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2010 e tal…

Espero que todo mundo tenha tido uma boa passagem de ano, e que tenham entrado em 2010 animados. Ainda estou meio baleado do meu fim de ano, mas isso só pode ser um bom sinal certo? Enfim, agora é hora de retormar as paradas, e aqui no AC as coisas já voltam amanhã com o Ranking Cinza de Dezembro, com os primeiros resultados da mini-pesquisa sobre o ano de 2009 e alguma coisa que eu tenho que pensar para o aniversário de 3 anos do blog. Sugestões viáveis são mais que bem vindas ok?

Feliz ano novo!

Finalmente o tal post de 2 anos

Nem sei se isso ainda faz sentido, mas enfim, hora de resolver o post comemorativo de 2 anos depois de alguns problemas técnicos. A minha idéia era escrever a parada em duas partes, uma retomando alguns dos meus temas favoritos desde a criação do Área Cinza, e outra falando do que pretendo para o futuro, com algumas mudanças na temática do blog e sugestões enviadas por vocês. Mas como já estou atrasado, decidi mandar tudo de uma vez aqui.

Nestes 2 anos (e 4 dias) foram 321 posts, e 1111 comentários, ou seja, uma média de um pouco menos de uma atualização a cada dois dias e 3,5 comentários por post. Claro que as coisas não são certinhas assim, e assim como existiram meses em que houveram 5 ou menos atualizações, outros tiveram mais de 30! E dentro deste período eu consigo enxergar alguns momentos bem distintos do Área Cinza. Pegue seu DeLorean e vamos lá!

Janeiro 07  a Agosto 07:

Neste período o Área Cinza funcionava no Live Journal, uma plataforma muito parecida (e tão ruim quanto) o famoso Multiply. O blog tinha o enfoque mais “jornalístico” eu acho, com o objetivo principal de pescar a opinião de caras fodas (daqui e da gringa) e comentar um pouco. De acordo com o que escrevi no primeiro post:

Nas últimas semanas tenho acompanhado mais blogs, sites e Live Journals de pessoas relacionadas à indústria do RPG do que portais de notícias e páginas de editoras, e me surpreendi com a quantidade de informações bacanas e interessantes que sequer chegam a fóruns e afins. Curiosidades sobre a produção de um determinado produto, ótimas referências de leituras e a reação dos escritores e designers as críticas e sugestões do público foram às coisas que mais me atraíram neste tipo de página, que infelizmente não existe no Brasil.

Ok, eu me citei, o que é o cúmulo da presunção… Outro objetivo oculto idéia era levantar a discussão sobre esses pontos de vista diferentes, em contraposição a umas análises malucas e cheias de “informações confidenciais” (imaginárias ou não), que estavam aparecendo nos círculos de discussão de RPG da internet brasileira.

A média de postagens era bem baixa, na casa das 6 ou 7 atualizações mensais, mas com um formato mais extenso, sem cobrir pequenas noticias de lançamentos e coisas do tipo, com um enfoque mais geral mesmo, ao menos na maioria das vezes. O problema é que a parada era muito pouco divulgada, na prática só o Garrell, Barbi, Giltônio e o Valberto comentavam por lá, então era difícil ter alguma discussão mais longa, e até para comentar tinha uma frescura para quem não tinha conta no Live Journal. Realmente terrível, não sei como tantos gringos ainda usam a parada…

Apesar de serem monólogos, alguns posts desta época merecem destaque:

Chris Pramas e o Admirável Ano Novo – o sempre sábio Pramas da Green Ronin faz uma série de previsões para 2007, e uma delas é nada mais nada menos que o anúncio da 4ª edição até Dezembro. Na mosca!

Repita Comigo: SEM 4ª EDIÇÃO!!!!! – em Fevereiro Scott Rouse fez sua melhor poker face e afirmou com convicção que a 4ª edição não seria anunciada até no mínimo meados de 2008, enganando milhares de trouxas como eu. Alguém ainda dúvida que o Pramas é foda?

