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	<title>Área Cinza &#187; Secular Games</title>
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	<description>Notícias Sobre a Indústria do RPG e o Mundo Nerd em Geral</description>
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	<itunes:author>Área Cinza</itunes:author>
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		<title>As tiragens das editoras independentes</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Sep 2011 17:19:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No início da semana escrevi um artigo sobre o que acho que significam as tiragens no RPG nacional e porque elas não devem ser utilizadas como único parâmetro para avaliar ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">No início da semana <a href="http://www.areacinza.org/2011/09/o-que-a-tiragem-significa/" target="_blank">escrevi um artigo sobre o que acho que significam as tiragens no RPG nacional e porque elas não devem ser utilizadas como único parâmetro para avaliar um título</a>, seja hoje seja nos saudosos anos 90. Acabei me estendendo falando muito do passado e de como as tiragens funcionavam a 10 ou 20 anos atrás e não dei a atenção devida ao modelo atual adotado por várias editoras independentes, portanto farei isso agora. Afinal quem vive de passado é museu e um ou outro site de RPG por aí!</p>
<p style="text-align: justify;">Vou partir da discussão já feita sobre tiragens, investimento e risco feita no artigo anterior, então acho que se você não ele ainda essa pode ser uma boa hora para fazê-lo. Resumidamente, parece que todos concordamos no artigo anterior que uma maior tiragem representa um maior risco de recuperar seu investimento inicial, mas também um maior lucro por cópia vendida. Todo mundo por aqui ainda? Então vamos lá!</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3990"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Todo esse esquema de editoras independentes de RPG lançando jogos em baixas tiragens é bem novo por aqui. Vale lembrar que o o <strong><a href="http://mightyblade.com/home.php" target="_blank">Mighty Blade</a></strong> foi lançado na RPGCon 2010, <strong><a href="http://portal.retropunk.net/?q=node/204" target="_blank">Rastro de Cthulhu</a></strong> e <strong><a href="http://www.olddragon.com.br/" target="_blank">Old Dragon</a></strong> no final do mesmo ano, e <strong><a href="http://www.secular-games.com/2011/03/busca-final/" target="_blank">Busca Final</a></strong> e <strong><a href="http://portal.retropunk.net/?q=node/345" target="_blank">3:16 Carnificina nas Estrelas</a></strong> no primeiro trimestre de 2011. Ou seja, temos sequer um ano e meio de títulos rolando neste modelo, e muita água ainda deve passar debaixo desta ponte&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o que estes títulos todos tem em comum? Nesse prazo de mais ou menos um ano eles todos esgotaram suas tiragens iniciais, ou já no mínimo recuperaram seu investimento inicial. Vamos dar uma olhada mais de perto em cada um deles e nos futuros lançamentos de cada editora:</p>
<h5 style="text-align: justify;"><a href="http://portal.retropunk.net/" target="_blank">RetroPunk</a>:</h5>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>Rastro de Cthulhu:</strong> Tiragem inicial de 500 cópias esgotada. A Segunda Edição provavelmente terá tiragens constantes de 100 em 100 cópias.</li>
<li><strong>Rastro de Cthulhu - Agonia de St. Margaret:</strong> Duas tiragens de 100 cópias cada, provavelmente com uma terceira em breve no mesmo molde.</li>
<li><strong>3:16 Carnificina nas Estrelas:</strong> Tiragem inicial de 200 cópias esgotada,  segunda de 100 cópias também esgotada, e mais uma de 100 cópias.</li>
<li><strong>Fiasco:</strong> Tiragem inicial de 500 cópias, já vendeu 300 destas.</li>
<li><strong>Rastro de Cthulhu &#8211; Inacreditáveis Casos Sobrenaturais:</strong> Tiragem inicial será de 200 cópias, as demais serão 100 em 100 unidades.</li>
<li><strong>Terra Devastada:  </strong>Tiragem inicial será de 200 cópias, as demais provavelmente serão 100 em 100 unidades.</li>
</ul>
<h5 style="text-align: justify;"><a href="http://coisinhaverde.com/blog/" target="_blank">Coisinha Verde</a>:</h5>
<div style="text-align: justify;">
<ul>
<li><strong>Mighty Blade:</strong>   Tiragem inicial de 500 cópias, já vendeu 300 destas.</li>
</ul>
<h5><a href="http://www.redboxeditora.com.br/" target="_blank">RedBox</a>:</h5>
<ul>
<li><strong>Old Dragon:</strong> Tiragem inicial de 300 cópias esgotada. A segunda tiragem foi de 1000 cópias.</li>
<li><strong>O Forte das Terras Marginais:</strong>  Tiragem de 500 cópias, provavelmente não haverão novas tiragens.</li>
<li><strong>Shotgun Diaries: </strong>Tiragem inicial de 1000 cópias.</li>
<li><strong>Legião:</strong> Tiragem de 500 cópias</li>
</ul>
<h5><a href="http://www.secular-games.com/" target="_blank">Secular Games</a>:</h5>
<ul>
<li><strong>Busca Final:</strong> Tiragem inicial de 100 cópias esgotada. A segunda tiragem será também de 100 cópias.</li>
<li><strong>Violentina:</strong> Tiragem inicial provavelmente será de 250 cópias, destas 110 já foram vendidas na campanha de financiamento coletivo.</li>
</ul>
</div>
<p style="text-align: justify;">Fica claro que mesmo dentre as editoras independentes, tem gente trabalhando com tiragens de 100 cópias até de mil. Mas todas operam em uma lógica semelhante, que é a de baixas tiragens iniciais, mas também tiragens mais frequentes que o modelo adotado no passado. Retomando a discussão do artigo anterior, com certeza ficaria mais barato o custo por unidade para a RetroPunk fazer de cara 300 cópias de <strong><a href="http://portal.retropunk.net/?q=node/303" target="_blank">Rastro de Cthulhu - Agonia de St. Margaret</a> </strong>ao invés de 3 tiragens de 100 cópias, ou mandar de cara uma tiragem inicial de 400 cópias de <strong><a href="http://portal.retropunk.net/?q=node/345" target="_blank">3:16 Carnificina nas Estrelas</a> </strong>ao invés de 3 tiragens distintas. Mas o risco seria muito maior também.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas dessas editoras adotam tiragens que incorporam um risco maior, como é o caso da RedBox, outras são mais conservadores neste quesito, como a própria Secular, e é curioso notar que após <a href="http://www.movere.me/exibeProjeto.do?id=29" target="_blank">o sucesso da campanha de financiamento coletivo do <strong>Violentina</strong></a> um monte de gente veio nos perguntar porque não faríamos uma tiragem de 500 cópias de uma vez já que agora temos a grana em mãos para isso. Acredito que  resposta serve também para a diferença de tiragens das editoras: &#8220;não é porque temos a grana em mãos que precisamos lançar a maior tiragem inicial possível. <em>Vamos lançar uma tiragem que sabemos que vai dar o lucro que consideramos desejado em um período de tempo ótimo</em>.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Como eu disse no artigo anterior (ui, citando a mim mesmo, que fodão!), o grande truque de se publicar RPG no Brasil hoje é achar uma tiragem que reduza seu risco, mas também mantenha a margem de lucro que seja considerável pela editora/autor como aceitáveis. A grosso modo, a diferença por preço unitário do <strong>Violentina</strong> entre fazer 100 e 500 unidades seria de menos de 2 reais, ou seja,  menos de 7% do provável preço de capa de R$29,90. Por isso achamos que 200 ou 250 cópias são uma tiragem inicial ótima para a Secular, pois sabemos que conseguimos esgotá-la em um semestre, que é mais ou menos o ritmo de lançamentos da editora.</p>
