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	<title>Área Cinza &#187; Fiasco</title>
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	<description>Notícias Sobre a Indústria do RPG e o Mundo Nerd em Geral</description>
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	<itunes:author>Área Cinza</itunes:author>
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		<title>As tiragens das editoras independentes</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Sep 2011 17:19:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No início da semana escrevi um artigo sobre o que acho que significam as tiragens no RPG nacional e porque elas não devem ser utilizadas como único parâmetro para avaliar ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">No início da semana <a href="http://www.areacinza.org/2011/09/o-que-a-tiragem-significa/" target="_blank">escrevi um artigo sobre o que acho que significam as tiragens no RPG nacional e porque elas não devem ser utilizadas como único parâmetro para avaliar um título</a>, seja hoje seja nos saudosos anos 90. Acabei me estendendo falando muito do passado e de como as tiragens funcionavam a 10 ou 20 anos atrás e não dei a atenção devida ao modelo atual adotado por várias editoras independentes, portanto farei isso agora. Afinal quem vive de passado é museu e um ou outro site de RPG por aí!</p>
<p style="text-align: justify;">Vou partir da discussão já feita sobre tiragens, investimento e risco feita no artigo anterior, então acho que se você não ele ainda essa pode ser uma boa hora para fazê-lo. Resumidamente, parece que todos concordamos no artigo anterior que uma maior tiragem representa um maior risco de recuperar seu investimento inicial, mas também um maior lucro por cópia vendida. Todo mundo por aqui ainda? Então vamos lá!</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3990"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Todo esse esquema de editoras independentes de RPG lançando jogos em baixas tiragens é bem novo por aqui. Vale lembrar que o o <strong><a href="http://mightyblade.com/home.php" target="_blank">Mighty Blade</a></strong> foi lançado na RPGCon 2010, <strong><a href="http://portal.retropunk.net/?q=node/204" target="_blank">Rastro de Cthulhu</a></strong> e <strong><a href="http://www.olddragon.com.br/" target="_blank">Old Dragon</a></strong> no final do mesmo ano, e <strong><a href="http://www.secular-games.com/2011/03/busca-final/" target="_blank">Busca Final</a></strong> e <strong><a href="http://portal.retropunk.net/?q=node/345" target="_blank">3:16 Carnificina nas Estrelas</a></strong> no primeiro trimestre de 2011. Ou seja, temos sequer um ano e meio de títulos rolando neste modelo, e muita água ainda deve passar debaixo desta ponte&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o que estes títulos todos tem em comum? Nesse prazo de mais ou menos um ano eles todos esgotaram suas tiragens iniciais, ou já no mínimo recuperaram seu investimento inicial. Vamos dar uma olhada mais de perto em cada um deles e nos futuros lançamentos de cada editora:</p>
<h5 style="text-align: justify;"><a href="http://portal.retropunk.net/" target="_blank">RetroPunk</a>:</h5>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>Rastro de Cthulhu:</strong> Tiragem inicial de 500 cópias esgotada. A Segunda Edição provavelmente terá tiragens constantes de 100 em 100 cópias.</li>
<li><strong>Rastro de Cthulhu - Agonia de St. Margaret:</strong> Duas tiragens de 100 cópias cada, provavelmente com uma terceira em breve no mesmo molde.</li>
<li><strong>3:16 Carnificina nas Estrelas:</strong> Tiragem inicial de 200 cópias esgotada,  segunda de 100 cópias também esgotada, e mais uma de 100 cópias.</li>
<li><strong>Fiasco:</strong> Tiragem inicial de 500 cópias, já vendeu 300 destas.</li>
<li><strong>Rastro de Cthulhu &#8211; Inacreditáveis Casos Sobrenaturais:</strong> Tiragem inicial será de 200 cópias, as demais serão 100 em 100 unidades.</li>
<li><strong>Terra Devastada:  </strong>Tiragem inicial será de 200 cópias, as demais provavelmente serão 100 em 100 unidades.</li>
</ul>
<h5 style="text-align: justify;"><a href="http://coisinhaverde.com/blog/" target="_blank">Coisinha Verde</a>:</h5>
<div style="text-align: justify;">
<ul>
<li><strong>Mighty Blade:</strong>   Tiragem inicial de 500 cópias, já vendeu 300 destas.</li>
</ul>
<h5><a href="http://www.redboxeditora.com.br/" target="_blank">RedBox</a>:</h5>
<ul>
<li><strong>Old Dragon:</strong> Tiragem inicial de 300 cópias esgotada. A segunda tiragem foi de 1000 cópias.</li>
<li><strong>O Forte das Terras Marginais:</strong>  Tiragem de 500 cópias, provavelmente não haverão novas tiragens.</li>
<li><strong>Shotgun Diaries: </strong>Tiragem inicial de 1000 cópias.</li>
<li><strong>Legião:</strong> Tiragem de 500 cópias</li>
</ul>
<h5><a href="http://www.secular-games.com/" target="_blank">Secular Games</a>:</h5>
<ul>
<li><strong>Busca Final:</strong> Tiragem inicial de 100 cópias esgotada. A segunda tiragem será também de 100 cópias.</li>
<li><strong>Violentina:</strong> Tiragem inicial provavelmente será de 250 cópias, destas 110 já foram vendidas na campanha de financiamento coletivo.</li>
</ul>
</div>
<p style="text-align: justify;">Fica claro que mesmo dentre as editoras independentes, tem gente trabalhando com tiragens de 100 cópias até de mil. Mas todas operam em uma lógica semelhante, que é a de baixas tiragens iniciais, mas também tiragens mais frequentes que o modelo adotado no passado. Retomando a discussão do artigo anterior, com certeza ficaria mais barato o custo por unidade para a RetroPunk fazer de cara 300 cópias de <strong><a href="http://portal.retropunk.net/?q=node/303" target="_blank">Rastro de Cthulhu - Agonia de St. Margaret</a> </strong>ao invés de 3 tiragens de 100 cópias, ou mandar de cara uma tiragem inicial de 400 cópias de <strong><a href="http://portal.retropunk.net/?q=node/345" target="_blank">3:16 Carnificina nas Estrelas</a> </strong>ao invés de 3 tiragens distintas. Mas o risco seria muito maior também.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas dessas editoras adotam tiragens que incorporam um risco maior, como é o caso da RedBox, outras são mais conservadores neste quesito, como a própria Secular, e é curioso notar que após <a href="http://www.movere.me/exibeProjeto.do?id=29" target="_blank">o sucesso da campanha de financiamento coletivo do <strong>Violentina</strong></a> um monte de gente veio nos perguntar porque não faríamos uma tiragem de 500 cópias de uma vez já que agora temos a grana em mãos para isso. Acredito que  resposta serve também para a diferença de tiragens das editoras: &#8220;não é porque temos a grana em mãos que precisamos lançar a maior tiragem inicial possível. <em>Vamos lançar uma tiragem que sabemos que vai dar o lucro que consideramos desejado em um período de tempo ótimo</em>.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Como eu disse no artigo anterior (ui, citando a mim mesmo, que fodão!), o grande truque de se publicar RPG no Brasil hoje é achar uma tiragem que reduza seu risco, mas também mantenha a margem de lucro que seja considerável pela editora/autor como aceitáveis. A grosso modo, a diferença por preço unitário do <strong>Violentina</strong> entre fazer 100 e 500 unidades seria de menos de 2 reais, ou seja,  menos de 7% do provável preço de capa de R$29,90. Por isso achamos que 200 ou 250 cópias são uma tiragem inicial ótima para a Secular, pois sabemos que conseguimos esgotá-la em um semestre, que é mais ou menos o ritmo de lançamentos da editora.</p>
<p style="text-align: justify;">Antes, as editoras eram obrigadas a trabalhar com tiragens iniciais acima de mil cópias, mas no cenário atual elas podem calcular a tiragem de acordo com estes fatores, e o que é melhor, caso esta primeira leva se esgote trabalhar a partir daí com tiragens subsequentes menores mas em ritmo constante. Por isso é meio burro falar que tal livro teve 100 ou 300 cópias de tiragem. Tiragem <strong>inicial</strong>, faltou dizer isso né?. A tendência é que a médio e longo prazo, vários destes livros aí de cima batam a casa das mil cópias produzidas, indo de 200 ou mesmo de 100 em 100 cópias, e não há nada de errado com isso, pelo contrário é um modelo aparentemente sustentável e que tem sido bem suportado pela comunidade. Sabe aquele papo de cauda longa, que todo mundo repete mas poucos sabem o que são? Pois é, é isso. Reduzindo a parada a uma simplicidade extrema, é lançar um produto, ter o esperado <em>boom</em> de lançamento e depois atender constantemente uma demanda menor, mas que se mantém ali indefinidamente. Mas porque diabos as baixas tiragens mais frequentes são melhores para este modelo de cauda longa se você pode fazer de cara 3 mil cópias por um preço reduzido e ir vendendo de pouco a pouco? Simples, porque assim sua grana (<em>aka</em> investimento inicial) vai demorar um bocado pra ser recuperado&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos para um exemplo um pouco mais prático, de dois livros nos quais tive participação. O primeiro deles foi lançado em 2007, e teve uma tiragem inicial de mil cópias. O segundo foi lançado em 2011, e teve a tiragem inicial de 100 cópias. Logo nos primeiros seis meses após o lançamento o primeiro vendeu 130 unidades, enquanto o segundo, esgotou sua tiragem de 100 cópias.</p>
