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	<title>Área Cinza &#187; Dragão Brasil</title>
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		<title>Entrevistas sobre 2009 &#8211; Marcelo Cassaro</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 01:46:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em Dezembro de 2009 dei início a um pequeno experimento &#8211; enviei uma proposta de mini-entrevista para 14 figuras e grupos que considero importantes na cena do RPG nacional, com ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Em Dezembro de 2009 <a href="http://www.areacinza.org/2009/12/adeus-ano-velho-feliz-ano-novo/" target="_blank">dei início a um pequeno experimento</a> &#8211; enviei uma proposta de mini-entrevista para 14 figuras e grupos que considero importantes na cena do RPG nacional, com perguntas padronizadas sobre como avaliavam o ano que estava acabando. A idéia não era fazer uma mega pesquisa com centenas de entrevistados, mas tentar montar um mosaíco com algumas peças chaves do RPG por aqui, e com base nas opiniões e pontos de vistas de cada um iniciar uma discussão sobre os rumos do hobby no Brasil. É claro que alguns não responderam a entrevista, mas uma boa parte o fez. E convenhamos, um ou dois já imaginávamos que não iam responder por outros motivos mesmo. Mas pelo menos eu convidei!</p>
<p style="text-align: justify;">Sem mais delongas é hora de apresentar as respostas do primeiro entrevistado, Marcelo Cassaro, cabeça do Trio Tormenta, responsável pelo mais bem sucedido cenário de RPG nacional, além de editor por anos das revistas Dragão Brasil e DragonSlayer:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1- Como você avalia o ano de 2009 para o mercado nacional de RPG? De forma geral foi um ano melhor ou pior que o anterior? Por quê?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>É difícil dizer. Desde o lançamento da Dragão Brasil em 95, este foi o ano em que estive menos envolvido com RPG — mesmo a DragonSlayer não está mais em minhas mãos. Como meu grupo de jogo usa apenas material importado, não acompanhei o mercado nacional tão de perto.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Não percebi nenhum crescimento (ou decrescimento) significativo. A DragonSlayer continua sendo publicada em uma editora conhecida por cancelar títulos de mau desempenho — no passado a Escala teve três ou quatro revistas sobre RPG, sendo que nenhuma passou de três edições. Isso prova que não houve uma grande redução do público (mas não diz que houve aumento).</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2- Qual foi a melhor notícia, iniciativa ou lançamento do RPG nacional este ano em sua opinião?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>A melhor iniciativa do ano foi, com certeza, a RPGCON. Mesmo planejado em tão pouco tempo, o evento conseguiu cobrir falhas que o Encontro Internacional vinha apresentando há anos. Eu e outros autores tivemos tratamento e atenção que nunca recebemos no IERPG — foi um evento excelente e livre de impurezas, só tenho elogios a ele.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3- De forma mais geral, como você enxerga o ano de 2009 para o mercado mundial de RPG? E qual a notícia, iniciativa ou lançamento que mais se destacou neste ano?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Por um bom tempo vi os defensores da 4E bradando que “sempre houve reclamações quando as outras edições mudaram, agora vai ser igual”. Eu disse que não. E o tempo normalmente prova que estou certo.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>2009 marcou a insatisfação do público com a pretensa 4<sup>a</sup> Edição de D&amp;D. Pathfinder RPG esgota uma tiragem atrás da outra — até um ano depois de seu lançamento era quase impossível adquirir o livro básico. Os autores da Paizo têm mais afinidade e respeito por Dungeons &amp; Dragons que os próprios fabricantes do jogo oficial; quase nenhum dos grandes autores que nos deu D&amp;D 3E e o Sistema D20 estão atualmente na Wizards.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Eu e meus amigos amamos D&amp;D, jogamos desde a segunda edição. Quando veio a 3E, adoramos e adotamos. Mas quando veio a 4E&#8230; não vimos ali o D&amp;D que conhecemos. Nem vimos ali um RPG. Hoje jogamos Pathfinder, e estamos satisfeitos com ele.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4- Quais foram seus principais projetos, lançamentos ou iniciativas em 2009? Eles responderam as suas expectativas?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Ainda em 2008, Mauricio de Sousa lançava a Turma da Mônica Jovem. Ele conheceu meu trabalho em Holy Avenger, me convidou para escrever o título, e não parei desde então — meu 2009 foi quase todo dedicado a roteiro de HQ. É a revista em quadrinhos de maior vendagem nas Américas (talvez até no Ocidente, não tenho certeza), então acho que estou trabalhando bem.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Mas isso acabou me mantendo longe do RPG, justamente no aniversário de dez anos de Tormenta. Precisei me afastar da DSlayer. Tive alguma participação no Contra Arsenal, embora menos do que gostaria. E quando posso, mexo no Tormenta RPG, que infelizmente não ficou pronto ainda este ano.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5- Quais são suas expectativas para o mercado de RPG nacional para 2010?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Acredito que a Jambô continuará crescendo para se tornar a maior editora de RPG nacional — aliás, um posto que ela já conquistou em alguns aspectos. A empresa apóia suas linhas principais no Sistema D20 — que ainda tem muita força no Brasil, com sua grande base de fãs e acervo de títulos —, mas também investe em sistemas para iniciantes, como 3D&amp;T e agora Aventuras Fantásticas. Suas escolhas inteligentes estão gerando frutos merecidos.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>6- Você já tem projetos, lançamentos ou iniciativas previstos para o ano que vem? Se sim nos fale um pouco sobre eles!</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Minha primeira e maior prioridade é concluir Tormenta RPG. Agora que D&amp;D 3E não é mais publicado no Brasil, o cenário não pode mais depender de seus livros básicos.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Eu gostaria de preservar D&amp;D como gostamos dele. Pathfinder RPG seria ideal para isso — mas é um produto caro demais para o Brasil, não tenho conhecimento de nenhuma editora interessada em lançá-lo aqui. Não sei se Tormenta RPG será capaz de cumprir esse mesmo papel, substituir D&amp;D como livro básico; tivemos muitas discussões entre inovar, mudar coisas, mas manter a compatibilidade em respeito ao material antigo e seus fãs. Ano que vem, saberemos se vai funcionar.</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Comentários:</strong> Acho que a RPGCon como principal destaque do RPG nacional em 2009 não foi nenhuma surpresa &#8211; afinal se por algum tempo existiu a possibilidade de um ano sem um grande encontro nacional, a RPGCon não só resolveu isso como superou em inúmeros pontos o EIRPG mesmo com seus dezesseis anos de tradição. Todo mundo que foi na parada saiu de lá animado e afim de produzir mais, trocar idéias e experiências. Um dos pontos altos de 2009 na minha opinião também!</p>
<p style="text-align: justify;">Também compartilho boa parte da animação do Cassaro com o <em>Pathfinder RPG</em> da Paizo, que já roubou o posto de minha editora favorita até então ocupado pela Green Ronin, mas por outro lado nem de longe acho que 2009 foi marcado pela rejeição a 4ª edição do <em>Dungeons &amp; Dragons</em> &#8211; o jogo continua forte, e quem não gostou dele em 2008 (uma parte vocal da comunidade vale dizer), em 2009 continuou buscando outras alternativas e criticando a edição mais recente e suas grandes mudanças.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O Tormenta RPG com suas regras baseadas na 3ª edição do <em>Dungeons &amp; Dragons </em>será um lançamento importante deste ano não só para o Cassaro e a Jambô, mas talvez para todo o mercado nacional, já que a editora Devir não mais lança reimpressões dos livros básicos do D&amp;D 3.5. Assim, o Tormenta RPG será a principal forma dos jogadores terem acesso as antigas regras do<em> Dungeons &amp; Dragons</em> em português, além é claro de trazer o cenário de Tormenta. Resta ver como a questão da compatibilidade trazida pelo próprio Cassaro foi contornada, afinal o cenário tem suas peculiaridades e mecânicas próprias.</p>