<p style="text-align: justify;">Antes, as editoras eram obrigadas a trabalhar com tiragens iniciais acima de mil cópias, mas no cenário atual elas podem calcular a tiragem de acordo com estes fatores, e o que é melhor, caso esta primeira leva se esgote trabalhar a partir daí com tiragens subsequentes menores mas em ritmo constante. Por isso é meio burro falar que tal livro teve 100 ou 300 cópias de tiragem. Tiragem <strong>inicial</strong>, faltou dizer isso né?. A tendência é que a médio e longo prazo, vários destes livros aí de cima batam a casa das mil cópias produzidas, indo de 200 ou mesmo de 100 em 100 cópias, e não há nada de errado com isso, pelo contrário é um modelo aparentemente sustentável e que tem sido bem suportado pela comunidade. Sabe aquele papo de cauda longa, que todo mundo repete mas poucos sabem o que são? Pois é, é isso. Reduzindo a parada a uma simplicidade extrema, é lançar um produto, ter o esperado <em>boom</em> de lançamento e depois atender constantemente uma demanda menor, mas que se mantém ali indefinidamente. Mas porque diabos as baixas tiragens mais frequentes são melhores para este modelo de cauda longa se você pode fazer de cara 3 mil cópias por um preço reduzido e ir vendendo de pouco a pouco? Simples, porque assim sua grana (<em>aka</em> investimento inicial) vai demorar um bocado pra ser recuperado&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos para um exemplo um pouco mais prático, de dois livros nos quais tive participação. O primeiro deles foi lançado em 2007, e teve uma tiragem inicial de mil cópias. O segundo foi lançado em 2011, e teve a tiragem inicial de 100 cópias. Logo nos primeiros seis meses após o lançamento o primeiro vendeu 130 unidades, enquanto o segundo, esgotou sua tiragem de 100 cópias.</p>
<p style="text-align: justify;">Qual dos dois foi mais bem-sucedido? Um teve uma tiragem inicial maior e vendeu mais no mesmo período de tempo que o outro, mas será que isso é tudo que importa? Olhando friamente, um vendeu 100% de sua tiragem inicial, outro 13%. Não lembro dos valores envolvidos no livro, mas duvido que 13% de vendas da tiragem inicial tenha sido o suficiente par a editora recuperar seu investimento inicial. Já no caso do segundo livro, sim, o <strong><a href="http://www.secular-games.com/2011/03/busca-final/" target="_blank">Busca Final</a></strong>, <a href="http://www.secular-games.com/2011/01/informacoes-sobre-a-pre-venda-e-custos-do-busca-final/" target="_blank">nós recuperamos o investimento da tiragem inicial com 56 unidades vendidas</a>, então em menos de 2 meses já tínhamos a grana na mão para fazer outra tiragem se necessário ou investir em outro projeto da editora.</p>
<p style="text-align: justify;">Após a discussão do primeiro artigo sobre tiragens, o grande amigo e administrador <a href="http://twitter.com/#!/tiagommarinho" target="_blank">Tiago Marinho</a> me apresentou o conceito econômico de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Retorno_sobre_investimento" target="_blank">Retorno sobre investimento</a>, ou TIR em linguagem mais técnica, que segundo ele &#8220;é um indicador real, números soltos não valem nada. Se o cara fez 100 livros e obteve 50% de retorno, ele foi melhor que o cara que fez 10000 e conseguiu 3%, mesmo que, em valores absolutos, o segundo cara tenha vendido mais e ganho mais.&#8221; E é isso que as baixas e frequentes tiragens fazem. Elas dão um retorno mais rápido, com menor risco, e lhe permitem uma margem de manobra para avaliar ajustes na sua estratégia, sendo parando as novas tiragens, seja diminuindo-as ou aumentando-as. Ou seja, como já disse trocentas vezes, jogam o risco lá pra baixo.</p>
<p style="text-align: justify;">As tiragens iniciais baixas colocam também uma necessidade de um capital inicial menor. Claro que a tiragem não vai ser seu único custo, ainda mais em um livro com ilustrações e tal. Mas se você tiver um bom produto e uma habilidade moderada com diagramação (ou amigos que o tenham!) consegue atualmente lançar seu livro de 100 páginas em formato A5 (semelhante ao <strong><a href="http://www.olddragon.com.br/" target="_blank">Old Dragon</a></strong>, <strong><a href="http://portal.retropunk.net/?q=node/424" target="_blank">Fiasco</a></strong> e <strong><a href="http://www.secular-games.com/2011/03/busca-final/" target="_blank">Busca Final</a></strong>) com mil reais. E se tudo correr bem, recuperar essa grana em alguns meses. Claro que vai ter um monte de trabalho envolvido, mas o legal é que o dinheiro hoje não é a principal barreira para se entrar no mercado de RPG nacional. Acredito que hoje as principais barreiras para se lançar um livro de RPG são justamente disposição e expectativas.</p>
<p style="text-align: justify;">A disposição é correria, sangue nos olhos, tempo livre ou disponibilidade para sacrificar algumas noites de sono. Nem todo mundo tem essas coisas aí, e não há nada de errado nisso. Não quero criar um discurso evangelizador onde todos tem que escrever e lançar seus jogos. Mas a real é que se você quiser fazê-lo, o que é super possível atualmente como este artigo tenta mostrar, vai ter que ralar um bocado.</p>
<p style="text-align: justify;">E as expectativas são justamente isso, esperar um resultado realista do seu trabalho, e ajustar seu investimento a elas. Não importa se você acha que criou o novo <em>Forgotten Realms</em> ou <em>World of Darkness</em>, nem o que sua esposa e seu filho acham do seu cenário. <strong>COMECE PEQUENO!</strong> Sempre. Prefiro que na RPGCon 2015 você venha esfregar na minha cara seu contrato de centenas de milhares de reais para uma editora gringa ou uma animação japonesa para o seu joguinho cuja tiragem inicial foi de meras 100 cópias, do que te escutar lamuriando como gastou as economias de uma vida com a porra de um livro capa dura de 300 páginas que ficou encalhado com uma tiragem estúpida de mil cópias ou mais. E acredite, infelizmente nos últimos anos tivemos mais exemplos do segundo caso que do primeiro&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Todo mundo acha que sua criação é foda. Normal isso, temos que amar e apostar em nossas coisas, afinal se não o fizermos quem o fará? Mas seja esperto, calcule seus riscos, e cresça devagar. Investir mil ou dois mil reais em um primeiro lançamento pode ser ok, mas dez ou quinze mil talvez não seja, mesmo que você tenha a grana. Converse com quem já está fazendo isso, leia tudo que escrevem sobre suas experiências, peça conselhos e dicas, desde indicações de gráficas baratas até onde divulgar seus produtos. As editoras novas estão com uma postura muito legal de falar abertamente sobre seus números, suas experiências, erros e acertos. Se antes estes dados eram mantidos em uma espécie de &#8220;caixa preta&#8221; na qual você só acessava se fosse amigo que quem lançava livros, hoje estão aí para todo mundo ver. E isso é uma das coisas que mais me orgulham de fazer parte disso tudo!</p>
<p style="text-align: justify;"><em>OBS: As informações sobre tiragens e vendas foram tiradas de várias fontes. No caso da Secular obviamente a fonte fui eu, um dos sócios da editora. No caso da RedBox e RetroPunk os próprios editores me passaram os números, embora os da RedBox estejam disponíveis no <a href="http://www.redboxeditora.com.br/" target="_blank">próprio site da editora,</a> ainda que espalhados. Já os dados da Coisinha Verde foram retiradas de conversas com o Tiago Junges, dono da editora, e já podem estar desatualizados. </em></p>
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		<title>O que a tiragem significa?</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 14:57:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Volta e meia aparece a discussão sobre as tiragens de livros de RPG no Brasil. Um dado que  é divulgado com certa tranquilidade em outras paragens, e no RPG nacional ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Volta e meia aparece a discussão sobre as tiragens de livros de RPG no Brasil. Um dado que  é divulgado com certa tranquilidade em outras paragens, e no RPG nacional por vezes adotou uma característica meio nebulosa, conhecido muitas vezes apenas pelos &#8220;<em>insiders</em>&#8220;&#8230; Recentemente, a discussão voltou a tona, e desta vez  as tiragens serviram como lastro para o argumento que o RPG teve uma fase áurea que já acabou. Mas o que diabos a tiragem de um livro significa hoje?</p>
