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Green Ronin fora da GSL (pelo menos por enquanto)

Já são tantas as notícias de editoras que pretendem seguir sem a GSL (Game System Licence), que estou pensando em só postar agora como novidade quando alguém anunciar que realmente vai usar a GSL… Agora foi a vez foi do Chris Pramas e sua turma, que fizeram um anúncio oficial no site da Green Ronin:

Green Ronin and Fourth Edition D&D

I know a lot of fans have been waiting to find out if Green Ronin is going to support 4th Edition Dungeons & Dragons and it’s a fair question. Green Ronin’s second product ever was Death in Freeport, an adventure for 3rd Edition that debuted the same day as the Player’s Handbook almost eight years ago. We went on to do quite a lot of 3E support, ending only a couple of months back with the d20 Freeport Companion. Now Wizards of the Coast is terminating the d20 license and offering a different way to support the new edition of D&D. It’s called the Game System License and we waited from August of last year until June of this year to see it. We’ve spent the last few weeks reviewing the license and discussing it internally and we have come to a consensus.

Green Ronin will not be signing the Game System License (GSL) at this time.

We plan to do one product in support of 4E: the Green Ronin Character Record Folio. This will be an update of the d20 System Character Record Folio and we’ll be publishing it under the Open Game License (OGL).

Other than that we’ll be giving our full attention to our own game lines: Mutants & Masterminds, A Song of Ice and Fire Roleplaying, True20 Adventure Roleplaying, and Freeport: The City of Adventure.

We had hoped to include 4E support in our plans, but the terms of the GSL are too one-sided as they stand. We certainly do not blame Wizards of the Coast for wanting to defend their intellectual property and take more control over the type of support products D&D receives. We do not, however, feel that this license treats third party publishers as valued partners. Under its terms WotC could frivolously sue a signatory for supposed violations of the GSL, lose the actual court case, and still ruin the winning company because the license specifies that the signatory has to pay WotC’s legal fees. Also, the GSL can be changed at any time and WotC is not legally required to so much as inform its licensees.

Let me be clear in stating that I don’t think that the people in charge of WotC currently are just waiting to attack companies with frivolous lawsuits. Once you sign the GSL though, you open yourself up to that at any point in the future. Who knows when new people will take over the D&D brand and who can say what their vision will be? Who knows when the political winds at WotC will change again and things will get even more restrictive? We do not want to operate under such a cloud moving ahead so that’s why we won’t be signing the GSL.

This means the Green Ronin Character Record Folio is the only 4E compatible product you’ll be seeing from us this year and likely for 2009 as well. Perhaps WotC will revise the GSL in the positive way, but we cannot build our business on maybes. We know this will disappoint those of our fans who have embraced 4E and we’re sorry about that. We have to make the best business decision for Green Ronin’s future and right now this is it.

Thank you for your continued support.

Chris Pramas
President
Green Ronin Publishing

Eu realmente não esperava que eles fossem ignorar totalmente a GSL. Pelo que o Pramas escrevia em seu blog, achei que iam tentar dividir os ovos, colocar algumas coisas na 4ª edição através da GSL, como livros de NPC’s e aventuras, e focar o resto no que é garantido e sólido, ou seja, suas linhas estabelecidas. Pelo jeito decidiram só pela segunda parte.

Mesmo esta decisão mais conservadora pode ter como reflexo improvável algum tipo de mudança – afinal à medida que mais editoras decidem ignorar a possibilidade da GSL, ela acaba perdendo a sua legitimidade, e a Green Ronin além de ser uma favorita aqui no Área Cinza, é uma das maiores editoras que publicam material d20 além da Wizards. Pelo jeito a saga da GSL está longe de acabar…

Minha opinião sobre a opinião…

Ok, isso nem é tecnicamente uma noticia mais, afinal o Chris Pramas já postou sua opinião sobre a decisão da Paizo de não adotar a 4ª edição do D&D tem mais de 10 dias. Ainda assim, eu achei o post do Pramas meio estranho e queria fazer alguns comentários.

Antes, acho que é desnecessário dizer o quanto eu acho o cara foda. Ele criou a Green Ronin, que produziu alguns dos livros de RPG mais legais dos últimos anos, além de ter análises bem fundamentadas ainda que simples. Sem contar que ele consegue relacionar Husker Du com Dungeon & Dragons no mesmo post e não parecer completamente idiota…

Ainda assim o post dele me pareceu mais movido pela frustração das editoras médias lá de fora, que ainda não puderam ver as regras e a GSL do que por qualquer outra coisa:

This is a ballsy decision and I have to salute Erik Mona and company for rolling the dice. I think they are approaching this in the right way too. They are not trying to put out new rulebooks in the face of 4E. Instead they are doing what WotC did not: conducting a long open playtest. They are also making backward compatibility a big goal, so folks can continue to use their large library of 3.5 material with Paizo’s new stuff.