<p style="text-align: justify;">E vale lembrar que rolaram alguns boatos sobre a possibilidade de uma editora nacional sondando os direitos do <em>Pathfinder RPG</em> para lançá-lo aqui. Mas definitivamente não será a Devir (que já tem o D&amp;D), e nem a Jambô que vai tentar preencher este nicho com o Tormenta RPG, então parece que não temos mais ninguém no horizonte com capital e habilidade para fazer isso&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Queria agradecer novamente ao Marcelo Cassaro por ter participado da brincadeira e enviado quase imediatamente as respostas, super solícito e acessível como sempre! Esta semana ainda publico a segunda entrevista da série, desta vez com as resposta de um dos blogs para dar uma variada. E vocês o que acharam? RPGCon e Pathfinder RPG na cabeça em 2009?</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>O Círculo &#8211; Inicio, meio e fim</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Aug 2008 15:05:36 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><em>(Nada mais apropriado que terminar a maratona de 20 posts em 10 dias com uma nota de encerramento, ainda que tardia)</em></p>
<p><a href="http://www.areacinza.org/wp-content/uploads/2008/08/o-circulo-022.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-378" title="Pokebola" src="http://www.areacinza.org/wp-content/uploads/2008/08/o-circulo-022.jpg" alt="" width="181" height="157" /></a>Bom acho que não é nenhuma revelação bombástica, já que só de sacar pelo <a href="http://ocirculorpg.blogspot.com" target="_blank">blog do Círculo</a> dava pra ver o nível de abandono e desatualização, mas como o Galrasia saiu recentemente e foi nosso último trampo juntos, acho que ainda passa um pouco a impressão que estamos ativos e mandando bala. Bem, não&#8230; O Círculo realmente acabou, mas me conhecendo vocês não esperam que eu anuncie isso sem uma historinha né?</p>
<p>Mas antes um aviso &#8211; essa é minha versão dos fatos. Não que eu acredite que existam várias ou grandes discordâncias, mas o lance é que tudo aqui foi escrito só da minha cabeça sem consultar o resto dos caras, e como minha memória é famosa por ser um lixo, algumas datas e detalhes podem não serem exatamente corretos. Para isso espero que o <a href="http://faire-savoir.info/" target="_blank">Barbi</a> ou <a href="http://www.dareyou.blogger.com.br/" target="_blank">Giltônio</a>, que estão sempre por aqui dêem uma ajuda!</p>
<p>A parada começou em Agosto de 2004, a exatos 4 anos, quando duas galeras distintas se juntaram para escreverem seguirem esta proposta:</p>
<blockquote><p>O Círculo é um conjunto de escritores, desenhistas e designers que se reuniram com o intuito de desenvolverem profissionalmente materiais relacionados a RPG na forma de artigos, ambientações e suplementos. O grupo visa elaborar material de qualidade que sirva tanto para jogadores quanto para mestres, ampliando suas opções de campanha, sanando dúvidas ou estabelecendo novas fronteiras a serem exploradas. A equipe se apresenta estruturada de maneira freelancer, ou seja, encaminhando seus trabalhos para diversos clientes, escrevendo para diversas publicações e editoras e lidando com variados mundos e sistemas de regras, atuando com base nas linhas editorias já estabelecidas, porém, com a liberdade de criar também seus próprios projetos inéditos.</p></blockquote>
<p>A proposta era de algo grande mesmo, envolvendo não só escritores, mas também ilustradores (<a href="http://igbarros.blogspot.com/" target="_blank">Ig</a> e Puly) e designers (<a href="http://braca.wordpress.com/" target="_blank">Leo</a> e Fred), que trabalhariam conosco para entregar um pacote completo ao invés de apenas o texto dos livros. Como eu disse lá em cima todo mundo veio de dois grupos de jogo/convivência distintos &#8211; e do meu lado, ou seja, que já jogavam comigo vieram o <a href="http://faire-savoir.info/" target="_blank">Barbi</a>, Leo, Aguirre, Ig e Fred, enquanto do outro vieram Garrell, Tiago, <a href="http://www.dareyou.blogger.com.br/" target="_blank">Giltônio</a>, Puly e Paulo. O Garrell já tinha publicado alguns artigos na Dragão Brasil e nos orientou um bocado nesta época em relação a como escrever para a revista, e logo lançamos alguns coisas por lá, enquanto em paralelo tentávamos manter uma presença bacana na internet.</p>
<div id="attachment_348" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.areacinza.org/wp-content/uploads/2008/08/picture-030.jpg"><img class="size-medium wp-image-348" title="Todas as pessoas do mundo" src="http://www.areacinza.org/wp-content/uploads/2008/08/picture-030-300x225.jpg" alt="Muita gente, pouco trabalho!" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Muita gente, pouco trabalho!</p></div>
<p>Ainda em 2004 o Tiago conseguiu se infiltrar na organização de um evento de quadrinhos daqui de BH, o Nação HQ, e usamos a parada para chamar o Trevisan e Del Debbio, que vieram com o Leonel Caldela para falarem um pouco do primeiro romance de Tormenta que estava anunciado para ser lançado dentro de alguns meses. Também participaram o <span class="style19">Thiago Augusto e Shaftiel, e o evento em si foi bem mais ou menos, tanto é que a pasta das fotos no meu computador recebeu o adequado nome de &#8220;Evento Esquisito 2004&#8243;. Mas foi muito legal sair com os caras por aqui e tomar umas cervejas, em um ritual de intercâmbio cultural que manteríamos vivo por muitos anos ainda!</span></p>
<div id="attachment_349" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.areacinza.org/wp-content/uploads/2008/08/3.jpg"><img class="size-medium wp-image-349" title="Cerveja" src="http://www.areacinza.org/wp-content/uploads/2008/08/3-300x225.jpg" alt="Da esquerda para direita - Del Debbio, Aguirre, Garrell com 16 anos, Trevisan, Caldela, Paulo e Puly escondidos, eu e Barbi bêbado. " width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Da esquerda para direita - Del Debbio, Aguirre, Garrell com 16 anos, Trevisan, Caldela, Paulo e Puly escondidos, eu, e Barbi bêbado. </p></div>
<p>Depois de um tempo o Paulo e Fred decidiram pular do barco, e o Giltônio teve a idéia de criar uma coluna semanal no site REDERPG, a <a href="http://www.rederpg.com.br/portal/modules/news/article.php?storyid=2330" target="_blank">Curva de Desenvolvimento</a>, que tratava da criação de cenários e se estendeu durante mais de um ano em mais de cinquenta artigos. Foi uma parada que eu acho que não mereceu a atenção suficiente, uma pena, pois o trabalho foi bem completo e minucioso, além de muito divertido de escrever. Temos que lançar isso em PDF!</p>
<p>Nesse meio tempo a Dragão Brasil passou pela conturbada mudança editorial, e nessa nova fase publicamos nosso mini-cenário <span class="style19"><span class="style1"><strong>Varna: Chamado da Guerra</strong>. O Varna foi uma experiência maluca e desgastante, embora o resultado tenha sido muito legal, principalmente esteticamente, onde o Ig, Leo, os amigos Glauco Nobre e Kenzo Abeki e especialmente o Puly fizeram um trabalho sensacional. A idéia de mini-cenários, sacada esperta do Barbi, acabou virando um mote da nova DB, e rendeu mais algumas coisas depois. Em outro momento o Varna foi publicado pela editora Daemon, mas eu particularmente não curti o resultado.</span></span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.areacinza.org/wp-content/uploads/2008/08/800_04.jpg"><img class="size-full wp-image-353 aligncenter" title="Wallpaper " src="http://www.areacinza.org/wp-content/uploads/2008/08/800_04.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p><a href="http://www.areacinza.org/wp-content/uploads/2008/08/800_06.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-354" title="E um do Puly" src="http://www.areacinza.org/wp-content/uploads/2008/08/800_06.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p><a href="http://www.areacinza.org/wp-content/uploads/2008/08/capa-sos-3.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-358" title="Shadows of Shinobi" src="http://www.areacinza.org/wp-content/uploads/2008/08/capa-sos-3-300x231.jpg" alt="" width="245" height="188" /></a>Enquanto isso eu, Tiago, Giltônio, Leo e Ig fundamos a <a href="http://www.seculargames.com/" target="_blank">Secular Games</a>, que tinha como foco a produção de material para o mercado gringo de livros eletrônicos, e que poderia adaptar coisas feitas pelo Circulo aqui dentro. Foi exatamente neste modelo que lançamos o <a href="http://www.seculargames.com/products.html#ninja" target="_blank">Shadows of Shinobi</a>, uma versão expandida de uma matéria bacanuda para a DB #115, com a capa pelo Ig.</p>
