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	<title>Área Cinza &#187; PDF</title>
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	<description>Notícias Sobre a Indústria do RPG e o Mundo Nerd em Geral</description>
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		<title>Entrevistas sobre 2009 – Rolando 20</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Mar 2010 10:42:31 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A série de entrevistas sobre mercado de RPG em 2009 continua, desta vez com o Daniel Anand do Rolando 20, provavelmente o melhor site nacional de Dungeons &#38; Dragons. Relembrando, ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A série de entrevistas <a href="../2009/12/adeus-ano-velho-feliz-ano-novo/" target="_blank">sobre mercado de RPG em 2009</a> continua, desta vez com o <a href="http://www.rolando20.com.br/" target="_blank">Daniel Anand do Rolando 20</a>, provavelmente o melhor site nacional de Dungeons &amp; Dragons. Relembrando, a proposta desta série é realizar uma mini-entrevista padronizada com 14 figuras e grupos que considero  importantes na cena do RPG nacional,  principalmente sobre  como avaliam 2009 e quais as suas expectativas para este ano. A idéia não é fazer uma mega  pesquisa com um monte de entrevistas, mas tentar montar um mosaíco  com algumas peças chaves do RPG por aqui, e com base nos seus  pontos de vista iniciar uma discussão sobre os rumos do  <em>hobby</em> no Brasil. Então vamos a entrevista!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1- Como você avalia o ano de 2009 para o mercado nacional de RPG? De forma geral foi um ano melhor ou pior que o anterior? Por quê?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><!----><em>Eu acho que foi um ano melhor que 2008, mas não tão melhor assim no geral.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Para o D&amp;D, a coisa foi super bacana: tivemos vários lançamentos consistentes, superando as expectativas (embora não as promessas). Hoje temos um excelente material para jogadores e DMs que quiserem conhecer o Dungeons &amp; Dragons, em português, e com algum suporte local da RPGA (em alguns centros, um suporte fantástico).</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Além disso, tivemos a volta dos livros jogo, tivemos lançamentos de outros cenários (como o Manual dos Malfeitores e Lugares Misteriosos para nWoD), tivemos publicações em PDF (Old Dragon, Cálice de Avandra).</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Estamos indo bem para um ano complicado desses, onde tivemos uma mega crise mundial, que afetou todas as indústrias.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2- Qual foi a melhor notícia, iniciativa ou lançamento do RPG  nacional este ano na sua opinião?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Ah, sem dúvida o D&amp;D 4e em português. Demorou, mas tivemos um  tratamento VIP no D&amp;D. Livros com erratas, com qualidade excelente e preço que surpreendeu todo mundo.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3- De forma mais geral, como você enxerga o ano de 2009 para o mercado mundial de RPG? E qual a notícia, iniciativa ou lançamento que mais se destacou neste ano?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><!----></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Bom, é difícil falar de mercado mundial. Europa (especialmente Alemanha) e Japão, por exemplo, tem características totalmente diferentes. O que a gente pode dar uma olhada é no mercado americano, que é o que mais reflete aqui no Brasil. E por lá aconteceu um fenômeno bacana, que foi o surgimento de vários novos RPGs não d20, que na minha opinião foi algo positivo para o mercado.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>A OGL teve um papel muito bacana na diversificação das empresas de RPG, porque o D&amp;D nos EUA é de longe o maior (e praticamente sinônimo) de RPG. Mas acabou dando uma engessada em sistemas e na inovação, que ocorreu só em RPGs independentes. Com a nova licença dracônica e inutilizável da WotC, vários novos sistemas e cenários começaram a aparecer.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Desde retro-clones ou evolu-clones como o Pathfinder, mas também sistemas totalmente novos, como o Dragon Age RPG, o novo Warhammer e por aí vai. Eu gostei muito de ver a Fantasy Flight Games e seu Warhammer 3e, que inova em termos de sistema de regras, mas volta ao RPG mais focado na história, agora que o D&amp;D abraçou de verdade o seu lado tático.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><!----><strong>4- Quais foram seus principais projetos, lançamentos ou iniciativas em  2009? Eles responderam as suas expectativas?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Em 2009 tivemos a Iniciativa 4e, que superou bastante as minhas expectativas. Mesmo tendo um pouco de dificuldades no final do ano, criamos em conjunto muito material bacana para o D&amp;D 4e em português, de qualidade superior a muito material publicado por aí, fiquei bem feliz mesmo com o resultado. Tanto que tivemos iniciativas similares para outros sistemas, o que só traz ainda mais opções aos RPGistas. A revista da Iniciativa, produzida pelo D3System, também ficou muito bacana.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Algo que não saiu como eu esperava foi o meu trabalho junto com o D3System: tive dificuldades de tempo, assim como outros membros, e nosso desempenho na segunda metade do ano deixou a desejar. Esperamos fazer um um 2010 bem melhor!</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5- Quais são suas expectativas para o mercado de RPG nacional para  2010?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Olha, como jogador de RPG, nenhuma: o único RPG que tenho em português é o GURPS, e não tenho nenhuma expectativa em relação à 4a edição em português. Mesmo o M&amp;M já tinha em Inglês antes de sair por aqui. No entanto, como blogger, podcaster e entusiasta da 4a edição do D&amp;D, espero ver os lançamentos de D&amp;D irem de vento em popa: os reinos esquecidos para 4e, livro do jogador 2, e por aí vai. E, quem sabe, material nacional publicado para a 4e também.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><!----></p>
<p style="text-align: justify;"><!----><strong>6- Você já tem projetos, lançamentos ou iniciativas previstos para o ano  que vem? Se sim nos fale um pouco sobre eles!</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Meu maior objetivo em 2010 é conseguir manter o blog, o podcast e a Iniciativa 4e todos sendo devidamente atualizados! Estou brincando um pouco com o formato de vídeo, e estava pensando em ter um videocast de resenhas, vamos ver. Além disso, eu e o Davi estamos escrevendo uma aventura de D&amp;D 4e, para ser publicada em PDF, e espero terminar em 2010 também. Não sabemos ainda como, mas provavelmente será no esquema do Cálice de Avandra, veremos. Também queremos criar outra Iniciativa Aprimorada, mas queremos fazer isso junto com o próximo encontro de RPG.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Comentários:</strong> Concordo demais com o Anand (e com a maioria dos entrevistados!) que 2009 foi um ano melhor que o retrasado, embora o enfoque dele tenha sido no campo estritamente das publicações &#8211; e não temos como negar que o ano passado teve muito mais lançamentos de peso no mercado nacional que 2008, com o destaque indo para o tratamento excelente que a Devir tem dado ao Dungeons &amp; Dragons por aqui.</p>
<p style="text-align: justify;">Sobre o mercado gringo o ponto levantado pelo Daniel é importante, afinal quase não conhecemos bem a realidade do que rola em outros países além dos EUA, que possuem cenas de RPG com características bem próprias. Ainda assim, é bacana ver que o efeito da licença aberta utilizada com a terceira edição do D&amp;D ainda tem tido interessantes ecos no mercado, mas como bem aponta o Anand, de uma maneira menos engessada e até mais experimental do que a maioria do material que foi produzido nos anos de Dungeons &amp; Dragons 3.5.</p>
<p style="text-align: justify;">Retornando as coisas legais no RPG brasileiro em 2009, a Iniciativa 4e, com a produção conjunta de vários blogs para a nova edição do D&amp;Da o redor de temas específicos mostrou que se a idéia é boa um monte de gente se agrega para participar e colaborar, tanto é que o efeito foi o apontado pelo Anand: jogadores de outros sistemas, como Mutantes &amp; Malfeitores e 3D&amp;T, adotaram a idéia e construiram suas iniciativas de maneira semelhante!</p>
<p style="text-align: justify;">Outro destaque do ano passado foi o lançamento da <a href="http://www.d3store.com.br/calice-de-avandra.html" target="_blank">aventura <em>Cálice de Avandra</em></a>, primeiro livro de RPG em português a ser vendido em PDF que eu tenho notícia, e que testou os limites e possibilidades desta forma de distribuição no Brasil. Acho que foi uma jogada inteligente, o pessoal da Iniciativa 4e e do D3system começou pequeno, sem grandes promessas, mais para testar as águas, e a aventura que é resultado deste processo tem uma produção legal e parece bem interessante. <a href="http://www.areacinza.org/2007/02/aniversario-de-1-ano-da-secular-games/" target="_blank">O tema obviamente me interessa</a>, e na minha lista de coisas para fazer a conversa mais específica sobre o Cálice de Avandra é uma das prioridades. Quem sabe não falamos sobre ela e a aventura nova dos irmãos do Rolando 20 de uma tacada só?</p>
<p style="text-align: justify;">Gostaria de agradecer ao Daniel Anand pelas respostas e contribuição com a idéia da série de entrevistas. Espero que continue em 2010 rolando 20!</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Publicação de RPG em PDF &#8211; Perguntas [Parte 1]</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 14:04:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Secular Games]]></category>