Esse parágrafo para mim é o mais maluco. Eu concordo que a decisão da Paizo foi corajosa e muito arrojada, todo o mérito para o Erik Mona e sua equipe. Mas culpar a WotC por não fazer um playtest longo e aberto? Por acaso isso foi feito na 3ª edição? Eu acho que não né? Na verdade eu acho que seria praticamente impossível dado o tamanho do público. Uma coisa é criticar o playtest da Wizards – que pode ter sido curto, mal elaborado e tal. Outra é cobrar algo que eles não tem obrigação, e provavelmente, condição de fazer, e que a Paizo inteligentemente se propôs, já que seu público alvo é muito menor.

A segunda crítica é ainda mais doida: A Paizo é legal por ter considerado a compatibilidade de seus futuros lançamentos com os livros existentes da 3.5 como um ponto crucial. Concordo novamente, não só foram legais como muito inteligentes. Mas cobrar isso da Wizards é o cúmulo da falta de noção. Goste ou não, a idéia de novas edições, que progressivamente substituem as antigas é uma constante no mundo do RPG já tem umas boas décadas. Novamente, poderia se criticar o intervalo (de apenas 8 anos) que separa a 3ª, 3.5 e 4ª edição, mas criticar a incompatibilidade dos livros de uma edição com sua anterior é nonsense. Ou os livros da 2ª edição de Mutants & Masterminds são compatíveis com os da 1ª?

Realmente a Wizards prejudicou muito as outras editoras segurando as regras da 4ª edição, e a posição da Paizo possibilita um meio termo interessante, que pode ser usado temporariamente e depois trocado pela 4ª edição caso as coisas não funcionem muito bem. Mas se a 4ª edição tem suas falhas, problemas e picaretagens, certamente não são essas ai de cima.

E amanhã uma improvável repercussão do anúncio da Paizo no Brasil…

Mutantes & Malfeitores no Brasil

A editora Jambô anunciou para os próximos meses o lançamento da versão nacional do Mutants & Masterminds, que utiliza o sistema d20 de forma bem criativa em um dos melhores RPGs de super-heróis da atualidade. O Mutantes & Malfeitores é mais um fruto da parceria da Jambô com a editora Green Ronin, que já rendeu aos jogadores brasileiros a trilogia de aventuras de Freeport.

Quando a Jambô anunciou sua parceria com a editora americana Green Ronin, em dezembro de 2006 (veja aqui), diversos jogadores ficaram empolgados com a possível publicação de uma versão nacional do RPG de super-heróis Mutants & Masterminds. Para alegria desses jogadores, a Jambô logo divulgou que M&M estava, sim, em seus planos. E agora, depois de meses de trabalho, a Jambô vem a público para dizer que a espera está quase no fim. Mutantes & Malfeitores, a versão nacional de Mutants & Masterminds, está na etapa final de produção, e logo poderá ser encontrado nas livrarias de todo Brasil!

Agora que o livro está quase pronto, podemos falar sobre o que vocês irão encontrar dentro dele (isso é, além do melhor RPG de super-heróis da atualidade…).

O que é Mutantes & Malfeitores?
“Isso tudo parece muito legal, mas, afinal, do que vocês estão falando?” Você não conhece Mutantes & Malfeitores? Nada tema — leia abaixo.

Mutantes & Malfeitores, ou M&M para abreviar, é um RPG de super-heróis que permite que você participe de histórias de ação e aventura no melhor estilo de seus gibis, seriados de televisão e filmes preferidos. Publicado originalmente pela editora Green Ronin, nos Estados Unidos, Mutantes & Malfeitores é um sucesso de público e crítica, tendo recebido diversos prêmios, incluindo o GenCon EN World RPG Award por Melhor Jogo e o Peer Award por Produto Mais Inovador.

M&M é o que existe de mais novo no mundo dos jogos de interpretação. No que ele é diferente? Bem, Mutantes & Malfeitores é…

Familiar!
Graças a algo chamado Open Game License (Licença de Jogo Aberto), Mutantes & Malfeitores é baseado no sistema de regras do RPG mais popular do mundo, o que faz com que ele tenha muitos elementos familiares aos fãs e jogadores desse sistema.

Essa familiaridade permite que você alcance uma maior audiência de jogadores. Mesmo que eles nunca tenham jogado M&M antes, as chances são de que eles já conheçam o básico.

