All posts tagged Maratona

Impasses da RPGbloggers network

Apenas 3 dias após ser inaugurada a RPG Bloggers Network (sobre o qual eu já falei aqui) já saiu do ar, provavelmente devido ao excesso de tráfico. A idéia cresceu muito mais que os 8 blogs iniciais imaginavam, e agora já abriga cerca de 30 (!) blogs sobre RPG, com um fluxo imenso de posts na página principal.

Isso levou a outras questões e impasses que foram expostos pelo cara do Musings of the Chatty DM, um blog que eu não acompanhava e que tenho achado bem legal. Acho que muito do que ele fala ali pode ser aplicado na rede de blogs nacionais (sobre o qual eu já falei aqui), especialmente sobre a enxurrada de entradas diárias que pode sufocar o site. Ontem mesmo, sem ter sido inaugurado oficialmente nem nada, o agregador do RPGBrasil teve 11 posts, e é provável que este número aumente!

Sei que o Tarmann está trabalhando nas tags, que devem salvar um bocado de tempo depois de implementadas, até porque muitos blogs não falam exclusivamente de RPG, então seria legal ter algo para quadrinhos, cinema, etc.. O próprio modelo que o agregador usa atualmente (e que não sei se será o definitivo), colocando apenas o título do post, permite que mais entradas ocupem a página principal, diferente do modelo do RPG Bloggers Network que é mais atraente, com direito a trechos e imagensa, mas que ocupa um belo espaço e gera a saída apressada das notícias e artigos da página principal.

Alguém mais está curioso e animado para ver logo como isso vai funcionar por aqui? Eu acho que esta página tem potencial para ser ao mesmo tempo um ponto de encontro e discussão, mas sem a centralização e direcionamento de um grande portal, unindo as vantagens de ter todo mundo em um mesmo lugar mas com a velocidade e variedade características dos blogs. Vai ser foda!

D&D Insider pra valer

Here’s where we are right now:

  1. Dragon and Dungeon Magazines are up and running and are now 100 percent driven by the D&D R&D team. We’re using in-house design and development resources to make sure every article is worthy of being an official part of D&D and we feel really good about the quality of the product that we’re publishing. The way it works is that multiple times per week new articles are published (as PDFs so that they can look every bit as good as our physical book product). By the end of the month a complete issue has now been unveiled, one article at a time, and that content gets collected together into an official issue of Dragon or Dungeon Magazine. These magazines are currently in free trial mode, but we intend to start charging for them in the near future. (See below for discussion of pricing.)
  2. The D&D Compendium is up and running in free trial mode. Right now the Compendium has data from the Player’s Handbook. Before we move to subscription mode, the Compendium will also include Dragon and Dungeon Magazine content. In addition, all of this data will be updated whenever Wizards issues official errata. (In fact, PH errata is already reflected in the current free trial.)
  3. A couple of small bonus tools are ready to go live so you guys can mess around with them. The Ability Generator is useful for playing around with new characters. Meanwhile if you’re a DM, the Encounter Generator might be quite useful to you depending on your style. In addition, we’ve got a monster building tool in development right now that we hope will be ready before the Insider free trial ends.
  4. The Character Builder and the Character Visualizer are our current priority when it comes to the suite of client applications. Each will be available for the public to try out at Gen Con as we’ll have them installed on computer kiosks both in our booth and possibly also in the Sagamore Ballroom (the main hall for actual RPG gaming). Each is functional if a little bit buggy at this stage – plenty good enough for me to use for building my character for my current campaign and almost good enough for me to authorize external playtesting. The Builder UI is probably not quite as polished as the Visualizer right now, but that’s what the current round of iteration and polish is focused on. The good news is that once we finish polishing it, the Builder will be exactly what you’re hoping it will be: a way to generate a character sheet that both makes you aware of all your choices and also does all the math for you so the resulting sheet is accurate. Like I said, they’ll be available to anyone in Indianapolis next week who wants to try them out and I’m looking forward to hearing what you guys think about them.
  5. The current version of the Dungeon Builder is mostly done, but it’s only truly useful if you have the Game Table so you can load up your dungeon and see it, 3D terrain tiles and all.
  6. The Game Table is the biggest, most complicated piece of the whole package and it’s going to take the longest to get right. The good news is that it’s far enough along that it’s being used by a Tuesday night campaign being run at the office. The bad news is that the players take bets on how many times it will crash each week. That’s just the way digital game development works … we’ll get there, but like I said before the Builder is currently our #1 priority. If you time things right, you might be able to get a peek at the Game Table in Indianapolis as we’ll be doing some demonstrations of it, but it’s not yet ready for general use.