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		<description><![CDATA[Mês passado começamos uma discussão por aqui sobre a viabilidade e os formatos da publicação de livros de RPG no formato PDF no Brasil. Eu sei, se passaram mais de ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Mês passado começamos uma discussão por aqui sobre a viabilidade e os formatos da publicação de livros de RPG no formato PDF no Brasil. Eu sei, se passaram mais de 40 dias e as coisas aqui no Área Cinza ficaram bem paradas, mas é hora de voltar e retomar essa idéia, que já gerou <a href="../2009/08/levantando-questoes-sobre-a-publicacao-de-rpg-em-pdf/">um bocado de questões muito interessantes</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Dentro desta minissérie de artigos, já tivemos dois &#8211; a <a href="../2009/08/publicacao-de-rpg-em-pdf-a-historia-da-secular-games-parte-1/">primeira parte da história da Secular Games</a>, falando um pouco das nossas expectativas da entrada neste mercado e forma de produção dos livros; e o <a href="../2009/08/levantando-questoes-sobre-a-publicacao-de-rpg-em-pdf/">Levantando questões sobre a publicação de RPG em PDF</a>, que teve uma resposta fenomenal. É tentando responder as perguntas feitas ali que vou escrever este artigo, e provavelmente mais uns dois ou três nessa linha.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste primeiro artigo das perguntas, dei uma dividida para agrupar as questões mais diretamente relacionadas. Acho que poderíamos chamar esse bloco de <strong>Perguntas sobre a Produção</strong>:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1- A minha principal questão em relação aos pdfs é ligada ao trinômio ilustração-preço-vendagem.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Parece um paradoxo. Pra ter um bom produto em pdf preciso de boa qualidade gráfica. fazer um doc do word com umas fontes bonitihas e gerar um pdf não me levará a lugar algum. No entanto, ilustrações de boa qualidade, uma capa apresentável e uma diagramação aceitável não são baratas, e aumentam consideravelmente o valor final do produto, que precisa ser baixo para vender. Como resolver essa questão, que fica ainda mais complicada se pensarmos em mercado nacional? (Mr. Pop)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Essa é uma ótima questão! Pode parecer um senso comum, mas acho que o caminho mais apropriado é alcançar um meio termo nesta tríade entre design gráfico-preço-vendagem. É fato que todos nós queremos lançar um produto ótimo, no sentido de melhor possível, e muitas vezes usamos como parâmetros produtos de editoras maiores que tem muito mais grana que nós para medimos como devem ser nossos livros. Eu mesmo fui um dos que ao saber que o <a href="http://www.waynereynolds.com/Biography.htm">Wayne Reynolds trabalha como freelancer</a> não resistiu olhar quanto ele cobra por uma capa, e sim, é muito mais do que nós da Secular jamais poderemos pagar!</p>
<p style="text-align: justify;">Mas esse é um caso extremo. Uma editora de PDF que planeje lançar alguns livros por ano tem que criar uma estratégia para maximizar o aspecto gráfico de seus produtos, sem que isso aumente demais o seu custo de produção. Por exemplo, a respeito da identidade visual, livros de uma mesma série (como os <em>Advanced Character Guide</em>, ou mesmo livros de um mesmo cenário, como Tormenta) podem usar as mesmas bordas, fontes e formato da diagramação. Assim, mesmo que tenha que pagar para um designer fazer isso, é um custo que poderá ser dividido entre os outros livros que usarem a mesma base.</p>
<p style="text-align: justify;">No que tange a diagramação, é fato que a diagramação de um profissional difere e muito daquela feita por um amador (e as revistas Dragão Brasil e Dragon Slayer, na época que coexistiram nas bancas eram um exemplo gritante deste fator), mas isso pode ser atenuado. A primeira dica é usar um programa decente de diagramação, e minha <em>weapon of choice</em> é o Adobe InDesign, ferramenta poderosa e de uso bem intuitivo se você já brincou um pouco com o Photoshop e outros da família Adobe. Mesmo com outros programas, uma boa idéia é aproveitar um modelo já existente, seja um dos padrões que acompanham a ferramenta, ou aquele criado pelo seu designer quando desenvolveu a identidade visual do produto (ou linha). Eu sou sociólogo e minha experiência prévia com diagramação era inexistente, mas com o InDesign, e a identidade visual desenvolvida pelo Leo diagramei com tranquilidade (embora não seja a coisa mais divertida do mundo!) todos os livros da Secular, e modéstia a parte ficaram muito bons para um leigo. Ou seja, tenha alguém que entenda por perto, arrume um programa decente, e tente não inventar muito, pelo menos no começo, e com alguma sorte a diagramação não vai ser um peso no seu orçamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas todos nós sabemos que o buraco acontece mesmo nas ilustrações. Um livro de RPG sem elas não deve dar muito certo, e aqueles que possuem ilustrações ruins são ainda piores. Acho que a primeira dica aqui é ser minimalista e criativo &#8211; não adianta querer ter uma ilustração a cada 3 páginas e desenhos de página inteira na abertura de cada capítulo, se você tem somente 100 reais para investir em arte. O melhor é adaptar, espaçando mais as ilustrações, vendo quais você pode reaproveitar de maneira inteligente (as imagens de capa e abertura de capítulo por exemplo podem ser desmembradas, a Paizo faz isso demais!). Mas mesmo com essas gambiarras, ilustrações são caras…</p>
<p style="text-align: justify;">Nós da Secular tínhamos a vantagem de ter um ilustrador de mão cheia entre nós (o Ig Barros), além do <a href="http://braca.wordpress.com/">Leo Braca</a>, que é um excelente designer. Mas mesmo assim o Ig nunca deu conta de ficar por conta e ilustrar tudo por conta de seus outros trabalhos, e nos colocou em contato com alguns excelentes ilustradores. Mesmo cobrando um preço camarada, esses ilustradores chapas do Ig cobravam mais do que tínhamos em caixa no início da editora (éramos todos estagiários!), o que era totalmente justificado, pois eles foram escolhidos pelo Ig exatamente por serem fodas! Chegamos a um acordo então: pagá-los através de porcentagem.</p>
<p style="text-align: justify;">O esquema era assim &#8211; a cada 3 meses 30% do lucro líquido de um título era dividido entre os ilustradores, de acordo com uma tabelinha que o Ig elaborou comigo, que seguia o número de ilustrações, tamanho, cor, etc.. Isso nos possibilitou colocar nossos primeiros 4 títulos no mercado sem ter um investimento inicial em arte, mas hoje não é um modelo que eu acho mais apropriado para a Secular. Isso porque em primeiro lugar demanda uma camaradagem pré-existente com o ilustrador, pois no mínimo ele tem que ter uma boa dose de fé no seu produto, para apostar que ele vai vender o suficiente para pagar um valor justo pelo seu trabalho. Segundo, mesmo que esse vínculo de confiança seja estabelecido, acredito que este é um formato de relação com o ilustrador que é desgastante a médio e longo prazo. Imagina que saco ficar recebendo 10-15 reais a cada 3 meses por dois desenhos, não seria muito melhor receber logo 60 pratas na bucha do que ficar prolongando o pagamento a conta-gotas? Na real essa lógica só vale se o ilustrador é muito camarada, ou se ele trabalha bastante nesse esquema, aí sim, depois de um tempo ele vai receber todo mês uma quantia menos miserável. Ainda assim acho uma forma de pagamento bem abstrata. E que é um saco de contabilizar para quem administra a grana da editora!</p>
<p style="text-align: justify;">Como hoje temos uma boa grana para investir de lucros dos nossos produtos anteriores, se formos lançar algo certamente não vai ser seguindo essa lógica da porcentagem. Mas isso não quer dizer que ela não seja válida: é uma excelente estratégia para editoras lançarem seus primeiros produtos e foi ela que possibilitou a Secular construir um caixa sem tocarmos nos nossos salários de fome.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra estratégia interessante para ilustrações é usar banco de imagens e <em>art packs</em> apropriados para RPGs, pacotes de ilustrações que depois de comprados dão o direito do comprador os utilizar em seus próprios produtos.  Um <a href="http://www.rpgnow.com/index.php?filters=0_0_2893_0&amp;language=en">bocado deles podem ser encontrados na RPGNow</a> por um preço bem camarada, e embora a grande maioria seja de qualidade duvidosa, existem algumas ilustrações bem usáveis por ali. Nunca usamos estes estoques de imagens e nem os pacotes, mas acho que é uma estratégia muito boa para cortar custos e conseguir algumas imagens legais por um preço muito baixo. Talvez até misturar: algumas imagens mais direcionadas ao produto e pagas normalmente, e outras dos<em> art packs</em> como <em>fillers</em>…</p>
<p style="text-align: justify;">Finalmente meu chapa Richard Garrell se adiantou e começou a responder no próprio tópico, algo que acredito que seja a conclusão desta história toda:</p>
<p style="text-align: justify;">Muito interessante a questão levantada sobre a arte.</p>
<p style="text-align: justify;">É indiscutível que o produto tem que ser bonito. Aliás, isso vale inclusive para RPG. Eu gosto de livros bonitões. Acho um saco por exemplo a mania fanzineira da SJG de fazer livros feiosos (muito embora isso tenha mudado na 4ª edição, e os boardgames sejam bonitões!).</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, é fundamental um projeto gráfico bacana. Nessa dai por exemplo acho que a Secular sai na frente da esmagadora maioria das editoras de pdfs que já vi livros.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora o conteúdo dos livros não seja extraordinário (o que eu achei incrível mesmo, o Loremaster, infelizmente nunca saiu), são .pdfs muito bonitos, realmente diferenciados.</p>
<p style="text-align: justify;">Acredito que é um padrão que deve ser observado e mantido. Por outro lado, existe um motivo prático para que isso aconteça: a editora possui dentre seus fundadores um designer bom de serviço, e conta com a camaradagem do Ig Barros, um desenhista excepcional. É verdade que nem todo mundo tem essa sorte.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, acredito que o segredo é mesmo enfiar a mão na cumbuca e tirar algum dinheiro para pagar pelo menos um designer. Devo destacar que ilustrações não necessariamente imprescindíveis. Um designer que tenha um banco de imagens legal já pode fazer várias coisas interessantes, por exemplo. (Garrell)</p>
<p style="text-align: justify;">Concordo totalmente. É possível utilizar seus contatos e soluções criativas, como escrevi ali em cima, para diminuir os custos, mas algum investimento é necessário para lançar um produto bacana.  E aposto que o Mr. Pop já sabe disso… O lance é tentar achar formas de equilibrar esse investimento com o preço final do produto.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2- Quanto a parte de ilustração eu realmente acho difícil conseguir uma ilustração sem saber desenhar… mas quanto a editoração eu realmente preciso pagar alguém pra fazer?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Não existem programas de fácil acesso e fácil de mexer para que um leigo com algumas horas de dedicação possa fazer um material com um mínimo de qualidade? (Leonardo)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Bom abordei um pouco sobre isso na resposta acima, mas o Vinicius mandou uma boa resposta também (e aposto que ele é designer ou alguém que trabalha com a parte gráfica!):</p>