<p style="text-align: justify;">Qual dos dois foi mais bem-sucedido? Um teve uma tiragem inicial maior e vendeu mais no mesmo período de tempo que o outro, mas será que isso é tudo que importa? Olhando friamente, um vendeu 100% de sua tiragem inicial, outro 13%. Não lembro dos valores envolvidos no livro, mas duvido que 13% de vendas da tiragem inicial tenha sido o suficiente par a editora recuperar seu investimento inicial. Já no caso do segundo livro, sim, o <strong><a href="http://www.secular-games.com/2011/03/busca-final/" target="_blank">Busca Final</a></strong>, <a href="http://www.secular-games.com/2011/01/informacoes-sobre-a-pre-venda-e-custos-do-busca-final/" target="_blank">nós recuperamos o investimento da tiragem inicial com 56 unidades vendidas</a>, então em menos de 2 meses já tínhamos a grana na mão para fazer outra tiragem se necessário ou investir em outro projeto da editora.</p>
<p style="text-align: justify;">Após a discussão do primeiro artigo sobre tiragens, o grande amigo e administrador <a href="http://twitter.com/#!/tiagommarinho" target="_blank">Tiago Marinho</a> me apresentou o conceito econômico de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Retorno_sobre_investimento" target="_blank">Retorno sobre investimento</a>, ou TIR em linguagem mais técnica, que segundo ele &#8220;é um indicador real, números soltos não valem nada. Se o cara fez 100 livros e obteve 50% de retorno, ele foi melhor que o cara que fez 10000 e conseguiu 3%, mesmo que, em valores absolutos, o segundo cara tenha vendido mais e ganho mais.&#8221; E é isso que as baixas e frequentes tiragens fazem. Elas dão um retorno mais rápido, com menor risco, e lhe permitem uma margem de manobra para avaliar ajustes na sua estratégia, sendo parando as novas tiragens, seja diminuindo-as ou aumentando-as. Ou seja, como já disse trocentas vezes, jogam o risco lá pra baixo.</p>
<p style="text-align: justify;">As tiragens iniciais baixas colocam também uma necessidade de um capital inicial menor. Claro que a tiragem não vai ser seu único custo, ainda mais em um livro com ilustrações e tal. Mas se você tiver um bom produto e uma habilidade moderada com diagramação (ou amigos que o tenham!) consegue atualmente lançar seu livro de 100 páginas em formato A5 (semelhante ao <strong><a href="http://www.olddragon.com.br/" target="_blank">Old Dragon</a></strong>, <strong><a href="http://portal.retropunk.net/?q=node/424" target="_blank">Fiasco</a></strong> e <strong><a href="http://www.secular-games.com/2011/03/busca-final/" target="_blank">Busca Final</a></strong>) com mil reais. E se tudo correr bem, recuperar essa grana em alguns meses. Claro que vai ter um monte de trabalho envolvido, mas o legal é que o dinheiro hoje não é a principal barreira para se entrar no mercado de RPG nacional. Acredito que hoje as principais barreiras para se lançar um livro de RPG são justamente disposição e expectativas.</p>
<p style="text-align: justify;">A disposição é correria, sangue nos olhos, tempo livre ou disponibilidade para sacrificar algumas noites de sono. Nem todo mundo tem essas coisas aí, e não há nada de errado nisso. Não quero criar um discurso evangelizador onde todos tem que escrever e lançar seus jogos. Mas a real é que se você quiser fazê-lo, o que é super possível atualmente como este artigo tenta mostrar, vai ter que ralar um bocado.</p>
<p style="text-align: justify;">E as expectativas são justamente isso, esperar um resultado realista do seu trabalho, e ajustar seu investimento a elas. Não importa se você acha que criou o novo <em>Forgotten Realms</em> ou <em>World of Darkness</em>, nem o que sua esposa e seu filho acham do seu cenário. <strong>COMECE PEQUENO!</strong> Sempre. Prefiro que na RPGCon 2015 você venha esfregar na minha cara seu contrato de centenas de milhares de reais para uma editora gringa ou uma animação japonesa para o seu joguinho cuja tiragem inicial foi de meras 100 cópias, do que te escutar lamuriando como gastou as economias de uma vida com a porra de um livro capa dura de 300 páginas que ficou encalhado com uma tiragem estúpida de mil cópias ou mais. E acredite, infelizmente nos últimos anos tivemos mais exemplos do segundo caso que do primeiro&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Todo mundo acha que sua criação é foda. Normal isso, temos que amar e apostar em nossas coisas, afinal se não o fizermos quem o fará? Mas seja esperto, calcule seus riscos, e cresça devagar. Investir mil ou dois mil reais em um primeiro lançamento pode ser ok, mas dez ou quinze mil talvez não seja, mesmo que você tenha a grana. Converse com quem já está fazendo isso, leia tudo que escrevem sobre suas experiências, peça conselhos e dicas, desde indicações de gráficas baratas até onde divulgar seus produtos. As editoras novas estão com uma postura muito legal de falar abertamente sobre seus números, suas experiências, erros e acertos. Se antes estes dados eram mantidos em uma espécie de &#8220;caixa preta&#8221; na qual você só acessava se fosse amigo que quem lançava livros, hoje estão aí para todo mundo ver. E isso é uma das coisas que mais me orgulham de fazer parte disso tudo!</p>
<p style="text-align: justify;"><em>OBS: As informações sobre tiragens e vendas foram tiradas de várias fontes. No caso da Secular obviamente a fonte fui eu, um dos sócios da editora. No caso da RedBox e RetroPunk os próprios editores me passaram os números, embora os da RedBox estejam disponíveis no <a href="http://www.redboxeditora.com.br/" target="_blank">próprio site da editora,</a> ainda que espalhados. Já os dados da Coisinha Verde foram retiradas de conversas com o Tiago Junges, dono da editora, e já podem estar desatualizados. </em></p>
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		<title>O que a tiragem significa?</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 14:57:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Volta e meia aparece a discussão sobre as tiragens de livros de RPG no Brasil. Um dado que  é divulgado com certa tranquilidade em outras paragens, e no RPG nacional ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Volta e meia aparece a discussão sobre as tiragens de livros de RPG no Brasil. Um dado que  é divulgado com certa tranquilidade em outras paragens, e no RPG nacional por vezes adotou uma característica meio nebulosa, conhecido muitas vezes apenas pelos &#8220;<em>insiders</em>&#8220;&#8230; Recentemente, a discussão voltou a tona, e desta vez  as tiragens serviram como lastro para o argumento que o RPG teve uma fase áurea que já acabou. Mas o que diabos a tiragem de um livro significa hoje?</p>
<p style="text-align: justify;">A <a href="http://www.google.com.br/url?sa=t&amp;source=web&amp;cd=1&amp;ved=0CCsQFjAA&amp;url=http%3A%2F%2Fpt.wikipedia.org%2Fwiki%2FTiragem" target="_blank">definição da nossa amiga Wikipedia </a>é simples, mas trás o cerne do elemento que quero discutir aqui:</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3970"></span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tiragem</strong> é o nome que se dá à quantidade de exemplares de uma <a title="Publicação" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Publica%C3%A7%C3%A3o">publicação</a> que são colocados no mercado. Não é forçosamente o número de <a title="Leitor" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Leitor">leitores</a>, já que as publicações saem em números normalmente maiores que os que são de facto distribuídos.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Como pelo visto até a Wikipedia sabe, se não estamos falando de uma tiragem esgotada, a tiragem não é o número de cópias vendidas, mas o de cópias produzidas e colocadas no mercado. E esse é justamente o problema de se usar as tiragens como parâmetro único para avaliar se um livro foi bem sucedido ou não! Aliás, o próprio conceito de ser bem sucedido é de uma relatividade monstra. 500 cópias por ano de um determinado título pode ser um bom volume de vendas para a <a href="http://www.secular-games.com/" target="_blank">Secular</a>, e ao mesmo tempo ser um fracasso estrondoso para uma editora Planeta ou Escala da vida. E sabe quem ajuda a gente a avaliar se um livro foi &#8220;bem-sucedido&#8221; ou não? A tiragem, mas não sozinha!</p>
<p style="text-align: justify;">A tiragem pode nos ajudar a avaliar se um livro foi bem-sucedido ou não, desde que este dado seja analisado em conjunto com o número de unidades vendidas. Separadas, ambas as informações não dizem muita coisa, e este é o ponto de partida de nossa conversa.</p>
<p style="text-align: justify;">Um livro ser bem sucedido pode significar um monte de coisas &#8211; tem gente que só quer ver seu nome impresso na capa de alguma coisa, e para eles isso já é mais que o suficiente para se considerar bem sucedido. Outros querem viver de publicar livros, e para eles um lançamento bem sucedido é aquele que paga suas contas por alguns meses. Aqui vou usar o uma definição de bem sucedido como: <em>livro que não dá prejuízo, pelo contrário arrecada uma parcela interessante acima de seu investimento inicial</em>. Parcela interessante? Bom aí já entramos em um terreno nebuloso, mas no caso da <a href="http://www.secular-games.com/" target="_blank">Secular</a> é um livro que dá entre 50% e 100% de lucro. Acho que cada editora/autor define o que é uma parcela interessante de lucro, desde que o troço não dê prejuízo!</p>
<p style="text-align: justify;">Logo a tiragem é apenas metade da resposta do problema.</p>
<p style="text-align: justify;">Não adianta eu vir aqui, e pagar de gatão falando que o <em>GURPS Illuminati</em> (este é apenas um exemplo, não sei os números deste livro!) foi um sucesso por ter sido lançado em 1995 com uma tiragem de 5 ou 10  mil cópias, enquanto menosprezo o <em><a href="http://mightyblade.com/home.php" target="_blank">Mighty Blade</a></em> por sua tiragem inicial ter sido de 500 cópias. Porque no final das contas, esse livro de grande tiragem tá aí até hoje, 15 anos depois entupindo os leilões de livros usados desde que existia o Encontro Internacional de RPG, enquanto o <em><a href="http://mightyblade.com/home.php" target="_blank">Mighty Blade</a></em> vendeu 300 cópias em um ano. Mesmo não sabendo os valores exatos de produção de cada livro, e nem margem de lucro, vamos combinar que um livro que vendeu 60% de sua tiragem em um ano tende a ser mais bem sucedido que aquele que está entulhando prateleiras desde 95 né?</p>
