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Erik Mona e o futuro do RPG

Entre os dias 5 e 8 de Novembro de 2009 aconteceu em Las Vegas a Neocon/GAMESU, uma conferência de jogos e game design da qual eu nunca havia escutado falar pra ser sincero… Só fui tomar conhecimento do evento agora em Março de 2010 quando os vídeos de algumas das palestras foram disponibilizados na internet. Imediatamente chamou minha atenção a palestra dada pelo Erik Mona, cabeça da editora Paizo e do Pathfinder RPG, com o sugestivo título de Pen & Paper Gaming in the 21st Century, um tema que volta e meia é abordado aqui no Área Cinza. E Mona pra variar mandou muito bem, a apresentação apesar de bem longa (67 minutos pra ser exato) é muito interessante e vale mesmo a pena ser assistida, especialmente para quem se interessa pela história do RPG, as mudanças pelas quais o hobby passou nos últimos 10 anos, e a influência de novas tecnologias e mídias no bom e velho RPG de mesa.

Não vou repetir que vale muito a pena assistir o vídeo todo, mas para quem não tá com tempo ou não se interessa por tudo, vou dar um resumo dos assuntos abordados pelo editor da Paizo na palestra:

  • Aos 2:30 Mona fala sobre os diversos pontos de vista sobre o mercado que podem ser oferecidos dependendo de para quem se pergunta. Distribuidores, editoras, escritores e jogadores certamente apresentarão expectativas e avaliações diferentes sobre o mercado de RPG, baseados obviamente em suas experiências específicas, e como é importante escutar diversas perspectivas. Bem de acordo com a idéia das entrevistas sobre 2009!
  • A partir daí ele conta um pouco de sua história com o RPG, como começou a jogar, como era o mercado na década de 80, na qual não existia muito um mercado de RPG, mas basicamente de Dungeons & Dragons. Depois entra no tema de como começou a trabalhar com RPG na Wizards of the Coast durante o lançamento da 3ª edição do D&D.
  • Ao falar de como foi participar da WotC na época  do lançamento do D&D 3ª edição, Mona aos 9 minutos do vídeo trata das expectativas diferenciadas (e obviamente mais altas) que a editora tem de seus produtos por ser detentora do RPG mais famosos e vendido do mundo. Assim muitos projetos que seriam considerados um grande sucesso em outras editoras, foram cancelados na Wizards justamente por ser a maior e mais lucrativa empresa do ramo.
  • Aos 21 minutos, Erik Mona encerra sua retrospectiva sobre como se envolveu e entrou na indústria do RPG, e aborda o tema principal da palestra: como ele imagina que serão os próximos 10 anos para o mercado de RPG. Ele abre essa discussão marcando que os RPG de mesa hoje são uma pequena parte do que se entende como RPG de forma geral, sendo um nicho muito menos famoso e rentável que a versão eletrônica, mas que por outro lado o RPG que conhecemos a mais de três décadas permite experiências mais abertas e deve passar por grandes modificações nos próximos anos devido as inovações tecnológicas.
  • 10 minutos depois, Mona já está falando sobre algo que considero um dos pontos mais importantes em um mercado de nicho como o RPG, e que grande parte das editoras só tem feito direito muito recentemente: formas que a tecnologia te permite um contato com seus consumidores em potencial de forma muito mais rápida e constante. Não adianta ter um site ou um fórum se ele não é atualizado ou frequentado por quem os jogadores querem fazer contato. A proposta é que os funcionários da empresa prestem atenção e mantenham um contato direto com os jogadores, fazendo com que se sintam-se próximos da editora e dos game designers, uma medida que não só é bacana e gera um feedback excelente, como também pode ajudar a diminuir a pirataria, já que ao criar está referência com a empresa, a tendência é que os jogadores queiram apoiar e divulgar o trabalho de sua editora ou escritor favorito e não ferrá-lo. Mais sobre isso no final do vídeo!
  • Aos 35 minutos de vídeo o editor da Paizo fala sobre o crescimento do mercado de PDFs, e a forma como ele afetou positivamente a indústria do RPG , em especial na  redução de custos de entrada de novos nomes no mercado.
  • Mona então se volta para as tiragens dos livros de Dungeons & Dragons desde a década de 80, especialmente os módulos mais famosos como Temple of Elemental Evil, que venderam mais de 50 mil cópias. A queda destes números à partir da década de 90 mostra como a fatia de mercado do D&D foi canibalizado por outras empresas e outros títulos, e hoje os números de vendas de cada produto, mesmo da WotC são em média, muito menores que os de 25 anos atrás.
  • Ao falar sobre sua experiência na Paizo, aos 40:00 Mona toca no assunto dos lojistas e distribuidores, e mais uma vez aponta como as inovações tecnológicas estão afetando o hobby, desta vez ao falar da Amazon, livraria virtual que esgotou praticamente sozinha a primeira tiragem dos livros básicos do D&D 4ª edição. Uma das medidas que as lojas e distribuidores tem para enfrentar os descontos assustadores da Amazon são as estratégias de jogos organizados e a criação de vínculos com os consumidores, assim como as editoras fazem ou deveria fazer.
  • Finalmente aos 51 minutos Erik Mona começa a concluir sua fala, dizendo da velocidade dos avanços tecnológicos e como é cada vez mais difícil prever que mudanças elas trarão em nossa vida. No entanto ele é muito otimista com os rumos do mercado de RPG, ainda mais depois de 2009 com o aparecimento de outros “jogadores de peso” nas prateleiras – como o próprio Pathfinder RPG e os títulos de Warhammer 40k e a nova edição do Warhammer Fantasy, embora nenhum deles sozinho seja tão grande como o Dungeons & Dragons, juntos eles representam uma parte interessante do mercado.
  • As duas perguntas feitas pela platéia foram legais, em especial a primeira aos 58:30, sobre a ameaça da pirataria e dos PDFs, a  qual a resposta de Mona é excelente. Ele diz que as editoras devem ser mais proativas sobre a pirataria, e se esforçar para oferecer produtos melhores para os fãs e membros da comunidade, e usar esse relacionamento com os fãs como uma estratégia para diminuir os efeitos da pirataria. Bem legal mesmo!