<p>No Encontro Internacional de RPG de 2005 também fomos convidados a escrevermos um novo cenário oficial para a Dragão, mas vários membros preferiram não participar, assim o que seria um projeto do Círculo se tornou (mais uma!) iniciativa de apenas alguns membros do grupo.</p>
<p>Nesse meio tempo também tivemos a adição do Marcelo no Círculo, que além de ser um ara ótimo (e muito doido) tinha um background interessante trabalhando no <a href="http://outerspace.ig.com.br/" target="_blank">Outerspace</a>. Mas ele entrou em uma época meio de baixa, na qual cada um estava totalmente atolado com suas carreiras acadêmicas, trabalhos, enfim, 2006 foi um ano meio parado e morto para nós.</p>
<p>Depois de três anos publicando em um monte de lugares, embora este período tenha sido intercalado com meses de silêncio de rádio e inatividade, finalmente recebemos uma proposta excelente por parte do Cassaro e da editora Jambô. Eles nos deram bastante liberdade para produzir <a href="http://www.areacinza.org/?p=67" target="_blank">não um, mas dois livros para Tormenta</a>, a aventura Contra Arsenal e o suplemento Galrasia: Mundo Perdido. Isto foi em meados de 2007, e as coisas estavam cada vez mais complicadas, afinal quase todos nós estávamos em nossos últimos meses de suas respectivas faculdades&#8230;</p>
<p>Decidimos que a chance era boa demais para ser perdida &#8211; afinal montamos o Círculo justamente com a idéia de pegar algo assim! Dividimos a equipe em duas, cada metade com um projeto, mas imediatamente tivemos uma baixa em cada lado: o Barbi e o Giltônio decidiram parar de escrever para se concentrarem em seus mestrados. O resto continuou em frente com os projetos, mas a verdade é que rolou um grande desgaste e todas essas dificuldades de se trabalhar em conjunto, principalmente quando as prioridades se atropelam.</p>
<p><img class="alignright" title="Galrasia: Mundo Perdido" src="http://www.jamboeditora.com.br/imagens/capas/tor-gal_g.jpg" alt="" width="256" height="340" />Depois do Barbi e Giltônio foi minha vez de abandonar o barco. Assim que eu, Marcelo e Aguirre (e com o apoio do Cassaro) entregamos o manuscrito do Galrasia, decidi sair do Círculo, embora diferentemente do Barbi, ainda quisesse continuar escrevendo RPG. Mas como um guerreiro solitário a partir dai. Na mesma semana o Aguirre e Garrell anunciaram que também não estavam mais com tempo e condições para manter o grupo, e o Círculo acabou em Dezembro de 2007.</p>
<p>Os caras ainda estão entre meus melhores amigos &#8211; encontro alguns deles toda semana, seja no RPG ou nos butecos da vida. Outros deram uma sumida porque estão na correria total, mas ainda dão sinal de vida de vez em nunca. Quando escrever RPG (ou qualquer outra atividade em conjunto) com seus amigos se torna chato, é melhor dar prioridade para o que realmente importa &#8211; conversar sobre a vida, beber e jogar RPG : )</p>
<p>Participar do Círculo por 3 anos foi uma experiência excelente, com momentos de real compartilhamento de idéias, debates animados e criação conjunta. Foda que com a correria da vida real isto se tornou cada vez mais difícil, até marcar reuniões era um suplício. Mas ainda assim, foi bacana fazer um monte de contatos, poder participar de tantas coisas, criar a Secular (um <em>post</em> sobre ela no futuro!), enfim, 3 anos muito interessantes com grandes amigos sempre por perto.</p>
<p>Vai ver é por isso que eu nem me importo quando ainda falam que eu sou o Rocha do Círculo, porque no fim das contas eu ainda me orgulho muito da parada.</p>
<p style="text-align: center;">
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		<title>Saída do Silvio da Dragão Brasil</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Feb 2008 13:50:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Sílvio Compagnoni]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem o Silvio publicou em seu blog um anúncio sobre sua saída da Dragão Brasil, revista na qual foi editor por três edições devido a indefinição da editora Melody sobre ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem o Silvio publicou <a href="http://www.roleplay.com.br/" target="_blank">em seu blog</a> um anúncio sobre <a href="http://www.roleplay.com.br/?p=232" target="_blank">sua saída da Dragão Brasil</a>, revista na qual foi editor por três edições devido a indefinição da editora Melody sobre o futuro da revista:</p>
<blockquote>
<h2><a title="Permanent Link: Dragão Brasil - carta aberta aos leitores" rel="bookmark" href="http://www.roleplay.com.br/?p=232">Dragão Brasil &#8211; carta aberta aos leitores</a></h2>
<p>Trabalhar com RPG tem sido uma constante em meu currículo. Além de uma diversão saudável e recheada de amigos, o RPG me proporciona um exercício intelectual e uma proximidade com a imaginação que poucos outros trabalhos podem oferecer.</p>
<p>Quando aceitei o trabalho de remodelar a Dragão Brasil, meu objetivo era poder trazer um enfoque mais maduro e mais aberto sobre o RPG e o nosso universo de jogos e jogadores no Brasil. Trazer parte da minha vivência para ajudar não apenas o jogador brasileiro, mas o mercado que vive em torno dele.</p>
<p>O projeto enfrentou dificuldades como qualquer um que se propõe a remodelar e reinventar uma revista. Mas todos os problemas foram superados com determinação, amor à camisa e profissionalismo por parte de todos os envolvidos no projeto. Depois de 3 números e uma indefinição sem fim por parte da editora, eu estou declarando abrir mão do projeto, deixando o cargo de editor da revista Dragão Brasil.</p>
<p>Infelizmente não está sendo possível esperar uma definição e postura da editora em relação ao trabalho e as pessoas envolvidas no projeto. Venho aguardando uma definição da editora que infelizmente não se posiciona enquanto a continuidade ou cancelamento da revista Dragão Brasil.</p>
<p>Meu trabalho e de colegas que colaboram comigo poderão ser à partir deste momento, encontrados em futuras publicações online em meu blog e em participações em outros meios.</p>
<p>Agradeço profundamente a todos os que apoiaram, colaboraram e que de uma maneira ou outra acreditaram que o projeto poderia dar certo.</p>
<p>Agradeço mais ainda à comunidade virtual Drão Brasil no Orkut pelo apoio, críticas, observações e carinho durante todo o trajeto.</p>
<p>Agradeço às publicações virtuais, como Nivel Épico, Vulto Salvador, Beholder Cego, entre tantas.</p>
<p>Agradeço também ao apoio da Moonshadows que sempre acreditou no projeto, na Jambô, Devir, Daemon e  em diversos profissionais de várias áreas diferentes que de uma forma ou outra fazem o RPG brilhar no Brasil.</p>
<p>Meu profundo obrigado.</p></blockquote>
<p>Por um lado é uma pena, já que o Silvio estava fazendo um trabalho interessante ainda que com alguns tropeços como a edição #122. Mas tentando ver alguma coisa de positiva nisso tudo, é melhor que a revista acabe de uma vez do que manter (a falta de) ritmo tosco dos últimos anos, já que desde Julho de 2005 até hoje (31 meses) foram lançadas 12 edições sob duas gestões editoriais diferentes e muita, mas muita incerteza mesmo.</p>
<p>Acho que no fim das contas você pode tentar lutar contra concorrentes, falta de consumidores, a transição das notícias para a internet, e todo o tipo de obstáculo, mas lutar contra sua própria editora têm se mostrado até aqui uma batalha difícil de levar.</p>