<p style="text-align: justify;">E o <em>GURPS Illuminati</em> (que é um livro que gosto muito) é apenas um exemplo disso. Existem dezenas de outros no RPG nacional, como o <em>Shadowrun</em> e seus romances, vários outros livros da linha <em>GURPS</em> (oi Império Romano!), o Livro do Mestre do <em>AD&amp;D</em> e por aí vai. Mesmo sem esses números em mãos, fica fácil sacar quais destes livros as editoras produziram em uma tiragem muito maior que a demanda, em qualquer olhada mais atenta a sebos, leilões e lojas. Se o mesmo título aparece 10 ou 20 vezes, cada vez por preços menores, é uma boa dica que a parada tá mais que encalhada&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Mas porque as editoras lançam tiragens de milhares de cópias de seus livros, mesmo sabendo que muitas vezes eles iam encalhar? Na década de 90 elas faziam isso por um motivo, hoje acredito que fazem outros. Mas antes de tentar responder essa pergunta, vamos nos debruçar um pouco sobre a relação entre a tiragem e risco, que eu acho que explica e muito bem, o porque das tiragens que encontramos hoje no mercado de RPG (e não só nacional).</p>
<p style="text-align: justify;">Não sou nenhum administrador como meu chapa Tiago da Secular, mas acho que neste conceito básico não tem muito como errar. <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A1lculo_de_risco" target="_blank">A Wikipedia me ajuda novamente</a>, desta vez sobre risco em uma perspectiva financeira:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Cálculo de risco</strong> pode ser definido como a tentativa de se medir o grau de <a title="Incerteza" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Incerteza">incerteza</a> na obtenção do retorno esperado em uma determinada aplicação financeira ou <a title="Investimento" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Investimento">investimento</a> realizado. Dessa forma, os <a title="Investimento" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Investimento">investimentos</a> podem ser classificados como de baixo, médio e alto risco.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Lançar um livro de RPG é um investimento. E como nossa amiga acabou de mostrar aí em cima, pode ser de baixo, médio e alto risco, dependendo do grau de incerteza de ver o retorno esperado rolar. Um dos fatores desse grau de incerteza é volume de seu investimento inicial, e nisso a tiragem é um fator determinante. Não que a tiragem seja o único fator do investimento inicial de um título, podem existir vários outros como ilustrações, diagramação, tradução, revisão, a própria licença para títulos gringos&#8230; Mas de qualquer forma, o custo da tiragem influencia de forma considerável seu investimento inicial. Logo, é uma<em> tendência</em> que, tiragens mais altas representem um investimento de risco mais alto.</p>
<p style="text-align: justify;">Tamanho da tiragem e risco estão intrinsecamente relacionados quando falamos de publicação, exceto em casos extraordinários, que não acho que sejam muitos no RPG nacional. Todos concordam aqui nestas duas conclusões? Ótimo, vamos continuar então!</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos voltar a pergunta sobre as grandes tiragens das editoras nos anos 90. Porque diabos eles faziam tiragens tão grandes? Em todos os casos isso se relaciona com as expectativas que as editoras tinham &#8211; alguns tinham noções e estimativas realistas, outros viajaram demais e literalmente pagaram por isso. Mas além das expectativas, acredito que outro fator seja determinante para explicar as tiragens mega: a tecnologia.</p>
<p style="text-align: justify;">(<em>cliffhanger!)</em></p>
<p style="text-align: justify;">Acredito que a tecnologia influenciou as tiragens de duas formas. A primeira e mais decisiva delas foi com o aperfeiçoamento das gráficas. De 1990 para cá o serviço de impressão teve avanços de maneiras absurdas, que são visíveis para qualquer um disposto a comparar a qualidade gráfica média de um livro de 91 com um de 2011. E a tecnologia tem essa tendência bacana de se tornar muito mais barata com o tempo à medida que se populariza. Em 1995 seria praticamente impossível (em termos de custo por cópia) fazer uma tiragem de um livro bacana, bem acabado, como o <em><a href="http://portal.retropunk.net/?q=node/424" target="_blank">Fiasco</a></em> ou <em><a href="http://www.secular-games.com/2011/03/busca-final/" target="_blank">Busca Final</a></em> com uma tiragem menor que mil cópias. Se essa é uma época que se tá sendo chamada de &#8220;Era de Ouro&#8221; do RPG, vou tomar a liberdade de apelidar de &#8220;Idade das Trevas&#8221; nas gráficas. Acredito que mesmo querendo uma tiragem de 1 ou 2 mil cópias, muitas editoras acabavam fazendo 4 ou 5 mil por conta do desconto e redução do preço por unidade. Uma nova editora nesta época, para brincar com seus jogos no modesto <em>play</em> do RPG nacional, precisava levar debaixo do braço alguma milhares de cópias de seu livro para que ele tivesse um preço relativamente em conta, o que como aprendemos ali em cima, mandava o grau de incerteza, e o risco desses investimentos para as alturas! Além de ter que entrar com uma grana considerável, ou seja, a existência de uma necessidade de capital inicial elevado, a chance que estas editoras iam rever seu investimento em um ou dois anos era remota. Isso se não tomassem prejuízo&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Outro ponto no qual o baixo Nível Tecnológico (eu falei que curto <em>GURPS</em>) não ajudava muito o RPG nacional de 20 anos atrás era a falta das ferramentas e hábito para se vender e comprar produtos pela internet. Em 1996, salvo a <a href="http://moonshadows.com.br/loja/" target="_blank">Moonshadows</a>, as lojas de RPG não tinham páginas na internet. E mesmo a <a href="http://moonshadows.com.br/loja/" target="_blank">Moonshadows</a> tinha aquele anúncio clássico na contra-capa, anunciando o site, os produtos, e com um modelo para fazer pedidos por carta que você <strong>recortava, preenchia e enviava</strong> pelos correios&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Se ninguém vendia pela internet, na década de 90 quem mandava eram as lojas físicas. Só que para chegar nestas inúmeras lojas que existiam (e mesmo em bancas de jornais, um formato muito bem sucedido no Brasil na época) eram necessárias essas tiragens monstras. Sem chance de você tentar alcançar as lojas de RPG e cardgames do Brasil em 1998 sem uma tiragem de mil cópias ou mais. Se não me engano, para ir para banca a tiragem devia ser de mais de 10 mil, provavelmente mais&#8230; E para chegar nessas lojas e bancas espalhadas pelo país, as editoras precisavam (e ainda precisam em certa medida) das distribuidoras, que são uma verdadeira desgraça para quem quer publicar no Brasil, cobrando em média 50% do valor de capa do livro pelo serviço, ou seja, ganhando mais que a própria editora, autor e lojista!</p>
<p style="text-align: justify;">Que saudades da &#8220;Era de Ouro&#8221;&#8230; NOT!</p>
<p style="text-align: justify;">Na real, em comparação com o cenário para editoras e autores de livros de RPG de 2011, os anos 90 foram um pedreira desgraçada, e sinceramente pago um pau do caralho para quem conseguiu lançar seus jogos e permanecer no mercado naquela época.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje as coisas são muito mais tranquilas, e novamente graças em boa parte a nossa amiga tecnologia. As gráficas passaram por uma mudança absurda nos últimos 20 anos, em especial em relação a produção de baixas tiragens e qualidade das gráficas rápidas. Suspeito que seria impossível lançar em 1995 um livro com o acabamento do <em><a href="http://portal.retropunk.net/?q=node/204" target="_blank">Rastro de Cthulhu</a></em>, com uma tiragem de 500 cópias e um preço viável. Na verdade com o surgimento de gráficas que trabalham com o modelo de impressão sob demanda (<em>print on demand</em>, ou <em>POD</em>) é possível ter livros bonitões com tiragens de 50 ou 100 cópias! Claro que o custo unitário destas cópias feitas em, por exemplo, uma gráfica de  impressão sob demanda será mais elevado que o custo unitário de uma tiragem de mil unidades. E aqui vamos nós para mais uma constatação meio óbvia, mas bem importante: Se o custo por unidade é maior, o lucro da editora é menor certo? Mas se o preço total da tiragem baixa fica menor que o da tiragem convencional, o risco também é reduzido.</p>
<p style="text-align: justify;">Ou seja, <em>baixas tiragens tendem a reduzir o lucro da editora, mas também diminuem o risco do investimento</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse é o grande truque de se publicar RPG no Brasil hoje. Como é possível, diferente da década de 90, lançar um livro bonito com tiragem inicial de 50 a 5 mil cópias, o segredo é achar uma tiragem que reduza seu risco, mas também mantenha a margem de lucro que seja considerável pela editora/autor como aceitáveis. Graças a internet (me sinto um apresentador do Fantástico falando assim), as lojas físicas perderam boa parte de sua importância como pontos de venda de jogos de RPG, embora ainda sejam cruciais como lugares para apresentação e crescimento do hobby, o que é um problema para outra discussão. Hoje é perfeitamente possível vender centenas ou mesmo milhares de cópias de seus jogo pela internet, desde que você faça um trabalho bem feito. Até mesmo o contato com lojistas foi facilitado pela internet, ajudando um pouco a distribuição sem a necessidade de apelar para uma distribuidora. Moral da história: você não precisa mais de tiragens acima de mil cópias para chegar ao seus consumidores em potencial. Enfim, atualmente tudo conspira para o lançamento de livros de RPG com um risco cada vez mais reduzido. Sim, você pode tentar chegar quebrando a banca, correndo um risco mais elevado, mas também visando um maior lucro. Mas não<strong> precisa</strong> mais ser assim.</p>