<p style="text-align: justify;">Mais ou menos Leonardo. Assim como desenhar costuma ser requisito para gerar boas ilustrações para os livros de RPG, há uma diferença grotesca dum editor profissional para um amador que resolva usar um programa para montar o PDF dele. Claro, dá para fazer &#8211; da mesma forma que dá para fazer livro em PDF com ilustração barata :P. Idealmente, você quer alguém que sabe da coisa para editorar seu livro. (Vinicius)</p>
<p style="text-align: justify;">Realmente, a diferença é notável entre um editor visual profissional e alguém que está improvisando. Mas o ponto aqui na resposta do Vinicius é o “idealmente”. Claro que se for possível, seja por ter grana em caixa, ou um amigo designer, o ideal é ter alguém profissional nesta área. Mas se não for esta sua realidade, ainda acredito que dê para fazer o básico sem muitas inovações, e sem também correr muitos riscos, na maioria dos casos desde que acompanhado por alguém que te dê umas dicas e um bom programa.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas desviando um pouco da pergunta, já que estamos falando de editor, o que acham da necessidade de um editor “convencional”, alguém que edita o texto do escritor? Cada vez mais acho que esta função é determinante para se criar um produto de qualidade e interessante, e nós na Secular nunca tivemos muito bem alguém fazendo isso, embora nos revezássemos informalmente na função à medida que um de nós escrevia um título. Ainda assim, é algo que eu tenho pensando muito ultimamente…</p>
<p style="text-align: justify;">Para finalizar duas perguntas do Cochise:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3-  PDF é um produto pouco atrativo. O pdf é basicamente um livro no computador. E o melhor lugar para os livros é o papel. O formato eletrônico deveria ser mais interativo. As fichas completáveis do Tio Nitro são um bom exemplo de para onde as coisas deveriam ir. Não proponho que se abandone o formato pdf, mas que se o enriqueça. Os recursos ele tem, mas não são tão usados isso encarece um pouco mais o produto final. (Cochise)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Bom Cochise o PDF não me parece um produto pouco atrativo. Ele tem características positivas e negativas em relação ao livro convencional de papel, mas do jeito que você coloca parece que ele é claramente inferior em tudo. O livro em PDF tem custo de produção menor, logo pode ser vendido mais barato, não tem custo de envio, uma tremenda vantagem para quem quer comprar livros no exterior, no caso do RPG pode ser usado e consultado com mais facilidade na mesa do jogo se tiver um computador a mão, enfim…</p>
<p style="text-align: justify;">Mas também concordo que os recursos dos livros eletrônicos estão longe de serem plenamente utilizados. Um bom exemplo neste sentido são <a href="http://www.rpgnow.com/product_info.php?products_id=3802&amp;it=1">os mapas da Oonne’s</a>, que são cheios de camadas, e você pode escolher qual delas imprimir. Mas realmente, ainda falta muito pra caminhar…</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4- Até o modelo se popularizar é inviável lançar módulos básicos, apenas suplementos. Mais especificamente para o jogo mais jogado de licença aberta, D&amp;D e derivados (Cochise)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Como você mesmo apontou, isso é verdadeiro se falamos de <em>Dungeons &amp; Dragons</em> e licença d20 né? Algumas editoras tiveram sucesso com módulos básicos em PDF, como a <a href="http://www.evilhat.com/">Evil Hat</a> e seus <a href="http://www.rpgnow.com/product_info.php?products_id=28296&amp;it=1">Spirit of the Century</a> e <a href="http://www.rpgnow.com/product_info.php?products_id=28052&amp;it=1">Don’t Rest Your Head</a>. Acho que mesmo neste momento antes da popularização plena dos PDF no RPG (e de forma mais geral na produção literária), os sistemas e cenários autorais são um grande e interessante nicho, talvez não tão grande quanto o do D&amp;D, mas certamente possuem o seu lugar. Na verdade acho que hoje, com a 4ª edição, a insuportável GSL e o incrível suporte do <em>D&amp;D Insider</em>, os livros autorais, independentes e bem feitos são uma aposta até mais sólida no mercado de RPG em PDF que o bom e velho d20.</p>
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		<title>Publicação de RPG em PDF &#8211; A história da Secular Games [Parte 1]</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Aug 2009 23:16:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Minhas Coisas]]></category>
		<category><![CDATA[Secular Games]]></category>
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		<description><![CDATA[Como disse no post da última quarta-feira, vou começar uma pequena série de artigos sobre a publicação de livros de RPG em formato eletrônico, utilizando como base principalmente minha experiência na ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Como disse no <em>post</em> da última quarta-feira, vou começar uma pequena série de artigos sobre a publicação de livros de RPG em formato eletrônico, utilizando como base principalmente minha experiência na Secular Games, editora que formei junto com alguns amigos que participavam do Círculo na época. Pensei inicialmente em utilizar os seguintes recortes ao escrever cada <em>post</em>, de forma a abordar as questões de diversos ângulos, misturando o que vivemos com o mercado gringo com teorias e propostas para a publicação de livros de RPG em PDF no Brasil :</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>A história da Secular Games: </strong>dois ou três <em>posts</em> abordando quem somos, o que fizemos nestes 3 anos, porque da editora ter ficado parada por tanto tempo, e a proposta de retorno em 2009.</li>
<li><strong>Avaliação dos produtos lançados pela Secular:</strong> análises <a href="http://www.rpgnow.com/index.php?filters=0_0_0_0&amp;manufacturers_id=343">dos 5 livros produtos lançados pela editora</a>entre 2006 e 2008, onde pretendo discutir o formato de cada livro, como fizemos com a arte e diagramação, como estipulamos o preço e retorno em vendas.</li>
<li><strong>Perguntas e teorias sobre a publicação de RPG em PDF no Brasil: </strong>tentativa de responder as perguntas feitas pelos leitores do blog no <em>post</em> <a href="../2009/08/levantando-questoes-sobre-a-publicacao-de-rpg-em-pdf/">Levantando questões sobre a publicação de RPG em PDF</a>, e tentar pensar um modelo viável para este mercado no Brasil.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Claro que este é apenas um esboço para seguir com os artigos, mas acho que já é uma boa trilha &#8211; que pode ser alterada caso as perguntas e direção da conversa apontem para outros caminhos. Como hoje é domingão e o tempo já está escasso, preferi começar com a <a href="../2007/02/aniversario-de-1-ano-da-secular-games/">primeira parte da história da Secular Games</a>, que já havia postado por aqui em 2007 nos primórdios do Área Cinza. O artigo abaixo foi escrito em Janeiro de 2007 como comemoração de 1 ano da editora, e embora o grosso seja reaproveitado, vou fazer comentários sobre algumas coisas que estes dois anos de distanciamento me permitiram avaliar, além de complementar em alguns pontos. E depois da reunião da última semana, nós da Secular estamos em um clima de empolgação bem parecido com este que vivemos em 2007!</p>
<p style="text-align: justify;">O texto abaixo, foi escrito com o objetivo de ser usado para a divulgação de nossa promoção de aniversário e oferecer um breve resumo do nosso primeiro ano no mercado internacional de livros eletrônicos. Algumas coisas descritas abaixo já estão acontecendo a todo vapor, como a tradução do <em>Vikings: Midgard</em> e os últimos ajustes do <em>Secular Games Stat Block Recorder</em>, nosso próximo lançamento. Além disso temos tido algumas idéias interessantes e um plano B que muito em breve pode vir a se tornar o plano A!</p>
<p style="text-align: justify;">Começando do começo! A Secular Games foi fundada no início de 2006,e contava com uma boa parte do Círculo &#8211; eu, Tiago, Giltônio, Leo Braca e Ig Barros, e tinha como foco a produção de material para o mercado gringo em formato eletrônico, além de possivelmente adaptar algumas feitas pelo Círculo (ou editoras nacionais) para serem lançadas lá fora. Na época o Círculo estava muito focado em produzir para as revistas de RPG nacionais, e queríamos testar as águas gringas, assim como aproveitar algumas coisas que criamos para o mercado interno e lançar lá fora, como fizemos com o <a href="http://www.rpgnow.com/product_info.php?manufacturers_id=343&amp;products_id=12227&amp;it=1&amp;filters=0_0_0_0&amp;manufacturers_id=343">Shadows of Shinobi</a>, nosso segundo livro que na verdade é uma versão expandida de uma matéria bacanuda para a DB #115, com a capa pelo Ig.</p>
<p style="text-align: justify;">A idéia era termos uma equipe auto-suficiente, capaz de produzir livros precisando de pouco ou nenhuma profissional externo, reduzindo assim nossos custos. Tiago e Giltônio ocupavam a função de escritores, com o Giltônio puxando um pouco a função de designer principal por seu domínio de regras da 3ª edição do Dungeons &amp; Dragons, o sistema de regras que escolhemos para nossos principais produtos. O <a href="http://braca.wordpress.com/">Leo Braca</a> é um designer profissional de mão cheia, e cuidava da identidade visual dos livros, e o <a href="http://igbarros.blogspot.com/">Ig Barros</a> dispensa maiores apresentações, e embora à época ele não fosse a potência dos quadrinhos que é hoje, já mandava muito bem nas ilustrações! Nisto eu sou meio que um 2 de paus, cuidando um pouco da parte de manutenção do site e diagramação dos livros com o Leo, dando uns palpites nas regras e textos com Giltônio e Tiago, e cuidando de burocracias e gerenciamento em geral. Esta formação nos permitiu lançar livros esteticamente muito bem acabados com um custo praticamente zero, já que o trampo era feito quase todo por sócios da editora. Mas vamos continuar com o texto sobre o aniversário de 1 ano da Secular…</p>
<p style="text-align: justify;">Nossos três produtos se saíram muito bem em 2006. O primeiro deles, o <em>Advanced Character Guide: Arcane Archer</em> completa um ano junto com a editora e superou em mais de 20% nossa expectativa de vendas do primeiro ano. Como resultado pretendemos dar continuidade a linha Advanced Character Guide em 2007, com os livros <em>Advanced Character Guide: Arcane Trickster</em> e<em>Advanced Character Guide: Loremaster</em>, este último escrito por Rafael Smith, em nosso primeiro trabalho com um escritor freelancer nacional, e que esperamos ser o primeiro de muitos.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste mês de Fevereiro a Secular Games completou um ano de existência. Foi um ano e tanto para todos nós, e dentre as inúmeras coisas que aprendemos sobre o mercado de livros eletrônicos a principal delas é que ele é muito mais complicado do que imaginávamos!</p>