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		<title>Dragão Brasil com distribuição apenas nas capitais</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Sep 2007 08:53:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Dragão Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[O Silvio Martins, editor da Dragão Brasil postou a seguinte mensagem na comunidade do Orkut da revista: Segundo a Teresa, da editora Melody, a revista passou por uma re-avaliação em ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">O Silvio Martins, editor da <a href="http://www.dragaobrasil.com.br/" target="_blank"><em>Dragão Brasil</em></a> postou a seguinte mensagem <a href="http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=385433&amp;tid=2555740151561762648&amp;start=1" target="_blank">na comunidade do Orkut da revista</a>:</p>
<p align="justify">
<blockquote><p>Segundo a Teresa, da editora Melody, a revista passou por uma re-avaliação em sua distribuição, por isso ela terá uma distribuição nas capitais e não mais sofrerá uma redistribuição segmentada.</p>
<p>Aqueles que desejarem poderão comprar a revista diretamente com a editora, pagando o MESMO valor da revista em banca e recebendo o exemplar em casa.</p>
<p>Peço que divulguem a notícia. Qualquer dúvida por favor me procurem por aqui ou através de meu email.</p></blockquote>
<p align="justify">Em outra postagem no mesmo tópico:</p>
<p align="justify">
<blockquote>
<h3 class="smller"><strong>NOTA SOBRE DISTRIBUIÇÃO</strong></h3>
<p class="para"> Como já foi mencionado aqui, a distribuição da revista sofreu uma alteração. Ela não terá uma distribuição segmentada, ou seja ela não vai ser distribuída em partes (capitais, interior, outras regiões, etc).</p>
<p>Ela terá uma única distribuição geral, nas principais cidades e capitais. É muito importante alertar e noticiar que aqueles que não encontrarem a revista em bancas, ela pode <a href="http://dragaobrasil.com.br/reembolso/ed_mes.htm" target="_blank">pedir e comprar diretamente da editora SEM custos de postagem</a>.</p>
<p>Não é assinatura, é compra avulsa mesmo.</p>
<p>Estamos tentando desenvolver um trabalho bacana na revista e tentando atender o leitor e jogador de RPG e precisamos de sua ajuda na divulgação da revista.</p>
<p>Valeu pela força, pessoal. Um abraço!</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Capa da Dragão Brasil 123</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Aug 2007 21:50:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Capa]]></category>
		<category><![CDATA[Dragão Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[O Silvio postou em seu blog a capa da Dragão Brasil #123, que por sinal esta bem bonita.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Silvio postou em <a href="http://www.roleplayerjournal.blogspot.com/" target="_blank">seu blog</a> a capa da Dragão Brasil #123, que por sinal esta bem bonita.</p>
<p><img src="http://img180.imageshack.us/img180/3172/db123is7.jpg" align="middle" border="3" /></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Volta das Revistas</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Jul 2007 12:47:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Dragão Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Dragon]]></category>
		<category><![CDATA[Dungeon]]></category>

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		<description><![CDATA[Novidades sobre a Dragão Brasil, Dungeon e Dragon! A Dragão Brasil que estava em um breve hiato e segundo seu editor correndo risco de não ter a edição 123 publicada ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Novidades sobre a Dragão Brasil, Dungeon e Dragon!  A Dragão Brasil que estava em um breve hiato e segundo seu editor correndo risco de não ter a edição 123 publicada deve retornar em breve. Em um comentário na <a href="http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=385433&amp;tid=2530681145552342292&amp;na=4&amp;nst=180&amp;nid=385433-2530681145552342292-2542569741735422092">comunidade </a><em><a href="http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=385433&amp;tid=2530681145552342292&amp;na=4&amp;nst=180&amp;nid=385433-2530681145552342292-2542569741735422092">Revista Dragão Brasil</a> </em>o Sílvio escreveu:<em>  Um informe rápido. Após conversar com a editora durante o internacional, informo que a DB irá sim continuar. </em></p>
<p><em>Quero agradecer a todos da comunidade, indiscriminadamente pelos elogios e críticas. É fundamental um canal aberto como este e a revista irá, na medida do possível, seguir os conselhos e pedidos dos seus leitores.</em></p>
<p><em>Agradeço também o feedback dos que me escrevem tanto via orkut quanto blog ou e-mail.</em></p>
<p><em>Um abraço</em></p>
<p>Já as revistas Dungeon e Dragon, que não serão mais impressas a partir de Setembro, serão mesmo publicadas em formatoi digital como se especulava desde o anuncio da recisão dos direitos com a Paizo. No site da WotC já estão disponíveis as <a href="http://www.wizards.com/default.asp?x=dnd/news/20070711a">guidelines</a> para os interessados em contribuir com as revistas.</p>
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		<title>Outro Hiato da Dragão Brasil?</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jun 2007 13:07:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Dragão Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[O Silvio Compagnoni, editor da Dragão Brasil escreveu um post em seu blog sobre a possibilidade da revista novamente entrar em um hiato, e colocou em dúvida a continuidade da ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana">O <a href="http://www.roleplayerjournal.blogspot.com/" target="_blank">Silvio Compagnoni</a>, editor da Dragão Brasil escreveu um post em seu blog sobre a possibilidade da revista novamente entrar em um hiato, e colocou em dúvida a continuidade da revista. Segundo o Silvio a edição 123 está pronta, e sua publicação depende de uma decisão da editora Melody. <o:p></o:p></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"><o:p></o:p>Ainda assim essa não é uma declaração oficial, e talvez nos próximos dias a situação possa ser revertida, pelo menos é o que estamos esperando.</span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana">Update:</span></strong><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"> O Post original foi apagado.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Resenha da Dragão Brasil 122</title>
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		<pubDate>Sun, 20 May 2007 16:46:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Dragão Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Fiasco]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>

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		<description><![CDATA[A Dragão Brasil 122 levantou polêmicas desde o princípio quando foi anunciada como capa a imagem de uma guerreira seminua. Após um bocado de reclamações sobre o grau de nudez ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">A Dragão Brasil 122 levantou polêmicas desde o princípio quando foi anunciada como capa a imagem de uma guerreira seminua. Após um bocado de reclamações sobre o grau de nudez da imagem, o Silvio decidiu substituir a capa e muitos ficaram aliviados e comemoraram. Pelo menos até o dia em que foi anunciada a nova ilustração: O Elder Sign de Call of Cthulhu.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Choveram críticas sobre a imagem, e admito que também a achei muito sem graça. Hoje com a revista em mãos a capa parece bem melhor, com um efeito de luminosidade bacana e elegante. Mas mesmo assim é uma capa completamente abstrata, que não diz nada não só a quem não conhece RPG, mas também a quem não conhece o universo de CoC, e que não é mais atraente que qualquer revista esotérica dessas existem às dezenas nas bancas.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><img src="http://www.dragaobrasil.com.br/img/capas/db_grande/db122.jpg" border="5" alt="Capa" hspace="5" vspace="5" width="274" height="359" align="right" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Deixando a capa de lado e entrando na revista, o editorial trata principalmente das referências que mestre e jogador podem utilizar para enriquecer o jogo, pregando uma maior diversidade nas fontes e assuntos abordados pela revista, que nesta edição em especial fala bastante de literatura fantástica. É interessante notar que o editorial é direcionado ao jogador com alguma experiência, aquele que deseja melhorar seu jogo, reiterando a impressão geral de que a nova Dragão Brasil é uma revista focada no jogador veterano.