<p style="text-align: justify;">E isso não só no Brasil. O Brad Murray, da <em>VSCA</em>, que lançou o excelente<em> Diaspora</em> (em breve em português pela<em> RetroPunk</em>!) faz uma discussão precisa nestes <a href="http://www.vsca.ca/halfjack/?p=633" target="_blank">dois artigos sobre a redução de risco</a> e a <a href="http://www.vsca.ca/halfjack/?p=682" target="_blank">postura &#8220;conservadora&#8221; que adotaram com o seu jogo de ficção científica baseado no FATE</a>. Mesmo tendo um livro que valia ouro (literalmente, já que venceram o ENNIE de Ouro para melhor regras em 2010), eles lançaram em um modelo de risco zero, sem tiragem inicial! Colocaram o PDF do livro no Lulu, e a medida que o livro era comprado, o Lulu imprima o número exato de cópias e enviava. Nessa brincadeira eles venderam quase mil cópias antes de lançarem uma tiragem convencional pela <em>Evil Hat</em>, e como o Murray coloca, o lucro deles foi bem reduzido neste modelo, mas eles queriam ter certeza que podiam lançar algo sem correr nenhum risco financeiro. Definitivamente é um modelo interessante, e deu estrutura para o livro crescer, ganhar prêmios e <a href="http://www.vsca.ca/halfjack/?p=664" target="_blank">vender mais de 1.500 cópias até ano passado</a>, ou seja, devem ter batido as 2 mil já com tranquilidade&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">E é isso que as editoras no Brasil tem feito hoje. Elas não precisam mais lançar no mínimo 3 mil cópias para descerem pro <em>play</em>. Podem avaliar de maneira muito mais granulada e precisa o risco de cada título, seu lucro, e a demanda, e tentar equilibrar esses fatores. No caso das editoras independentes, que surgiram nos últimos dois anos, isso é ainda mais gritante. Não só elas estão se dando bem com pequenas e precisas tiragens que se esgotam em um semestre ou no máximo um ano, como estão falando abertamente de seus números e discutindo com todos o porque das escolhas que fizeram. É muito do caralho isso. Ao invés de ficarem pagando de obscuras ou de &#8220;grandes negócios&#8221;, discutem abertamente seus gastos, suas estratégias, criando assim não só vínculos mais fortes de confiança com a comunidade, mas fomentando a entrada de novos autores e editoras, que não vão cometer o erro de tentar de cara tiragens de 1 ou 2 mil cópias.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu queria mesmo discutir o modelo das tiragens e risco reduzido adotado pelas editoras independentes de RPG, mas esse <em>post</em> já está gigantesco. Então escreverei uma continuação deste <em>post</em>, focando na estratégia das novas editoras amanhã ou na quinta ok?</p>
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		<title>Indicados ao Prêmio Origins 2011</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Apr 2011 12:07:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Evil Hat]]></category>
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		<category><![CDATA[Origins]]></category>
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		<description><![CDATA[Já mando um aviso, este post é sobre uma notícia velha, de duas semanas atrás. Por isso mesmo pretendo não só dar a notícia, mas fazer uma discussão básica pra ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Já mando um aviso, este <em>post</em> é sobre uma notícia velha, de duas semanas atrás. Por isso mesmo pretendo não só dar a notícia, mas fazer uma discussão básica pra valer a pena : )</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Disclaimer</em> dado, vamos a notícia: no dia 12 de Abril (eu avisei que era velha!) foram anunciados <a href="http://gama.org/OriginsAwards/tabid/2720/Default.aspx" target="_blank">os indicados ao trigésimo sétimo prêmio </a><em><a href="http://gama.org/OriginsAwards/tabid/2720/Default.aspx" target="_blank">Origins</a></em>, voltado para jogos e produtos relacionados. Então antes da falação, vamos dar uma olhada nos indicados das categorias de RPG, que são as que interessam aqui:</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Melhor Jogo de RPG</strong></h2>
<p style="text-align: justify;"><strong>DC Adventures – Green Ronin Publishing</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Designer: Steve Kenson</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dragon Age, Set 1 – Green Ronin Publishing</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Designer: Chris Pramas</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>The Dresden Files RPG  - Evil Hat Productions</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Designers: Leonard Balsera, Jim Butcher, Genevieve Cogman, Robert Donoghue, Fred Hicks, Kenneth Hite, Ryan Macklin, Chad Underkoffler, Clark Valentine</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fiasco – Bully Pulpit Games</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Designer: Jason Morningstar</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Gamma World RPG – Wizards of the Coast</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Designers: Rich Baker, Bruce Cordell</em></p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<h2><strong>Melhor Suplemento de RPG</strong></h2>
<p style="text-align: justify;"><strong>A Song of Ice and Fire Campaign Guide (A Song of Ice and Fire RPG)  - Green Ronin Publishing</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Designers: David Chart, Joshua Frost, Brian Kirby, Jon Leitheusser, Anthony Pryor, Robert J. Schwalb, Owen K.C. Stephens</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>The Dresden Files: Our World (The Dresden Files RPG) – Evil Hat Productions</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Designers: Leonard Balsera, Jim Butcher, Genevieve Cogman, Robert Donoghue, Fred Hicks, Kenneth Hite, Ryan Macklin, Chad Underkoffler, Clark Valentine</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Advanced Player’s Guide (Pathfinder RPG) – Paizo Publishing</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Designers: Judy Bauer, Jason Bulmahn, Christopher Carey, James Jacobs, Steve Kenson, Hal Maclean, Rob McCreary, Erik Mona, Jason Nelson, Stephen Radney-MacFarland, Sean K. Reynolds, F. Wesley Schneider, Owen K.C. Stephens, Lisa Stevens, James L. Sutter, Russ Taylor, Vic Wertz</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sixth World Almanac (Shadowrun RPG)- Catalyst Game Labs</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Designers: Jason Hardy, John Heifers, John Dunn</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sunward: The Inner System (Eclipse Phase RPG) – Posthuman Studios</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Designers: Rob Boyle, Brian Cross, Adam Jury</em></p>
<p style="text-align: justify;">O prêmio <em>Origins</em> é o segundo maior do mercado de RPG, ficando atrás só do <em>ENnies</em>. Na verdade, apesar de estar em sua trigésima sétima edição, durante muito tempo o <em>Origins</em> não teve grande legitimidade, principalmente devido a lista um tanto restrita dos jogos que chegavam a serem indicados. O prêmio recuperou parte de sua relevância em 2009, quando o <a href="http://www.areacinza.org/2009/06/35%C2%AA-edicao-do-origins-awards-os-camundongos-e-o-dd-4%C2%AA-edicao/" target="_blank">Mouse Guard RPG venceu o Livro do Jogador do D&amp;D 4ª edição na categoria de Melhor Jogo de RPG</a>, e desde então tem apresentado listas de indicados cada vez mais &#8220;pra frente&#8221;, saindo um pouco dos padrões de mais vendidos que eram comuns ao prêmio.</p>
<p style="text-align: justify;">Então vamos retornar aos indicados. Na categoria <strong>Melhor Jogo de RPG</strong> temos o <em>DC Adventures </em>e o<em> Dragon Age Set 1 </em>da <em>Green Ronin</em>, o <em>Gamma World</em> da <em>Wizards of the Coast</em>, o <em>Dresden Files: Your Story </em>da <em>Evil Hat</em> e o <em>Fiasco</em> da micro <em>Bully Pulpit</em>. Aliás, termos de número de nomeações, a <em>Green Ronin</em> saiu na frente, <a href="http://greenronin.com/2011/04/four_origins_awards_nomination.php" target="_blank">sendo a única editora que conseguiu quatro indicações no total da premiação</a>. Tanto o <em>DC Adventures </em>como o <em>Dragon Age Set 1 </em>são jogos que possuem um valor de produção excelentes, muito bem acabados e elogiados, assim como o <em>Gamma World</em>, se não me engano um dos produtos mais elogiados que a <em>WotC</em> lançou nos últimos anos. O <em>Dresden Files: Your Story </em>da <em>Evil Hat </em>é maravilhoso, contém a mais recente implementação do sistema Fate, o que por si só já valeria a indicação. Finalmente o Fiasco, jogo <em>indie</em> de incrivelmente aclamado e que em breve terá uma versão nacional pela <a href="http://portal.retropunk.net/" target="_blank">RetroPunk</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Já na categoria de <strong>Melhor suplemento de RPG</strong> temos o <em>Song of Ice and Fire Campaign Guide </em>também da <em>Green Ronin</em>, <em>Dresden Files: Our World </em>o segundo livro que compõe o Dresden Files RPG da <em>Evil Hat</em>, <em>Advanced Player’s Guide </em>da <em>Paizo</em> para o <em>Pathfinder</em>, <em>Sixth World Almanac </em>para <em>Shadowrun</em> da <em>Catalyst</em>, e o bonitão suplemento do <em>Eclipse Phase Sunward: The Inner System </em>da <em>Posthuman</em>. Portanto, dentre os dez indicados, temos impressionantes três indicações da <em>Green Ronin</em>, duas da <em>Evil Hat</em>, e uma tanto das grandes <em>Wizards of the Coast, Catalyst </em>e <em>Paizo</em>, como das nanicas <em>Bully Pulpit </em>e <em>Posthuman Studios</em>.  Parece que as editoras de tamanho médio que se deram bem desta vez!</p>