Flexível!
Mutantes & Malfeitores usa um sistema de criação de personagens baseado em pontos, que permite que você faça exatamente o super-herói com o qual você quer jogar. Com opções para perícias, feitos e poderes, você pode misturar e combinar qualquer tipo de habilidade, e criar virtualmente qualquer tipo de poder. Não há personagem que M&M não consiga manejar!

Para aqueles que querem ir direto para a pancadaria, há também arquétipos de heróis — personagens prontos para jogar. Apenas lhes dê um nome e uma origem e você pode começar o jogo imediatamente.

Rápido!
Onde M&M brilha é em usar todos os elementos essenciais de um jogo de interpretação, mas de uma maneira descomplicada, o que torna o jogo fácil e rápido.

Toda a ação é baseada em uma única mecânica base: role um dado de vinte lados, adicione (ou subtraia) um modificador e compare o resultado a um valor de dificuldade pré-definido — pronto! Essa mecânica serve para tudo no sistema de M&M; não há razão para outros dados ou tipos de rolagens, assim como para multiplicações e divisões.

Mutantes & Malfeitores até mesmo se livra da contagem de pontos durante o jogo — não há mais porque se preocupar em anotar quantidade de dano, magias usadas e coisas assim. Em vez disso, o sistema usavárias condições para descrever exatamente o que está acontecendo no jogo de uma maneira clara e rápida; então, você diz que seu personagem está “machucado” ou “ferido”, em vez de “perdeu 11 pontos de vida, perdeu 15, perdeu 17…”.

Fãs que jogaram M&M dizem que uma partida é ágil como a história de um gibi deve ser. O sistema não permite que as regras fiquem no caminho da diversão, o que nos traz a sua mais importante qualidade…

Divertido!
M&M é desenvolvido de RPGísta para RPGísta. Ele foi feito para ser o mais divertido com o menor trabalho, oferecendo flexibilidade e possibilidades sem se incomodar com regras ou detalhes desnecessários. Ele lhe dá as ferramentas para ter aventuras emocionantes, e então sai do caminho para que você possa aproveitá-las.

Começando
Se esse parece o RPG pelo qual você estava esperando, fique ligado aqui no site. Nas próximas semanas iremos colocar mais informações sobre o livro e, quando ele for lançado, você poderá adquiri-lo aqui mesmo. Você também pode visitar o fórum, onde jogadores e fãs compartilham idéias e informações, para aprender mais com aqueles que já conhecem o jogo.


Sobre o formato do livro

A edição brasileira de Mutantes & Malfeitores terá 256 páginas em preto-e-branco, e preço sugerido de R$ 39,90. Optamos por uma versão mais econômica porque o formato original do livro teria um preço de capa de, aproximadamente, R$ 90,00. Levando em conta a realidade econômica de nosso país, escolhemos uma versão mais acessível ao grande público, para que mais pessoas possam conhecer e jogar Mutantes & Malfeitores. Para aqueles que prefeririam um formato mais caro, mas mais luxuoso, a Jambô tem planos de lançar uma versão assim no futuro. O tempo que isso irá levar depende das vendas da primeira edição do livro. Então, aproveite que é barato e ensine alguns amigos a jogar. Enquanto mais gente jogando, mais livros serão publicados e melhor será o seu jogo!

Esta é a hora dos heróis! Será que você encara o desafio? Descubra com Mutantes & Malfeitores!

Achei realmente ótima a idéia de uma versão econômica do livro, que inclusive está com um preço sugerido muito baixo para um livro de tantas páginas. Sendo bem sincero a arte da segunda edição do M&M é bem irregular, e ao contrário da 1ª edição, que era linda, possui uns desenhos que nem vão ficar muito piores sem cores. Então a decisão foi mais que acertada, e espero que ajude a difundir o jogo e possibilite à Jambô não apenas o lançamento da versão de luxo, mas também dos outros grandes livros dessa linha!

Os planos da Green Ronin para 2009

Ano novo, vida nova, bla bla bla. O que importa é que a Green Ronin, uma das minhas editoras favoritas do universo d20 divulgou seus planos e lançamentos para o ano de 2009 em um artigo dividido em duas partes escrito pelo sempre bacana Chris Pramas.

A primeira parte fala sobre as principais linhas da editora, ou seja, Mutants & Masterminds, Freeport, e o True20, além de falar do único lançamento da editora para a 4ª edição do Dungeons & Dragons e dar uma pincelada no destino dos antigos livros da editora com o fim do logo d20 decretado pela Wizards of the Coast. A parte mais importante para mim foi a de lançamentos para o M&M, o maior carro chefe da Green Ronin atualmente, em especial o Supervillain’s Handbook, já que o livro básico tem uma grande lacunade falar pouco sobre antagonistas e mesmo sobre a criação de aventuras.