<p style="text-align: justify;">O <em>Shadows of Shinobi</em>, uma versão expandida da matéria de capa da Dragão Brasil #115 eo  <em>Lines of Legend: Winter Elves</em>, o primeiro da nova série sobre raças, também não decepcionaram, e têm correspondido nas vendas as boas resenhas e comentários nos sites de notícias. O feedback aos nossos produtos têm sido excelente, e a maior crítica que recebemos em nossos dois primeiros produtos &#8211; em relação a pequenos erros gramaticais, não se repetiu no <em>Lines of Legend: Winter Elves</em>, primeiro livro no qual contamos com o auxílio do Paul King, um revisor norte-americano que tem contribuído com a Secular de maneira fenomenal.</p>
<p style="text-align: justify;">Se cometemos alguns erros por falta de experiência com o mercado de PDFs, o principal deles foi traçar uma previsão bastante otimista da velocidade com que lançaríamos nossos produtos. Para o ano passado a nossa previsão era de lançarmos oito produtos, uma média de um a cada mês e meio. A realidade se mostrou bem mais complexa, e o padrão de qualidade que desejávamos em nossos lançamentos se mostrou mais demorado de se alcançar do que havíamos previsto, o que resultou no lançamento de apenas três produtos em doze meses.</p>
<p style="text-align: justify;">Realmente, as vendas do <a href="http://www.rpgnow.com/product_info.php?manufacturers_id=343&amp;products_id=12226&amp;it=1&amp;filters=0_0_0_0&amp;manufacturers_id=343">Advanced Character Guide: Arcane Archer</a> superaram nossas expectativas iniciais, e seguir com a linha focadas na expansão das classes de prestígio do Livro do Mestre da 3.5 parecia ser a coisa certa a se fazer. No entanto nunca conseguimos lançar os livros <em>Advanced Character Guide: Arcane Trickster</em> e<em>Advanced Character Guide: Loremaster </em>em grande parte por desorganização e priorização de outros projetos, além das boas e velhas vidas sociais, acadêmicas e profissionais de cada um.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa foi a dura realidade, e na minha opinião, de certa maneira um erro em nossa estratégia. Focamos nossos esforços em livros maiores, com cerca de 40 páginas, que obviamente levavam mais tempo para serem produzidos. Mesmo que fôssemos seguir esta estratégia hoje, o ideal seria misturar produtos menores, de cerca de 10 páginas, entre estes lançamentos maiores, de forma a manter o fluxo de produtos, e conseqüentemente a atenção sobre a Secular lá fora. Uma explicação melhor sobre a importância de manter um fluxo de produtos pode ser encontrada nos próximos parágrafo:</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto esta falha nos ensinou uma série de coisas. A primeira delas foi a importância do efeito alavanca que os lançamentos causam sobre as vendas dos produtos mais antigos. O mercado de livros eletrônicos é bem diferente do de livros impressos, e como tal tem suas próprias vantagens e desvantagens. A principal vantagem é o fato de podermos manter um livro a venda por anos, sem nenhum custo de distribuição, estocagem e reimpressões. Sempre que um consumidor se interessar por um produto d20 sobre ninjas, o <em>Shadows of Shinobi </em>estará disponível para ele imediatamente por $5 dólares, o que não ocorreria, por exemplo, com um livro esgotado ou simplesmente antigo. No entanto o volume de lançamentos em sites como a RPGNow é de dezenas por semana, o que significa que os livros eletrônicos, pelo menos das editoras médias e pequenas, têm um tempo de exposição bem menor que o dos livros impressos, que ficam por meses nas prateleiras das lojas chamando a atenção de potenciais compradores.</p>
<p style="text-align: justify;">É ai que o fluxo constante de lançamentos entra. A cada novo lançamento exposto na página principal, os outros livros da editora também ganham visibilidade, o que gera um aumento substancial de suas vendas. Na verdade, percebemos que o impacto dos lançamentos sobre as vendas dos produtos antigos é muito superior a qualquer aumento proporcionado por resenhas e anúncios.</p>
<p style="text-align: justify;">Preferimos então tentar novamente atingir o ritmo de lançamentos que consideramos ideal, e para isso tivemos que organizar nosso processo de criação de maneira mais precisa. Atualmente a produção de um livro conta com três etapas (Design, Desenvolvimento e Editoração). Com este modelo acreditamos que seja possível coordenarmos de maneira simultânea a produção de três produtos.</p>
<p style="text-align: justify;">Além dos já citamos <em>Advanced Character Guide: Arcane Trickster</em> e <em>Advanced Character Guide: Loremaster</em>, pretendemos lançar no primeiro semestre de 2007 o <em>Secular Games Stat Block Recorder</em> e a versão em inglês do <em>Vikings: Midgard</em>, o aclamado livro da editora Conclave, que terá seu primeiro preview disponibilizado em breve.</p>
<p style="text-align: justify;">A produção dos livros em etapas teoricamente nos tornaria capazes de produzir vários livros ao mesmo tempo, e embora seja um ótimo modelo, não tínhamos tempo hábil para nos dedicarmos com tamanha precisão. Ainda assim 2006 foi o melhor ano para a Secular em termos de lançamentos, e embora tenhamos aprendido bastante sobre o mercado gringo e as dificuldades da produção de livros de RPG não conseguimos efetivamente transformar isso em uma melhoria em nosso fluxo de produção, não por falta de retorno ou aceitação dos produtos, mas devido a uma série de desafios profissionais e acadêmicos que enfrentávamos na época. Por isso mesmo a tentativa de utilizar escritores freelancers, como forma de otimizar nosso fluxo de lançamentos, mas que infelizmente não decolou porque nossa equipe de produção gráfica enfrentava exatamente os mesmos problemas!</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda assim com todos os problemas e apenas três lançamentos, conseguimos vender cerca de U$1000 de nossos produtos, com um ganho bruto (descontando a porcentagem cobrada pelas lojas virtuais) de aproximadamente U$700, o que eu não considero nada mal para uma empreitada que era organizada em nosso tempo livre como um hobbie.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas próximas partes da história da Secular os anos de 2007 e 2008, onde demos uma parada completa, e as idéias para um retorno em 2009. O <em>post</em> seguinte sobre a publicação de RPG em formato PDF será respondendo algumas das <a href="../2009/08/levantando-questoes-sobre-a-publicacao-de-rpg-em-pdf/">excelentes perguntas feitas por aqui</a>!</p>
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		<title>Levantando questões sobre a publicação de RPG em PDF</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 23:14:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Secular Games]]></category>
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		<description><![CDATA[Estava conversando com o Giltônio e meus outros comparsas da Secular Games sobre meu interesse em escrever uma pequena série de artigos no Área Cinza sobre a possibilidade de publicar ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Estava conversando com o Giltônio e meus outros comparsas da Secular Games sobre meu interesse em escrever uma pequena série de artigos no Área Cinza sobre a possibilidade de publicar livros de RPG em PDF, abordando em primeiro lugar nossa experiência no mercado gringo (uma versão <a href="../2007/02/aniversario-de-1-ano-da-secular-games/">desatualizada desta história pode ser encontrada aqui</a>), e posteriormente algumas teorias e idéias que tenho sobre a viabilidade deste formato de publicação aqui no Brasil, inclusive <a href="http://www.d3store.com.br/calice-de-avandra.html?SID=OMjY7FmdL5P891J3JNWpFaQkTpBwFSHLHjTy3xhoM7c%3D">conversando com quem já está fazendo isso por aqui</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas antes de sair escrevendo como um desvairado sobre o que eu acho que é interessante, acho que seria bacana saber de quem acompanha o blog (e claro, se interessa pelo tema) quais são as principais dúvidas, apostas e teorias sobre a publicação em PDF, seja na gringa como aqui no Brasil. Óbvio que eu não vou conseguir responder metade das perguntas, mas a idéia é justamente discutirmos juntos, pensar nos formatos atuais e no que ainda pode ser implementado, ainda mais aqui onde este tipo de iniciativa está apenas engatinhando.</p>
<p style="text-align: justify;">Então esse não é um <em>post </em>típico do Área Cinza, com meus resmungos sobre as paradas. Não senhores, mais que nunca preciso dos resmungos de vocês!</p>
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		<title>POD e PDFs na RPGNow e DriveThruRPG</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Apr 2009 13:21:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Foi divulgada no ICv2 uma das idéias mais legais a serem futuramente integradas nas lojas pertencentes a One Book Shelf - RPGNow e DriveThruRPG: a venda integrada de livros impressos sob demanda, serviço ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.icv2.com/articles/news/14795.html">Foi divulgada no ICv2 uma das idéias mais legais</a> a serem futuramente integradas nas lojas pertencentes a <a href="http://onebookshelf.com/">One Book Shelf</a> - <a href="http://www.rpgnow.com/">RPGNow</a> e <a href="http://rpg.drivethrustuff.com/">DriveThruRPG</a>: a venda integrada de livros impressos sob demanda, serviço popularmente chamado de POD. Esse papo já rolava no fórum interno das editoras desde o início do ano, mas parece que agora as coisas realmente estão caminhando, e que o serviço poderá ser inaugurado até a Gen Con em Agosto. Abaixo o anuncio da ICv2 e as declarações do Sean Patrick Fannon, responsável pelas ações de marketing da empresa, com meus já tradicionais comentários desnecessários:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">OneBookShelf, parent of the DriveThruRPG and RPGNow gaming PDF e-commerce Websites, plans to add print-on-demand capability later this year.  “Improvements in POD are going to enable us to offer a new service; we’ll be able to offer print book options in addition to PDFs in one click,” Sean Patrick Fannon,  RPG Marketing, Communications, and Publisher Services Manager for OneBookShelf told us. “The model we have come up with for our publishers, including some very large and well-known publishers, will allow them to abandon doing print runs on their own.”