<p style="text-align: justify;">O sempre sagaz <a href="http://www.deadlyfredly.com/2011/04/origin-al/" target="_blank">Fred Hicks da <em>Evil Hat</em> fez um<em> post</em> muito interessante</a> no qual comenta o processo de nomeação, e principalmente de votação que rege o prêmio <em>Origins</em>. Recomendo muito a leitura do original, mas farei uma versão <em>lite</em> aqui também com algumas considerações.</p>
<p style="text-align: justify;">Os jogos nomeados são inicialmente listados por um júri de profissionais da indústria. Só que aí vem a parte difícil: esta lista mais extensa é submetida aos lojistas e distribuidores no <em>GAMA Trade Show</em>, convenção que este ano aconteceu em Março, e os cinco mais votados de cada categoria são efetivamente indicados ao <em>Origins</em>. Ou seja, não basta ser um sucesso da internet, seu jogo tem que ter marcado uma presença nas lojas físicas, o que torna a indicação do <em>Fiasco</em> ainda mais impressionante!</p>
<p style="text-align: justify;">E sobre a votação a coisa fica ainda mais complicada&#8230; Depois que o júri selecionou alguns indicados a nomeação e os lojistas votaram os cinco indicados no <em>GAMA Trade</em>, os vencedores do <em>Origin</em>s são escolhidos por um sistema de votação aberta, mas não aberta a qualquer um como o <em>ENnies</em>, mas <span style="text-decoration: underline;">somente para aqueles presentes</span> na <em>Origins Game Fair</em> que este ano acontece de 22 a 26 de Junho.</p>
<p style="text-align: justify;">Então para ser o mais votado dentre os cinco indicados, geralmente o jogo tem que ter uma presença marcante na <em>Origins Game Fair</em>, algo inclusive que muitos apontam como um dos motivos da derrota do <em>Dungeons &amp; Dragons 4e</em> para o <em>Mouse Guard RPG</em> em 2009, já que a <em>Wizards </em>teve uma presença pífia no evento, enquanto o Luke Crane e sua turma estavam bombando mesas de jogos e stands por lá.</p>
<p style="text-align: justify;">Claro que ter uma marca reconhecida e um bom jogo também são fatores extremamente importantes, mas em caso de dúvida e indecisão, é provável que os freqüentadores da <em>Origins Game Fair </em>escolham aqueles jogos que estejam bombando no momento, ou que ele tenha convesado com o autor e jogado ali mesmo por algumas horas. Entrar na cabeça do público da <em>Origins Game Fair </em>pode não ser a única coisa necessária para ganhar o <em>Origins</em>, mas é uma parte bem importante!</p>
<p style="text-align: justify;">Vai ser curioso acompanhar como o pessoal de uma micro editora como a <em>Bully Pulpit</em> ou a <em>Posthuman Studios</em> tentarão fazer essa presença, frente a frente com editoras com muito mais estrutura como a <em>Paizo</em> ou a <em>Green Ronin</em>. Pessoalmente acredito que o <em>Dresden Files: Your Story </em>leva o prêmio de melhor RPG, por vários fatores: tem no universo Dresden uma licença cada vez mais conhecida, é a nova versão de um sistema de regras com uma comunidade forte e em expansão, e porque os caras da <em>Evil Hat</em> são muito bons e fomentar esta comunidade e tem feito várias coisas legais que tem dado um bom nome a empresa, como divulgar abertamente seus números de vendas e discutir seu processo de produção e criação de forma bastante clara. Esse é meu chute pelo menos&#8230;</p>
<p>Saberemos o resultado na noite do dia 25 de Junho, e até lá, quais são os seus palpites?</p>
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		<title>O fim do D&amp;D Miniatures</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Oct 2008 13:36:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[D&D Miniatures]]></category>
		<category><![CDATA[Fiasco]]></category>

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		<description><![CDATA[O D&#38;D Miniatures subiu no telhado&#8230; Esta semana a Wizards anunciou (de maneira bem truncada e estranha) o fim não só das miniaturas completamente randômicas, mas do próprio jogo D&#38;D ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <em>D&amp;D Miniatures</em> subiu no telhado&#8230; Esta semana <a href="http://www.wizards.com/default.asp?x=dnd/4news/20081021" target="_blank">a Wizards anunciou (de maneira bem truncada e estranha) o fim não só das miniaturas completamente randômicas</a>, mas <a href="http://www.wizards.com/default.asp?x=dnd/4news/20081023" target="_blank">do próprio jogo <em>D&amp;D Miniatures</em>, ou seja o popularmente conhecido <em>skirmish</em>.</a></p>
<p>O modelo atual de coleções trimestrais de 60 miniaturas randômicas em boosters com 8 peças cada será abandonado após o lançamento da coleçao <em>Demonweb</em> em Novembro. Em 2009 teremos o início do novo modelo de venda de miniaturas, com menos peças no total, menos peças nos boosters e mais caro:</p>
<blockquote><p>Launching in Spring 2009, the first <strong>D&amp;D Heroes</strong> series features six different packs (18 figures total):</p>
<ul>
<li>Martial Heroes 1</li>
<li>Martial Heroes 2</li>
<li>Arcane Heroes 1</li>
<li>Arcane Heroes 2</li>
<li>Divine Heroes 1</li>
<li>Primal Heroes 1</li>
</ul>
<p>Each package contains 3 PC minis: 2 males and 1 female, and 3 unique power cards featuring brand new class powers. All three of the figures in the package will be visible so you’ll know exactly which pack to pick for your game.</p></blockquote>
<p>Esses pacotinhos de três miniaturas vão sair por $10,99 e serão totalmente visíveis &#8211; você vai poder escolher quais miniaturas quer levar para casa, o que é uma tremenda vantagem para os jogadores de RPG que querem as miniaturas apenas para suas mesas de jogos. Outro tipo de boosters serão os de monstros, com 5 miniaturas por $14,99 e no formato semi-randômico &#8211; com 1 miniatura visível, e 4 não visíveis, sendo 1 rara, 1 incomum e 2 comuns, todas com suas respectivas <em>power cards</em>.</p>
<p>E sobre o fim do<em> skirmish</em>, Scott Rouse, o<a href="http://www.wizards.com/default.asp?x=dnd/4news/20081023" target="_blank"> arauto oficial das más notícias da Wizards escreveu um artigo que explica mais a fundo as mudanças</a>:</p>
<blockquote><p><strong>What does this mean for the skirmish game?</strong></p>
<p>Wizards of the Coast has chosen to concentrate its <strong>D&amp;D</strong> miniatures-creation efforts on an accessory line optimized for <strong>D&amp;D Roleplaying Game</strong> use. November’s release of <em>Demonweb</em> will be the last new set that includes skirmish statistics. We will continue to update all miniatures stats from previous sets to the current <strong>D&amp;D Miniatures</strong> ruleset as promised, with the conclusion of that process scheduled for mid-2009.</p>
<p>In addition, official sanctioning of <strong>D&amp;D Miniatures</strong> skirmish events will cease right after <strong>D&amp;D Experience</strong> in February. We hope to see skirmish play continue at the grassroots level, using the hundreds of miniatures produced for the game over the past six years and encouraged by the passionate fan sites that exist for the <strong>D&amp;D Miniatures</strong> skirmish game.</p>
<p>The skirmish game has many dedicated fans, and we appreciate the years of enthusiastic support that these players have shown to the line. Unfortunately, despite this enthusiasm, the number of skirmish players has been dropping steadily over the past couple of years. We had hoped that improvements implemented during 2007 and 2008 would change that trend, but they have not accomplished enough toward that end. At this point, we can no longer justify the design, development, and production resources required to support the skirmish game.</p></blockquote>
<p>Já disse isso antes uma porrada de vezes, mas o <em>D&amp;D Miniatures</em> só se sustentava por causa do RPG, já que o público de jogadores de <em>skirmish</em> sempre foi mínimo. E na real é o fim do jogo. Mesmo <a href="http://d20miniaturas.com/forum/index.php" target="_self">no super fórum de D&amp;D Miniatures nacional</a> as pessoas estão anunciando que vão parar de jogar, e até os mais &#8220;sangue nos olhos&#8221; que continuarem jogando não serão suficientes para atrair novos jogadores, o que não vai renovar a comunidade e será a morte definitiva da parada. Uma pena mesmo.</p>
<p>A parada pode ser vista de duas formas &#8211; do ponto de vista do jogador de RPG e do jogador de DDM, e é um saco estar nestes dois lugares desta vez. Do ponto de vista do jogador de <em>Dungeons &amp; Dragons</em> teoricamente é um boa notícia, afinal comprar boosters randômicos esperando uma ou outra miniatura legal que viu na lista de peças da coleção é absurdo. Deste ponto de vista, escolher que miniaturas comprar é um grande avanço. Mas ai entra a questão do preço.</p>
<p>Por mais irritante que o modelo randômico seja, ele possibilitava custos mais baixos em geral. Uma miniatura cara para ser produzida, tipo um beholder malucão de fogo ou o cubo gelatinoso, sempre era rara, e no fim das contas os custos baixos de outras peças (obviamente comuns e incomuns) compensava a produção das peças mais caras e elaboradas. Então a mudança de preços neste novo modelo é gritante, só acompanhar a comparação dos boosters novos com os velhos:</p>
<p><strong>Boosters antigos:</strong><br />
$15.00 por 8 miniaturas = $1.88 por miniatura</p>