<p style="text-align: justify;">A <a href="http://www.google.com.br/url?sa=t&amp;source=web&amp;cd=1&amp;ved=0CCsQFjAA&amp;url=http%3A%2F%2Fpt.wikipedia.org%2Fwiki%2FTiragem" target="_blank">definição da nossa amiga Wikipedia </a>é simples, mas trás o cerne do elemento que quero discutir aqui:</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3970"></span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tiragem</strong> é o nome que se dá à quantidade de exemplares de uma <a title="Publicação" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Publica%C3%A7%C3%A3o">publicação</a> que são colocados no mercado. Não é forçosamente o número de <a title="Leitor" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Leitor">leitores</a>, já que as publicações saem em números normalmente maiores que os que são de facto distribuídos.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Como pelo visto até a Wikipedia sabe, se não estamos falando de uma tiragem esgotada, a tiragem não é o número de cópias vendidas, mas o de cópias produzidas e colocadas no mercado. E esse é justamente o problema de se usar as tiragens como parâmetro único para avaliar se um livro foi bem sucedido ou não! Aliás, o próprio conceito de ser bem sucedido é de uma relatividade monstra. 500 cópias por ano de um determinado título pode ser um bom volume de vendas para a <a href="http://www.secular-games.com/" target="_blank">Secular</a>, e ao mesmo tempo ser um fracasso estrondoso para uma editora Planeta ou Escala da vida. E sabe quem ajuda a gente a avaliar se um livro foi &#8220;bem-sucedido&#8221; ou não? A tiragem, mas não sozinha!</p>
<p style="text-align: justify;">A tiragem pode nos ajudar a avaliar se um livro foi bem-sucedido ou não, desde que este dado seja analisado em conjunto com o número de unidades vendidas. Separadas, ambas as informações não dizem muita coisa, e este é o ponto de partida de nossa conversa.</p>
<p style="text-align: justify;">Um livro ser bem sucedido pode significar um monte de coisas &#8211; tem gente que só quer ver seu nome impresso na capa de alguma coisa, e para eles isso já é mais que o suficiente para se considerar bem sucedido. Outros querem viver de publicar livros, e para eles um lançamento bem sucedido é aquele que paga suas contas por alguns meses. Aqui vou usar o uma definição de bem sucedido como: <em>livro que não dá prejuízo, pelo contrário arrecada uma parcela interessante acima de seu investimento inicial</em>. Parcela interessante? Bom aí já entramos em um terreno nebuloso, mas no caso da <a href="http://www.secular-games.com/" target="_blank">Secular</a> é um livro que dá entre 50% e 100% de lucro. Acho que cada editora/autor define o que é uma parcela interessante de lucro, desde que o troço não dê prejuízo!</p>
<p style="text-align: justify;">Logo a tiragem é apenas metade da resposta do problema.</p>
<p style="text-align: justify;">Não adianta eu vir aqui, e pagar de gatão falando que o <em>GURPS Illuminati</em> (este é apenas um exemplo, não sei os números deste livro!) foi um sucesso por ter sido lançado em 1995 com uma tiragem de 5 ou 10  mil cópias, enquanto menosprezo o <em><a href="http://mightyblade.com/home.php" target="_blank">Mighty Blade</a></em> por sua tiragem inicial ter sido de 500 cópias. Porque no final das contas, esse livro de grande tiragem tá aí até hoje, 15 anos depois entupindo os leilões de livros usados desde que existia o Encontro Internacional de RPG, enquanto o <em><a href="http://mightyblade.com/home.php" target="_blank">Mighty Blade</a></em> vendeu 300 cópias em um ano. Mesmo não sabendo os valores exatos de produção de cada livro, e nem margem de lucro, vamos combinar que um livro que vendeu 60% de sua tiragem em um ano tende a ser mais bem sucedido que aquele que está entulhando prateleiras desde 95 né?</p>
<p style="text-align: justify;">E o <em>GURPS Illuminati</em> (que é um livro que gosto muito) é apenas um exemplo disso. Existem dezenas de outros no RPG nacional, como o <em>Shadowrun</em> e seus romances, vários outros livros da linha <em>GURPS</em> (oi Império Romano!), o Livro do Mestre do <em>AD&amp;D</em> e por aí vai. Mesmo sem esses números em mãos, fica fácil sacar quais destes livros as editoras produziram em uma tiragem muito maior que a demanda, em qualquer olhada mais atenta a sebos, leilões e lojas. Se o mesmo título aparece 10 ou 20 vezes, cada vez por preços menores, é uma boa dica que a parada tá mais que encalhada&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Mas porque as editoras lançam tiragens de milhares de cópias de seus livros, mesmo sabendo que muitas vezes eles iam encalhar? Na década de 90 elas faziam isso por um motivo, hoje acredito que fazem outros. Mas antes de tentar responder essa pergunta, vamos nos debruçar um pouco sobre a relação entre a tiragem e risco, que eu acho que explica e muito bem, o porque das tiragens que encontramos hoje no mercado de RPG (e não só nacional).</p>
<p style="text-align: justify;">Não sou nenhum administrador como meu chapa Tiago da Secular, mas acho que neste conceito básico não tem muito como errar. <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A1lculo_de_risco" target="_blank">A Wikipedia me ajuda novamente</a>, desta vez sobre risco em uma perspectiva financeira:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Cálculo de risco</strong> pode ser definido como a tentativa de se medir o grau de <a title="Incerteza" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Incerteza">incerteza</a> na obtenção do retorno esperado em uma determinada aplicação financeira ou <a title="Investimento" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Investimento">investimento</a> realizado. Dessa forma, os <a title="Investimento" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Investimento">investimentos</a> podem ser classificados como de baixo, médio e alto risco.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Lançar um livro de RPG é um investimento. E como nossa amiga acabou de mostrar aí em cima, pode ser de baixo, médio e alto risco, dependendo do grau de incerteza de ver o retorno esperado rolar. Um dos fatores desse grau de incerteza é volume de seu investimento inicial, e nisso a tiragem é um fator determinante. Não que a tiragem seja o único fator do investimento inicial de um título, podem existir vários outros como ilustrações, diagramação, tradução, revisão, a própria licença para títulos gringos&#8230; Mas de qualquer forma, o custo da tiragem influencia de forma considerável seu investimento inicial. Logo, é uma<em> tendência</em> que, tiragens mais altas representem um investimento de risco mais alto.</p>
<p style="text-align: justify;">Tamanho da tiragem e risco estão intrinsecamente relacionados quando falamos de publicação, exceto em casos extraordinários, que não acho que sejam muitos no RPG nacional. Todos concordam aqui nestas duas conclusões? Ótimo, vamos continuar então!</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos voltar a pergunta sobre as grandes tiragens das editoras nos anos 90. Porque diabos eles faziam tiragens tão grandes? Em todos os casos isso se relaciona com as expectativas que as editoras tinham &#8211; alguns tinham noções e estimativas realistas, outros viajaram demais e literalmente pagaram por isso. Mas além das expectativas, acredito que outro fator seja determinante para explicar as tiragens mega: a tecnologia.</p>
<p style="text-align: justify;">(<em>cliffhanger!)</em></p>