I know there has been a lot of discussion of our business model and our pricing plan. We’ve been paying attention to those conversations and have decided to tweak a few things. Our current plan is to start charging for subscriptions before we have the client applications ready. That means the initial Insider subscription package will include exactly those parts that are currently in free trial mode: the magazines, the Compendium, and the bonus tools. The price tag for this subscription is as low as $4.95 per month, depending on how many months you are willing to sign up for. Specifically:

Web-Content Only Subscription Package:
12 Months = $59.40 ($4.95 per month)
3 Months = $19.95 ($6.65 per month)
1 Month = $7.95 ($7.95 per month)

Pequenas e grandes novidades. Dentre as pequenas está a inclusão do que o Buehler chama de bonus tools – gerador de atributos e encontros, o tipo de coisa que eu aposto que você vai encontrar bem melhor de graça na internet feito por fãs. ..

Já na parte grande das novidades temos o fim do free trial que pode se dar a qualquer momento a partir do mês que vem e o modelo de pagamento bem diferente do que anunciado anteriormente no D&D Experience. A mensalidade do serviço havia sido divulgada com o valor de $14,95, ou $12,95 no caso da assinatura de um semestre e $9,95 para a assinatura anual. Agora temos essa tabela muito mais simpática, onde a mensalidade através do pagamento anual sai por meros $5, ou seja 8 reais!

Mas antes de correr atrás do seu cartão de crédito vamos dar uma relida no que o camarada Buehler escreveu:

That means the initial Insider subscription package will include exactly those parts that are currently in free trial mode: the magazines, the Compendium, and the bonus tools.

Ou seja, o preço é para estes elementos que já existem e as ferramentas de bônus, que convenhamos não parecem serem as coisas mais legais do mundo. No fim das contas este modelo de preços é para quem quer continuar lendo as revistas, o que não é ruim, já que ainda assim está bem em conta e até mesmo no limite de preços da maioria dos produtos em PDF. Eu mesmo pensei em assinar…

Mas não deixa de ser estranho os caras venderem uma assinatura de 12 meses para algo que não está nada pronto e que vai mudar um bocado nos próximos meses. E claro, como todo esclarecimento da Wizards, deixa espaço para novas dúvidas – qual será o preço do pacote completo de ferramentas? Vai seguir o anunciado na D&D Experience? Um usuário com esse “pacote básico” pode mudar para um plano completo? Vamos esperar pra ver.

Área Cinza Updates

Adicionei três paradas no blog – uma importante, uma útil e uma inútil

A primeira foi a atualização para o WordPress 2.6. Provavelmente não vai fazer diferença para os usuários, mas parece que corrige um bocado de coisas desde a 2.5. E o melhor, pela primeira vez o site nem saiu do ar enquanto eu estava fuçando!

A segunda é em relação ao feed de RSS do Área Cinza. Desde que eu movi o site do servidor da Secular e passei para um próprio em Abril, mudei o endereço dos feeds, mas parece que poucas pessoas atualizaram a parada. Essa semana tanto o Phil como o Tarmann vieram me falar que o feed estava zoado, então corrigi a parada e coloquei em um lugar de destaque ali em cima da coluna da direita.

E a inutilidade é o link para a minha muxtape ali embaixo o já inútil widget do Last.fm. O muxtape é um site legalzinho onde você monta sua própria mix tape e disponibiza para qualquer um escutar. O mais legal é a simplicidade do troço, até sua mãe vai conseguir fazer uma para ela se quiser! Vou tentar atualizar toda semana com as coisas que tenho ouvido mais ou descoberto, mas convenhamos, é bem inútil…

A arte da 3ª edição

Estou escrevendo uma resenha tamanho monstro do Player’s Handbook da 4ª edição para o D3system, e no começo falo um pouco sobre a arte da 4ª edição. Saiu algo mais ou menos assim:

As ilustrações são bastante coloridas e possuem um estilo mais próximo da fantasia clássica que as vistas na 3ª edição, o que considero uma pena. Os artistas no geral fizeram um bom trabalho, mas algumas imagens deixam a desejar, e algumas não passam à sensação de aventura e dinamismo com as quais estávamos acostumados graças a caras sensacionais como Wayne Reynolds e Todd Lockwood.