<p><strong>Boosters novos &#8220;</strong><strong>D&amp;D Heroes&#8221;</strong><strong>:</strong><br />
$10.99 por 3 miniaturas = $3.66 por miniatura<br />
Aumento de 94% por miniatura.</p>
<p><strong>Boosters novos &#8220;</strong><strong>D&amp;D Monsters&#8221;</strong><strong>:</strong><br />
$14.99 por 5 miniaturas = $2.99 por miniatura<br />
Aumento de 59% por miniatura.</p>
<p>Isso tudo sem contar o mercado secundário. Ok, podia ser um saco ter que comprar um booster para tira um (ou nenhum orc ou elfo), mas na real, e-bay e <a href="http://www.areacinza.org/?p=966" target="_blank">outros lugares da vida</a> estão ai para isso, com preços bem módicos. Não é segredo que na gringa é possível comprar miniaturas comuns por $0.25, algumas bem legais mesmo. Então este aumento de preço ferra bastante a melhoria para os jogadores de RPG a meu ver, já que os mais espertos e que querem miniaturas oficiais acabam dando seu jeito de conseguir o que desejam sem precisar de gastar centenas de dólares em boosters. E na real, o aumento de preços das novas minis será repassado para o mercado secundário, óbvio. Então acho que será impossível encontrar as peças destas novas coleções por menos de $1.00, até as mais comuns nos maiores leilões do e-bay.</p>
<p>E como jogador de <em>D&amp;D Miniatures</em>, o que dizer? Fiquei bem puto com o cancelamento, é uma sensação estranha despender incontáveis horas e grana com algo que subitamente é deixado de lado e que eventualmente vai ser parado de jogar. A real é que a mudança do DDM 1.0 para o 2.0, embora tenha sido benéfica do meu ponto de vista, afinal aproximou as regras do jogo as do D&amp;D 4ª edição, foi um grande golpe nos jogadores, que se já eram poucos, começaram a cair vertiginosamente. Um pena mesmo, logo atualizo minha lista de miniaturas a venda e me desfaço de praticamente tudo, exceto o que for usar em minhas mesas de RPG.</p>
<p>Para finalizar <a href="http://forums.gleemax.com/showpost.php?p=17112023&amp;postcount=69" target="_blank">um <em>post</em> do Andy Collins nos fóruns da Wizards</a>, em uma resposta a um jogador que explicita de maneira até meio perturbadora tudo que praticamente todo mundo diz &#8211; A WotC é uma empresa, tem que dar lucros e por ai vai.</p>
<blockquote>
<div><strong>Originally Posted by <strong>DarthTorment</strong></strong></div>
<div style="font-style: italic;"><strong>Something else I am curious about as well&#8230;.<br />
How difficult would it be for WOTC to stat these minis for 2.0 Skirmish and just post the PDFs for them? Not print actual cards? Was this option ever on the table at all as a means to retain this demographic of players that play Skrimish exclusively?</strong></div>
<div style="font-style: italic;"></div>
<div style="font-style: italic;"></div>
<div style="font-style: italic;">Yes, it was absolutely discussed. Many times. By many people, myself included.</p>
<p>While the numbers aren&#8217;t trivial, it&#8217;s not about how many hours or dollars it costs to produce the online stats. Ultimately, this is a simple zero-sum equation.</p>
<p>Every minute that a designer, developer, editor, typesetter, graphic designer, or web specialist spends getting a set of stats to the website is a minute they&#8217;re not spending on another product.</p>
<p>If those minis stats are going to make the company more money than that other product, it might well be a good idea.</p>
<p>But if I can use those folks on a different, more profitable project&#8211;say, a D&amp;D sourcebook, or an RPG-focused minis product&#8211;I&#8217;m obligated as a responsible member of WotC management to support their reassignment.</p>
<p>Yup, that&#8217;s cold and heartless. But any other decision leads to me AND those folks looking for new jobs when the company&#8217;s bad business practices leads to layoffs or bankruptcy. I&#8217;m not particularly interested in exploring that eventuality.</p>
<p>I realize there&#8217;s going to be a lot of venting on this topic over the coming days, weeks, and months. I&#8217;m not trying to stop people from being frustrated. I&#8217;m just trying to provide a little more illumination behind the extremely difficult decisions we&#8217;ve made about this line over the past few months, and I hope that&#8217;s helpful.</p></div>
<p><span class="postbody"> </span></p>
<p>Andy Collins<br />
RPG Development &amp; Editing Manager<br />
Wizards of the Coast, Inc.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Dia 1° de Outubro e dai?</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 10:58:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[D&D 4ª edição]]></category>
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		<category><![CDATA[GSL]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo a Game System Licence divulgada em Abril, ontem dia 1° de Outubro foi a data na qual produtos que utilizam as regras do Dungeons &#38; Dragons 4ª edição poderiam ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo a <a href="http://www.areacinza.org/?p=174" target="_blank">Game System Licence divulgada em Abril</a>, ontem dia 1° de Outubro foi a data na qual produtos que utilizam as regras do <em>Dungeons &amp; Dragons</em> 4ª edição poderiam ser lançados. Mas adivinhem? Alguém ouviu falar de um grande lançamento? Ou dezenas de pequenos? Não, ontem <a href="http://www.covil.org/?p=419" target="_blank">a maior notícia</a> em termos de lançamento foi o <a href="http://www.rpgnow.com/product_info.php?products_id=58346&amp;filters=0_0_0&amp;manufacturers_id=9" target="_blank"><em>Earthbound</em> do Monte Cook disponibilizado de graça</a>. É, para a 3ª edição do D&amp;D e usando a boa e velha OGL&#8230;</p>
<p>É engraçado, porque em Abril e nos meses seguintes eu estava esperando que o dia 1° de Outubro fosse marcado por uma verdadeira avalanche de produtos. Na verdade não era só eu, já que me lembro da discussão no fórum exclusivo de vendedores da <a href="http://www.rpgnow.com" target="_blank">RPGNow</a> sobre a criação de um mecanismo para impedir que o excesso de lançamentos no dia 1° de Outubro tirassem os produtos da página inicial apenas alguns minutos após serem colocados lá (geralmente um produto fica na página principal por 2 ou 3 dias), e alguns chegaram a pensar que seria necessária a criação de um site irmão da RPGNow dedicado somente a 4ª edição.</p>
<p>Fazia sentido não é? A 4ª edição do <em>Dungeons &amp; Dragons</em> foi um <a href="http://www.areacinza.org/?p=494" target="_blank">sucesso comercial tremendo</a>, superando em seu lançamento as vendas dos livros básicos da 3ª edição no mesmo contexto, e nada mais natural esperar que este <em>boom</em>, aliado a falta de suplementos oficiais destes primeiros meses fosse gerar uma incrível onda de lançamentos em PDF como nunca visto anteriormente. Mas se o dia 1° passou e praticamente nada (a excessão digna de nota aqui é o <a href="http://www.xrpshop.citymax.com/catalog/item/6436256/6268163.htm" target="_blank"><em>Advanced Player&#8217;s Guide</em> da Expeditious Retreat</a>) foi lançado, o que deu errado?</p>
<p>Como agora todos nós sabemos, a resposta é a GSL. Primeiro a Wizards lança uma licença tão restritiva que várias editoras preferiram perder o incrível mercado dos jogadores de <em>Dungeons &amp; Dragons</em> do que lançar produtos seguindo suas regras dracônicas (trocadilho!). Depois que um monte de editoras peso-pesadas anunciaram que não iam adotar a GSL &#8211; algumas <a href="http://www.areacinza.org/?p=227" target="_blank">lançando produtos compatíveis com a 4ª edição usando as leis de <em>fair use</em></a>, outras <a href="http://www.areacinza.org/?p=228" target="_blank">simplesmente deixando a nova edição do D&amp;D de lado</a>, a WoC voltou atrás e <a href="http://www.areacinza.org/?p=390" target="_blank">anunciou uma revisão na maldita GSL</a>, que apesar de ter sido anunciada para logo depois da GenCon (que aconteceu em Agosto) <a href="http://www.areacinza.org/?p=609" target="_blank">ainda não saiu</a>. E como isso tudo se liga ao fiasco do dia 1° de Outubro?</p>
<p>Bom o primeiro e mais óbvio fator é a rejeição a GSL. Simplesmente muitas editoras não querem usar a parada, por a considerarem restritiva em excesso. Mas mesmo assim várias editoras estavam dispostas a lançarem produtos para a 4ª edição no dia 1° de Outubro, principalmente as menores, como a <a href="http://www.seculargames.com/" target="_blank">Secular</a> e dezenas de outras segundo os fóruns internos da RPGNow. Paradoxalmente, o que quebrou mesmo foi o anúncio da revisão na GSL. Ninguém quer lançar um produto agora, seguindo aquelas regras ultra rígidas, e ser surpreendido com uma<em> Game System Licence</em> mais aberta duas semanas depois, que possibilitaria um produto mais interessante. Ou ainda, para os pessimistas de plantão (acho que estou me tornando um deles), lançar algo e ver a GSL mudar de forma que obstrua a legalidade daquele produto, restringindo o determinado uso de uma regra ou parte do sistema.</p>
<p>Por outro lado, muitos acreditam que a WoC está segurando a versão revisada da GSL para recompensar as editoras que decidiram seguir a versão antiga e criticada da licença, garantindo assim algumas semanas de mercado livre para estes bravos e ousados que seguiram fielmente a licença de publicação da 4ª edição. Se isto for verdade, a questão é ainda mais maluca &#8211; a Wizards está segurando a nova GSL para recompensar as editoras que adotaram a licença original, e as editoras estão esperando a GSL revisada para lançarem seus produtos usando as regras da nova edição do D&amp;D.</p>