<p style="text-align: justify;">Acredito que a tecnologia influenciou as tiragens de duas formas. A primeira e mais decisiva delas foi com o aperfeiçoamento das gráficas. De 1990 para cá o serviço de impressão teve avanços de maneiras absurdas, que são visíveis para qualquer um disposto a comparar a qualidade gráfica média de um livro de 91 com um de 2011. E a tecnologia tem essa tendência bacana de se tornar muito mais barata com o tempo à medida que se populariza. Em 1995 seria praticamente impossível (em termos de custo por cópia) fazer uma tiragem de um livro bacana, bem acabado, como o <em><a href="http://portal.retropunk.net/?q=node/424" target="_blank">Fiasco</a></em> ou <em><a href="http://www.secular-games.com/2011/03/busca-final/" target="_blank">Busca Final</a></em> com uma tiragem menor que mil cópias. Se essa é uma época que se tá sendo chamada de &#8220;Era de Ouro&#8221; do RPG, vou tomar a liberdade de apelidar de &#8220;Idade das Trevas&#8221; nas gráficas. Acredito que mesmo querendo uma tiragem de 1 ou 2 mil cópias, muitas editoras acabavam fazendo 4 ou 5 mil por conta do desconto e redução do preço por unidade. Uma nova editora nesta época, para brincar com seus jogos no modesto <em>play</em> do RPG nacional, precisava levar debaixo do braço alguma milhares de cópias de seu livro para que ele tivesse um preço relativamente em conta, o que como aprendemos ali em cima, mandava o grau de incerteza, e o risco desses investimentos para as alturas! Além de ter que entrar com uma grana considerável, ou seja, a existência de uma necessidade de capital inicial elevado, a chance que estas editoras iam rever seu investimento em um ou dois anos era remota. Isso se não tomassem prejuízo&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Outro ponto no qual o baixo Nível Tecnológico (eu falei que curto <em>GURPS</em>) não ajudava muito o RPG nacional de 20 anos atrás era a falta das ferramentas e hábito para se vender e comprar produtos pela internet. Em 1996, salvo a <a href="http://moonshadows.com.br/loja/" target="_blank">Moonshadows</a>, as lojas de RPG não tinham páginas na internet. E mesmo a <a href="http://moonshadows.com.br/loja/" target="_blank">Moonshadows</a> tinha aquele anúncio clássico na contra-capa, anunciando o site, os produtos, e com um modelo para fazer pedidos por carta que você <strong>recortava, preenchia e enviava</strong> pelos correios&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Se ninguém vendia pela internet, na década de 90 quem mandava eram as lojas físicas. Só que para chegar nestas inúmeras lojas que existiam (e mesmo em bancas de jornais, um formato muito bem sucedido no Brasil na época) eram necessárias essas tiragens monstras. Sem chance de você tentar alcançar as lojas de RPG e cardgames do Brasil em 1998 sem uma tiragem de mil cópias ou mais. Se não me engano, para ir para banca a tiragem devia ser de mais de 10 mil, provavelmente mais&#8230; E para chegar nessas lojas e bancas espalhadas pelo país, as editoras precisavam (e ainda precisam em certa medida) das distribuidoras, que são uma verdadeira desgraça para quem quer publicar no Brasil, cobrando em média 50% do valor de capa do livro pelo serviço, ou seja, ganhando mais que a própria editora, autor e lojista!</p>
<p style="text-align: justify;">Que saudades da &#8220;Era de Ouro&#8221;&#8230; NOT!</p>
<p style="text-align: justify;">Na real, em comparação com o cenário para editoras e autores de livros de RPG de 2011, os anos 90 foram um pedreira desgraçada, e sinceramente pago um pau do caralho para quem conseguiu lançar seus jogos e permanecer no mercado naquela época.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje as coisas são muito mais tranquilas, e novamente graças em boa parte a nossa amiga tecnologia. As gráficas passaram por uma mudança absurda nos últimos 20 anos, em especial em relação a produção de baixas tiragens e qualidade das gráficas rápidas. Suspeito que seria impossível lançar em 1995 um livro com o acabamento do <em><a href="http://portal.retropunk.net/?q=node/204" target="_blank">Rastro de Cthulhu</a></em>, com uma tiragem de 500 cópias e um preço viável. Na verdade com o surgimento de gráficas que trabalham com o modelo de impressão sob demanda (<em>print on demand</em>, ou <em>POD</em>) é possível ter livros bonitões com tiragens de 50 ou 100 cópias! Claro que o custo unitário destas cópias feitas em, por exemplo, uma gráfica de  impressão sob demanda será mais elevado que o custo unitário de uma tiragem de mil unidades. E aqui vamos nós para mais uma constatação meio óbvia, mas bem importante: Se o custo por unidade é maior, o lucro da editora é menor certo? Mas se o preço total da tiragem baixa fica menor que o da tiragem convencional, o risco também é reduzido.</p>
<p style="text-align: justify;">Ou seja, <em>baixas tiragens tendem a reduzir o lucro da editora, mas também diminuem o risco do investimento</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse é o grande truque de se publicar RPG no Brasil hoje. Como é possível, diferente da década de 90, lançar um livro bonito com tiragem inicial de 50 a 5 mil cópias, o segredo é achar uma tiragem que reduza seu risco, mas também mantenha a margem de lucro que seja considerável pela editora/autor como aceitáveis. Graças a internet (me sinto um apresentador do Fantástico falando assim), as lojas físicas perderam boa parte de sua importância como pontos de venda de jogos de RPG, embora ainda sejam cruciais como lugares para apresentação e crescimento do hobby, o que é um problema para outra discussão. Hoje é perfeitamente possível vender centenas ou mesmo milhares de cópias de seus jogo pela internet, desde que você faça um trabalho bem feito. Até mesmo o contato com lojistas foi facilitado pela internet, ajudando um pouco a distribuição sem a necessidade de apelar para uma distribuidora. Moral da história: você não precisa mais de tiragens acima de mil cópias para chegar ao seus consumidores em potencial. Enfim, atualmente tudo conspira para o lançamento de livros de RPG com um risco cada vez mais reduzido. Sim, você pode tentar chegar quebrando a banca, correndo um risco mais elevado, mas também visando um maior lucro. Mas não<strong> precisa</strong> mais ser assim.</p>
<p style="text-align: justify;">E isso não só no Brasil. O Brad Murray, da <em>VSCA</em>, que lançou o excelente<em> Diaspora</em> (em breve em português pela<em> RetroPunk</em>!) faz uma discussão precisa nestes <a href="http://www.vsca.ca/halfjack/?p=633" target="_blank">dois artigos sobre a redução de risco</a> e a <a href="http://www.vsca.ca/halfjack/?p=682" target="_blank">postura &#8220;conservadora&#8221; que adotaram com o seu jogo de ficção científica baseado no FATE</a>. Mesmo tendo um livro que valia ouro (literalmente, já que venceram o ENNIE de Ouro para melhor regras em 2010), eles lançaram em um modelo de risco zero, sem tiragem inicial! Colocaram o PDF do livro no Lulu, e a medida que o livro era comprado, o Lulu imprima o número exato de cópias e enviava. Nessa brincadeira eles venderam quase mil cópias antes de lançarem uma tiragem convencional pela <em>Evil Hat</em>, e como o Murray coloca, o lucro deles foi bem reduzido neste modelo, mas eles queriam ter certeza que podiam lançar algo sem correr nenhum risco financeiro. Definitivamente é um modelo interessante, e deu estrutura para o livro crescer, ganhar prêmios e <a href="http://www.vsca.ca/halfjack/?p=664" target="_blank">vender mais de 1.500 cópias até ano passado</a>, ou seja, devem ter batido as 2 mil já com tranquilidade&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">E é isso que as editoras no Brasil tem feito hoje. Elas não precisam mais lançar no mínimo 3 mil cópias para descerem pro <em>play</em>. Podem avaliar de maneira muito mais granulada e precisa o risco de cada título, seu lucro, e a demanda, e tentar equilibrar esses fatores. No caso das editoras independentes, que surgiram nos últimos dois anos, isso é ainda mais gritante. Não só elas estão se dando bem com pequenas e precisas tiragens que se esgotam em um semestre ou no máximo um ano, como estão falando abertamente de seus números e discutindo com todos o porque das escolhas que fizeram. É muito do caralho isso. Ao invés de ficarem pagando de obscuras ou de &#8220;grandes negócios&#8221;, discutem abertamente seus gastos, suas estratégias, criando assim não só vínculos mais fortes de confiança com a comunidade, mas fomentando a entrada de novos autores e editoras, que não vão cometer o erro de tentar de cara tiragens de 1 ou 2 mil cópias.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu queria mesmo discutir o modelo das tiragens e risco reduzido adotado pelas editoras independentes de RPG, mas esse <em>post</em> já está gigantesco. Então escreverei uma continuação deste <em>post</em>, focando na estratégia das novas editoras amanhã ou na quinta ok?</p>
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		<title>As duas semanas finais da campanha do Violentina</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Sep 2011 14:52:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Caetano]]></category>
		<category><![CDATA[Financiamento Coletivo]]></category>
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		<category><![CDATA[Secular Games]]></category>
