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O fim do D&D Miniatures

O D&D Miniatures subiu no telhado… Esta semana a Wizards anunciou (de maneira bem truncada e estranha) o fim não só das miniaturas completamente randômicas, mas do próprio jogo D&D Miniatures, ou seja o popularmente conhecido skirmish.

O modelo atual de coleções trimestrais de 60 miniaturas randômicas em boosters com 8 peças cada será abandonado após o lançamento da coleçao Demonweb em Novembro. Em 2009 teremos o início do novo modelo de venda de miniaturas, com menos peças no total, menos peças nos boosters e mais caro:

Launching in Spring 2009, the first D&D Heroes series features six different packs (18 figures total):

  • Martial Heroes 1
  • Martial Heroes 2
  • Arcane Heroes 1
  • Arcane Heroes 2
  • Divine Heroes 1
  • Primal Heroes 1

Each package contains 3 PC minis: 2 males and 1 female, and 3 unique power cards featuring brand new class powers. All three of the figures in the package will be visible so you’ll know exactly which pack to pick for your game.

Esses pacotinhos de três miniaturas vão sair por $10,99 e serão totalmente visíveis – você vai poder escolher quais miniaturas quer levar para casa, o que é uma tremenda vantagem para os jogadores de RPG que querem as miniaturas apenas para suas mesas de jogos. Outro tipo de boosters serão os de monstros, com 5 miniaturas por $14,99 e no formato semi-randômico – com 1 miniatura visível, e 4 não visíveis, sendo 1 rara, 1 incomum e 2 comuns, todas com suas respectivas power cards.

E sobre o fim do skirmish, Scott Rouse, o arauto oficial das más notícias da Wizards escreveu um artigo que explica mais a fundo as mudanças:

What does this mean for the skirmish game?

Wizards of the Coast has chosen to concentrate its D&D miniatures-creation efforts on an accessory line optimized for D&D Roleplaying Game use. November’s release of Demonweb will be the last new set that includes skirmish statistics. We will continue to update all miniatures stats from previous sets to the current D&D Miniatures ruleset as promised, with the conclusion of that process scheduled for mid-2009.

In addition, official sanctioning of D&D Miniatures skirmish events will cease right after D&D Experience in February. We hope to see skirmish play continue at the grassroots level, using the hundreds of miniatures produced for the game over the past six years and encouraged by the passionate fan sites that exist for the D&D Miniatures skirmish game.

The skirmish game has many dedicated fans, and we appreciate the years of enthusiastic support that these players have shown to the line. Unfortunately, despite this enthusiasm, the number of skirmish players has been dropping steadily over the past couple of years. We had hoped that improvements implemented during 2007 and 2008 would change that trend, but they have not accomplished enough toward that end. At this point, we can no longer justify the design, development, and production resources required to support the skirmish game.

Já disse isso antes uma porrada de vezes, mas o D&D Miniatures só se sustentava por causa do RPG, já que o público de jogadores de skirmish sempre foi mínimo. E na real é o fim do jogo. Mesmo no super fórum de D&D Miniatures nacional as pessoas estão anunciando que vão parar de jogar, e até os mais “sangue nos olhos” que continuarem jogando não serão suficientes para atrair novos jogadores, o que não vai renovar a comunidade e será a morte definitiva da parada. Uma pena mesmo.

A parada pode ser vista de duas formas – do ponto de vista do jogador de RPG e do jogador de DDM, e é um saco estar nestes dois lugares desta vez. Do ponto de vista do jogador de Dungeons & Dragons teoricamente é um boa notícia, afinal comprar boosters randômicos esperando uma ou outra miniatura legal que viu na lista de peças da coleção é absurdo. Deste ponto de vista, escolher que miniaturas comprar é um grande avanço. Mas ai entra a questão do preço.

Por mais irritante que o modelo randômico seja, ele possibilitava custos mais baixos em geral. Uma miniatura cara para ser produzida, tipo um beholder malucão de fogo ou o cubo gelatinoso, sempre era rara, e no fim das contas os custos baixos de outras peças (obviamente comuns e incomuns) compensava a produção das peças mais caras e elaboradas. Então a mudança de preços neste novo modelo é gritante, só acompanhar a comparação dos boosters novos com os velhos:

Boosters antigos:
$15.00 por 8 miniaturas = $1.88 por miniatura

Boosters novos “D&D Heroes”:
$10.99 por 3 miniaturas = $3.66 por miniatura
Aumento de 94% por miniatura.

Boosters novos “D&D Monsters”:
$14.99 por 5 miniaturas = $2.99 por miniatura
Aumento de 59% por miniatura.