Claro que em mais de uma hora de palestra rolou muito mais que isso, mas estes foram só os tópicos que me chamaram mais a atenção. Ele fala um monte sobre jogos eletrônicos (especialmente Fallout 3!), mas essa não é muito minha praia. Acho que com esse vídeo o Erik Mona roubou o cargo que era do Chris Pramas como o cara do mercado de RPG que eu acho mais esperto e sagaz!

Entrevistas sobre 2009 – Marcelo Cassaro

Em Dezembro de 2009 dei início a um pequeno experimento – enviei uma proposta de mini-entrevista para 14 figuras e grupos que considero importantes na cena do RPG nacional, com perguntas padronizadas sobre como avaliavam o ano que estava acabando. A idéia não era fazer uma mega pesquisa com centenas de entrevistados, mas tentar montar um mosaíco com algumas peças chaves do RPG por aqui, e com base nas opiniões e pontos de vistas de cada um iniciar uma discussão sobre os rumos do hobby no Brasil. É claro que alguns não responderam a entrevista, mas uma boa parte o fez. E convenhamos, um ou dois já imaginávamos que não iam responder por outros motivos mesmo. Mas pelo menos eu convidei!

Sem mais delongas é hora de apresentar as respostas do primeiro entrevistado, Marcelo Cassaro, cabeça do Trio Tormenta, responsável pelo mais bem sucedido cenário de RPG nacional, além de editor por anos das revistas Dragão Brasil e DragonSlayer:

1- Como você avalia o ano de 2009 para o mercado nacional de RPG? De forma geral foi um ano melhor ou pior que o anterior? Por quê?

É difícil dizer. Desde o lançamento da Dragão Brasil em 95, este foi o ano em que estive menos envolvido com RPG — mesmo a DragonSlayer não está mais em minhas mãos. Como meu grupo de jogo usa apenas material importado, não acompanhei o mercado nacional tão de perto.