Entrevista com Silvio Compagnoni – Editor da Dragão Brasil – bate papo bacana com o simpático Silvio, último editor da finada DB. O cara tinha classe.

Encontro Internacional de RPG Cara! – relato do XV Encontro Internacional de RPG (o segundo que eu fui), que contou com a presença do grande Monte Cook.

Em meados de Agosto instalei o WordPress e migrei o blog, além de registrar o endereço www.areacinza.org. Mas mal sabia eu que a segunda metade Agosto traria novidades bem maiores…

Agosto 07 a Maio 08:

Apenas alguns dias após mudar o Área Cinza de lugar e arrumar um domínio decente, o mundo do RPG começou a ferver com os boatos sobre o anúncio da 4ª edição do Dungeons & Dragons durante a Gen Con. Na mesma época eu ficava o dia todo em frente ao computador escrevendo minha monografia de conclusão de curso, então não era difícil acompanhar as novidades à medida que surgiam nos fóruns gringos.

Neste período quase a totalidade dos posts foi de cobertura sobre como seria a 4ª edição, e o AC alcançou uma popularidade que eu realmente não esperava. Pelo menos no começo, apenas o Covil e o Grimório Esquecido também estavam postando as novidades com regularidade e velocidade, em uma cobertura improvisada e espontânea, onde eu tentava colocar as notícias quase em tempo real, enquanto elas apareciam traduzidas pelo CF apenas algumas horas depois no Covil. Bons tempos!

Nos quase de 150 posts deste período, alguns dos que mais gosto são:

4DVENTURE e Algumas Horas para o D&D 4ª Edição, Service Unavailable – faltando 24 horas para o anúncio da 4ª edição a Wizards tirou o site do D&D do ar e colocou um “contador misterioso”. Quando a parada finalmente zerou, o número de acessos foi tão avassalador que o site saiu do ar. Duh! Me senti tão idiota que eu rio disso até hoje.

O fim da licença d20 com a nova edição – primeira vez que a mudança na licença do Dungeons & Dragons foi discutida de maneira mais substancial. Post interessante,  novamente com trechos escritos pelo Pramas, onde ele apresentou uma proposta maluca para manter a licença d20.

Resenha: Wizards Presents Races and Classes – meu esforço mais megalomaníaco na cobertura do pré-lançamento da nova edição, esta gigantesca resenha comeu algumas manhãs e foi bem divertida de escrever.

Mais más notícias sobre a SRD, WotC anuncia seus planos para a OGL e SRD, E mais novidades sobre a licenca da 4ª Edição e Grandes mudanças na GSL! – estes quatro posts trazem o começo da novela da GSL, quando ela ainda seria disponibilizada antecipadamente para as editoras dispostas a pagar $5000. Como hoje sabemos, muita água ainda ia passar debaixo desta ponte.

Junho 08 a Dezembro 08:

Em Junho de 2008 o Área Cinza já estava sendo bem visitado e movimentando algumas discussões divertidas. E claro que o lançamento da 4ª edição do Dungeons & Dragons gerou ondas de choque que reverberaram por aqui.  Enquanto todo mundo tentava entender a nova edição, começaram os posicionamentos divergentes, críticas e avaliações, que sempre aconteceram de maneira bem tranqüila por aqui. Pelo menos não tive que moderar comentário nenhum até hoje!

Outra coisa que marcou este período foi a articulação intensa com outros blogs de RPG nacionais – até então o Área Cinza era bem isolado, com muito pouco contato com outros blogs como o Covil, Dr. Careca Lab’s e d3system. No EIRPG de 2008 isso mudou muito, e logo eu estava na lista de discussão de blogs de RPG, começaram a surgir os agregadores e conheci muita gente foda.

Neste que considero o melhor período do blog, destaco as seguintes atualizações:

Sobre a 4ª edição (a opinião do Giltônio) – subi esse post no mesmo dia que falei sobre o vazamento dos livros básicos da 4ª edição em PDF. O Giltônio, o cara que eu conheço que mais gosta e fala de D&D, fez estas avaliação relâmpago onde sua notória decepção com a 4ª edição foi apresentada de forma consistente pela primeira (e talvez única : ) vez. Discordo de muito do que ele escreveu, mas gosto de verdade deste post!