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		<description><![CDATA[Finalmente a campanha de financiamento coletivo do Violentina chegou ao seu final! E que mês foda Agosto foi para nós! Como já disse antes, embora tivéssemos certeza que a campanha seria bem ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Finalmente a campanha de financiamento coletivo do <strong>Violentina</strong> chegou ao seu final! E que mês foda Agosto foi para nós!</p>
<p style="text-align: justify;">Como já disse antes, embora tivéssemos certeza que a campanha seria bem sucedida, não imaginávamos que bateria os 9 mil reais e teria uma participação tão foda da comunidade através de <em>posts</em>, sugestões, elogios e críticas. Na real, e não estou falando só de quem colaborou financeiramente, mas de todos que falaram do <strong>Violentina</strong>, que curtiram a ideia e acharam interessante divulgar a proposta, muito obrigado, esse resultado jamais teria sido alcançado sem a participação e apoio de vocês.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3948"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Agora antes que eu comece a chorar de emoção e essas merdas, vamos para os números, afinal me comprometi a comentar o andamento da campanha em seu aspecto mais quantitativo, de forma a mostrar pra todo mundo como foi e o que fizemos para tentar bombar ainda mais o <strong>Violentina</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Retomando, esse <em>post </em>deve complementar a série sobre a campanha, que começou com um olhar sobre <a href="http://www.areacinza.org/2011/08/uma-olhada-no-primeiro-dia-de-campanha-do-violentina/" target="_blank">o fenomenal dia 1º de Agosto, quando a campanha foi lançada</a>, e posteriomente sobre <a href="http://www.areacinza.org/2011/08/a-primeira-semana-do-violentina/" target="_blank">a primeira</a> e <a href="http://www.areacinza.org/2011/08/segunda-semana-violentina/" target="_blank">segunda semana de campanha</a>, assim como uma discussão sobre <a href="http://www.areacinza.org/2011/08/numero-de-colaboradores-violentina/" target="_blank">o valor médio das contribuições e upgrades nas recompensas para os colaboradores</a>. Dessa vez vou falar da segunda quinzena campanha e dos números finais da parada.</p>
<p style="text-align: justify;">Dá última vez que fiz uma análise mais forte da campanha, <a href="http://www.areacinza.org/2011/08/a-primeira-semana-do-violentina/" target="_blank">estávamos no dia 15 de Agosto com R$ 6.197,00 arrecadados</a>. Assim é hora de falar do dia 16 até o final no dia 31 de Agosto, e nada melhor para começarmos que um gráfico daqueles tosquinhos:</p>
<p style="text-align: center;"> <a href="http://www.areacinza.org/wp-content/uploads/2011/09/tabelaviolentina32.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-3958" title="Tabela Violentina" src="http://www.areacinza.org/wp-content/uploads/2011/09/tabelaviolentina32.jpg" alt="" width="509" height="267" /></a></p>
<p><script type="text/javascript" src="//ajax.googleapis.com/ajax/static/modules/gviz/1.0/chart.js">// <![CDATA[
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// ]]&gt;</script></p>
<p style="text-align: justify;">De R$6.197 para os R$9.217 que a campanha alcançou no seu último dia, foi um crescimento de quase 50%, ou seja, a parada não esfriou após a segunda semana como eu esperava que fizesse, ainda bem! Mas olhando para o gráfico os períodos &#8220;mornos&#8221; e os &#8220;quentes&#8221; são evidentes, com os primeiros sendo maiores, mas com saltos bruscos em certos dias. Que dias foram estes? Se você acompanhou a campanha já sabe: dias 15, 22 e 29, as segundas de Agosto. E se acompanhou sabe que isso não aconteceu espontaneamente (embora as segundas sejam, ao menos para nós os dias com maiores acessos), mas devido a <a href="http://www.secular-games.com/2011/08/5-mil-novidades-e-mais-recompensas-para-a-campanha-do-violentina/" target="_blank">estratégia de colocar 5 novas caixas à venda toda segunda como forma de comemorarmos a meta de 5 mil reais</a>. Pelo visto funcionou muito bem!</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos dar uma olhada nos 5 dias nos quais arrecadamos os maiores valores, e o que aconteceu neles:</p>
<address><strong>01/08: R$3.220,00 -</strong> O lançamento da campanha, que foi descrito <a href="http://www.areacinza.org/2011/08/uma-olhada-no-primeiro-dia-de-campanha-do-violentina/" target="_blank">em detalhes aqui</a>.</address>
<address><strong>29/08: R$835,00 -</strong> Última segunda da campanha, na qual acrescentamos além das 5 caixas, uma maleta, a recompensa mais cara.</address>
<address><strong>30/08: R$700,00 -</strong> Basicamente o último dia da campanha, já que no dia 31 ela se encerrou antes das 9 da manhã. </address>
<address><strong>15/08: R$675,00 -</strong> Primeira segunda com na qual rolou a adição de novas caixas.</address>
<address><strong>06/08: R$587,00 -</strong> Dia que liberamos a possibilidade de upgrade para os primeiros colaboradores, <a href="http://www.areacinza.org/2011/08/numero-de-colaboradores-violentina/" target="_blank">descrito aqui</a>.</address>
<p style="text-align: justify;">Ou seja, dos cinco dias, dois são o que poderíamos chamar de maneira descompromissada de &#8220;eventos comuns&#8221; em uma campanha de financiamento coletivo &#8211; afinal todas as campanhas tem um primeiro e um último dia. Nada mais normal que estes dias sejam os mais movimentados, tanto pelos mais interessados, que voam nas primeiras horas para contribuir, como por aqueles que deixaram a colaboração para última hora. Mas outros três destes dias podem ser chamados de &#8220;eventos artificiais&#8221;, afinal a injeção de novas recompensas limitadas e a possibilidade de <em>upgrade</em> foram pensadas por nós como forma justamente de tacar lenha e aquecer a campanha.</p>
<p style="text-align: justify;">O truque aqui é saber o tamanho de sua demanda e o quanto ofertar em resposta. <a href="http://www.areacinza.org/2011/08/numero-de-colaboradores-violentina/" target="_blank">Erramos de maneira absurda nisso no começo da campanha</a>, ao colocar somente 10 caixas e uma maleta inicialmente da parada. A solução que encontramos, embora talvez não tenha sido a mais elegante, funcionou bem &#8211; conseguimos esgotar as caixas e maletas adicionais mas sem que elas ficassem sobrando ao final da campanha. Se no começamos com 10 caixas e uma maleta, ao final da campanha se foram 32 caixas e 3 maletas, distribuídas de maneira que sempre estavam mais ou menos escassas, e que acredito, foram puxando os valores das contribuições e agitando a campanha. Se eu conseguisse um <em>Delorean</em> e algum plutônio, provavelmente teria sugerido o desenho da campanha de forma diferente no que tange as recompensas limitadas, mas da forma que fizemos acho que conseguimos dar uma bela corrigida nos erros de cálculo, que são bem normais já que não era só nossa primeira experiência com o financiamento coletivo, mas algo nunca feito no RPG nacional, e que não sabíamos em que medida ia colar.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra coisa que acho importante para fechar é darmos uma olhada nos valores arrecadados por semana e na média das colaborações:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.areacinza.org/wp-content/uploads/2011/09/chart_4.png" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-3962" title="Semanas" src="http://www.areacinza.org/wp-content/uploads/2011/09/chart_4.png" alt="" width="540" height="334" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Ao primeiro olhar a semana inicial oblitera as outras né? Mas se levarmos em consideração que destes R$ 4.937,00 incríveis R$3.220,00 vieram só no primeiro dia, restam R$1.717,00, a colocando ali mais próxima das outras semanas. O gráfico evidencia a queda do meio da campanha, então se eu tivesse meu <em>Delorean</em>, pensaria em algo extra, ou recompensas mais bombadas ainda para os valores de 5 a 7 mil reais, de forma a tentar compensar esse período mais lento.</p>