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">As matérias começam com a resenha do <em>Complete Scoundrel</em> e um pequeno artigo chamado <em>Seja um Scoundrel!</em> ambos do Tzimisce, que como é habitual mandou muito bem. O artigo merecia um destaque especial com mais uma ou duas páginas para explorar melhor as características essenciais dos malandros, e achei que a diagramação não colaborou muito ocupando metade da página com uma imagem bem menor que este espaço. A impressão final foi que <em>Seja um Scoundrel!</em> era inicialmente uma espécie de Box da resenha que foi alongado em uma página.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em>Movimento Browniano</em> continua a seqüência de relatos estranhos sobre casos desconhecidos e curiosos de backstage. Desta vez para piorar nem trata de RPG, e sim da visita de<span> </span>Orson Scott Card, um autor de ficção científica que viveu no Brasil por um tempo e depois retornou ao país graças ao empenho de fãs nacionais. É até interessante, mas se nas edições anteriores a <em>Movimento Browniano</em> era chata, nessa ela ainda é totalmente não relacionada ao hobby.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em>Filho de Maria</em> continua nesta edição, e mantém o bom nível da primeira tanto no texto quanto ilustrações e diagramação. Por outro lado a seção de jogos online se repete negativamente com outra série de descrições superficiais de alguns jogos. Desta vez a matéria esta ainda mais mal escrita, cuspindo expressões técnicas como <em>mounts</em>, <em>quest lines</em> e <em>grindar </em>dentre outras. Ora, se o texto é para quem não acompanhou a evolução dos MMORPG, o autor deveria supor que o leitor não está familiarizado com esses termos não é? Além disso, as análises de porque um jogo pode ou não dar certo são bem estranhas – sobre <em>Age of Conan</em> o autor conclui que ele pode dar certo por ser ambientado em um cenário consagrado, mas que também pode dar errado, pois os fãs do cenário podem se decepcionar. Não ajuda muito não é?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">O <em>Chamado de Cthulhu</em> é o destaque da edição, e surge em toda sua glória nas páginas coloridas com uma bela diagramação. A matéria é composta pelo fastplay das regras e pela aventura <em>A Assombração</em>, ambientada em Boston na década de 20. A tradução parece excelente, e a aventura apesar de básica executa muito bem a tarefa de introduzir novos jogadores no clima do universo criado por H.P. Lovercraft. Apesar da qualidade do material fica a dúvida se foi realmente uma boa jogada utilizar 16 páginas (1/4 da revista) com a versão <em>lite</em> de um jogo que ainda que muito cultuado, não é de longe um dos dez mais jogados no país. Não teria sido mais apropriado fazer uma longa matéria com mais informações sobre a ambientação e deixar o sistema de regras, que convenhamos não é dos melhores, de lado? É certo que a matéria deve ter provocado largos sorrisos no rosto de alguns jogadores das antigas, mas não sei dizer se dar tamanho destaque para CoC em uma revista que ainda esta sob a ameaça das baixas vendas foi algo recomendável.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em>RPG Na Mira</em> trata dos mitos sobre o RPG e a educação,<span> e </span>o autor demonstra ter competência necessária para falar do tema sem ficar martelando o senso comum sobre o tema. Minha única reclamação sobre a coluna foi o espaço gasto para introduzir o assunto – praticamente um terço do texto fala sobre as confusões causadas pela sigla RPG, que também pode significar reeducação postural global ou <em>rocket propelled grenade</em>, uma bobeira que todo mundo já percebeu e que come um espaço valioso da coluna.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em>Livros dos Mestres</em> fala de três livros que teoricamente tratam sobre mudanças no passado, presente e futuro. Achei o tema da sessão estranho, a relação entre as obras de Philip K. Dick e dos psicanalistas Corso me parece um tanto frouxa, mas no fim pode ser só minha cabeça ruim. Eu gosto muito da proposta desta seção, mas da forma como ela é executada fica parecendo três resenhas mensais bem rasteiras. Talvez a análise de apenas um livro por edição, mas de forma um pouco mais profunda e relacionada ao universo do RPG seja uma opção interessante</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Novamente <em>A Forja</em> retorna com um interessante texto de teoria traduzido de Ron Edwards. Eu discordo um bocado do Edwards em suas implicações sobre a importância determinante do sistema, e até onde li dele na internet e na DB não trata de maneira muito convincente grupos que jogam um sistema Competitivista de maneira Narrativista, como por exemplo um grupo de D&amp;D focado nas intrigas políticas e representações; ou o oposto, jogadores de Vampiro: A Máscara que representam verdadeiros massacres urbanos. Nesse sentido acho os textos do Robin Laws melhores, já que ele também foca o sucesso da experiência nas expectativas dos jogadores e sua respectivas correspondências, e não só através do sistema como Edwards, mas principalmente pela composição do grupo e sua dinâmica com o estilo narrativo adotado pelo mestre. Ainda assim é excelente ter um artigo destes traduzido na Dragão Brasil, e me entristece um pouco não ver quase nenhuma discussão a este respeito por aqui.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Minha maior decepção nesta edição foi com <em>Zumbis: Um Guia de Sobrevivência</em>. Os zumbis são meus monstros de terror prediletos, e já protagonizaram verdadeiras obras-primas como a trilogia dos mortos de Romero e filmes legais e espertos como <em>Extermínio</em>. Um texto puramente descritivo sobre o tema não tem como ser chato e minimamente interessante para um amante dos mortos-vivos como eu não é? Pior que tem&#8230; A matéria trás somente as informações mais básicas sobre os zumbis, coisas do tipo “eles tender a ser lentos e resistentes” ou a algo sobre a eficiência dos golpes no cérebro contra as criaturas. Fala também da importância de pegar suprimentos e de se virar sem a ajuda do governo, de uma maneira bem seca e própria de um manual. Mas qual o sentido de escrever uma matéria de três páginas falando o mais básico e óbvio sobre o gênero? Qualquer filme de zumbis minimamente decente vai ser muito mais útil que esta matéria, e a trilogia do Romero não só trás tudo isso como também um enfoque muito mais rico e profundo dos zumbis, que nos bons filmes do gênero servem de metáfora para uma aguda crítica social, como a feita em <em>A  Noite</em><em> dos Mortos Vivos</em>.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Se a idéia do autor era fugir de um artigo que abordasse as principais obras do gênero suas e possibilidades no RPG (que acredito que seria o ideal), pelo menos deveria fazer como o <em>Guia de Sobrevivência aos Zumbis</em> de Max Brooks, que é até citado na matéria indiretamente. Brooks também escreveu um manual sobre o tema, mas optou por uma abordagem divertida e recheada de humor negro, que acrescenta muito ao livro. Já a matéria da DB é tão divertida como ler um manual de um processador de alimentos, o que é uma pena. Pelo menos a diagramação ficou bem estilosa, e mesmo as bordas escuras que atrapalham um pouco a leitura acabaram ficando legais.