Mais um EIRPG… – relato do XVI Encontro Internacional de RPG, com ótimos momentos e um ou outro que não gosto nem de lembrar!

Maratona de 20 posts em 10 dias – pode parecer besta, mas essa maratona foi uma das idéias mais idiotas e divertidas que eu tive aqui no blog. No início nem eu acreditava que iria conseguir cumprir a parada, com trampo novo, confussões na vida pessoal, e mesmo  ter fechado a parada no prazo foi foda. Tenho que emendar outra!

O Círculo – início, meio e fim – o post que encerrou a maratona foi esse histórico do Círculo, que funcionou tanto para conhecer alguns dos melhores caras de BH como para escrever RPG. Aviso: post emo.

Rede de blogs de RPG gringos, E a rede de blogs de RPG nacional!, Nem tudo que te linka é ouro… – três posts sobre os agregadores de blogs de RPG, os dois primeiros escritos em um momento bem diferente do terceiro. Na verdade o último era uma espécie de bash desconfiado e preventivo no rpg.blogs, que ironicamente é o melhor dos agregadores em funcionamento atualmente. Heh eu nunca disse que era sensato!

Descobrindo Catan – escrito originalmente para contar vantagem e exibir meu novo brinquedinho, este post foi uma grata surpresa, com uma recepção e interesse que eu não imaginava mesmo. Esperem em breve mais posts sobre Catan e o Carcassone.

A GSL que não sai, A GSL e a SRD foram lançadas!, E a guerra contra a GSL continua…, Demissões na Wizards e a revisão da GSL que não sai…, A Wizards vai revisar a GSL e a SRD da 4ª edição! – mais um bocado da interminável novela da GSL da 4ª edição: João descobre que Maria é sua irmã, Marta sai do coma, a GSL é lançada e todos a odeiam, Scott promete voltar atrás e revisar a licença. A seguir cenas do próximo capítulo.

Ranking da internet rpgística, Ranking da internet rpgística – Outubro, Ranking da internet rpgística – Novembro, Ranking Cinza – Dezembro – o Ranking Cinza foi outra dessas idéias estranhas que tomou proporções bem maiores que eu imaginava inicialmente. Parece que a galera adora um pouco de competição amigável, e eu não posso negar o interesse por listas e rankings, então devo continuar fazendo a parada enquanto estiver divertido.

Demissões, corporações e os rumos do bom e velho D&D, Dia 1° de Outubro e dai? – dois dos posts mais debatidos do Área Cinza, com um total de incríveis 71 comentários. Embora o primeiro trate das recentes demissões na WotC, em especial do Jonathan Tweet e David Noona, e o segundo fale do fracasso da GSL, ambos os posts (e os seus respectivos comentários) caem na questão mais profunda do objetivo da Wizards para a 4ª edição do D&D e a estratégia utilizada para tal. Leitura obrigatória para debater a 4ª edição de forma crítica!

Foram dois anos divertidos. Mas a real é que nos últimos meses as notícias da 4ª edição do Dungeons & Dragons não tem me interessado tanto, em parte por seu conteúdo mais de regras mesmo, e também porque eu não estou mais tão empolgado como antes, embora ainda continue jogando e ache o sistema bem interessante. Então a proposta para 2009 é diversificar um pouco mais o Área Cinza, como inclusive foi sugerido neste post por algumas pessoas, dentro do RPG, com mais análises e opiniões sobre o mercado, e mesmo fora do RPG com algumas resenhas de livros, filmes e jogos de tabuleiro e afins. Não que essas coisas sejam exatamente minha praia, mas o que aparecer de interessante vou tentar trazer para cá. No fim das contas, a idéia é não foxcar tanto na 4ª edição, afinal já existem outros blogs que estão fazendo esse trabalho de maneira bem melhor, como o Rolando 20.