Isso tudo sem contar o mercado secundário. Ok, podia ser um saco ter que comprar um booster para tira um (ou nenhum orc ou elfo), mas na real, e-bay e outros lugares da vida estão ai para isso, com preços bem módicos. Não é segredo que na gringa é possível comprar miniaturas comuns por $0.25, algumas bem legais mesmo. Então este aumento de preço ferra bastante a melhoria para os jogadores de RPG a meu ver, já que os mais espertos e que querem miniaturas oficiais acabam dando seu jeito de conseguir o que desejam sem precisar de gastar centenas de dólares em boosters. E na real, o aumento de preços das novas minis será repassado para o mercado secundário, óbvio. Então acho que será impossível encontrar as peças destas novas coleções por menos de $1.00, até as mais comuns nos maiores leilões do e-bay.

E como jogador de D&D Miniatures, o que dizer? Fiquei bem puto com o cancelamento, é uma sensação estranha despender incontáveis horas e grana com algo que subitamente é deixado de lado e que eventualmente vai ser parado de jogar. A real é que a mudança do DDM 1.0 para o 2.0, embora tenha sido benéfica do meu ponto de vista, afinal aproximou as regras do jogo as do D&D 4ª edição, foi um grande golpe nos jogadores, que se já eram poucos, começaram a cair vertiginosamente. Um pena mesmo, logo atualizo minha lista de miniaturas a venda e me desfaço de praticamente tudo, exceto o que for usar em minhas mesas de RPG.

Para finalizar um post do Andy Collins nos fóruns da Wizards, em uma resposta a um jogador que explicita de maneira até meio perturbadora tudo que praticamente todo mundo diz – A WotC é uma empresa, tem que dar lucros e por ai vai.

Originally Posted by DarthTorment
Something else I am curious about as well….
How difficult would it be for WOTC to stat these minis for 2.0 Skirmish and just post the PDFs for them? Not print actual cards? Was this option ever on the table at all as a means to retain this demographic of players that play Skrimish exclusively?
Yes, it was absolutely discussed. Many times. By many people, myself included.

While the numbers aren’t trivial, it’s not about how many hours or dollars it costs to produce the online stats. Ultimately, this is a simple zero-sum equation.

Every minute that a designer, developer, editor, typesetter, graphic designer, or web specialist spends getting a set of stats to the website is a minute they’re not spending on another product.

If those minis stats are going to make the company more money than that other product, it might well be a good idea.

But if I can use those folks on a different, more profitable project–say, a D&D sourcebook, or an RPG-focused minis product–I’m obligated as a responsible member of WotC management to support their reassignment.

Yup, that’s cold and heartless. But any other decision leads to me AND those folks looking for new jobs when the company’s bad business practices leads to layoffs or bankruptcy. I’m not particularly interested in exploring that eventuality.

I realize there’s going to be a lot of venting on this topic over the coming days, weeks, and months. I’m not trying to stop people from being frustrated. I’m just trying to provide a little more illumination behind the extremely difficult decisions we’ve made about this line over the past few months, and I hope that’s helpful.

Andy Collins
RPG Development & Editing Manager
Wizards of the Coast, Inc.

Dia 1° de Outubro e dai?

Segundo a Game System Licence divulgada em Abril, ontem dia 1° de Outubro foi a data na qual produtos que utilizam as regras do Dungeons & Dragons 4ª edição poderiam ser lançados. Mas adivinhem? Alguém ouviu falar de um grande lançamento? Ou dezenas de pequenos? Não, ontem a maior notícia em termos de lançamento foi o Earthbound do Monte Cook disponibilizado de graça. É, para a 3ª edição do D&D e usando a boa e velha OGL…

É engraçado, porque em Abril e nos meses seguintes eu estava esperando que o dia 1° de Outubro fosse marcado por uma verdadeira avalanche de produtos. Na verdade não era só eu, já que me lembro da discussão no fórum exclusivo de vendedores da RPGNow sobre a criação de um mecanismo para impedir que o excesso de lançamentos no dia 1° de Outubro tirassem os produtos da página inicial apenas alguns minutos após serem colocados lá (geralmente um produto fica na página principal por 2 ou 3 dias), e alguns chegaram a pensar que seria necessária a criação de um site irmão da RPGNow dedicado somente a 4ª edição.