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em>Mitos e Verdades Sobre Mulheres e RPG</em> também vem cheia de boas intenções, mas não consegue muita coisa. Visando derrubar preconceitos sobre garotas na mesa de jogo, a autora começa atacando alguns mitos e termina fazendo generalizações grosseiras e bobas, do tipo que você esperaria ver em livros tipo <em>Mulheres são de Vênus e Homens são de Marte</em>. O que começou bem acaba em “O que diverte mais? Uma sessão de RPG ou uma ida ao shopping? Garotas levam isso em conta com muito mais freqüência que os garotos”. Hmm ok, fale isso para o Garrell&#8230;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><a href="http://bp2.blogger.com/_-qJoBejPGrk/Rgndnxjwf7I/AAAAAAAAAAk/JO3K42RB6fg/s400/pedaco_capa_122.jpg"><img src="http://bp2.blogger.com/_-qJoBejPGrk/Rgndnxjwf7I/AAAAAAAAAAk/JO3K42RB6fg/s400/pedaco_capa_122.jpg" border="5" alt="Capa alternativa" hspace="10" width="250" height="328" align="left" /></a>Para piorar, ao falar da estranha procura de alguns grupos por uma jogadora,<span> </span>somos saudados com “A simples distinção entre jogador e jogadora é um tipo de preconceito”. oncordo, mas não é basicamente isso que compõe boa parte do artigo? Pelo menos o último tópico – A sociedade impõe barreiras que dificultam o ingresso de novas garotas no grupo de jogo &#8211; trás bons comentários sobre a preocupação dos pais e algumas dicas para as garotas lidarem com o preconceito.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em>A Outra Guerra do Anel </em>trás de maneira diferente e original explicações sobre o novo jogo de tabuleiro da Devir (essa informação fica faltando no texto), que parece muito bom! Mesclando notas sobre o sistema do jogo com o relato de uma partida, a matéria acaba sendo ao mesmo tempo instrutiva e divertida, até mesmo para um leigo como eu em jogos de tabuleiro em geral.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Finalmente a Daemon continua marcando presença com RPGquest e seu multiverso. Não conheço bem o cenário, mas o texto com descrições dos principais bolsões do Multiverso contou com uma diagramação limpa e atraente. Ao fim da matéria somos saudados pelo anuncio do <em>Seres do Inferno</em>, lançamento da editora Cozinha do Inferno. Quanto inferno hein?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Acho que toda a polêmica sobre o <em>Seres do Inferno</em>, seus anúncios e releases é muito exagerada. Se a questão é sobre a “imagem do RPG” podem ficar tranqüilos, os “inimigos” sempre vão achar algo demoníaco e satânico em nossos livros, afinal já acharam em Harry Potter e Yu-Gi-Oh! O pessoal da Cozinha do Inferno só esta facilitando o trabalho deles, mas convenhamos que os demônios iriam acabar saindo de algum lugar mesmo&#8230;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Agora se a questão é qualidade literária e artística, realmente os caras deixam a desejar. O anúncio é feio igual bater na mãe, e se a imagem da <em>demon baby</em> saltando nua em uma posse Homem-Aranha é ruim, as tarjas de censura nos seios e genitália da garota tornam a imagem totalmente hilária. O texto não ajuda, seco e feio, todo em Arial como uma diagramação sofrível, e tem como principal chamariz o excesso de números: Sétimo filho de Satã, 7 outras estirpes, 17 novas estirpes do inferno, mais de 40 raças, quase 300 poderes, 17 estirpes demoníacas rivais, 14 ordens&#8230; Me deu vontade de abrir o Excel e tabelar isso tudo. Enfim desejo toda a sorte do mundo para o pessoal da CdI, mas acho que a parada não vai ir muito pra frente se o livro seguir o estilo do anúncio. E se o pessoal que é contra o livro e a editora quer mesmo sabotar o empreendimento deveria dar menos audiência para eles e deixar que a provável baixa qualidade do livro faça o serviço.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">A Dragão Brasil #122 acaba com um gosto amargo. Eu realmente quero que essa encarnaçao da revista vingue, e o Silvio me parece um cara ótimo e esperto o suficiente para o trabalho. A existência de duas revistas de RPG nas bancas, cada um com um enfoque distinto seria algo maravilhoso, principalmente se vier sem a companhia da guerra civil que marcou o ano passado. Fiquei com a impressão que a edição 122 veio recheada de boas idéias e propostas, mas que fracassou em cumprir a maioria delas, o que é uma pena. Espero mesmo me surpreender na 123 e daqui uns meses ler isso aqui e ver o quanto eu estava errado sobre os rumos da nova DB. Mas no momento esta realmente muito difícil ver algum futuro para ela.</p>
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		<item>
		<title>Entrevista com Silvio Compagnoni &#8211; Editor da Dragão Brasil</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Apr 2007 15:01:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Dragão Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Sílvio Compagnoni]]></category>

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		<description><![CDATA[Como prometido a breve entrevista com o Silvio Compagnoni, novo editor da Dragão Brasil. Antes de tudo queria agradecer ao Sílvio por ter sido tão acessível e ter respondido rapidamente ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Como prometido a breve entrevista com o <span style="color: black;"><a href="http://www.roleplayerjournal.blogspot.com/" target="_blank"><span style="color: black; text-decoration: none;">Silvio Compagnoni</span></a>, novo editor da Dragão Brasil. Antes de tudo queria agradecer ao Sílvio por ter sido tão acessível e ter respondido rapidamente as perguntas. O cara foi tão tranqüilo que me espanta que ninguém tenha entrevistado ele ainda sobre a revista!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">1. Vamos começar pelo principio. Você começou a trabalhar com RPG na Devir? Quais eram suas funções na editora e como foi a experiência?</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Comecei a trabalhar na Devir na época do primeiro Encontro Internacional de RPG. Antes do evento eu já freqüentava a loja e fazia demonstrações de jogos e fui efetivado durante o 1º EIRPG. Passei por diferentes áreas dentro da empresa aprendendo quase todos os aspectos do hobby até me desligar da mesma no ano passado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">2. Como foi seu primeiro contato com o RPG?<br />
</span></strong><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Eu morava no interior de São Paulo e já gostava do universo fantástico. Foi com um dos livros de aventura solo que comprei (do Steve Jackson inglês) o meu primeiro contato direto com o jogo. Eu me reunia com alguns amigos e líamos juntos a aventura, decidindo o que fazer, era uma coisa bem simples e até ingênua, mas garantiu muitas horas de diversão.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Depois quando vim para São Paulo encontrei a Devir. Naquela época eu trocava correspondência sobre fanzines quadrinhos com Douglas Q. Reis, sócio da Devir. Então para descobrir os jogos, revistas e livros que eles começaram a trazer foi um pulo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">3. Como lhe foi feito o convite para ser editor da Dragão Brasil, e o que você pensou na hora?</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Eu havia me desligado da Devir para me dedicar mais à produção gráfica em outras áreas editoriais e a trabalhar com restauração de livros e fotos antigas (coisa que acabei nem começando) e muita gente do meio, de lojas, editoras, etc. me diziam que eu seria uma escolha natural para o trabalho. Depois de três meses eu fui chamado pela editora e depois de muita conversa por telefone acabei mandando um projeto que foi aceito.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">4. Nas edições anteriores a #121 a Dragão Brasil passou por duas fases muito distintas. Quais características das gestões anteriores você acha que a nova DB deve manter?</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Tanto o Trio quanto o Telles tinham um trabalho e estilos próprios, e diferentes do meu. Ainda é cedo, mas minha intenção é imprimir na revista meu estilo e minha visão do RPG no Brasil. O que é lógico num trabalho como esse onde a revista já existe é manter ou adaptar as fórmulas que deram certo e partir daí para uma proposta melhor. A idéia é não apenas inovar, mas trazer ao leitor o que há de melhor no cenário brasileiro de RPG.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Uma coisa interessante é que a revista tem uma identidade já e o público já tem uma empatia por ela, é quase que como um ser vivo, por isso deve-se respeitar o ritmo e aos poucos agregar mais qualidade ao que já foi aplicado na revista.