<p style="text-align: justify;">Sobre as colaborações e colaboradores, ao final da campanha <a href="http://www.movere.me/exibeProjeto.do?id=29" target="_blank">a página do movere.me mostra orgulhosa que 131 pessoas se moveram para tornar o <strong>Violentina</strong> possível</a>. Esse número seria correto se a gente não tivesse feito a gambiarra dos upgrades para bombar mais a campanha e atender os colaboradores iniciais. Com o upgrade, algumas pessoas fizem duas ou até três colaborações, de modo que, se tivemos 131 colaborações, o número exato de colaboradores foi de 117 pessoas. Nada mal também! Com isso a média de contribuição por colaborador ao final da campanha foi de R$78,77. Bem acima dos 40 reais que esperávamos antes da campanha ir pro ar!</p>
<p style="text-align: justify;">Espero que tenham curtido acompanhar os bastidores da campanha de financiamento coletivo do <strong>Violentina</strong>. Minha intenção foi a de tornar o processo o mais transparente possível, apresentar e explicar nossas escolhas, acertos e erros, de forma a tentar contribuir um pouco para que as pessoas entendam como a ferramenta do crowdfunding funciona com base em nossa experiência. Nos próximos dias gravarei o segundo episódio do do <a href="http://www.areacinza.org/category/tons-de-cinza/" target="_blank">Tons de Cinza</a>, com o Eduardo Caetano de convidado para discutirmos sobre a campanha do <strong>Violentina</strong> e a produção daqui para frente. Se tiverem perguntas ou sugestões essa é a hora para mandar!</p>
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		<title>Uma olhada no primeiro dia de campanha do Violentina</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Aug 2011 13:58:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Caetano]]></category>
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		<description><![CDATA[E quem diria que o primeiro dia da campanha de financiamento coletivo do Violentina seria um sucesso tão grande? Em menos de 3 horas alcançamos a meta inicialmente estipulada, e ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">E quem diria que o primeiro dia da <a href="http://movere.me/exibeProjeto.do;jsessionid=9B3D586C1D60F77F39A07C42FEC9D139?id=29" target="_blank">campanha de financiamento coletivo do <strong>Violentina</strong></a> seria um sucesso tão grande? Em menos de 3 horas alcançamos a meta inicialmente estipulada, e até o final do dia já havíamos arrecadado 150% dos R$2.000,00 inicialmente pretendidos. Este <em>post</em> é um olhar e discussão mais aprofundados sobre que diabos aconteceu dia 1º de Agosto, e o que podemos aprender com ele.</p>
<p style="text-align: justify;">Antes queria falar um pouco sobre nossas expectativas com o <strong>Violentina</strong>. Sinceramente, antes de tudo começar eu tinha certeza quase absoluta que atingiríamos a meta de 2 mil reais. E achava que talvez até chegássemos aos 3 mil! Simplesmente porque o jogo criado pelo Eduardo é muito bacana, e já tinha um bom respaldo da galera mais ativa de blogs e fóruns de criação de jogos devido <a href="http://www.garagemrpg.com.br/violentina" target="_blank">a seu modelo de criação aberta</a>. Quando vi que <a href="http://www.areacinza.org/2011/07/meus-roles-na-rpgcon-2011/" target="_blank">a versão demo do jogo vendeu suas 10 cópias em 2 horas na RPGCon</a>, sabia que tínhamos ali um grupo <em>hardcore</em>, um núcleo pequeno mas coeso de pessoas muito interessadas no jogo. Mas mal sabia eu quão interessado no jogo este pequeno núcleo era!</p>
<p style="text-align: justify;">De qualquer forma, sabia que conseguiríamos a meta, mas nunca imaginei que o faríamos em 3 horas! Existe uma pesquisa do <em><a href="http://www.kickstarter.com" target="_blank">Kickstarter</a></em> (maior site de financiamento coletivo do mundo) que fala <a href="http://www.kickstarter.com/blog/happy-birthday-kickstarter" target="_blank">que 90% do projetos que alcançam 30% de sua meta, são completamente financiados até o fim do período estipulado</a>. Ou seja, 30% é quase uma barreira imaginária, e ao passar disso os possíveis financiadores começam a enxergar aquele projeto como viável e apostar sua grana nele também. Nossa meta era alcançar 30% do valor pretendido pelo Violentina (R$600) em três dias. Depois disso eu imaginava que bateríamos os 2 mil reais em uma ou duas semanas!</p>
<p style="text-align: justify;">Pessimismo? Não diria que foi isso. Na verdade, sobre certo ponto de vista, nossa estimativa foi até otimista demais! Isso porque, partimos do pressuposto que o que nos levaria a bater a meta seriam as contribuições de R$10 e R$25, que dariam direito respectivamente as recompensas do livro em PDF com o nome do colaborador nos agradecimentos, e o livro impresso com frete incluso. Como imaginávamos que a grande maioria iria contribuir com estes valores, fizemos um cálculo estimado de que precisaríamos de cerca de 70 colaboradores, uns investindo nas recompensas maiores, outros nas menores, mas com uma forte média concentrada perto dos R$25 para atingir a meta. E por isso digo que sob certo aspecto fomos até otimistas, afinal nem chegamos aos 50 colaboradores ainda!</p>
<p style="text-align: justify;">Ficou claro que nosso erro de cálculo foi desconsiderar as grandes contribuições.  Sabíamos que elas aconteceriam, mas nunca imaginamos que se dariam em tal volume. Na verdade não sabíamos até o dia 1º de Agosto se a <em>Maleta Inferno</em> sequer seria vendida, e olha que ela saiu em pouco menos de 40 minutos de campanha! Foram as grandes contribuições que nos permitiram atingir a meta estipulada de R$2.000,00 não só em apenas 3 horas, mas principalmente, com somente 19 apoiadores, ou seja, menos de um terço de pessoas que imaginávamos antes do lançamento da campanha.  Uma média de contribuições de R$106 por colaborador, bem acima dos R$29 que havíamos estimado!</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos dar uma olhada no gráfico do primeiro dia da campanha de financiamento coletivo do <strong>Violentina</strong>:</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.areacinza.org/wp-content/uploads/2011/08/chart_1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3840" title="Violentina dia 1" src="http://www.areacinza.org/wp-content/uploads/2011/08/chart_1.jpg" alt="" width="780" height="371" /></a><a href="http://www.areacinza.org/wp-content/uploads/2011/08/chart_1.png"><br />
</a>Esse salto monstruoso que pode ser visto das 8 da manhã até às 11 é basicamente a representação gráfica das 10 <em>Violentinas no Caixão</em> e da única <em>Maleta Inferno</em> se esgotando. Só com estas recompensas, atingimos R$1.800,00, ou 90% da meta inicial para aqueles ruins de matemática.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu gosto de definir o processo de financiamento coletivo como uma pré-venda com benefícios e participação ampliados.  Desta forma acho que pode ser bacana utilizar a <a href="http://www.secular-games.com/2011/03/resultado-da-pre-venda-e-atualizacao-sobre-o-busca-final/" target="_blank">pré-venda do <strong>Busca Final</strong></a> para traçar algumas comparações. A primeira pré-venda realizada pela Secular teve duração semelhante (42 dias, um pouco maior), e arrecadou R$1.800,00 com a pré-venda de 60 livros. Comparados com os R$2.020,00 arrecadados pelo <strong>Violentina</strong> em 3 horas, podemos dizer que ambos são totalmente diferentes? Acredito que não.</p>
<p style="text-align: justify;">Claro que existem diferenças gritantes &#8211; a velocidade da arrecadação do valor estipulado é uma delas. Mas o lance é, a campanha do <strong>Violentina</strong> entrou em outro ritmo agora, muito mais lento e estável do que o frenesi do primeiro dia. Acredito que ao final da campanha teremos entre 65 e 80 colaboradores (enquanto escrevo este texto, estamos com 45 camaradas e R$3.530,00 reais), o que de maneira absoluta não é muito diferente do alcançamos com o <strong>Busca Final</strong>. A diferença gritante se deu nos valores que &#8220;estes mesmos&#8221; 60 camaradas contribuíram. Enquanto na pré-venda do <strong>Busca Final</strong> não existiam opções, a única maneira de contribuir era com o valor fixo de R$29,90, com o <strong>Violentina</strong> se a pessoa quisesse poderia bancar até 10 vezes este valor, recebendo não só uma maleta do caralho, mas também a certeza de ter feito parte importante deste processo. Mas a lição para a Secular, ao menos em relação para o tamanho de seu público <em>hardcore</em> é basicamente a mesma &#8211; existem cerca de 60 pessoas que curtem muito seus jogos e idéias e estão dispostos a investir recursos neles antes mesmos de estarem prontos. Refinamos um pouco mais essa noção agora com o <strong>Violentina</strong>: sabemos que aproximadamente um terço deste pessoal bacana também está disposto a pagar um valor de 4 a 8 vezes o valor básico do produto para receber uma versão limitada e com muito muito mais elementos (cartas, fichas e marcadores, encartes, camisetas, etc.). O que o financiamento coletivo fez foi basicamente abrir as portas para atingir essa demanda, potencializando ainda mais o efeito deste núcleo duro.</p>