</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Bom acho que parar de fazer impressões as editoras médias e grandes não vão, afinal o custo de fazer milhares de cópias no modelo tradicional ainda é menor que fazer milhares por POD, claro, desde que exista a certeza que estas cópias serão vendidas! O serviço de impressão por demanda ataca justamente aí &#8211; o custo de impressão por unidade é bem maior, mas não existe risco de encalhe e perda do investimento, já que a tiragem é feita de acordo com o número de consumidores interessados em adiquirirem o produto. Então para editoras menores, e mesmo linhas novas e produtos mais experimentais das editoras maiores, realmente o POD pode ser um substituto completo da impressão tradicional. Mas não espere ver o <em>Mutants &amp; Masterminds</em> 5ª edição somente em POD nos próximos anos!</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">In addition to continuing to sell directly to consumers, the company also plans to make POD publications available through hobby game retailers.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Isso sim seria impressionante, vender cópias impressas sob demanda através das próprias lojas de RPG! Mas fico pensando como funcionaria, cada loja teria que ter uma espécie de Kinko’s (o McDonnald’s das gráficas rápidas na gringa) acoplada para conseguir fazer livros de capa dura e com qualidade que os PODs de hoje possuem. E se o que ele quis dizer é só a venda dos PODs pelas lojas, com os livros sendo entregues pelos correios, o que é bem mais realista, a parada perde um pouco de sua inovação, afinal isso eu posso fazer da minha casa ou mesmo do meu celular.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">The company is hoping to kick off the new program at Gen Con, but no firm date is set yet.  Initial efforts will be devoted to the RPG category, expanding later to the company’s other categories, including comics.</p>
<p style="text-align: justify;">OneBookShelf is “going from the world’s largest PDF download store to become the biggest RPG store, period,” according to Fannon, due not only to the new POD initiative, but also to the launching of sites in French, German, Italian, and Spanish.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Excelentes notícias, quem sabe em alguns anos não teremos uma versão em português também? Isso sim daria uma reanimada no RPG nacional, já que ainda não existe nenhuma loja de RPG virtual no país, e parece que isso vai continuar assim por um bom tempo.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">The company recently took a hit to its volume when Wizards of the Coast abruptly halted sales of PDFs of its products (see “<a href="http://www.icv2.com/articles/news/14693.html">WotC Ends PDF Download Sales</a>”).  Although Fannon acknowledged that the move was a negative for PDF sales, he said that Wizards of the Coast was “not even close” to half the company’s sales.  He pointed to steady growth, even during the current Great Recession, and the steady addition of new material, including the recent addition of Palladium Games titles to the PDF offerings.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Que tipo de declaração é essa aliás &#8211; “<em>Não era nem perto de metade das vendas da companhia</em>“. Caramba, se fosse a metade a parada já tinha falido nestas duas semanas sem PDFs da <em>Wizards of the Coast</em>. Eu chutaria sem nenhum embasamento, que as vendas da WotC nos sites da <em>One Book Shelf</em> deviam ser tipo um quarto das vendas das lojas, mas vai saber. Enfim, esse final da declaração, que até então estava indo tão bem, é meio retardado. Primeiro ele manda que a WotC não era nem a metade das vendas, nossa, então vocês nem vão sentir falta hein campeão? E depois diz da entrada da Palladium como parceira na venda de PDFs.<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Palladium_Books">Palladium</a>, a editora mais capenga e estranha do RPG norte-americano, e que mesmo sendo uma editora média, não é o que era no final dos anos 90 e quase fechou as portas em 2006. Grande substituta…</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Podcast da Green Ronin sobre publicação digital de RPG</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Apr 2009 13:16:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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		<description><![CDATA[A nona edição do podcast da Green Ronin foi gravada em uma mesa redonda moderada pelo presidente da editora, Chris Pramas, que reuniu também Jeff Combos do Exile Game Studio, Erik ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A <a href="http://greenronin.com/2009/04/green_ronin_podcast_episode_9.php">nona edição do podcast da Green Ronin foi gravada em uma mesa redonda moderada pelo presidente da editora</a>, Chris Pramas, que reuniu também Jeff Combos do<a href="http://www.exilegames.com/"> Exile Game Studio</a>, Erik Mona da <a href="http://paizo.com/">Paizo</a>, Donna Pryor do <a href="http://www.flyinglab.com/">Flying Lab</a> e David Stansel-Garner do <a href="http://catalystgamelabs.com/">Catalyst Game Labs</a>, para discutirem a publicação digital de livros de RPG em formato eletrônico, além de temas relacionados como a pirataria, comunidades de jogadores, e claro, <a href="../2009/04/livros-da-wizards-em-pdf-proibidos-e-agora/">a decisão da WotC de encerrar a venda digital de seus livros</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Não dá para resumir bem a parada sem perder muito do conteúdo, já que quase toda a conversa, com cerca de 58 minutos de duração é bem informal e dinâmica, com os interlocutores indo e voltando em pontos que circundam a questão da venda eletrônica de livros de RPG. Mas vou tentar fazer algo nesse sentido para quem está sem saco para escutar uma hora um bando de nerds falando de RPG:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Os primeiros 3 minutos: </strong>comentários introdutórios do Pramas, falando do contexto em que foi feita a gravação e dos seus problemas técnicos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>03:00 &#8211; 10:00:</strong> apresentação dos participantes da mesa. Início da discussão com relatos de como era a publicação de RPG em formato eletrônico na década de 90, o que mudou nos últimos 10 anos e como isso afetou a indústria de RPG de forma geral.</p>
<p style="text-align: justify;">Erik Mona fala sobre como no início os livros de RPG em PDF eram espécies de complementos ou material cortado dos livros básicos na edição, material bem secundário ou periférico mesmo, mas que nos últimos anos o paradigma dos livros eletrônicos se tornou muito mais <em>hardcore</em>, com livros de regras e cenários inteiros em formato eletrônico, muitas vezes lançados juntos (ou até antes!) que suas versões impressas. Pramas comenta a prática da Green Ronin de lançar antes os livros em PDF para depois de algumas semanas publicá-los no formato impresso, para que os próprios consumidores possam colaborar com uma possível errata e correções, que são incorporadas gratuitamente na versão eletrônica, mas que não poderiam ser feitas no livro impresso.</p>
<p style="text-align: justify;">Mona também fala como eles enviam de graça seus livros em PDFs junto com as versões impressas compradas diretamente da Paizo, para que os consumidores tenham uma forma fácil de procurar por determinado conteúdo no livro, ou para preparar seus jogos com mais facilidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>10:00 &#8211; 18:00:</strong> Pramas pergunta ao Erik Mona se essa prática de dar o PDF junto com o livro impresso nas compras feitas diretamente com a Paizo não tem incomodado os lojistas, que pelo mesmo preço vendem apenas o livro impresso. O editor da Paizo responde que a saída encontrada pela editora tem sido dar outras formas de suporte para os lojistas, como materiais e livros gratuitos em promoções e datas especiais como o<em>Free RPG Day</em>. Ele continua dizendo que entramos em uma época, onde com a competição das livrarias virtuais e as várias formas de distribuir os livros, as lojas tradicionais que vendem livros de RPG tem que oferecer muito mais que apenas livros em uma prateleira, mas também ter dias de jogos, parcerias com editoras e outras formas de sobreviver em meio aos novos tempos. David Stansel-Garner da Catalyst fala de como eles têm desenvolvido uma parceria com os lojistas, para que estes coletem os e-mails de seus compradores, para que les recebam os PDFs dos livros físicos que compraram na loja, integrando os lojistas assim no oferecimento dos livros eletrônicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele encerra sua fala com uma analogia muito legal: PDFs são diferentes de livros impressos, da mesma foram que um filme em DVD é diferente de um filme nos cinemas. Ambos tem o mesmo conteúdo, mas em formatos completamente diferentes, com recursos diferentes e preços diferentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Jeff Combos do Exile Game Studio diz que por serem um editora muito pequena, eles enxergam os PDFs muito mais como uma ótima forma de divulgar um produto. Se um livro eletrônico é bem sucedido e cria uma base de jogadores e um nome reconhecido, ele então é impresso pela editora, que usa o formato eletrônico como um medidor de como um produto vai ser aceito pelo público, com um investimento muito menor que o de um livro impresso convencional.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>18:00 &#8211; 27:45:</strong> os participantes começam a falar diretamente sobre a decisão da Wizards de encerrar as vendas de todos seus livros em PDF, e conseqüentemente sobre a pirataria e seus efeitos sobre as estratégias das editoras. Chris Pramas diz que quando ouviu pela primeira vez sobre a decisão da WotC pensou que se tratava ou de parte de um plano muito inteligente, ou de um plano muito idiota. Mas que <a href="../2009/04/entrevistas-com-o-presidente-da-wizards/">depois das entrevistas do Greg Leeds</a> ele percebeu que as pessoas à frente da Wizards não entendem nada de pirataria, e que se eles realmente acham que com o fim das vendas de PDF vão conseguir impedir os piratas por um pouco mais que algumas horas de lançarem os livros em redes de compartilhamento, eles estão muito errados.</p>
<p style="text-align: justify;">Os debatedores concordam que lutar contra a pirataria é algo que exige muito mais recursos que as editoras de RPG possuem, e que os valores gastos com isso não serão necessariamente traduzidos em vendas. Pramas também diz que a decisão da WotC desencoraja os compradores de livros em PDF, já que agora a único forma onde eles podem conseguir o que antes adquiriam legalmente é através da pirataria.</p>