Bom chega, é hora de  retomar a programação normal com a segunda parte do artigo sobre o Varna escrito pelo Barbi, e aguardem pelo resto de 2009 mais notícias sobre a industria do RPG e o mundo nerd em geral. De verdade agora!

Aniversário de 2 anos de blog e problemas técnicos!

Ok, isso não é uma piada: a fonte do meu computador amanheceu queimada, justo hoje no dia que o Área Cinza completa 2 anos de existência. Se tudo der certo amanhã a parada está de volta ao normal e posso fazer um post decente (estou no trampo agora sob vigilância extrema), mas para que a data não passe em branco, gostaria de agradecer todos que acompanharam minhas bobagens nestes 24 meses, e que contribuiram não só com o interesse mas com críticas, sugestões, elogios e de forma geral enriquecendo as discussões por aqui.

Muito obrigado mesmo e nos vemos amanhã, afinal 2 anos e 1 dia é ainda mais foda!

Varna – Proposta e raças [parte 1]

Ok, vamos voltar no tempo ao ano de 2004, quando eu tinha menos cabelos brancos e mais tempo para jogar RPG. Um grupo enorme (e pretensioso) de jovens escritores, desenhistas e designers jogadores de RPG decidem se juntar para criar artigos, ambientações, suplementos e por ai vai. O primeiro grande projeto foi o mini-cenário Varna – Chamado da Guerra.

Salto para Agosto de 2008. Escrevi um post aqui no Área Cinza contando um pouco da história do Círculo, e com a nota de encerramento oficial da parada, que já não estava rolando a um bom tempo. Não que seja algo que mudou a história do RPG nacional ou algo assim, mas foi uma época divertida, onde pude beber e falar de RPG com meus amigos por horas toda semana e ainda contar vantagem que estava “em uma reunião”. As gatas adoravam. Ou não. A moral da história é que fiz uma pequena enquete com os assuntos que foram abordados na maratona de 20 posts em 10 dias, e o que ganhou foi falar mais do Círculo. Na mesma semana o Barbi me mandou um textinho que tinha escrito sobre o Varna, nosso projeto mais ambicioso, e que compilava a proposta básica do mini-cenário, as guidelines das raças, metaplot, e por fim uma avaliação muito legal dos resultados da parada.

Última parada, Janeiro de 2009. Algo aconteceu nestes quase 5 meses, embora eu não saiba exatamente o que. Queria ter mexido mais no texto, acrescentado mais comentários ao texto já excelente do Barbi, mas devei a parada de lado todo este tempo. Enfim, relendo vi que está excelente e que contempla praticamente tudo que eu gostaria de falar sobre o Varna. Então sem mais enrolação, vamos a primeira parte!

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Introdução

A idéia era fazer um cenário bem simples que pudesse ser usado em qualquer campanha, o que chamamos de mini-cenário. Lançar o Varna era parte de uma estratégia de divulgação do nosso trabalho, logo deveríamos ter um produto pronto: textos, regras, ilustrações, design. Em princípio, Varna seria lançado como um PDF.

O mini-cenário seria uma terra em guerra, onde três povos lutam entre si por um mesmo território, mas para atingir objetivos diferentes. Os jogadores poderiam tanto ser outsiders em meio ao conflito, quanto membros de alguma dos povos. Um plot sinistro e maligno estaria por trás do conflito, dando ao mestre a chance de fazer uma campanha de conspiração e intriga.

Nada muito original, a Blizzard já fez algo parecido mais de uma vez : )

Embora muitos leitores tenham se lembrado de Warcraft ao dar uma primeira olhada no cenário, a maior influência de Varna na verdade é Starcraft! Pois é, os conceitos básicos das raças foram tirados desse jogo, do qual 90% do Círculo é fã – menos o coitado do Giltônio, que prefere jogar DOTA!

Os Ganuk seriam como os Terran, porque são versáteis, malignos e detém uma engenharia avançada. Além disso, a exemplo dos Terran, os Ganuk tentam (e às vezes conseguem) roubar recursos e poderes exclusivos dos outros povos. Os Nira-el foram inspirados nos Protoss, devido à sua sociedade antiga e calcada em poder místico – no original também queríamos fazê-los psiônicos mas desistimos porque não haviam regras publicadas no Brasil. E aos Cyndar restou o papel de Zergs de Varna. Uma raça primitiva e numerosa, que sabe fazer uso de seu grande número de guerreiros em uma batalha.