Não percebi nenhum crescimento (ou decrescimento) significativo. A DragonSlayer continua sendo publicada em uma editora conhecida por cancelar títulos de mau desempenho — no passado a Escala teve três ou quatro revistas sobre RPG, sendo que nenhuma passou de três edições. Isso prova que não houve uma grande redução do público (mas não diz que houve aumento).

2- Qual foi a melhor notícia, iniciativa ou lançamento do RPG nacional este ano em sua opinião?

A melhor iniciativa do ano foi, com certeza, a RPGCON. Mesmo planejado em tão pouco tempo, o evento conseguiu cobrir falhas que o Encontro Internacional vinha apresentando há anos. Eu e outros autores tivemos tratamento e atenção que nunca recebemos no IERPG — foi um evento excelente e livre de impurezas, só tenho elogios a ele.

3- De forma mais geral, como você enxerga o ano de 2009 para o mercado mundial de RPG? E qual a notícia, iniciativa ou lançamento que mais se destacou neste ano?

Por um bom tempo vi os defensores da 4E bradando que “sempre houve reclamações quando as outras edições mudaram, agora vai ser igual”. Eu disse que não. E o tempo normalmente prova que estou certo.

2009 marcou a insatisfação do público com a pretensa 4a Edição de D&D. Pathfinder RPG esgota uma tiragem atrás da outra — até um ano depois de seu lançamento era quase impossível adquirir o livro básico. Os autores da Paizo têm mais afinidade e respeito por Dungeons & Dragons que os próprios fabricantes do jogo oficial; quase nenhum dos grandes autores que nos deu D&D 3E e o Sistema D20 estão atualmente na Wizards.

Eu e meus amigos amamos D&D, jogamos desde a segunda edição. Quando veio a 3E, adoramos e adotamos. Mas quando veio a 4E… não vimos ali o D&D que conhecemos. Nem vimos ali um RPG. Hoje jogamos Pathfinder, e estamos satisfeitos com ele.

4- Quais foram seus principais projetos, lançamentos ou iniciativas em 2009? Eles responderam as suas expectativas?

Ainda em 2008, Mauricio de Sousa lançava a Turma da Mônica Jovem. Ele conheceu meu trabalho em Holy Avenger, me convidou para escrever o título, e não parei desde então — meu 2009 foi quase todo dedicado a roteiro de HQ. É a revista em quadrinhos de maior vendagem nas Américas (talvez até no Ocidente, não tenho certeza), então acho que estou trabalhando bem.

Mas isso acabou me mantendo longe do RPG, justamente no aniversário de dez anos de Tormenta. Precisei me afastar da DSlayer. Tive alguma participação no Contra Arsenal, embora menos do que gostaria. E quando posso, mexo no Tormenta RPG, que infelizmente não ficou pronto ainda este ano.

5- Quais são suas expectativas para o mercado de RPG nacional para 2010?

Acredito que a Jambô continuará crescendo para se tornar a maior editora de RPG nacional — aliás, um posto que ela já conquistou em alguns aspectos. A empresa apóia suas linhas principais no Sistema D20 — que ainda tem muita força no Brasil, com sua grande base de fãs e acervo de títulos —, mas também investe em sistemas para iniciantes, como 3D&T e agora Aventuras Fantásticas. Suas escolhas inteligentes estão gerando frutos merecidos.

6- Você já tem projetos, lançamentos ou iniciativas previstos para o ano que vem? Se sim nos fale um pouco sobre eles!

Minha primeira e maior prioridade é concluir Tormenta RPG. Agora que D&D 3E não é mais publicado no Brasil, o cenário não pode mais depender de seus livros básicos.