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">5. A Dragão Brasil #121 surpreendeu muita gente pela sua quantidade de material oficial, aproximadamente metade da revista. Podemos esperar que isto se repita nas próximas edições? Ou gradualmente haverá mais espaço para colaboradores?</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">A idéia é abrir a revista tanto para o leitor que quer colaborar quanto criar um espaço para que as editoras mostrem seu trabalho. Acredito que existe muita gente escrevendo e desenhando bem e por isso merecem um lugar de destaque na revista, mas não podemos esquecer as empresas que trabalham duro para produzir tanto material próprio quanto material importado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Acho que trazer esse material oficial era um passo natural a ser dado. O leitor e as editoras merecem um canal de comunicação e esse é o dever da revista.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Não classifico o material oficial como sendo melhor que o material criado por um leitor ou um escritor “amador” é apenas um adicional, um elemento a mais para a revista. E sim, teremos mais material oficial nos próximos números.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">6. Como foram selecionadas as seções da revista que iriam permanecer (Pergaminhos dos Leitores, Movimento Browniano e RPG Online) e as que seriam retiradas? Existe alguma chance de velhas conhecidas dos leitores, como a Dicas de Mestre, voltarem às páginas da DB?</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Apenas um elemento sofreu mudança e foi removido da revista e isso reflete um pouco da minha visão como editor. Queria uma revista sóbria que trouxesse material ao leitor de qualidade e que tratasse o leitor com seriedade, por isso o humor foi um pouco reduzido. Nada foi retirado, não é porque não havia as dicas do mestre nesse número, ela vai deixar de existir. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Algumas seções sofreram mudanças. Por exemplo, no Pergaminho dos Leitores decidi apenas focar nas cartas e nas cartas com um conteúdo bacana para a revista, sem falar num outro incentivo para os leitores escreverem que é valorizar as cartas bem escritas, trabalhadas, decoradas, etc. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">No caso do RPG on-line, e outros jogos, eu vejo que hoje em dia o jogador de RPG não joga só RPG. Ele possui uma bagagem muito maior e nada mais justo do que trazer para ele mais informações sobre diferentes aspectos do hobby.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Quando estávamos finalizando o primeiro número assinado por nós, notamos que tínhamos muito material para as 64 páginas de revista e por isso decidimos não ter algumas seções neste número.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">7. Quais foram as principais mudanças que você achou que a revista deveria sofrer antes de voltar às bancas? Alguma delas ainda não foi executada?</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Eu achei que tanto o visual quanto a abordagem dos assuntos deveria refletir minha visão do RPG. Em parte a revista traz a visão e estilo de seu editor e é isso o que acontece agora. Queria uma revista mais madura, pois tanto o RPG quanto os jogadores amadureceram. Eu vi o hobby caminhar no Brasil desde seus primeiros passos e fiz parte dessa história. O leitor da revista hoje é diferente do leitor da revista há 5, 10 anos atrás, quando ela começou.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Parte das idéias ainda não chegaram a estrear na revista, mas acredito que nos primeiros números poderemos mostrar nossa visão do hobby e também aprender com os leitores quais mudanças poderemos fazer e quais aspectos da revista deveremos manter.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">8. Qual foi a principal dificuldade que você sentiu ao assumir a Dragão Brasil?</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">A idéia do projeto era maior do que o orçamento da revista, isso fez com que algumas idéias ficassem dentro da gaveta até a revista engrenar novamente. O hiato fez com que o projeto tivesse uma primeira fase de re-conquista do leitor. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Temos que trabalhar com um orçamento enxuto e com um número de páginas que às vezes é curto, mas este tipo de dificuldade é que faz com que você encare o desafio de trazer um bom material para o público de RPG no Brasil.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">A editora, desde que aprovou e acreditou no projeto foi muito prestativa e parceira, isso ajudou muito e fez com que as coisas caminhassem muito bem neste início de trabalho.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">9. Encerrando a seqüência de perguntas sobre a revista, o que podemos esperar dos próximos números da Dragão Brasil?</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">A idéia é que a revista possa servir como parceira do jogador e do mestre, trazendo informações, entretenimento e uma visão aberta do hobby.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Num tempo de informações correndo na velocidade da luz pela internet, fica sem sentido ter um espaço de noticias na revista, o jogador também por outro lado é ávido por informação, então tentamos trazer na revista um misto de informação útil ao jogador além de material para ser usado na mesa de jogo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">10. Como você imagina que esteja o mercado nacional de RPG daqui a três anos? O que você acha que mais falta no mercado nacional atualmente?</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Acredito que temos ainda espaço e um longo caminho para amadurecermos profissionalmente. Conversando com amigos que atuam e trabalham no exterior eu vejo que aqui ainda temos um longo caminho a percorrer, com seus altos e baixos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">O que espero é que nos próximos anos as editoras se consolidem e abram espaço para novos profissionais, sejam no ramo impresso ou na Internet. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">A única coisa que me assusta um pouco é a falta de espaço para os jogadores se encontrarem. Hoje as lojas especializadas perderam força e terreno e poucos acreditam em seu potencial. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Outro fator que ainda se mostra fraco é o dos clubes e associações. Os que existem fazem um trabalho hercúleo e pouco visto, entendido e respeitado. Acho que este é outro ponto que precisa crescer.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Toda vez que me perguntam isso eu me lembro de uma longa conversa que tive com alguns editores e escritores dos EUA. Eles sempre me perguntavam onde estavam os clubes e associações e onde estavam as pequenas editoras de garagem. Isso me foi perguntado no início dos anos 90, e só agora começaram a aparecer por aqui este trabalho.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Isso precisa ser apoiado e trabalhado para que possamos ver o hobby crescer.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">11. O que você tem jogado ultimamente? Alguma coisa lançada recentemente te chamou a atenção e foi para a fila de espera dos jogos?</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Eu tive um mestre excelente que sempre trazia para a mesa de jogo um livro diferente, com ele aprendi a procurar novidades e experimentá-las. Dei sorte também de ter grupos de jogos sempre ávidos por jogos diferentes. Isso fez com que o leque de idéias para aventuras, interpretação e da habilidade de mestrar melhorasse muito a ponto de até mesmo a aventura mais simples de D&amp;D se tornasse uma ótima aventura para nós.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Tenho voltado minha atenção tanto aos jogos clássicos quanto aos “novos” jogos, fica difícil apontar um único sistema ou cenário, mas posso dizer que tenho lido o material do Monte Cook, Greg Stolze, John Tynes, CJ Carella além de reler grandes clássicos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Gosto muito do sistema e do cenário de 7th Sea, Estou re-lendo Call of Cthulhu, GURPS, Cyberpunk 2030 e na fila dos livros não lidos, estão Unknown Armies e Warhammer Fantasy Battle RPG.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">12. Pergunta totalmente não relacionada ao RPG: A DB #121 foi feita ao som da excelente banda de hardcore Dropkick Murphys, que mistura influências do punk com elementos irlandeses. O que mais você costuma escutar e o que tem ouvido atualmente?</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Eu gosto muito de hardcore e punk, mas se puxar minha lista de músicas do meu iPod você vai encontrar de tudo: música eletrônica, heavy, hardcore, muito punk, mpb, jazz e música infantil que escuto e às vezes chego a decorar, pois fico cantando para meu filho de 1 ano.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Considero a música uma das formas mais belas de se expressar e por isso gosto de escutar coisas novas, gosto de resgatar bandas clássicas, etc. Pra matar a curiosidade, posso dizer que no próximo número estou escutando bastante Misfits e já separei a trilha sonora do Conan para um número próximo.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"></span></p>