<p>O resultado é esse, o dia 1° de Outubro passou em branco, o que evidencia não só o fracasso da GSL, mas também a incrível seqüência de erros que a Wizards of the Coast vem comentendo no que se refere a licença da 4ª edição do <em>Dungeons &amp; Dragons</em>. E o dia 01/10/2008, que tinha tudo para ser um marco na história da venda de PDFs de RPG, foi só mais um dia como os outros&#8230;</p>
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		<title>Direto do Túnel do Tempo: 4DVENTURE</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Aug 2008 22:20:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
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		<category><![CDATA[A long time ago...]]></category>
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		<description><![CDATA[A exatamente um ano atrás eu escrevi o seguinte post aqui no Área Cinza: Faltando algumas horas para o início da Gen Con a Wizards of the Coast retirou suas ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <a href="http://www.areacinza.org/?p=54" target="_blank">exatamente um ano atrás eu escrevi o seguinte post</a> aqui no Área Cinza:</p>
<blockquote><p>Faltando algumas horas para o início da <a href="http://www.gencon.com/" target="_blank">Gen Con</a> a Wizards of the Coast retirou suas páginas de <a href="http://www.wizards.com/default.asp?x=dnd/welcome" target="_blank">D&amp;D</a> e <a href="http://www.wizards.com/default.asp?x=dnd/minis" target="_blank">D&amp;D Miniatures</a> do ar e colocou no lugar um contador com a palavra 4DVENTURE, que no momento em que este post foi escrito (23:55) marcavam 19 houras e 36 minutos para alguma coisa acontecer. Amanhã por volta das 19:30 saberemos que raios significa 4DVENTURE, mas as especulações óbvias giram em torno da 4ª edição do D&amp;D ou do site de suporte online para o jogo, uma espécie de “irmão” do <a href="http://gleemax.com/" target="_blank">Gleemax</a> totalmente focado para o D&amp;D que havia sido prometido pela empresa.</p></blockquote>
<p>Apenas 12 meses e tanta  informação já passou por aqui&#8230; Foi divertido acompanhar a contagem regressiva e todos os boatos (embora <a href="http://www.areacinza.org/?p=58" target="_blank">o fim da contagem não tenha sido nada divertido</a>), e tem sido uma viagem interessante, pelo menos para mim.</p>
<p>E você? Se hoje pudesse mandar um comentário de apenas 1 linha para o Área Cinza de 15 de Agosto de 2007, o que escreveria?</p>
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		<title>O segundo e amargo fim da West End Games</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Aug 2008 15:38:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A West End Games, fundada no longinquo ano de 1974 e responsável pela publicação de pérolas como Paranoia, Torg, DC Universe, e claro, Star Wars RPG, declarou pela segunda vez ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <a href="http://www.westendgames.com/" target="_blank">West End Games</a>, fundada no longinquo ano de 1974 e responsável pela publicação de pérolas como Paranoia, Torg, DC Universe, e claro, Star Wars RPG, declarou pela segunda vez em seus 34 anos sua falência.  Em 1998 a empresa havia falido devido a perda da licença de Star Wars e o investimento em várias marcas que, apesar de caras, não deram o retorno esperado em vendas, como Xena, Men In Black e Hercules. Mesmo com a quebra a empresa não desapareceu, já que a <a href="http://www.humanoids-publishing.com/" target="_blank">Humanoids Publishing</a>, uma editora européia investiu nela para que o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Metabarons" target="_blank">quadrinho francês Metabarons</a> fosse adaptado para o sistema D6.</p>
<p>A empresa sobreviveu mais ou menos até ser comprada em 2004 por Eric J. Gibson, que lançou uma série de livros genéricos para o sistema D6, que apesar de receberem boas críticas não corresponderam em vendas. O golpe final veio com Septimus, um RPG colorido com mais de 400 páginas que seria vendido por $50 e foi colocado em pré-venda por algumas semanas até ter seu <a href="http://www.westendgames.com/forum/showpost.php?p=30187&amp;postcount=200" target="_blank">cancelamento anunciado em Março</a>. Pior ainda foi o anúncio de que a empresa não <a href="http://forum.rpg.net/showpost.php?p=9121659&amp;postcount=28" target="_blank">tinha fundos para devolver o dinheiro para aqueles que já haviam comprado o livro pela pré-venda, ou sequer enviar pelos correios</a> o valor equivalente em livros já publicados da editora! A situação se complicou nos fóruns quando alguns desses compradores se disponibilizaram a pagar pelas despesas de postagem, e mesmo assim não tiveram respostas&#8230;</p>
<p>Toda essa situação tosca e estranha se desenvolveu paralelamente nos fóruns da <a href="http://www.rpg.net/" target="_blank">RPG.net</a>, local conhecido pela moderação praticamente inexistente, e uma boa parcela de usuários agressivos (e que já tem até <a href="http://spellrpg.com.br/forum/viewtopic.php?f=12&amp;t=3056&amp;sid=0b359d73cf5b30bf3b03b32e937b6346" target="_blank">um semelhante no Brasil!</a>), onde somadas as respostas vagas e infrequentes do Eric (nome de usuário <span class="bigusername">hellsreach</span> por lá) terminaram em uma <a href="http://forum.rpg.net/showthread.php?t=404426" target="_blank"><em>flame war</em> homérica</a> com Dana Jorgensen da <a href="http://www.bakabanashi.com/ARP/" target="_blank">Alternate Realities Publications</a>, figurinha mais que carimbada e que já foi expulso da <a href="http://www.enworld.org/" target="_blank">ENWorld </a>e <a href="http://www.rpgnow.com" target="_blank">RPGNow</a>, só para citar os fóruns que eu participo, sempre por seu comportamento civilizado e educado!</p>
<p>No fim das contas o Eric apelou e mandou um <em>post </em>bem besta também, onde não só xinga o Dana, mas faz <a href="http://forum.rpg.net/showpost.php?p=9139148&amp;postcount=173" target="_blank">uma crítica aos jogadores em geral e questiona o futuro do hobby, além de colocar as licenças da  West End Games à venda</a> e dar um grande e triste chilique. Ok que a RPG.net não tem os caras mais educados do mundo e o Dana é um mala do inferno, mas como assim ele julga todos os jogadores com base na sua experiência deprimente? Pior, pelos <a href="http://www.westendgames.com/forum/showpost.php?p=30187&amp;postcount=200" target="_blank">próprios números dele</a> o principal responsável pela falência da editora foi ele e sua falta de noção do mercado, como a estranha idéia de tirar a empresa do buraco com um lançamento de luxo que custaria $50,00 e teria custos tão altos que ainda assim daria um lucro de apenas 90 centavos por cópia vendida! Coloque um pouco de falta de comunicação com o consumidor e falta de clareza por cima, e pronto, temos uma editora pronta para implodir.</p>
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		<title>Até a Necromancer Games está fora da 4ª edição&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Aug 2008 12:21:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ok, isto está ficando ridículo. Até a Necromancer Games, maior e mais otimista defensora da 4ª edição dentre as editoras, decidiu voltar atrás em seus planos de publicação para a ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ok, isto está ficando ridículo. Até a <a href="http://www.necromancergames.com/" target="_blank">Necromancer Games</a>, maior e mais otimista defensora da 4ª edição dentre as editoras, decidiu voltar atrás em seus <a href="http://www.enworld.org/forum/showpost.php?p=3981219&amp;postcount=16" target="_blank">planos de publicação para a nova edição</a> do Dungeons &amp; Dragons <a href="http://necromancergames.yuku.com/topic/9828" target="_blank">em um post do dono da editora, Clark Peterson</a>:</p>
<blockquote><p>Sorry I have been so quiet. Things are very up in the air right now. And no one is more aggravated with that than me. It has been about a year now that we havent put out a product. The market for 3.5 is all but dried up. Maybe Pathfinder&#8217;s release will help, but that is still some time off. I intend to support Pathfinder when it is finalized. I trust and respect the people at Paizo. They are gamers and brilliant designers. They love D&amp;D and have its best interests at heart. Luckily, when Wizards first took over D&amp;D, they put a visionary gentleman named Ryan Dancey at the helm and he was able to convince the powers that be to release D&amp;D 3E as an Open Game, thus essentially assuring that the game we all love could exist in that iteration forever. 3E and the d20 movement was a great time for gaming. A true renaissance, in my view.</p>
<p>Now we have the GSL. Right now, in my view, the GSL needs some major reworking or clarification to be usable. The bottom line, in my view, is that the GSL is a total unmitigated failure. And that is a shame. I have been one of the biggest vocal proponents of Wizards and I love Scott and Linae. I still do, big time. I am hopefull that we can find a way to change or clarify some of the issues with the license so that we can use it and create 4E products. You know that philsophically I believe in supporting the current version of D&amp;D.</p>
<p>Trust me that I am working hard to try to resolve the GSL issues so that we can go forward. I&#8217;m optimistic that some changes can be made. Will they be enough to make the GSL usable? I sure hope so.</p>
<p>Please dont take this post as bashing Wizards. I am not doing that. I support Wizards. And if there is one thing that is clear from this process it is that, while I would have done it differently, they have always been great about listening to our comments and revising things based on our comments. That is a credit to them, for sure. And Scott and Linae continue to be amazing and, in my view, working hard to make the license usable.</p>