Eu gostaria de preservar D&D como gostamos dele. Pathfinder RPG seria ideal para isso — mas é um produto caro demais para o Brasil, não tenho conhecimento de nenhuma editora interessada em lançá-lo aqui. Não sei se Tormenta RPG será capaz de cumprir esse mesmo papel, substituir D&D como livro básico; tivemos muitas discussões entre inovar, mudar coisas, mas manter a compatibilidade em respeito ao material antigo e seus fãs. Ano que vem, saberemos se vai funcionar.

Comentários: Acho que a RPGCon como principal destaque do RPG nacional em 2009 não foi nenhuma surpresa – afinal se por algum tempo existiu a possibilidade de um ano sem um grande encontro nacional, a RPGCon não só resolveu isso como superou em inúmeros pontos o EIRPG mesmo com seus dezesseis anos de tradição. Todo mundo que foi na parada saiu de lá animado e afim de produzir mais, trocar idéias e experiências. Um dos pontos altos de 2009 na minha opinião também!

Também compartilho boa parte da animação do Cassaro com o Pathfinder RPG da Paizo, que já roubou o posto de minha editora favorita até então ocupado pela Green Ronin, mas por outro lado nem de longe acho que 2009 foi marcado pela rejeição a 4ª edição do Dungeons & Dragons – o jogo continua forte, e quem não gostou dele em 2008 (uma parte vocal da comunidade vale dizer), em 2009 continuou buscando outras alternativas e criticando a edição mais recente e suas grandes mudanças.

O Tormenta RPG com suas regras baseadas na 3ª edição do Dungeons & Dragons será um lançamento importante deste ano não só para o Cassaro e a Jambô, mas talvez para todo o mercado nacional, já que a editora Devir não mais lança reimpressões dos livros básicos do D&D 3.5. Assim, o Tormenta RPG será a principal forma dos jogadores terem acesso as antigas regras do Dungeons & Dragons em português, além é claro de trazer o cenário de Tormenta. Resta ver como a questão da compatibilidade trazida pelo próprio Cassaro foi contornada, afinal o cenário tem suas peculiaridades e mecânicas próprias.

E vale lembrar que rolaram alguns boatos sobre a possibilidade de uma editora nacional sondando os direitos do Pathfinder RPG para lançá-lo aqui. Mas definitivamente não será a Devir (que já tem o D&D), e nem a Jambô que vai tentar preencher este nicho com o Tormenta RPG, então parece que não temos mais ninguém no horizonte com capital e habilidade para fazer isso…

Queria agradecer novamente ao Marcelo Cassaro por ter participado da brincadeira e enviado quase imediatamente as respostas, super solícito e acessível como sempre! Esta semana ainda publico a segunda entrevista da série, desta vez com as resposta de um dos blogs para dar uma variada. E vocês o que acharam? RPGCon e Pathfinder RPG na cabeça em 2009?

Paizo anuncia RPG Superstar 2010

Uma das editoras de RPG mais legais do momento acabou de anunciar a terceira edição de seu concurso para revelar novos talentos, o  RPG Superstar! Embora seja engraçado ler as palavras RPG e Superstar juntas, o concurso é bem bacana e já revelou alguns talentos que lançaram livros por outras editoras, incluindo Rob McCreary, contratado pela própria Paizo para fazer parte de sua equipe.

Os interessados tem até o dia 1 de Janeiro de 2010 para enviarem suas propostas de um item mágico usando as regras do Pathfinder Roleplaying Game com no máximo 300 palavras (obviamente em inglês). Nesta primeira etapa serão selecionados 32 finalistas, que se degladiarão em mais quatro fases de design, cujo resultado final e o nome do novo “RPG Superstar” será anunciado em Março do ano que vem, como pode ser visto no cronograma abaixo:

Starting at 2 PM Pacific Time on December 4, 2009, contestants will be able to submit their RPG Superstar entry at paizo.com/rpgsuperstar. For the first round, that entry will be a wondrous item designed for use with Paizo’s Pathfinder Roleplaying Game. Each entry must be 300 words or less, and must include all of the proper mechanics and flavor. Contestants must submit their entry by January 1, 2010. Judges will select the top 32 entries to be announced on January 19, 2010; those 32 contestants will be assigned a new design task and their entries will be posted on paizo.com for the public to read, critique, and vote on. The designers garnering the most votes in each round will continue on to subsequent rounds, and the ultimate winner will earn a paid commission to write one of Paizo’s upcoming Pathfinder Modules!

