finalizado até o meio de novembro e deve sair no final de dezembro ou o início de janeiro.

    O Manual dos Monstros 4.0 deve sair entre janeiro e fevereiro.

    O Guia do Mestre ainda se encontra em fase de tradução. Darei uma previsão assim que essa fase terminar.

    Mais informações na Casa de Vidro.

    D3

    Sobre as novidades, acho interessante que o Livro dos Monstros II saia adaptado para a 3.5, dependendo eu até compro esse livro justamente por esse diferencial, sempre achei que seria legal que a Wizards o atualizasse e lançasse uma caixa com os cinco Monster Manuals no mesmo modelo que fizeram com os irregulares livros da série Races of.

    A justificativa do atraso no lançamento da 4ª edição ao meu ver é não só válida como até esperada.  Cada vez mais o processo de classificação dos livros parece mais rigoroso e chato, e estou curioso para ver a cópia das classificações no blog da Devir, imagino que leremos algumas coisas bem sem noção nesses documentos. E o natal não esta tão longe, falta apenas 40 dias, e parece ser uma data estratégica para um lançamento deste porte.

    Agora a hora da reclamação – não entendi qual foi o lance de postar essas informações super relevantes na casa de vidro da Rede RPG e não colocar no d3system. Aliás, o blog deu uma diminuída de ritmo nos últimos 2 meses, só o Jonhhy que continuou frenético com suas tirinhas e histórias malucas, mas na real, por mais legal que elas sejam as pessoas visitam o d3system em grande parte porque querem saber das pessoas que cuidam de suas linhas de jogos favoritas o que esta acontecendo com elas. Se a demora para se pronunciar até pode ser justificada (estavam esperando uma definição da classificação ou algo assim), o fato de deixar a nova data de lançamento e a justificativa do atraso fora do d3system me parece injustificável…

    Transcrição de uma conferência sobre os lucros da Hasbro (ou algo assim…)

    (Antes de tudo um aviso. Eu sou um grande leigo em termos de negócios em geral. E o post a seguir estará cheio deles, então qualquer vacilo me avisem por favor ok? E sim, mesmo sendo uma entrada meio incompleta ela conta como um dos 20 posts em 10 dias seu sabichão!)

    Joethelawyer (ótimo nick!), usuário da ENWorld, postou uma longa transcrição de uma espécie de reunião sobre os lucros da Hasbro ocorrida em 21 de Julho deste ano. A parada é longa o suficiente para eu não copiar aqui (mais exatamente 7996 palavras), e cheia de coisas não muito interessantes. Na verdade um dos pontos de interesse é justamente o fato do D&D sequer ser citado na reunião, mesmo esta tendo acontecido apenas algumas semanas após o lançamento da 4ª edição. As únicas referências a Wizards of the Coast são sobre o card game Duel Masters, que esta vendendo muito bem no Japão e a iniciativa digital da editora.. Outra coisa curiosa é a referência ao início das operações da Hasbro no Brasil.

    Joethelawyer continuou o post com mais alguns trechos de conferências antigas, e novamente foi dito algo sobre o Brasil, especificamente em Fevereiro deste ano:

    ARGARET WHITFIELD: In your comments, I think David, you were referring a lot to the full year numbers. Could you give me some color on why the operating profit in North America was down 22% but it was up 40% overseas?

    DAVID HARGREAVES: Yes. I think in the U.S. in particular, A, we were trying to anniversary a very strong fourth quarter last year. I think what happened last year is that we ended up exceptionally clean in terms of obsolescence in terms of markdowns. In the fourth quarter of last year, we reversed some reserves. That said, this year also included a number of items of investment spending. We are spending against a start-up in Brazil, a start-up of our own company. We have certainly been — kept the advertising going throughout the full quarter in order to make sure we drove very clean retail position and we have also been investment spending in the Wizards of the Coast online initiative. So I think those were factors that meant the operating profit in North America were low in the fourth quarter.

    E sobre a Wizards, sua iniciativa digital, Magic e o finado Gleemax:

    AL VERRECCHIA: Good morning.

    THOMAS RUSSO: Good morning. Al, actually, on the comments relating to the investment spending at the moment of Wizards, with their online offering, I’m curious as to how you will go about developing that product and whether it falls into the EA online relationship? And then speaking as well about your online activities in particular as it relates to the virtual world that others in the toy industry have created for their children audience with abundant chance for the kids to spend lots of ongoing money. What’s your role in the virtual gaming area and then also what’s your plan for spending the money on developing wizards?