Fazia sentido não é? A 4ª edição do Dungeons & Dragons foi um sucesso comercial tremendo, superando em seu lançamento as vendas dos livros básicos da 3ª edição no mesmo contexto, e nada mais natural esperar que este boom, aliado a falta de suplementos oficiais destes primeiros meses fosse gerar uma incrível onda de lançamentos em PDF como nunca visto anteriormente. Mas se o dia 1° passou e praticamente nada (a excessão digna de nota aqui é o Advanced Player’s Guide da Expeditious Retreat) foi lançado, o que deu errado?

Como agora todos nós sabemos, a resposta é a GSL. Primeiro a Wizards lança uma licença tão restritiva que várias editoras preferiram perder o incrível mercado dos jogadores de Dungeons & Dragons do que lançar produtos seguindo suas regras dracônicas (trocadilho!). Depois que um monte de editoras peso-pesadas anunciaram que não iam adotar a GSL – algumas lançando produtos compatíveis com a 4ª edição usando as leis de fair use, outras simplesmente deixando a nova edição do D&D de lado, a WoC voltou atrás e anunciou uma revisão na maldita GSL, que apesar de ter sido anunciada para logo depois da GenCon (que aconteceu em Agosto) ainda não saiu. E como isso tudo se liga ao fiasco do dia 1° de Outubro?

Bom o primeiro e mais óbvio fator é a rejeição a GSL. Simplesmente muitas editoras não querem usar a parada, por a considerarem restritiva em excesso. Mas mesmo assim várias editoras estavam dispostas a lançarem produtos para a 4ª edição no dia 1° de Outubro, principalmente as menores, como a Secular e dezenas de outras segundo os fóruns internos da RPGNow. Paradoxalmente, o que quebrou mesmo foi o anúncio da revisão na GSL. Ninguém quer lançar um produto agora, seguindo aquelas regras ultra rígidas, e ser surpreendido com uma Game System Licence mais aberta duas semanas depois, que possibilitaria um produto mais interessante. Ou ainda, para os pessimistas de plantão (acho que estou me tornando um deles), lançar algo e ver a GSL mudar de forma que obstrua a legalidade daquele produto, restringindo o determinado uso de uma regra ou parte do sistema.

Por outro lado, muitos acreditam que a WoC está segurando a versão revisada da GSL para recompensar as editoras que decidiram seguir a versão antiga e criticada da licença, garantindo assim algumas semanas de mercado livre para estes bravos e ousados que seguiram fielmente a licença de publicação da 4ª edição. Se isto for verdade, a questão é ainda mais maluca – a Wizards está segurando a nova GSL para recompensar as editoras que adotaram a licença original, e as editoras estão esperando a GSL revisada para lançarem seus produtos usando as regras da nova edição do D&D.

O resultado é esse, o dia 1° de Outubro passou em branco, o que evidencia não só o fracasso da GSL, mas também a incrível seqüência de erros que a Wizards of the Coast vem comentendo no que se refere a licença da 4ª edição do Dungeons & Dragons. E o dia 01/10/2008, que tinha tudo para ser um marco na história da venda de PDFs de RPG, foi só mais um dia como os outros…

Direto do Túnel do Tempo: 4DVENTURE

A exatamente um ano atrás eu escrevi o seguinte post aqui no Área Cinza:

Faltando algumas horas para o início da Gen Con a Wizards of the Coast retirou suas páginas de D&D e D&D Miniatures do ar e colocou no lugar um contador com a palavra 4DVENTURE, que no momento em que este post foi escrito (23:55) marcavam 19 houras e 36 minutos para alguma coisa acontecer. Amanhã por volta das 19:30 saberemos que raios significa 4DVENTURE, mas as especulações óbvias giram em torno da 4ª edição do D&D ou do site de suporte online para o jogo, uma espécie de “irmão” do Gleemax totalmente focado para o D&D que havia sido prometido pela empresa.

Apenas 12 meses e tanta  informação já passou por aqui… Foi divertido acompanhar a contagem regressiva e todos os boatos (embora o fim da contagem não tenha sido nada divertido), e tem sido uma viagem interessante, pelo menos para mim.

E você? Se hoje pudesse mandar um comentário de apenas 1 linha para o Área Cinza de 15 de Agosto de 2007, o que escreveria?

O segundo e amargo fim da West End Games

A West End Games, fundada no longinquo ano de 1974 e responsável pela publicação de pérolas como Paranoia, Torg, DC Universe, e claro, Star Wars RPG, declarou pela segunda vez em seus 34 anos sua falência.  Em 1998 a empresa havia falido devido a perda da licença de Star Wars e o investimento em várias marcas que, apesar de caras, não deram o retorno esperado em vendas, como Xena, Men In Black e Hercules. Mesmo com a quebra a empresa não desapareceu, já que a Humanoids Publishing, uma editora européia investiu nela para que o quadrinho francês Metabarons fosse adaptado para o sistema D6.