<p style="text-align: justify;">Erik Mona começa uma choradeira sobre como os jovens estes dias (e ele mesmo zoa isso), enxergam a internet como uma forma de acessar conteúdo de graça, para depois decidirem se vão investir seu dinheiro no produto ou não, se ele vale o que realmente é cobrado. Pramas resalta que esta não é uma prática nova, afinal os livros de RPG xerocados eram muito populares nos anos 80, e foi através deles que muitos futuros consumidores conheceram os jogos. As novas tecnologias só permitiram que está prática se tornasse mais comum.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>27:45 &#8211; 30:00 : </strong>Aqui acho que começa a melhor parte da discussão, quando o David Stansel fala da importância da comunidade de jogadores para o sucesso de uma determinada linha de produtos, citanto a qusae extinção do Battletech. Com a má situação da linha, os própriosfãs começaram a lutar contra a pirataria como uma das formas de apoiar seu jogo favorito, ao mesmo tempo organizando eventos e expandindo o público da linha. Esse tópico da comunidade é algo em que eu venho pensando um monte desde o ano passado, até falei sobre isso no EIRPG do ano passado com algumas pessoas. Acredito que no Brasil as únicas editoras que tenham conseguir fomentar este tipo de comunidade sejam a Daemon, embora ela pareça estar diminuindo, e a Jambô, que tem uma legião bem integrada de seguidores fiéis de suas linhas. Estas comunidades podem servir inclusive como uma proteção contra a pirataria, já que teoricamente a chance de alguém piratear um livro escrito por um cara super acessível que participa ativamente de fóruns e listas, e publicado por uma editora comprometida e que responde seus clientes é menor que a chance de se piratear este mesmo livro se ele fosse escrito por um cara que não tem contato com o público e por uma editora que sequer fomenta canais de comunicação com os clientes. Pelo menos é assim que eu imagino que funcione. Eu e os caras do podcast : )</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>30:00 &#8211; 39:45: </strong>Alguém na platéia diz que livros eletrônicos não são apenas PDFs, e que ele tem um Kindle que não lê direito PDFs. Achei essa parte bem chata. Os participantes explicam a dificuldade de re-diagramar um livro de RPG cheio de tabelas e imagens, e que com o PDF isso não acontece, já que é o mesmo arquivo enviado para a gráfica na impressão.</p>
<p style="text-align: justify;">Erik Mona retoma a discussão sobre os títulos em PDF serem produtos diferentes dos mesmos títulos impressos, cada qual com sua especialidade. Ele acredita que é um erro tratar PDFs e impresso como iguais, e que a tecnologia está evoluindo mais rápido que as editoras têm conseguido acompanhar ou mesmo entender. Depois de uma longa e simpática história sobre mapas e a revista <em>Dungeon</em> (na época publicadas pela Paizo), ele concluí que nesta época de mudanças e inovações, especialmente em um mercado de nicho como o de RPGs, interagir com a comunidade de jogadores é crítica para o sucesso das editoras.  Muito bom isso aqui: muitas editoras acreditam que interagir com seus consumidores é algo secundário, que seus funcionários podem fazer de casa nas horas de folga, como algo extra ou diferente de trabalho de verdade. Ele diz que como cabeça da Paizo, sempre defendeu que escutar e criar canais para <strong>interagir com a comunidade de jogadores é parte do trabalho da editora.</strong> E que deixar isso em segundo lugar pode ser uma estrada para o fracasso.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>39:45 &#8211; 42:00: </strong>Uma garota da platéia fala que muitas pessoas já conseguem ler livros inteiros em PDF, e que necessariamente não querem ou precisam das versões impressas, e Mona fala que realmente, à medida que a tecnologia avança e se torna isso mais comum, é uma tendência que vai aumentar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>42:00 &#8211; 49:00: </strong>Um cara da platéia pergunta o que os participantes acham do modelo de mensalidade adotado pela Wizards com o <em>D&amp;D Insider</em>. David Stansel fala que o modelo é a muito tempo usado pela Catalyst e que é uma forma excelente de construir uma comunidade ativa e dedicada ao jogo, que pode inclusive contribuir com seu desenvolvimento. Pramas e Jeff Combos falam de como a idéia do <em>D&amp;D Insider</em> é excelente, mas que não está sendo tão bem executada como deveria ou prometida. Erik Mona fala que com as novas formas de distribuição e venda, não só de livros, mas de músicas e filmes também, a própria idéia de ser o proprietário de algo começa a mudar. Um serviço de assinatura é uma forma diferente de vender produtos, que se situa entre o aluguel e a venda, e que isso pode assustar um pouco alguns consumidores. Eu acho isso meio bobo, afinal a lógica das mensalidades é de ter acesso a algo todo mês, e depois disso o material acessado é seu, não é devolvido a editora. Mas enfim, quando encontrar o Mona para tomarmos uma cerveja trocamos essa idéia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>49:00 &#8211; 58:00: </strong>A moça que fala baixo e estranho pergunta novamente, desta vez sobre o que vende mais, livros impressos ou PDFs. Os debatedores são unânimes em responder que vendem muito mais livros impressos que digitais, em média em uma proporção de 10 para 1. Ao serem perguntados sobre a freqüência que encontram seus livros pirateados na internet, eles respondem que sempre (até a Secular tem seus livros pirateados!), mas Pramas diz que fica um pouco tranqüilo por saber que a maioria das pessoas que tem os livros nos computadores são apenas colecionadores de PDFs, que mal vão ler seus produtos depois do download, muito menos usá-los. Ele espera que os que o façam possam pelo menos serem incentivados a comprarem os livros da editora depois de verem a qualidade dos produtos.</p>
<p style="text-align: justify;">Um cara faz uma pergunta estranha comparando o RPG, falando do Radiohead e tal, que descolado…<strong> </strong>Mona fala sobre estas inovações e como um editor deve ter coragem para tomar decisões arriscadas, e cita a estratégia de ter <a href="../2008/08/pathfinder-rpg-beta-playtest-na-area/">disponibilizado de graça a versão beta do Pathfinder</a>, e que além disso eles imprimiram uma tiragem limitada dos livros, que se esgotaram nas primeiras horas da Gen Con. Ele diz que a estratégia de dar os livros de graça em PDF provavelmente ajudou nas vendas da versão impressa, já que depois de ver o documento eletrônico muitos queriam usar o novo sistema em suas mesas de jogo. Mas que o teste final será na Gen Con desde ano, quando a versão definitiva do livro será colocada a venda. Aí sim a estratégia se mostrará bem-sucedida ou não.</p>
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		<title>Entrevistas com o Presidente da Wizards</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Apr 2009 02:53:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<description><![CDATA[No fim da semana o Greg Leeds, CEO da Wizards of the Coast deu duas entrevistas, que embora tenha conteúdo muito semelhante, são extremamente interessantes e reveladoras para aqueles curiosos ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">No fim da semana o Greg Leeds, CEO da Wizards of the Coast deu duas entrevistas, que embora tenha conteúdo muito semelhante, são extremamente interessantes e reveladoras para aqueles curiosos com os rumos da maior editora de RPG do mundo. <a href="http://www.enworld.org/forum/news/254134-exclusive-interview-wizards-coast-president-greg-leeds.html">A primeira delas foi publicada na EN World</a>, e a segunda, mais afiada e enfática nas perguntas, <a href="http://www.icv2.com/articles/news/14726.html">foi feita pelo sempre excelente site ICv2</a>. O <a href="http://blogquarentaedois.wordpress.com/">Felipe do blog 42</a> tem mantido seu<a href="http://blogquarentaedois.wordpress.com/2009/04/11/entrevista-com-greg-leeds-presidente-da-wizards-of-the-coast/">impressionante trabalho de tradução, e em menos de 12 horas debulhou as duas entrevistas no blog</a>, que inclusive usarei aqui para comentar alguns trechos. Como as entrevistas são bem semelhantes, não vou diferenciar ou comentar uma de cada vez, até porque as perguntas se repetem:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A última, se a Wizards esta planejando usar outro método para fazer seus conteúdo digital disponível [ além de PDFs], porque acabar com os PDF antes desta alternativa estar pronta para uso? Não criar um ambiente, pelo menos temporariamente, não encoraja aqueles que estavam comprando seu conteudo legalmente de agora conseguir o material por cópias piratas?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O alcance da pirataria foi tal que tivemos que parar toda a distribuição de material digital enquanto procuramos outra opção. Após poucas horas do seus lançamento, o Player Handbook 2 havia sido baixado milhares de vezes. Nós, em uma estimativa conservadora, estimamos que para cada livro baixado legalmente, outros dez foram baixados de forma ilícita. Nós estávamos preocupados que esta atividade começasse a afetar lojas reais, e a Wizards não podia parar e deixar que isto aconteça quando há outras opções para adquirir nosso produtos.</p>
<p style="text-align: justify;">Ah então tá, a preocupação da WotC é com as lojas reais, ok. O ponto central aqui não é o de quantas cópias ilegais do <em>PH2</em> foram baixadas, certamente foram milhares. Mas sim quantas destas pessoas compraram o livro impresso depois, ou quantas delas jamais o comprariam, com ou sem cópia pirata rolando. Esse é o cerne da discussão sobre a pirataria &#8211; como ela afeta realmente as vendas. Dizer que foram milhares de downloads é dizer nada, aliás algumas empresas disponibilizam as versões eletrônicas de seus livros de graça e ainda assim conseguem boas vendas com as versões impressas. Não que eu queria que a WotC faça essa jogada, seria utópico esperar isso, mas esse argumento do número de downalods ilegais sem uma análise qualitativa fica muito mais frágil.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Outra teoria diz que a Wizards planeja vender PDF ela mesma, e queria manter a inteira margem de lucro, ao invés de reparti-la com websites terceirizados. Qual a sua resposta para esta teoria?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Simplesmente dizer que ela esta incorreta. Nós não planejamos vender PDFs, e estamos procurando outras opções para distribuição digital do nosso conteúdo.</p>