    AL VERRECCHIA: In terms of Wizards, let me start by — I think you know that Magic:Online has been up and running for a number of years now. Some of the money we’re spending is to improve that, the technology that supports that offering. And then we’re also investing in something we called Gleemax which was an online gaming site for people who not only play Magic but are really involved in gaming in general. It’s a site that will have — it’s more of a building a community of game players. There will be the opportunity to play games. There will be the opportunity to communicate with other game players. It’s a place where people can go, who are really interested in what we would call hobby or niche games. We’re spending a fair amount of money in that regard and that site’s probably, while it’s up now, will be continuing to add games and new features to it throughout the year. In terms of the virtual world for children, I’ll let David talk about the VIPs, which were recently launched and we’re starting to go nationwide with that.

    É parece que muitas fichas estavam colocadas no Gleemax, embora boa parte dessas expectativas e investimento talvez possam ter sido realocados no D&D Insider e Magic Online. E ficou meio explicito que por maior que o Dungeons & Dragons seja dentro do nicho dos Role Playing Games, ele não é nada comparado a Star Wars, Transformers, produtos da Marvel e card games no que tange a renda da Hasbro. O que pode ser uma boa coisa, já que teoricamente é sinal de uma menor interferência da mega-corporação nos rumos do jogo.

    E a entrada da Hasbro no Brasil? Procurei mais coisas sobre isso, mas meu google-fu não deu conta do recado. É extremamente improvável que isso tenha algum efeito em nosso mercado de RPG, mas ainda assim, será que eles começarão a vender brinquedos diretamente, sem serem licenciados pela Grow, Estrela e outras empresas?

    E finalmente – alguém pegou algo a mais que o Capitão Óbvio aqui?

    Busca:

    Pesquisa

    O que você achou da nova cara do Área Cinza?

    View Results

    Loading ... Loading ...

    Twitter

    Trilha Sonora

    Visitantes

    Notícias

    Deathwatch, o novo livro de Warhammer 40K!

    fevereiro 27, 2010

    Finalmente a Fantasy Flight entendeu que os fãs estão cansados de esperar para poder finalmente assumir o papel de um membro dos Adeptus Astartes, mundialmente famosos pela alcunha de Space Marines, os grandes heróis do Império.

    Anunciada a RPGCon 2010!

    fevereiro 4, 2010

    Apesar de ter sido dada poucas horas atrás a notícia já se espalhou como fogo em gasolina: a RPGCON 2010 acontecerá em São Paulo nos dias 03 e 04 de julho, e será organizada novamente pela bem-sucedida tríada composta pela Equipe d3system, Caravana Surreal e Grupo Céos. A excelente novidade foi dada pelo prório Douglas [...]

    Principais Notícias da D&D Experience 2010

    janeiro 31, 2010

    Na última quinta-feira teve início a D&D Experience 2010, evento exclusivo de Dungeons & Dragons organizado pela Wizards of the Coast. Embora eu não tivesse com grandes expectativas, a edição deste ano trouxe um balde de novidades e anúncios importantes para os interessados não apenas no D&D mas também no sistema d20, envolvendo o lançamento [...]

    Boatos sobre o Gamma World e a 4ª edição

    janeiro 27, 2010

    Esta manhã apareceu em um bocado de lugares o link da Amazon da pré-venda de um tal “D&D Gamma World Roleplaying Game: A D&D Genre Setting”, que segundo a livraria virtual será lançado em Outubro deste ano com 152 páginas por $39,99.
    O mais estranho é que a data prevista para o suposto lançamento do novo [...]

    D&D Experience 2010

    janeiro 27, 2010

    Amanhã começa a edição de 2010 do Dungeons & Dragons Experience, evento oficial organizado pela Wizards of the Coast, no qual em 2008 foi anunciado o lançamento da 4ª edição do RPG mais famoso do mundo. A D&D Experience 2010 acontecerá do dia 28 a 31 de Janeiro e vai contar com Richard Baker e [...]

    Comentarios Recentes:

    • Felipe Caldas: Boa Noite. Bom falando como jogador assíduo do RPGonline eu digo que não concordo com essa de RPG por meios eletronicos não gera...
    • Rastus: Jogar RPG Online, como feito no iRPG, ainda é visto de forma muito preconceituosa pelos RPGistas tradicionais. Eles estão certos ao afir...
    • x.x.x_inferyus_x.x.x: De certa forma concordo que o RPG tradicional é "insubistituivel" pelo RPG online... Digo isso pelo fato de não gerarmos um la...
    • Rogério Salles: Queria comentários do Del Debbio sobre esses livros que o Norton falou, sobre 72 nomes de Deus e não-sei-que-lá. Isso sim me pare...
    • Coisinha Verde: Salve J Maximus! Muito boa entrevista e parabens por fazer um excelente trabalho com o RPG Online! Devo concordar com o quando diz: "No entan...
    Get Adobe Flash playerPlugin by wpburn.com wordpress themes