<p>So what will Necro do? I&#8217;ll try to break things down by relevant topic:</p>
<p><strong>So are you doing 4E?</strong> Well, right now I dont see 4E products in the immediate future from Necro without some changes or clarifications to the license. My hope is that I will be able to get what I need so that we can do 4E products. But as of today we have not adopted the GSL, we have not sent in our card accepting the license. And, unless there are changes or significant clarification, we won&#8217;t be adopting it.</p>
<p><strong>Necro and Paizo?</strong> I still very much want to work with them and they very much want to work with me. The problem is the GSL. Necro will definately be supporting Pathfinder when it comes out. If the GSL issues are resolved, Necro and Paizo will be bringing you some amazing products that we already have lined up and in the hopper. Seriously, there are several awesome products literally ready to go just awaiting the fixing of the issues with the GSL.</p>
<p><strong>Tegel Manor?</strong> Right now, in my view, in addition to the problems the GSL has in general, it has specific additonal problems for a product like Tegel. I see the risk to Judges Guild, which wants to continue to make OGL versions of JG content and distribute our old Necro/JG products as well, as being too great to jeopardize permenantly, which the GSL does. But, you may say, Judges Guild doesnt have to adopt the GSL! That is true, but the GSL has some problematic provisions that make that partnership very difficult and uncertain.</p>
<p><strong>What about that free adventure, Winter&#8217;s Tomb? Can&#8217;t you just do a free adventure?</strong> Its not happening. There is no way to &#8220;just do a free adventure&#8221; without adopting the GSL, which we have not yet done and wont do in its current incarnation.</p>
<p><strong>So now will you release all that stuff for 3E?</strong> Doubtful. The market for 3E is not there. I expect Pathfinder to revive it, but that isnt going to be a full, public supportable system for some time. 3E remains viable for many publishers. But our plan is to up the production value on our products, which means they cost alot more to make, which means our margins are so small, that the current 3E market makes those products not feasible for lots of reasons I wont get into. I know there are many fans who say they will buy that stuff and would love to have it. Well, in a perfect world, we&#8217;d love to deliver it. But this isnt a perfect world and fan demand isnt the only factor&#8211;there are distributors and retailers and others who are not so excited about generic 3E now that 4E is out.</p>
<p><strong>So bottom line it for me&#8211;what are you going to do?</strong> We are working with Wizards to clarify and/or change the license. If that works, we will release 4E material. If there are no changes, I dont see us adopting the GSL (absent some significant official clarification of terms of the GSL). We will support Pathfinder. But we will not just release OGL content from this point forward until Pathfinder is viable and we can support it.</p>
<p><strong>How likely do you think it is that there will be changes?</strong> I am very hopeful that some significant changes or clarifications can be accomplished with the GSL.</p>
<p>I hope this helps answer some questions. Sorry for the delay. I havent had anything concrete to report. Heck, I still dont. But I figured I owed everyone an update.</p>
<p>Necro isnt going anywhere. We are trying to work to be able to get a usable GSL or other arrangment with Wizards to bring you the awesome 4E content we have planned. If that wont work, you will see us fully supporting Pathfinder. Our time off before we start cranking out new products may just be a bit longer than planned</p></blockquote>
<p>Acho que podemos dizer que a Necromancer foi a editora que mais arduamente insistiu com a 4ª edição, mantendo uma aparente proximidade da Wizards e seus funcionários, sempre na defesa da nova edição e de suas qualidades. Mas a real, que o Clark coloca aqui, é que a GSL é pesada demais até para a empresa mais decidida a lançar produtos da 4ª edição. E o mercado da 3ª edição está desaquecido e em decadência veloz lá fora, o que já foi sentido a um tempo nas vendas de livros em formato PDF por uma série de editoras. Então a Necro (e a maioria das editoras) ficou em um beco sem saída, uma situação complicada onde, a partir da qual <a href="http://www.areacinza.org/?p=228" target="_blank">alguns decidiram investir em suas próprias linhas</a>, e outros em <a href="http://www.areacinza.org/?p=227" target="_blank">lançarem produtos para a nova edição sem seguir as duras restrições da GSL</a>.</p>
<p>Mas o mais bizarro de tudo é a solução encontrada pelo Clark e sua Necromancer Games: ele não vai investir em um OGL próprio, se voltar para a 3ª edição ou mesmo lançar produtos para a 4ª edição sem usar a GSL. Segundo o <em>post</em> acima, a saída encontrada pela Necro é a de trabalhar junto da Wizards (!) para clarificar ou modificar a Game System License (!!). E se isso falhar, eles vão apoiar o <a href="http://paizo.com/store/downloads/pathfinderRPG" target="_blank">Pathfinder</a>. Eu não sei mesmo se ele vai conseguir mudar alguma coisa na GSL, ou se tem essa proximidade toda com os funcionários da Wizards, a ponto de fazê-los rever algo que obviamente deu muito errado. Mas o fato é que a cada dia a GSL perde mais e mais sua legitimidade, sendo burlada ou ignorada por completo pelas maiores editoras. Eu até já havia questionado a possibilidade dessa reformulação da GSL depois que <a href="http://www.areacinza.org/?p=233" target="_blank">a Green Ronin abandonou o barco da 4ª edição</a>, e eu acho que depois de Outubro, quando os primeiros produtos usando a licença poderão serem vendidos, teremos a visão real do estrago causado pela rejeição a Game System License. E talvez ai a Wizards se convença que a GSL foi seu maior fracasso em muito tempo.</p>
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		<title>Fim do Gleemax</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Jul 2008 10:50:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(Começou a maratona de 20 posts em 10 dias!) O Gleemax mal surgiu e já subiu no telhado&#8230;O portal, que deveria ser uma espécie de comunidade online para apreciadores dos ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(Começou a maratona de 20 <em>posts</em> em 10 dias!)</p>
<p>O <a href="http://www.gleemax.com" target="_blank">Gleemax</a> mal surgiu e já subiu no telhado&#8230;O portal, que deveria ser uma espécie de comunidade online para apreciadores dos mais diversos tipos de jogos, não deu certo em praticamente nada, com uma navegação e <a href="http://www.areacinza.org/?p=121" target="_blank">interface extremamente confusas</a>, um sistema de blogs tosco, e não tinha as ferramentas mais básicas que uma rede social de jogos deveria ter. Resultado: <a href="http://forums.gleemax.com/showthread.php?p=16452125#post16452125" target="_blank">a Wizards cancelou oficialmente a parada</a> para se dedicar exclusivamente ao <a href="http://www.wizards.com/default.asp?x=dnd/insider" target="_blank">D&amp;D Insider</a> e o <a href="http://www.wizards.com/default.asp?x=magic/moliii/launch" target="_blank">Magic Online III</a>.</p>
<p>E a Wotc fez muito bem desta vez. O Gleemax era uma parada sem foco e caótica, e concentrava recursos que obviamente seriam mais lucrativos nas duas principais marcas de jogos da editora &#8211; Dungeons &amp; Dragons e Magic: The Gathering. Também devemos reconhecer que a Wizards nunca mandou muito bem em suas tentativas digitais, já que são poucos softwares da empresa que foram pra frente, e infelizmente o Gleemax, apesar da proposta até legal, foi mais um fracasso retumbante de execução.</p>
<p>Após tudo isso, podemos olhar para o D&amp;D Insider vendo o copo meio cheio ou meio vazio, dependendo do otimismo/pessimismo de cada um. Por um lado o fim do Gleemax é ótimo para o DDI, já que o coloca no topo de prioridades da Wizards. Mas por outro, esse fracasso de algo que a editora investiu uma boa grana, tempo e divulgação mostra quem eles ainda tem <strong>muito</strong> a aprender na área digital, o que acaba deixando um mal pressentimento sobre o futuro do D&amp;D Insider. Estou cada vez mais me inclinando para o último ponto de vista &#8211; do copo meio vazio. E você?</p>
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		<title>10 dias sem postar, um novo recorde!</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jul 2008 19:43:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Área Cinza]]></category>
		<category><![CDATA[Eu eu eu!]]></category>
		<category><![CDATA[Fiasco]]></category>
		<category><![CDATA[Maratona]]></category>

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		<description><![CDATA[Acho que faz muito tempo que não fico tantos dias assim sem escrever nada por aqui. Uma mistura de trabalho frenético e desanimo de escrever ajudou bastante nesse resultado. E ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acho que faz muito tempo que não fico tantos dias assim sem escrever nada por aqui. Uma mistura de trabalho frenético e desanimo de escrever ajudou bastante nesse resultado. E agora o que vai ser dessa humilde página? Abandono e esquecimento pelos próximos dias?</p>
<p>Não! Nos próximos 10 dias farei uma maratona de posts, mais especificamente 2 por dia, até o dia 9 de Agosto. Provavelmente não serão os posts mais longos e inteligentes que o mundo dos blogs já viu, mais ainda assim, serão 20 entradas em 10 dias e sem essa frescura de trabalho ou desanimação. E amanhã já está valendo!</p>
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