<p style="text-align: justify;">E <a href="../2009/04/livros-da-wizards-em-pdf-proibidos-e-agora/">toda a minha teoria vai por água abaixo</a>… Bom tentar prever o futuro dá nisso não é? De qualquer forma, modéstia a parte, acho que seria a ação mais inteligente da WotC com base no cenário que temos conhecimento hoje.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A decisão de revogar a venda de PDFs significa que a Wizards não mais fornecerá qualquer outro método para se adquirir livros fora de catalogo como aqueles de edições antigas? Há algum plano de prosseguir com o acesso dos consumidores as cópias destes trabalhos através da Wizards, ou os consumidores deverão ir atrás de outros canais para adquirir estes produtos que estejam fora de catalogo? Se a última for verdade, porque a Wizards escolheu evitar dar este acesso?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Nós não temos qualquer plano de retomar as vendas de PDF, mas estamos atualmente examinando outras opções para a distribuição digital do nosso conteúdo, incluindo antigas versões. Nós entendemos que o conteúdo digital é importante para nossos consumidores.</p>
<p style="text-align: justify;">Se levarmos a sério a parte do “<em>não temos planos de retomar as vendas de PDF</em>“, acho que uma boa aposta seria oferecer parte ou mesmo todo o catalogo da editora como um plano plus do D&amp;D Insider, Isso traria muito mais gente para o serviço, e seria um uso interessante de livros antigos que hoje são peso morto para a editora.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Banindo as vendas de PDF, a Wizards of The Coast agora não tem mais nenhuma forma legal para os consumidores comprar o seu conteúdo digitalmente. Isto parece punir aqueles que estavam pagando pelo seu conteúdo digital, enquanto faz pouco para parar os piratas que podem continuar escaneando seus livros e compartilhando cópias digitais por aí, criando um novo aumento na pirataria. Qual a sua resposta para esta linha de raciocínio?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Nós entendemos que nossas ações não eliminaram totalmente a pirataria, mas não queremos também facilita-la.No fim para melhor suportar e aumentar nossa indústria de RPG, precisamos de uma base de vendas fortes. Entendemos que nossos fãs tem usado PDFs, e nós estamos atualmente procurando outras opções em distribuição digital. No tempo médio, nós precisamos proteger nossa indústria.</p>
<p style="text-align: justify;">Leeds amigão, te contar um segredo: a pirataria de livros de RPG é muito mais antiga que o mercado de PDF’s. Ah, mas o plano é dificultar a pirataria. Ok, antes o nerd gordinho de Atlanta comprava o livro de <em>D&amp;D</em> na RPGNow e liberava em um p2p. Agora o mesmo nerd gordinho gasta uma tarde inteira escaneando o livro antes de jogar no p2p. Talvez a vida dele tenha se tornado alguns mácrons mais miserável, mas para a Wizards, que é o que importa para nós, o efeito é o mesmo &#8211; o livro está na rede.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Quais estratégias, você pode compartilhar conosco , que você esta buscando para aumentar ainda mais as vendas e penetração no mercado?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Nós estamos felizes com a performance da 4 Edição. Nós tivemos que reimprimir o Player Handbook da 4 Edição três vezes e o PH2 já esta indo para sua segunda impressão. Ultimamente  o nosso objetivo é manter a indústria de RPG forte, e nossa estratégia para isto é continuar a cria grandes produtos para a 4 Edição que atraiam nosso fãs e mantenha-os jogando D&amp;D. Por sua vez, isto irá aumentar a indústria de RPG.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="../2009/04/promocao-area-cinza-os-cacadores-da-fonte-perdida/">Achamos a anti-fonte perdida</a>! Piadas à parte, <a href="../2009/03/as-vezes-eles-voltam/">já sabíamos que a 4ª edição estava mandando bem nas vendas</a>, e a única novidade mesmo foi sobre a reimpressão do <em>Player’s Handbook 2</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, achei ambas as entrevistas decepcionantes, não pelos entrevistadores ou pelas perguntas, definitivamente eu não teria feito melhor, mas pelo nível das respostas. Ou o Greg Leeds está escondendo o jogo de alguma grande mudança e inovação, esperança que se torna a cada dia mais fraca, ou então ele e sua trupe estão tomando uma série de decisões importantes com base em um senso comum maluco, como esse da pirataria. Eu ainda tinha esperança que ele apresentasse um plano de vendas dos PDF’s da empresa, ou ainda algum tipo de estudo ou avaliação do efeito que os downloads piratas possuem nas vendas da 4ª edição, mas não, ao invés disso fomos presenteados com o mais raso senso comum de fóruns de RPG. Diabo, mesmo que eles viessem de volta com aquela <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Digital_rights_management">idéia imbecil do DRM</a>, eu ficaria puto é claro, mas ainda assim seria um plano. Como as coisas estão, a única impressão que as entrevistas me passaram é que a cabeça da WotC é oca e desorientada.</p>
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		<title>Livros da Wizards em PDF proibidos. E agora?</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Apr 2009 01:14:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[D&D]]></category>
		<category><![CDATA[Dungeons & Dragons]]></category>
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		<description><![CDATA[Como prometido mais cedo, vou tentar analisar as possíveis repercussões e motivos que levaram a Wizards of the Coast a decretar o fim da venda de seus livros em formato eletrônico. ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="../2009/04/wizards-proibe-venda-de-seus-livros-em-pdf/">Como prometido mais cedo</a>, vou tentar analisar as possíveis repercussões e motivos que levaram a <em>Wizards of the Coast</em> a decretar o fim da venda de seus livros em formato eletrônico. Como vimos no <em>post</em> anterior, <a href="http://www.enworld.org/forum/general-rpg-discussion/253848-wizards-coast-puts-stop-online-sales-pdfs-4.html#post4742638">o argumento apresentado por um funcionário da WotC nos fóruns da ENWorld</a> foi o da pirataria:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Hey all. I wanted to step in and shine a mote of light on the subject. First off, this cesation of PDF sales has absolutely nothing to do with the Internet Sales Policy. I know it’s the 6th of April and I can definitely see how the two would appear linked, but the truth is, this is a completely seperate matter.</p>
<p style="text-align: justify;">Unfortunately, due to recent findings of illegal copying and online distribution (piracy) of our products, Wizards of the Coast has decided to cease the sales of online PDFs. We are exploring other options for digitial distribution of our content and as soon as we have any more information I’ll get it to you.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://ww2.wizards.com/Company/Press/?doc=20090406">Eles até fizeram uma gracinha meio RIAA</a>, que acredito que tenha sido divulgada em tempo de bancar essa justificativa, movendo ações na Justiça contra oito pessoas acusadas de piratearem o <em>Player’s Handbook 2</em>. Mas como muitos leitores perspicazes apontaram nos comentários, qual a lógica de acabar com a pirataria proibindo todo e qualquer tipo de comércio de livros em formato eletrônico da editora? Não seria isso o proverbial “<em>jogar fora o bebê junto com a água do banho</em>“? E mais, se a idéia era dificultar a vida dos piratas (haha…), porque não encerrar a venda das versões eletrônicas apenas dos livros da 4ª edição do <em>Dungeons &amp; Dragons</em>, e faturar uns trocados, com pirataria ou não, com livros que não são mais impressos e que agora não podem mais ser adquiridos legalmente de nenhuma forma? Isso em algum sentido não incentiva a aquisição ilegal de livros das edições anteriores do <em>D&amp;D</em>?</p>
<p style="text-align: justify;">Todas essas são ótimas perguntas, e apontam para a conclusão mais óbvia &#8211; a pirataria não foi o fator determinante desta decisão. Até porque, como o Garrell lembrou muito bem nos comentários do outro <em>post</em>, boa parte dos vazamentos de livros da 4ª edição, alguns até antes de seu lançamento oficial, ocorreu através de gráficas ou pessoas próximas a elas, já que os arquivos possuem as marcas de cores e de corte em suas páginas.</p>
<p style="text-align: justify;">De qualquer forma, se a pirataria não parece exatamente ter sido o maior motivo desta decisão por parte da<em>Wizards</em>, talvez uma boa pista <a href="http://ww2.wizards.com/Company/Press/?doc=20090306">seja este anúncio de uma nova política para vendas online da editora feito em Março</a>:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">In conjunction with the Retailer Rewards program, Wizards of the Coast will also release a new Internet Sales Policy on April 6. The new policy will have clear guidelines for online sales of Wizards’ product, and requires that retailers register with Wizards by signing an Authorized Internet Dealer Agreement.</p>
<p style="text-align: justify;">For more information about the Internet Sales Policy and to become an Authorized Internet Dealer, you can contact a Wizards of the Coast Merchant Relations representative by calling 800-821-8028 or by emailing <a href="mailto:retailerhelp@wizards.com">retailerhelp@wizards.com</a>. You can access the Authorized Internet Dealer Agreement by visiting <a href="http://www.wizards.com/retailer">www.wizards.com/retailer</a>.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">6 de Abril, tipo ontem né? Como vocês leram ali em cima, nosso amigo Trevor da WotC, o mesmo que afirmou que a decisão da editora foi motivada pela pirataria disse também que o fim das vendas dos PDFs não tem absolutamente nada a ver com a nova política de vendas online, mas eu não apostaria meus suados reais nisto. Desconsiderando um pouco o <em>post</em> do funcionário da Wizards, o trecho acima nos indica ou que as atuais lojas virtuais, como a <a href="http://www.rpgnow.com/">RPGNow</a> e <a href="http://paizo.com/store">Paizo</a> não concordaram com a nova política e assim estão fora dos planos de venda em formato eletrônico da WotC, o que é altamente improvável devido ao volume de vendas dos livros da editora. Ou então que a <em>Wizards of the Coast </em>está movendo seus pauzinhos para começar a vender em sua própria loja virtual todo seu catálogo. E é aí que eu apostaria meu dinheiro.</p>