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		<title>A Dragão Brasil #121</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Apr 2007 14:48:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Dragão Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>

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		<description><![CDATA[Finalmente minhas opiniões sobre a Dragão Brasil #121, a primeira após um hiato de oito meses e com o novo editor Silvio Compagnoni. Como demorei um bocado para comentar a ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Finalmente minhas opiniões sobre a Dragão Brasil #121, a primeira <span style="color: black;">após um hiato de oito meses</span> e com o novo <span style="color: black;">editor <a href="http://www.roleplayerjournal.blogspot.com/" target="_blank"><span style="color: black; text-decoration: none;">Silvio Compagnoni</span></a>. Como demorei um bocado para comentar a revista vou tentar ser menos pontual e colocar minhas impressões de forma mais geral, pois é certo todos interessados na DB já devem ter dado uma olhada na DB #121 à essa altura. E segue também uma entrevista com o Sílvio, para compensar meu atraso com um bônus legal.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana; color: black;">Já havia feito uma <a href="http://areacinza.livejournal.com/2951.html">análise da capa</a> quando o preview foi liberado, e acho que não tenho muito a acrescentar. Esta realmente bonita, com a volta do logo clássico e uma identidade visual que preza pela elegância com uma bela pegada old school. No entanto revendo a capa acho que ela poderia ser ainda mais limpa caso o texto das chamadas fosse um pouco mais curto. As novidades que todo mundo já deve ter sacado são o aumento de R$ 1,00 no preço e a mudança definitiva do nome da editora, que depois de uma pendenga que se estendeu por mais de um ano, mudou seu nome pela terceira vez, agora para <strong>Editora Melody</strong>.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana; color: black;">O editorial do Sílvio é bem positivo e propõe uma ampliação dos horizontes da revista, abarcando também card games, jogos de tabuleiro, livros e jogos de computador, uma mudança que já era indicada na revista desde as últimas edições e que deve continuar. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana; color: black;">O índice da revista ficou enorme e meio feio, acho que foi resultado do fundo branco na primeira página e a mistureba de fontes de cores diferentes. No entanto passado esse começo estranho é notável a melhoria na diagramação e identidade visual da revista. Cada matéria tem seu layout próprio, e todos ficaram muito bons. Destaque para as matérias em P&amp;B, limitação que não impediu que o visual das matérias ficasse melhor que a médias das últimas DBs.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana; color: black;">Agora considerações mais gerais: O número de matérias oficiais é enorme, preenchendo metade da revista com material das editoras Devir, Jambô e Daemon. Todo esse material oficial, com exceção da aventura <em>O Filho de Maria –Parte 1</em> que se não me engano é originalmente em P&amp;B, se encontra nas 16 folhas coloridas da revista, talvez para aproveitar as ilustrações originais em seu maior potencial. No entanto não sei o que é pior, observar a arte genial do Wayne Reynolds em P&amp;B ou em um quadrinho minúsculo como saiu na revista&#8230; Além das matérias oficiais, também saíram nas páginas coloridas os anúncios, índice e pergaminhos dos leitores, agora sem um personagem respondendo as cartas, o que é ótimo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana; color: black;">Ainda sobre o material oficial, às vezes a revista deixa me deu a impressão de estar lendo um suplemento da Devir, já que o material referente a seus produtos ocupa 24 das 64 páginas da DB#121. Isso pode ser explicado pelo volume de cenários e sistemas os quais a editora possuí os direitos de publicação, ou mesmo pela experiência do Silvio de anos na editora. No entanto em alguns momentos acho que poderia ter sido feito um esforço extra em direção a uma posição mais distanciada entre a editora e a revista, como por exemplo, no caso da resenha de <em>Hunter: The Rekoning</em>, que apesar de descrever muito bem o produto não comenta em momento algum a decisão polêmica da Devir de lançar um livro do velho Mundo das Trevas após ter publicado o </span><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">manual básico do novo cenário<span style="color: black;"> no EIRPG do ano passado e então suspendido o já anunciado lançamento do </span><em>Antagonistas e</em> <em>Vampiro: O Réquiem</em><span>. A matéria <em>Matador de Dragões</em> também começa de uma maneira estranha, pois antes da classe de prestígio anunciada temos uma espécie de release do <em>Draconomicon</em>, livro do qual foram retiradas a classe e a majestosa capa da revista. Nada mais justo então falar do lançamento, mas acho que o modo como isso foi feito – sem uma indicação que era um release, ou mesmo sem sequer uma chamada, não foi a mais adequada.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Um dos destaques foi <em>A Forja</em> do Ron Edwards. A matéria em si é bem bacana, e nela o autor ataca com base em sua teoria dos sistemas uma das idéias mais batidas e difundidas sobre o RPG, a de que o sistema de jogo não importa desde que se tenham os jogadores e mestres certos. Discordo de muitas definições posteriores de Edwards, e acho que Robin Laws apresenta uma teoria bem mais legal quando se volta a análise dos tipos de jogadores, mas mesmo assim não deixa de ser surpreendente ver em uma revista nacional um artigo com uma discussão tão bem estruturada como essa. Realmente espero que mais artigos do Ron Edwards e de outros que escrevam o sobre o tema sejam publicados!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">E finalmente a matéria de <em>D&amp;D Miniatures</em>, que pode não ter acrescentado muito aos já iniciados, mas que foi uma mão na roda para aqueles que se interessavam no jogo mas não sabiam bem por onde começar como eu. Informativa, fez um apanhado bacana do que já rolou com o jogo, de sua situação atual e da construção de bandos, com explicações sucintas e úteis sobre cada alinhamento. O pessoal do <a href="http://www.d20minis.net/">D20 Minis</a> está de parabéns!</span><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana; color: black;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">A Dragão Brasil #121 é um ótimo re-começo. Com esforços para atrair novatos e veteranos, além de um pesado suporte ao material oficial, a revista tenta alcançar uma estabilidade que não tem há algum tempo, e na minha opinião esta indo na direção certa. Agora resta acompanhar as próximas edições e torcer para que o começo com o pé-direito se estenda por um bom tempo. </span><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana; color: black;"></span></p>
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