Baseado nisso, e em algumas reuniões caóticas no segundo andar da imunda Pastelaria Fujiyama, Varna foi nascendo. A proposta original do cenário, enviada para a lista do Círculo em meados de 2004 foi a seguinte:

Proposta – Varna
Mini-Cenário D20
Guidelines

Sinopse

Três raças lutam uma guerra interminável pelo controle de uma região mística situada entre seus três territórios. Cada uma tem uma sociedade bastante diferente da outra (com alguns elementos em comum adquiridos após tanto tempo de convivência).

Cada uma delas tem uma cosmologia distinta, que é refletida no modo como organizam sua sociedade.

Os elfos Nira-el são centrados em princípios de equilíbrio e auto-conhecimento, seus membros buscam um minimalismo em tudo o que fazem, procurando sempre uma evolução. É uma raça de magos e guerreiros temíveis.

O povo de At’anar tem uma religião que venera muitos deuses, baseados em figuras míticas e elementos da natureza. É uma raça de bárbaros, druidas e feiticeiros.

Os anões Ganuk são uma sociedade monoteísta e teocrática, utilitária de poderes divinos. Escravistas e obstinados, eles acreditam serem o povo escolhido de um antigo deus.

A disputa pelo Nexo – a região mística – é uma guerra sem fim.

História

Durante milênios, o Vale de Varna foi dominado pelos Wari. Uma raça semi-divina de grande poder, que em certa medida eu imagino como algo parecido com os Aasimar.

Os Wari tinham plena consciência de sua superioridade, e mantinham uma sociedade com um poder mágico fantástico. O uso de magia fazia com que trabalhos como o plantio ou a construção fossem apenas dificuldades corriqueiras e não o centro da vida, a preocupação central Wari era a evolução da raça para um patamar divino. Adotavam os elfos como seus escravos, não por crueldade, mas por compaixão. Instruíam os elfos nas artes mágicas e os guiavam para que um dia pudessem ser dignos. Aos humanos os Wari reservavam o mesmo tratamento que a animais, entendiam que eles estavam muito abaixo até mesmo de seus escravos para serem instruídos.

A sociedade Wari tinha muito poder não apenas pela ligação íntima de seus membros com as artes arcanas, mas também devido à energia que drenavam de uma fonte residente no centro do Vale.

Mas a cobiça pelo poder começou a levar à disputas pela fonte de energia. Os Wari se engajaram em uma guerra intestina de proporções absurdas. Durante muito tempo eles lutaram entre si num conflito fratricida, até o dia que o Cataclismo foi desencadeado. A energia do Centro de Varna foi liberada em uma quantidade nunca vista. Cidades inteiras, campos, florestas e milhões de pessoas tiveram sua existência varrida da face da terra. Bestas, animais e homens corrompidos começaram a andar sobre a terra trazendo terror aos que restaram.

Os elfos sobreviventes se refugiaram na porção ocidental do Vale, buscando reconstruir seu povo e retomar os ensinamentos de seus mestres. E durante muito tempo foi isso que fizeram, decifrando as magias de antigos tomos, erguendo cidades e treinando guerreiros para lutar contra as bestas.

Os humanos nesse tempo foram visitados e instruídos por deuses. Prepararam seu povo para resistir às bestas e para um conflito que os deuses disseram seus iminente.

Enquanto isso, tempestades mágicas ainda varriam o vale, matando o solo, trazendo bestas e destruindo o pouco que restava. Mas foi com a última delas, que o inesperado aconteceu: os anões Ganuk, um povo residente de terras distantes surgiram no vale de Varna para cumprir uma antiga profecia.