<p style="text-align: justify;">A <em>Wizards</em> também é a maior jogadora no mercado eletrônicos de livros de RPG, e realmente não faz muito sentido para eles perderem boa parte de seu lucro para lojas virtuais. Uma editora pequena ou mesmo média se beneficia de uma loja que centraliza milhares de lançamentos de centenas de editoras, afinal o público potencial se encontra aglomerado ali e pode mais facilmente encontrar e se interessar por seu produto. Mas isso não funciona da mesma forma para uma empresa que é líder do mercado e que é dona de uma marca que é sinônimo de RPG como o <em>Dungeons &amp; Dragons</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">E de quanto é essa perda atual da <em>Wizards</em> com a venda através das lojas virtuais existentes? A <a href="http://www.onebookshelf.com/">OneBookShelf</a>, empresa que é dona tanto da <a href="http://www.rpgnow.com/">RPGNow</a> como da <a href="http://rpg.drivethrustuff.com/">DriveThruRPG</a> cobra 30% de cada livro vendido para editoras que vendem seus produtos em outros sites, e 25% daquelas que vendem apenas nestas duas lojas. Por seu tamanho e volume de vendas, definitivamente a WotC deve ter um acordo melhor, que acho que podemos estimar com alguma segurança que deve girar na casa dos 20% por cada livro vendido.</p>
<p style="text-align: justify;">Minha teoria é que eles simplesmente fizeram as contas na ponta do lápis. Quanto dinheiro “perdiam” por mês para as lojas eletrônicas, contra quanto custaria montar uma loja própria, que ainda pode ser integrada ao <em>D&amp;D Insider</em> e tal. Não me parece mesmo um cálculo ruim, afinal eles já tem a marca, os consumidores, e de certa forma até a estrutura de um site e uma comunidade virtual. Só faltava mesmo juntar todas as coisas e fechar a concorrência. Um último indicativo é <a href="http://www.icv2.com/articles/news/14693.html">o trecho final da notícia divulgada no ICv2</a>, onde um porta-voz da WotC afirmou:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">“We are exploring other options for digital distribution of our content,” the spokesperson said.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Por mim charada resolvida. Mas só saberemos a resposta oficial em algum tempo, quando a <em>Wizards</em> lançar ou não seu site de venda de livros em PDF. Mas conhecendo a (falta de) habilidade da editora com ferramentas eletrônicas, isso pode demorar um bocado…</p>
<p style="text-align: justify;">E como isso afeta as lojas eletrônicas de RPG e as editoras que vendem nelas? Ambas devem perder uma parte de suas vendas, embora seja difícil precisar o quanto. As lojas perdem basicamente sua maior fonte isolada de vendas, e cientes disso algumas já estão tomando providências para reverter a situação. A OneBookShelf tem tentado outras estratégias, como Sean Patrick Fannon, diretor de marketing da DriveThruRPG e RPGNow explicou em <a href="http://www.rpglife.com/phpBB3/viewtopic.php?f=12&amp;t=701">um post no fórum restrito de editoras da OneBookShelf</a>:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Hey, all. Just a quick note, as I am in meetings and such.</p>
<p style="text-align: justify;">Palladium has actually been signed on for a bit now, well before this happened. We’ve just been working on getting the books ready and setting up a “launch” for them.</p>
<p style="text-align: justify;">Certainly, this is an interesting opportunity for Palladium, and I do intend to make it work for them, and for all of us.</p>
<p style="text-align: justify;">I also applaud those publishers, like Green Ronin and White Wolf, who are taking an opportunity to reach out to their PDF customers with special deals and expressions of support and gratitude.</p>
<p style="text-align: justify;">I can’t speak to any details about what’s going on, as things are still very much being discussed at a level much higher than my pay grade. I can tell you that we had record sales in 1Q of this year, and we are going nowhere but up as far as I am concerned. Yeah, this is a big sting if it stands, but it is also an opportunity for many folks.</p>
<p style="text-align: justify;">Onward.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">A Paizo por outro lado começou uma divertida campanha &#8211; a <a href="http://paizo.com/paizo/messageboards/paizo/websiteFeedback/paizoGivesPDFsSomeLove35Off">Paizo Gives PDFs Some Love</a>, com descontos de 35% na linha <em>Pathfinder</em>. Embora seja provável que a Paizo perca alguma grana com o fim das vendas dos livros da WotC, a loja tem um público e comunidade próprios que giram ao redor dos produtos da própria editora, e deve ser a menos atingida das lojas de produtos eletrônicos.</p>
<p style="text-align: justify;">E as editoras pequenas e médias? Estas devem sentir o baque de maneira diferenciada. De forma geral, praticamente todas as editoras que vendem produtos de fantasia medieval se beneficiavam com presença dos produtos da <em>Wizards</em> nestas lojas, já que as vendas conjuntas, nas quais um comprador levava um livro da WotC e algo relacionado ou complementar de uma editora menor por alguns poucos dólares a mais era uma constante, e algumas editoras inclusive chegaram a se especializar nisto, criando produtos dentro das temáticas dos lançamentos do <em>D&amp;D</em> ou pequenos <em>add-ons</em> com regras alternativas que casavam dentro do tema de certo livro da editora, embora isso não fosse dito de maneira explícita. E estas certamente serão as mais afetadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa mudança, somada com a confusão da nova GSL definitivamente, tornaram a vida das editoras pequenas focadas na venda de produtos eletrônicos mais complicada… Ah não ser é claro, que a eventual loja virtual da<em>Wizards</em> também venda produtos de outras editoras. Mas isto já seria, além de muito otimismo, uma especulação um pouco viajada demais.</p>
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		<title>Wizards proíbe venda de seus livros em PDF</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Apr 2009 01:13:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[PDF]]></category>
		<category><![CDATA[Wizards of the Coast]]></category>
		<category><![CDATA[WotC]]></category>

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		<description><![CDATA[Essa será uma atualização relâmpago, já que consegui alguns minutos no trampo. No fim do dia de ontem a Wizards of the Coast anunciou o fim das vendas das versões ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Essa será uma atualização relâmpago, já que consegui alguns minutos no trampo. No fim do dia de ontem a <em>Wizards of the Coast</em> anunciou o fim das vendas das versões eletrônicas de seus livros &#8211; de edições antigas ou da atual, através das lojas especializadas em PDFs, como a <a href="http://www.rpgnow.com/">RPGNow</a> e <a href="http://paizo.com/store">Paizo</a>. <a href="http://www.enworld.org/forum/general-rpg-discussion/253848-wizards-coast-puts-stop-online-sales-pdfs-4.html">A discussão já está rolando solta</a> através de fóruns e blogs, e um monte de teorias já começaram a aparecer, sendo que a principal delas aposta na criação em breve de uma loja da própria <em>Wizards</em>, onde ela poderá vender seu material sem a necessidade de repassar uma porcentagem de seus lucros para as lojas.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda assim, <a href="http://www.enworld.org/forum/general-rpg-discussion/253848-wizards-coast-puts-stop-online-sales-pdfs-4.html#post4742638">um funcionário da WotC apareceu nos fóruns da EN World para usar a boa e velha cartada da pirataria</a>:</p>
<p style="text-align: justify;">Hey all. I wanted to step in and shine a mote of light on the subject. First off, this cesation of PDF sales has absolutely nothing to do with the Internet Sales Policy. I know it’s the 6th of April and I can definitely see how the two would appear linked, but the truth is, this is a completely seperate matter.</p>
<p style="text-align: justify;">Unfortunately, due to recent findings of illegal copying and online distribution (piracy) of our products, Wizards of the Coast has decided to cease the sales of online PDFs. We are exploring other options for digitial distribution of our content and as soon as we have any more information I’ll get it to you.</p>
<p style="text-align: justify;">Então tá né… De qualquer forma quero comentar mais sobre os efeitos desta mudança na política de venda da<em>Wizard</em>s, e seus possíveis efeitos nas lojas virtuais, e principalmente, nas pequenas editoras focadas no mercado eletrônico de RPG.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas isso só poderá ser feito quando eu chegar em casa. Então fiquem ligados na atualização noturna do Área Cinza!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Obs:</strong> O <em>post</em> sobre a pesquisa junto as editoras de RPG nacionais acabou ficando para amanhã com esta novidade…</p>
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		<title>Pesquisa sobre o consumo de PDFs</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Oct 2008 20:34:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[PDF]]></category>

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		<description><![CDATA[O Cochise do Factoria RPG criou uma pesquisa sobre a possibilidade de consumo de livros de RPG eletrônicos no Brasil, e embora eu ache que algumas perguntas pudessem ser mais ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://factoriarpg.blogspot.com" target="_blank">Cochise do Factoria RPG</a> criou <a href="http://factoriarpg.blogspot.com/2008/10/pesquisa-sobre-venda-de-rpg-em-formato.html" target="_blank">uma pesquisa sobre a possibilidade de consumo de livros de RPG eletrônicos no Brasil</a>, e embora eu ache que algumas perguntas pudessem ser mais abertas, ou ainda diferentes (como a do número de páginas, já que boa parte dos PDFs gringos atualmente tem menos de 10 páginas!), mas a idéia foi bem bacana, e obviamente me interessa assim como a todo pessoal da <a href="http://www.seculargames.com/" target="_blank">Secular Games</a>.</p>
<p>Graças as maravilhas tecnológicas do Google (e a dica preciosa do <a href="http://www.rpgista.com.br" target="_blank">Alexandre do RPGista</a>) a pesquisa foi reproduzida aio embaixo. O Cochise também liberou <a href="http://spreadsheets.google.com/ccc?key=p46OFcEPCcbfBQB_I-Ty1Mg" target="_blank">o endereço para acompanhar as respostas</a>, e se ela contar com uns 100 participantes acho que já dá para ter uma vaga idéia do que se pode fazer em termos de RPG em PDF por aqui!</p>
<p><code>&lt;br /&gt; width="310" height="2330" frameborder="0" marginheight="0"marginwidth="0"&gt;Carregando...</code></p>
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