A empresa sobreviveu mais ou menos até ser comprada em 2004 por Eric J. Gibson, que lançou uma série de livros genéricos para o sistema D6, que apesar de receberem boas críticas não corresponderam em vendas. O golpe final veio com Septimus, um RPG colorido com mais de 400 páginas que seria vendido por $50 e foi colocado em pré-venda por algumas semanas até ter seu cancelamento anunciado em Março. Pior ainda foi o anúncio de que a empresa não tinha fundos para devolver o dinheiro para aqueles que já haviam comprado o livro pela pré-venda, ou sequer enviar pelos correios o valor equivalente em livros já publicados da editora! A situação se complicou nos fóruns quando alguns desses compradores se disponibilizaram a pagar pelas despesas de postagem, e mesmo assim não tiveram respostas…

Toda essa situação tosca e estranha se desenvolveu paralelamente nos fóruns da RPG.net, local conhecido pela moderação praticamente inexistente, e uma boa parcela de usuários agressivos (e que já tem até um semelhante no Brasil!), onde somadas as respostas vagas e infrequentes do Eric (nome de usuário hellsreach por lá) terminaram em uma flame war homérica com Dana Jorgensen da Alternate Realities Publications, figurinha mais que carimbada e que já foi expulso da ENWorld e RPGNow, só para citar os fóruns que eu participo, sempre por seu comportamento civilizado e educado!

No fim das contas o Eric apelou e mandou um post bem besta também, onde não só xinga o Dana, mas faz uma crítica aos jogadores em geral e questiona o futuro do hobby, além de colocar as licenças da  West End Games à venda e dar um grande e triste chilique. Ok que a RPG.net não tem os caras mais educados do mundo e o Dana é um mala do inferno, mas como assim ele julga todos os jogadores com base na sua experiência deprimente? Pior, pelos próprios números dele o principal responsável pela falência da editora foi ele e sua falta de noção do mercado, como a estranha idéia de tirar a empresa do buraco com um lançamento de luxo que custaria $50,00 e teria custos tão altos que ainda assim daria um lucro de apenas 90 centavos por cópia vendida! Coloque um pouco de falta de comunicação com o consumidor e falta de clareza por cima, e pronto, temos uma editora pronta para implodir.

Até a Necromancer Games está fora da 4ª edição…

Ok, isto está ficando ridículo. Até a Necromancer Games, maior e mais otimista defensora da 4ª edição dentre as editoras, decidiu voltar atrás em seus planos de publicação para a nova edição do Dungeons & Dragons em um post do dono da editora, Clark Peterson:

Sorry I have been so quiet. Things are very up in the air right now. And no one is more aggravated with that than me. It has been about a year now that we havent put out a product. The market for 3.5 is all but dried up. Maybe Pathfinder’s release will help, but that is still some time off. I intend to support Pathfinder when it is finalized. I trust and respect the people at Paizo. They are gamers and brilliant designers. They love D&D and have its best interests at heart. Luckily, when Wizards first took over D&D, they put a visionary gentleman named Ryan Dancey at the helm and he was able to convince the powers that be to release D&D 3E as an Open Game, thus essentially assuring that the game we all love could exist in that iteration forever. 3E and the d20 movement was a great time for gaming. A true renaissance, in my view.

Now we have the GSL. Right now, in my view, the GSL needs some major reworking or clarification to be usable. The bottom line, in my view, is that the GSL is a total unmitigated failure. And that is a shame. I have been one of the biggest vocal proponents of Wizards and I love Scott and Linae. I still do, big time. I am hopefull that we can find a way to change or clarify some of the issues with the license so that we can use it and create 4E products. You know that philsophically I believe in supporting the current version of D&D.

Trust me that I am working hard to try to resolve the GSL issues so that we can go forward. I’m optimistic that some changes can be made. Will they be enough to make the GSL usable? I sure hope so.

Please dont take this post as bashing Wizards. I am not doing that. I support Wizards. And if there is one thing that is clear from this process it is that, while I would have done it differently, they have always been great about listening to our comments and revising things based on our comments. That is a credit to them, for sure. And Scott and Linae continue to be amazing and, in my view, working hard to make the license usable.

So what will Necro do? I’ll try to break things down by relevant topic:

So are you doing 4E? Well, right now I dont see 4E products in the immediate future from Necro without some changes or clarifications to the license. My hope is that I will be able to get what I need so that we can do 4E products. But as of today we have not adopted the GSL, we have not sent in our card accepting the license. And, unless there are changes or significant clarification, we won’t be adopting it.