Os muitos anos seguintes foram testemunhas de uma paz delicada, nenhum dos três povos estava preparado para enfrentar o outro. Mas a guerra era inevitável e ela se abateu sobre Varna. Três forças equivalentes na balança, qual delas vencerá?

Raças

Nira-el

História: Antes escravos do Wari, após o declínio da civilização destes, os Nira-el voltaram se para a construção de uma sociedade baseada na busca da força do corpo e da alma. Depois de muito tempo produzindo sua própria sociedade na sombra do conhecimento Wari que conseguiram preservar, os Nira-el agora almejam a reconstrução da glória Wari. Acreditando serem capazes de controlar a força no centro de Varna, eles prosseguem a guerra.

Sociedade: Dividem-se em várias cidades-estado fortificadas, governadas por conselhos que por sua vez respondem ao conselho da capital. A divisão social não é tão estrita, e é muito comum que até mesmo lavradores saibam algo de combate ou artes mágicas.

Estética

  • Armas: todas as armas “padrão”, mas com modificações visuais sempre tendendo a um toque oriental. São comuns armas exóticas como sabre, katar, correntes, kama, espada dupla, mangual duplo etc.
  • Armaduras: Primam pelo visual leve, com características reforças esse aspecto. Mesmo armaduras completas, quando usadas, terão uma aparência menos maciça.
  • Vestimenta: túnicas com muito pano, véus, xales, sandálias, botas, capas. Referências: Anotsu [Blade of the Immortal] , Lo [Tigre e o Dragão].
  • Casas: Com espaço amplo, chão de madeira, telhados de cerâmica, elevadas levemente do chão para evitar a umidade.
  • Cidades: muradas, muito organizadas, com grandes templos e escolas de magia, moinhos (vento e água), palácios e prédios fantásticos.
  • At’nar

    História: Após a guerra, os humanos foram visitados por um grupo Wari, os últimos exemplares desse povo. Despidos de seu orgulho tolo, esse grupo entendia que talvez os humanos fossem a única esperança. Anos se passaram e esses Wari, chefiados por um certo At’anar, entenderam que não apenas podiam instruir os humanos mas também aprender com eles. Eles se juntaram à sociedade, aprenderam seu modo de vida, sua religião, ensinando aos humanos muitas artes e tendo numerosa prole. Os Wari do grupo de At’anar conseguiram ascender a um patamar de divindades, e passaram a zelar pelo seu povo, concedendo poderes para que eles pudessem impedir que o poder do Nexo fosse liberado mais uma vez.

    O povo de At’anar anseia por cumprir o seu destino.

    Sociedade: Governada por chefes de guerra, subordinados a um rei. Os maiores guerreiros estão entre os religiosos e os nobres. O povo é tratado com respeito e serve nas batalhas como infantaria. Os druidas são uma voz ativa e respeitada.

    Estética


  • Armas: espada, lança, machados, arcos. Referência explícita na cultura dos celtas, godos e visigodos.
  • Armaduras: muito couro, elmos com chifres, primando pela aparência bruta e resistente. Metal sempre com couro.
  • Vestimenta: saiotes, torso nu, tatuagens, capas de couro felpudo, colares,barba, cabelos longos, botas, etc. Referências: Slaine, Sonja, Conan, pictos.
  • Casas: cabanas de pedra, chão batido e teto de palha. Na floresta são feitas de madeira.
  • Cidades: dentro da floresta, acompanham o relevo e os cursos d’água, cavando trilhas na mata, ligando templos ancestrais de pedra, casas e fortalezas erigidas com carvalhos antigos. No campo são grandes fortes de pedra no topo das colinas, construídos em volta de templos druidas.
  • Ganuk

    História: Originários de terras longínquas, esses anões pertencem a uma raça guerreira e de inominável bravura, mas que carrega a chaga de adorar um deus que foi morto. Dunargar – que significa deus na língua Ganuk – morreu e deixou todo um clero sem poderes, mas também um povo fanático à espera de sua volta. As preces fervorosas dos Ganuk, foram atendidas com o surgimento do profeta Dakad. Dotado de poderes mágicos, esse profeta pregava que os Ganuk realmente fiéis seriam arrebatados por seu deus para uma terra divina onde teriam a missão de fazê-lo ressurgir em sua glória. O profeta Dakad desapareceu misteriosamente, mas sua profecia se tornaria real com o arrebatamento da capital Batar para as planícies de Varna. Agora com os poderes de volta, o clero de Dunargar não teve dúvidas de que seu deus estava próximo. Construindo uma nova sociedade nas planícies de Varna, os Ganuk se preparam para completar a profecia, seja através de milagres ou sangue.