<p style="text-align: justify;">Claro que essa é nossa percepção da Secular, para outras editoras a mecânica deve funcionar de maneira um pouco diferente, e aí só testando para descobrir acredito. Também vale ressaltar que sabemos que o elemento de criação aberta do Eduardo colaborou e muito com a rápida adesão a campanha, mas cada vez mais considero que boa parte das pessoas que já tinham contato com o <strong>Violentina</strong> também já tinham algum contato com a Secular, afinal são grupos muito próximos.</p>
<p style="text-align: justify;">O interessante é perceber que mesmo sendo um grupo pequeno para os padrões do mercado de RPG, essas 50 ou 60 pessoas dedicadas a investir em um produto bacana antes dele existir efetivamente possibilitam que uma tiragem maior seja produzida, como as pré-vendas do <strong>Busca Final</strong>, do <strong>Old Dragon</strong> e do <strong>Rastro de Cthulhu</strong> já demonstraram. Os atuais 45 colaboradores do <strong>Violentina</strong> já financiaram uma impressão de praticamente 150 unidades do jogo. Essas 105 cópias restantes serão vendidas através de meios mais convencionais (nosso site, eventos, lojas parceiras, etc.) e sem risco algum, já que todo seu investimento já foi bancado pela própria campanha de financiamento coletivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Eles podem caber em um ônibus, mas a energia (em termos de investimento, divulgação e colaboração) que este núcleo duro (ou <em>early adopters</em> na gringa) injeta no processo é fundamental, permitindo que todo o ciclo de produção aconteça à partir deles.  E o financiamento coletivo os permitiu ampliar ainda mais este impulso inicial ao projeto. Tem coisa mais do caralho que isso?</p>
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		<title>Lançada a campanha de financiamento coletivo do Violentina!</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Aug 2011 13:14:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Caetano]]></category>
		<category><![CDATA[Financiamento Coletivo]]></category>
		<category><![CDATA[Secular Games]]></category>
		<category><![CDATA[Violentina]]></category>

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		<description><![CDATA[O que você acharia de sentar com seus amigos ao redor de uma mesa, para contar uma eletrizante história tarantinesca; intensa e cheia de reviravoltas. Sobre mafiosos inescrupulosos e provocantes, ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="right"><em>O que você acharia de sentar com seus amigos ao redor de uma mesa, para contar uma eletrizante história tarantinesca; intensa e cheia de reviravoltas. Sobre mafiosos inescrupulosos e provocantes, mas perigosas femme fatales?</em></p>
<p align="right"><em>E se ao contarem essa história, vocês se sentassem a mesa, exatamente como seus personagens fariam. Em uma mesa suja de Poker em um cassino clandestino? Pilantras, impostores e trapaceiros com fichas de poker na mão, um cigarro fedorento no  canto da boca, e o destino de suas vidas, decidido nas cartas de baralho&#8230;</em></p>
<p align="right"><em>Achou interessante? Então você precisa conhecer&#8230; <strong>Violentina!</strong></em></p>
<p>É com grande orgulho que a Secular lançou hoje <a href="http://movere.me/exibeProjeto.do?id=29">a campanha de financiamento coletivo do <strong>Violentina</strong></a>, jogo criado por Eduardo Caetano, e que se tudo der certo, será o primeiro RPG nacional a ser publicado através desta estratégia de colaboração com a comunidade!</p>
<p><strong>Violentina</strong> é um jogo sobre Violência, Vícios, Volúpia &#8230;e nem um Vintém, onde os jogadores interpretam trapaceiros, mafiosos, <em>femme fatales</em> e autoridades corruptas em uma espécie de Colaboração Competitiva. Profundamente inspirado na estética e na narrativa dos filmes de Quentin Tarantino e Guy Ritchie, <strong>Violentina</strong> utiliza um sistema baseado em cartas e fichas de poker afim de distribuir de forma equilibrada o controle narrativo entre os jogadores, transformando aspectos e características específicas deste tipo de filme em mecânicas de jogo.</p>
<p>Eduardo Caetano tem desenvolvido o <strong>Violentina </strong>de maneira aberta, <a href="http://rolistaindependente.wordpress.com/jogos/violentina/">disponibilizando a versão mais atual do jogo de graça em seu site</a> e debatendo-o em comunidades de <em>game design</em>, em um processo colaborativo e transparente. A versão final do jogo, que será publicada no último trimestre de 2011, está sendo produzida em parceria com a <a href="http://www.secular-games.com/">Secular Games</a>, que publicou o elogiado jogo de narrativa <strong>Busca Final</strong>. Esta parceria tem como uma de suas metas levantar os fundos necessários para a <a href="http://movere.me/exibeProjeto.do?id=29">produção do <strong>Violentina</strong> através do Movere.me</a>, um site de financiamento coletivo, no qual artistas e criadores apresentam seus projetos em busca de potenciais financiadores e parceiros para as propostas.</p>
<p>Nossa meta é alcançar em 30 dias o valor de R$2.000,00, para assim viabilizar a produção das primeiras 100 cópias do <strong>Violentina</strong>. O Movere.me permite que as pessoas invistam no projeto a quantia que considerarem interessante, e pensamos as seguintes recompensas de acordo com o valor investido na campanha:</p>
<p><strong>R$5,00 ou mais:</strong></p>
<p>Você receberá o <strong>arquivo da versão final do livro</strong> em formato PDF. <strong>[ilimitado]</strong></p>
<p><strong>R$10,00 ou mais:</strong></p>
<p><em>Recompensa acima</em> + <strong>seu nome</strong> será mencionado nos Agradecimentos do corpo do livro como <strong><em>MALANDRO</em></strong>.<strong> [ilimitado]</strong></p>
<p><strong>R$25,00 ou mais:</strong></p>
<p><em>Recompensa acima</em> + <strong>Edição impressa do livro</strong> em capa mole colorida, miolo em P&amp;B, autografado e numerado. Além disso, seu nome será mencionado nos Agradecimentos do corpo do livro como <strong><em>LIBERTINO</em></strong>.<strong> [ilimitado]</strong></p>
<p><strong>R$30,00 ou mais:</strong></p>
<p><em>Recompensa acima</em> + <strong>Encarte no formato A3</strong> com os Gabaritos de Mesa, Papel e Sinopse.<strong> [ilimitado]</strong></p>
<p><strong>R$35,00 ou mais:</strong></p>
<p><em>Recompensa acima</em> + <strong>Três bottons </strong>com a arte interna de Violentina .<strong> [ilimitado]</strong></p>
<p><strong>R$50,00 ou mais:</strong></p>
<p><em>Recompensa acima</em> + <strong>Livreto impresso no formato A5</strong> com três novos cenários com Sementes de Trama, <strong>exclusivo</strong> para incentivadores desta campanha!(Será a única forma de obter este livreto impresso).<strong> [ilimitado]</strong></p>
<p><strong>R$80,00 ou mais:</strong></p>
<p><em>Recompensa acima</em> + <strong>Uma camiseta Violentina</strong>. A partir daqui, seu nome será mencionado nos Agradecimentos do corpo do livro como <strong><em>DEVASSO</em></strong>.<strong> [ilimitado]</strong></p>
<p><strong>R$100,00 ou mais:</strong></p>
<p><em>Recompensa acima</em> + <strong>15 Fichas de Grana personalizada</strong>.<strong> [ilimitado]</strong></p>
<p><strong>R$150,00 ou mais:</strong></p>
<p><em>Recompensa acima</em>, reunida em uma <strong>caixa especial: Violentina no Caixão</strong> + <strong>1 Par de Baralhos Personalizados,</strong> customizados, para auxiliar suas sessões de jogo. Seu nome será mencionado nos Agradecimentos do corpo do livro como <strong><em>GANGSTER</em></strong>.<strong> [10 disponíveis]</strong></p>
<p><strong>R$300,00 ou mais:</strong></p>