Já a segunda parte trata exclusivamente do grande lançamento da editora em 2009, a adaptação dos romances da série A Song of Ice and Fire, que aliás já se encontra na gráfica! Eu tenho a mega lacuna de nunca ter lido nenhum dos quatro romances já lançados (e essa é uma das metas de 2009!), mas pelo que todo mudo fala a série é fodidamente boa, e o quick start rules do sistema que os caras da Green Ronin criaram me pareceu bem legal. Tem tudo para ser um dos lançamentos do ano mesmo.

Aliás, alguém ai leu alguns dos livros do A Song of Ice and Fire e gostaria de dar um depoimento sobre a série? O espaço tá aberto!

As editoras gringas e a 4ª edição

É certo que as principais editoras gringas que já lançam produtos D20 vão pular para o barco da 4ª edição. Mas a pergunta de 1 milhão de dólares (na verdade de apenas 5 mil) é: quando?

Desde a divulgação da WotC que a liberação da SRD e OGL será feita em duas fases, se especula quais editoras vão pagar pelo direito de lançar livros em 2008, e se o pagamento da taxa de 5000 dólares vai valer a pena em termos de vendas e destaque para os lançamentos.

Algumas editoras já publicaram seus pontos de vista e comentários, mas poucas responderam diretamente se vão ou não aderir à Fase 1 da licença e lançar seus produtos em 2008.

A Green Ronin, velha favorita do nerd que vos escreve, ainda esta em cima do muro. Chris Pramas escreveu em seu blog sobre sua avaliação sobre a posição da WotC e do que se sabe até agora sobre a licença e as regras da nova edição. No fim das contas ele meio que concluí que se sabe muito pouco sobre as regras e o esquema da 4ª edição para desembolsar 5 mil dólares e fala que a situação ainda esta em aberto. O post foi comentado na ENWorld, em uma das discussões mais chatas que eu já vi por lá, o que levou nosso amigo Pramas a escrever outro post explicando as dificuldades e responsabilidades de se manter uma editora (ou restaurante :), que ele admira a equipe da WotC, mas que a situação da editora sobre a 4ª edição em 2008 ainda é incerta. Querendo ou não, a posição da GR define a uma importante editora de PDFs, a Adamant Entertainment, que inclusive estava presente na reunião com os membros da WotC sobre a liberação da licença, já que a editora funciona como uma imprint da Green Ronin.

A Paizo, cuja principal publicação atualmente é a revista Pathfinder também não se decidiu ainda. Erik Mona postou nos fóruns da editora que ainda estão estudando as possibilidades e esperando “que todas as cartas sejam colocadas na mesa”. Mas se eu tivesse que chutar, tanto pela impressão que a mensagem me passou, como pela própria posição favorável da Paizo no mercado – afinal é muito mais fácil e rápido lançar revistas que livros, e com todo o prestígio adquirido com as revistas Dragon e Dungeon, acho que eles vão entrar na fase 1 sim, e lançar material da 4ª edição em 2008. Além disso, a Paizo e a Necromancer Games possuem uma parceria para a publicação da aventura Tegel Manor, que será inclusive uma das primeiras da 4ª edição a serem lançadas, isso porque…

A Necromancer já confirmou sua entrada na 4ª edição ainda em 2008, com direito a lista de produtos e tudo mais. Se não me engano eles foram os primeiros a fazê-lo, e estão com alguns produtos bem legais anunciados.

A Goodman Games também confirmou seu lugar na lista das editoras que vão lançar produtos da 4ª edição este ano, como a série Dungeon Crawl Classics e algumas outras coisas que não entendi muito bem se só serão lançadas em 2008, ou usarão as regras da 4ª edição, como uma caixa de XCrawl.

Finalmente a favorita do público, a boa e velha Mongoose! Para a alegria de milhares de fãs, parece que a editora vai ficar fora da 4ª edição em 2008. Matt Sprange levantou um monte de dúvidas e questões relevantes em um texto bacana, e concluí que deve esperar um pouco mais para fazer a decisão final. mas se novamente eu tivesse que chutar, acho que não teremos os quintessentials e slayer guides em 2008. Sem choro por favor ok?

Fico curioso com o que farão as outras editoras médias, em especial a Fantasy Flight Games e Privateer Press. Devemos ouvir delas, e mais um bocado das editoras acima, nas próximas semanas.

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