    Sociedade: escravistas, os Ganuk passaram grande parte do tempo de relativa paz, raptando elfos e humanos para compor seus escravos em Varna. A escravidão para eles é simplesmente uma conseqüência de serem o povo escolhido de Dunargar, os outros devem se submeter. A divisão social se dá entre escravos, artífices, guerreiros, clérigos e a nobreza. Os escravos realizam o trabalho pesado nas minas e na lavoura, enquanto os Ganuk se preocupam em adorar seu deus e aperfeiçoar a arte da guerra.

    Estética

  • Armas: machados, lanças, arco curto, martelo, espada curta; outras armas são usadas, mas menos freqüentemente. Visual mais “anão”, pesadão.
  • Armaduras: sólidas, robustas. O guerreiro Ganuk é uma fortaleza. Elmos no estilo grego (Vide Defenders of Faith), armaduras de couro com metal. Primar pelo aspecto do “pesado”.
  • Vestimenta: barbas amarradas no estilo babilônico. Túnicas com calças por baixo. Sandálias para as mulheres e botas para os homens. Chapéus e elmos exóticos para os sacerdotes. Pulseiras, braceletes, aros, e outras jóias. Os homens colocam dentes de ouro.
  • Casas: quadradas, com um átrio central, onde uma poça d’água descansa. Sempre são casas grandes, opulentas e luxuosas, com troféus de caça, relíquias e obras de arte.
  • Cidades: fortalezas de aspecto intransponível erigidas na pedra. Muralhas sólidas e imponentes, canais que conduzem água, fontes, ruas largas. Primam pelas formas mais retas, com detalhes entalhados.
  • ______________________________________________________________

    Dividi aqui o texto que o Barbi me mandou, a segunda parte começa com o metaplot (meu ponto favorito do cenário), tipos de aventuras possíveis e uma breve avaliação sobre os resultados e frutos da proposta. Gostei de como conseguimos (na verdade o mérito desta parte inicial é praticamente todo do Barbi) sermos sucintos nas guidelines da raças e ainda assim passar bem a pegada de cada uma delas. Infelizmente não conseguimos nos manter tão afiados na hora de realmente descrever as classes no livro (e o mérito desta vez é de todo mundo), no que se tornou um dos principais problemas do Varna – o excesso de descrição. Mas mais sobre isso daqui dois dias, quando a última parte do artigo sobe!

    Hora de dar a partida em 2009

    2008 já era, ainda bem. E seguindo a tradição o último mês do ano foi meio lento aqui no Área Cinza (mas ainda foi melhor que Dezembro de 2007, que teve  inacreditáveis 2 posts!). Mas agora, após 10 dias de relativa tranqüilidade é hora de voltar a atividade, e essa semana não só é a primeira do ano, como também é a qual o blog completa 2 anos, então podem esperar um bocado de atualizações, algumas mudanças e promessas antigas sendo cumpridas.

    E por falar em promessas antigas, o artigo sobre o tema que foi votado por vocês para aparecer aqui novamente (algo relacionado ao Círculo) entra amanhã sem falta. Meu brother Rafael Barbi me mandou um texto bem legal sobre as nossas intenções, guidelines e avaliação geral do Varna, mas por algum motivo bizarro estou enrolando com ele por mais de 4 meses. De qualquer forma amanhã a primeira parte está aqui.

    É isso, o post é só para avisar que a parada voltou e os boatos sobre a morte do AC foram exagerados. Que 2009 tenha menos enrolação,  mais novidades, encontros com os amigos, discussões, bebidas e RPG!

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