Necro and Paizo? I still very much want to work with them and they very much want to work with me. The problem is the GSL. Necro will definately be supporting Pathfinder when it comes out. If the GSL issues are resolved, Necro and Paizo will be bringing you some amazing products that we already have lined up and in the hopper. Seriously, there are several awesome products literally ready to go just awaiting the fixing of the issues with the GSL.

Tegel Manor? Right now, in my view, in addition to the problems the GSL has in general, it has specific additonal problems for a product like Tegel. I see the risk to Judges Guild, which wants to continue to make OGL versions of JG content and distribute our old Necro/JG products as well, as being too great to jeopardize permenantly, which the GSL does. But, you may say, Judges Guild doesnt have to adopt the GSL! That is true, but the GSL has some problematic provisions that make that partnership very difficult and uncertain.

What about that free adventure, Winter’s Tomb? Can’t you just do a free adventure? Its not happening. There is no way to “just do a free adventure” without adopting the GSL, which we have not yet done and wont do in its current incarnation.

So now will you release all that stuff for 3E? Doubtful. The market for 3E is not there. I expect Pathfinder to revive it, but that isnt going to be a full, public supportable system for some time. 3E remains viable for many publishers. But our plan is to up the production value on our products, which means they cost alot more to make, which means our margins are so small, that the current 3E market makes those products not feasible for lots of reasons I wont get into. I know there are many fans who say they will buy that stuff and would love to have it. Well, in a perfect world, we’d love to deliver it. But this isnt a perfect world and fan demand isnt the only factor–there are distributors and retailers and others who are not so excited about generic 3E now that 4E is out.

So bottom line it for me–what are you going to do? We are working with Wizards to clarify and/or change the license. If that works, we will release 4E material. If there are no changes, I dont see us adopting the GSL (absent some significant official clarification of terms of the GSL). We will support Pathfinder. But we will not just release OGL content from this point forward until Pathfinder is viable and we can support it.

How likely do you think it is that there will be changes? I am very hopeful that some significant changes or clarifications can be accomplished with the GSL.

I hope this helps answer some questions. Sorry for the delay. I havent had anything concrete to report. Heck, I still dont. But I figured I owed everyone an update.

Necro isnt going anywhere. We are trying to work to be able to get a usable GSL or other arrangment with Wizards to bring you the awesome 4E content we have planned. If that wont work, you will see us fully supporting Pathfinder. Our time off before we start cranking out new products may just be a bit longer than planned

Acho que podemos dizer que a Necromancer foi a editora que mais arduamente insistiu com a 4ª edição, mantendo uma aparente proximidade da Wizards e seus funcionários, sempre na defesa da nova edição e de suas qualidades. Mas a real, que o Clark coloca aqui, é que a GSL é pesada demais até para a empresa mais decidida a lançar produtos da 4ª edição. E o mercado da 3ª edição está desaquecido e em decadência veloz lá fora, o que já foi sentido a um tempo nas vendas de livros em formato PDF por uma série de editoras. Então a Necro (e a maioria das editoras) ficou em um beco sem saída, uma situação complicada onde, a partir da qual alguns decidiram investir em suas próprias linhas, e outros em lançarem produtos para a nova edição sem seguir as duras restrições da GSL.

Mas o mais bizarro de tudo é a solução encontrada pelo Clark e sua Necromancer Games: ele não vai investir em um OGL próprio, se voltar para a 3ª edição ou mesmo lançar produtos para a 4ª edição sem usar a GSL. Segundo o post acima, a saída encontrada pela Necro é a de trabalhar junto da Wizards (!) para clarificar ou modificar a Game System License (!!). E se isso falhar, eles vão apoiar o Pathfinder. Eu não sei mesmo se ele vai conseguir mudar alguma coisa na GSL, ou se tem essa proximidade toda com os funcionários da Wizards, a ponto de fazê-los rever algo que obviamente deu muito errado. Mas o fato é que a cada dia a GSL perde mais e mais sua legitimidade, sendo burlada ou ignorada por completo pelas maiores editoras. Eu até já havia questionado a possibilidade dessa reformulação da GSL depois que a Green Ronin abandonou o barco da 4ª edição, e eu acho que depois de Outubro, quando os primeiros produtos usando a licença poderão serem vendidos, teremos a visão real do estrago causado pela rejeição a Game System License. E talvez ai a Wizards se convença que a GSL foi seu maior fracasso em muito tempo.

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