Bem não tem muito como falar da arte da 4ª edição sem voltar ao que vimos na 3ª, em especial em relação aos livros básicos. A arte atual é bonita e bem colorida, algo que me atrai, mas claramente retoma uma pegada clássica e mais conservadora com poses muito estáticas. Já a 3ª edição era bem mais revolucionária, com uma idéia de cenas cheia de movimentação e dinâmicas, além de uma estética mais “suja” onde os personagens aparecem cheios de itens, com armas e equipamentos muito variados entre si. Como se os caras tivessem catado a espada do pai deles, o arco de um aliado de terras distantes, o escudo detonado de um inimigo, e a armadura cheia de remendos depois de anos de pancadas. Isso era bem estiloso, me dá uma impressão até meio punk que eu acho que casa bem com o D&D, e que foi exacerbada em Eberron, meu cenário favorito.

Mas a arte da 3ª edição também tinha algo que nunca havia sido feito no D&D. Desde seu desenvolvimento os escritores e artistas pensaram em suas ilustrações (e claro, personagens icônicos) como etnicamente diversas e com uma representação quantitativa proporcional de homens e mulheres. A um tempo atrás o bom e velho e simpático Monte Cook escreveu um excelente artigo sobre os personagens icônicos e a orientação artística do D&D, e como eles tentaram mudar isso na 3ª edição, só para serem parcialmente sabotados com a inclusão de um intruso de última hora.

A parada é muito boa mesmo, leitura altamente recomendada não só para quem tem interesse na questão das ilustrações, mas na própria história do Dungeons & Dragons, e para ver como os designers da Wizards naquela época, apesar de estarem reformulando o jogo completamente, não tinham nenhuma influência em determinados aspectos, como no marketing. E eu sempre quis saber porque diabos os guerreiros são a única classe com dois personagens icônicos!

Interessante também é ver como os designers e ilustradores (no caso o Todd Lockwood) resistiram a esta imposição maluca por um “guerreiro masculinho branco” como mascote do jogo. Muito bom os escritores pedirem imagens do Regdar apanhando, morrendo e se ferrando em geral, afinal o cara estava lá, mas não exatamente se dando bem.

Outra sacada foi a do Lockwood que tentou ilustrar o Regdar da forma mais ambigua possível, para que ele não pudesse ser definido como de nenhuma etnia em especial. Segundo um post tirado da ENworld, que faz referencia a outro da RPG.net:

Originally Posted by Todd Lockwood
EVEN THOUGH THE R&D BOYS WERE CONVINCED THAT THE ICONIC FIGHTER FOR MARKETING WOULD BE A DWARF, I KNEW THAT A HUMAN FIGHTER WOULD BE ADOPTED FIRST. FOR THAT REASON, I INTENDED HIM TO BE AS RACIALLY AMBIGUOUS AS POSSIBLE–HE SHOULD LOOK LIKE HE COULD BELONG TO ANY RACE, OR NONE AT ALL. TORDEK THE DWARF GRACED THE COVERS OF ALL THE EARLY PRODUCT, BUT REGDAR THE HUMAN FIGHTER MADE THE FIRST APPEARANCE ON STANDEES AND POSTERS. THE DETAIL ON THE RIGHT IS REGDAR AT 5TH LEVEL, IN THE ARMOR THAT DEFINES HIM BEST.

O senhor caps lock ai está falando especificamente do primeiro design do Regdar.

Mas como o próprio Cook descreve no post, á medida que os produtos foram lançados o Regdar foi ficando cada vez mais o guerreiro branco fortão que eles queriam evitar e tomando o lugar do Tordek como o personagem icônico da classe. Ainda assim é interesante ver que a proposta de uma arte mais ousada e menos ligada a uns estereótipos cretinos – afinal a equipe de marketing queria um guerreiro branco por que acreditava que os jogadores de D&D são todos homens brancos, ainda persiste em outras editoras, como na Malhavoc do Monte e na Paizo, que tem ilustrações infinitamente superiores e mais interessantes no seu Pathfinder que as vistas nos livros básicos da 4ª edição.