Paizo has selected three judges to oversee the competition. This year, Paizo Managing Editor F. Wesley Schneider and Developer Sean K Reynolds join veteran RPG Superstar and Necromancer Games co-owner Clark Peterson. These judges will critique each round’s entries before the public vote.

In addition, this season will also feature guest judges chosen for their insight on specific themes for each round. For the Open Call round, last year’s RPG Superstar Final 4 (Eric Bailey, Kevin Carter, Neil Spicer, and Matthew Stinson) will provide their advice to this year’s top 32 contestants. Additional high-profile game professionals will serve as guest judges for each upcoming round.

As the contest progresses, the public will decide which talented designers succeed by discussing the entries and voting for their favorite contestants each round on paizo.com.

Specifics for each challenge will be announced as each round begins. The winner of RPG Superstar 2010 will be announced on March 23, 2010.

RPG Superstar™ 2010 Schedule

Round Round Begins Entries Due Voting Begins Voting Ends Winners Announced
1 Open Call: Design a wondrous item Friday, 02:00 PM US/Pacific 01/01/10 01/19/10
2 Top 32: Secret challenge! 01/19/10 01/22/10 01/26/10 02/01/10 02/02/10
3 Top 16: Secret challenge! 02/02/10 02/05/10 02/09/10 02/15/10 02/16/10
4 Top 8: Secret challenge! 02/16/10 02/19/10 02/23/10 03/01/10 03/02/10
5 Top 4: Submit a full adventure proposal 03/02/10 03/12/10 03/16/10 03/22/10 03/23/10

E aí, alguém vai se aventurar no concurso?

Monte Cook vai escrever aventura para o Pathfinder RPG

Nesta última segunda foi anunciado pela Paizo, editora responsável pelo Pathfinder RPG, que Monte Cook, um dos mais famosos  game designers da história do D&D escreverá uma aventura para o sistema variante da 3ª edição da editora. Com lançamento previsto para Julho de 2010, a aventura se chamará Curse of the Riven Sky, terá 32 páginas e marcará a primeira produção significativa de Cook para o Pathfinder RPG, embora ele já tenha dado uma consultoria nas regras do sistema (que eu considero que foi muito mais ter emprestado seu nome para trazer legitimidade pra parada!). Segue a descrição da aventura e outros detalhes do livro:

BOOK FACTS
Title: Pathfinder Module: Curse of the Riven Sky
Author: Monte Cook
ISBN: 978-1-60125-257-9
Product Code: PZO9526
Price: $13.99
Size: 8.5 x 11, 32 pages
Releases: July 2010

A wilderness adventure for 10th-level characters.

Gaming legend Monte Cook comes to the Pathfinder Roleplaying Game with his first published adventure design in years! The heroes unearth an ancient ritual in a treasure hoard that promises power and fortune. The only trouble is, they need a wizard with giantish blood to help them complete it! Venturing to a forlorn cloud giant castle to gain the much-needed aid, the heroes become embroiled in giantish intrigue when they discover the wizard’s fortress under assault by hill giants! Will unraveling the giant wizard’s hidden past convince him to aid their cause, or will it simply bring misfortune, betrayal, and death?

Designed specifically for the new Pathfinder Roleplaying Game rules and written by gaming legend and Pathfinder RPG rules consultant Monte Cook, Curse of the Riven Sky spotlights wilderness adventuring, innovative roleplaying encounters, and problem solving, providing an unforgettable gaming experience.

Será que teremos outro clássico como a aventura de Planescape Dead Gods? A única certeza é que não vai doer nada ter uma aventura escrita pelo Monte, com uma provável capa do Wayne Reynolds… Definitivamente a Paizo tem acertado a mão em agradar os fãs da edição anterior do Dungeons & Dragons!