<p><strong>Maleta Inferno</strong>: Uma maleta especial, feita à mão, com todos as recompensas anteriores, além de uma <strong>versão do livro em capa dura, de couro, encadernada à mão pelo autor</strong> + alguns itens exclusivos. Seu nome será mencionado nos Agradecimentos do corpo do livro como <strong><em>VIOLENTINA’s LOVER</em> [1 disponível]</strong></p>
<p>Temos uma grande expectativa de alcançarmos a meta desejada, e não apenas publicar o <strong>Violentina</strong>, mas mostrar que o modelo de financiamento coletivo é viável para as crescentes iniciativas de publicação independente de RPG no Brasil! Será que conseguiremos até dia 31/08?</p>
<p>As cartas estão na mesa!</p>
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		<title>Novidades sobre o Lançamento do Violentina</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jul 2011 11:22:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Gringo]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Secular Games]]></category>
		<category><![CDATA[Violentina]]></category>

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		<description><![CDATA[A Secular Games anunciou durante a RPGCon 2011, realizada nos dias 9 e 10 de Julho, que seu próximo lançamento, o jogo Violentina de Eduardo Caetano, seria feito através do modelo de financiamento coletivo. ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A <a href="http://www.secular-games.com/"><strong>Secular Games</strong></a> anunciou durante a RPGCon 2011, realizada nos dias 9 e 10 de Julho, que seu próximo lançamento, o jogo <strong>Violentina</strong> de Eduardo Caetano, seria feito através do modelo de financiamento coletivo. Alguns dias se passaram enquanto fazíamos os últimos ajustes, e agora, com tudo pronto, é hora de darmos a largada nesta experiência!<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Esperamos que o <strong>Violentina</strong> seja o primeiro jogo de RPG nacional lançado através de uma campanha de financiamento coletivo (e precisaremos de seu apoio para isso!). Mas o que é o<strong>Violentina</strong>, e que diabos é financiamento coletivo?</p>
<p style="text-align: center;"><a title="Violentina" href="http://www.secular-games.com/wp-content/uploads/2011/07/logocolor.jpg"><img class="aligncenter" title="Violentina" src="http://www.secular-games.com/wp-content/uploads/2011/07/logocolor-1024x278.jpg" alt="" width="491" height="134" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Violentina</strong> é um jogo sobre Violência, Vícios, Volúpia e Vingança desenfreados, onde os jogadores interpretam trapaceiros, mafiosos, <em>femme fatales</em> e autoridades corruptas em uma espécie de Colaboração Competitiva. Profundamente inspirado na estética e na narrativa dos filmes de <strong>Quentin</strong> <strong>Tarantino </strong>e <strong>Guy Ritchie</strong>, <strong>Violetina</strong> utiliza um sistema baseado em cartas e fichas de poker afim de distribuir de forma equilibrada o controle narrativo entre os jogadores, transformando aspectos e características específicas deste tipo de filme em mecânicas de jogo. De acordo com esta proposta, <strong>Violentina </strong>é um Jogo de Contar Histórias sem mestre, sem preparo, sem ordem cronológica, baseado em enquadramentos de cena e na criatividade de todos os participantes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Violentina </strong>vem sendo desenvolvido por Eduardo Caetano de maneira aberta – e a  <a href="http://rolistaindependente.wordpress.com/jogos/violentina/">versão mais atual do jogo pode ser baixada de graça</a> - recebendo críticas e sugestões da comunidade, essenciais para o desenvolvimento do jogo. O lançamento através do financiamento coletivo é só mais um passo em seu processo de criação colaborativa e aberta!</p>
<p style="text-align: justify;">E o que significa financiamento coletivo? Financiamento coletivo (ou <em>crowdfunding</em>) é o método de bancar um projeto através da contribuição antecipada daqueles interessados na iniciativa. Se o valor estipulado para a execução do projeto for alcançado, a parada acontece e todos os colaboradores recebem recompensas previamente combinadas de acordo com o seu nível de suporte. Se o valor não for alcançado, o projeto volta para a gaveta e nenhum colaborador é cobrado. Como <a href="http://blogquarentaedois.wordpress.com/">um amigo nosso</a> definiu muito bem, ao participar de uma iniciativa de financiamento coletivo, você se torna uma espécie de micro-sócio no projeto, contribuindo para sua execução, mas também recebendo coisas legais em troca caso ele realmente saia do papel (ou do site!) e se realize.</p>
<p style="text-align: justify;">A cada dia o financiamento coletivo se torna uma estratégia mais comum e eficiente para bancar projetos interessantes. Recentemente <em>A Banda Mais Bonita da Cidade</em> conseguiu <a href="http://catarse.me/pt/abandamaisbonitadacidade">bancar a gravação de seu primeiro disco através do financiamento coletivo</a>, e fora do Brasil vários jogos independentes tiveram campanhas de <em>crowdfunding</em> muito bem sucedidas, tais como o <a href="http://www.kickstarter.com/projects/danielsolis/do-pilgrims-of-the-flying-temple-a-storytelling-ga"><strong>Do: Pilgrims of the Flying Temple</strong></a><strong>, </strong><a href="http://www.kickstarter.com/projects/847327173/technoir-high-tech-hard-boiled-roleplaying"><strong>Technoir</strong></a><strong> </strong>e<strong> </strong><a href="http://www.kickstarter.com/projects/meetpoint/startup-fever-the-board-game-0"><strong>Startup Fever</strong></a> só para citar alguns.</p>
<p style="text-align: justify;">Queremos não só que o <strong>Violentina </strong>seja o primeiro jogo de RPG nacional lançado através do modelo de financiamento coletivo, mas também testar o formato e sua viabilidade do mercado nacional de jogos, abrindo portas para outras iniciativas independentes!</p>
<p style="text-align: justify;">A campanha de financiamento coletivo do <strong>Violentina </strong>será feita no site <a href="http://www.movere.me/">Movere.me</a>, e terá início no dia 01/08, próxima segunda-feira. A campanha terá a duração de 30 dias e tem como objetivo arrecadar R$1750,00 para a produção da tiragem inicial de 100 cópias do livro. Dentre as possibilidades de recompensa se encontram:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>O download da versão final de em <strong>Violentina</strong> PDF.</li>
<li>A cópia impressa do livro autografado.</li>
<li>Par de baralhos exclusivos para o jogo.</li>
<li>Livreto impresso com 3 novas Tramas</li>
<li>Uma maleta super com uma versão do livro encadernada à mão e com todas as outras recompensas disponíveis e mais alguns itens exclusivos.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">A contagem regressiva para o início da primeira campanha de financiamento coletivo para um RPG nacional começou! Se você quer ver esta iniciativa dar certo já pode contribuir antes mesmo do dia 1º de Agosto, divulgando este texto e a proposta para o maior número de pessoas que conseguir, espalhando <a href="http://rolistaindependente.wordpress.com/jogos/violentina/">o link para download da versão de <em>playtest</em> do <strong>Violentina</strong></a>, e nos enviando suas críticas e sugestões.</p>
<p style="text-align: justify;">Façam suas apostas!</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.secular-games.com/"><strong>Secular Games</strong></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Meus rolês na RPGCon 2011</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Jul 2011 16:13:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Eu eu eu!]]></category>
		<category><![CDATA[RPGCON]]></category>
		<category><![CDATA[Secular Games]]></category>

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		<description><![CDATA[Opa, bora tirar a poeira disso aqui! Tradicionalmente todo ano eu faço um relato do grande evento rpgístico nacional, antigamente o Encontro Internacional de RPG, e nos últimos 3 anos ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Opa, bora tirar a poeira disso aqui!</p>
<p style="text-align: justify;">Tradicionalmente todo ano eu faço um relato do grande evento rpgístico nacional, antigamente o Encontro Internacional de RPG, e nos últimos 3 anos a RPGCon. Para os curiosos ou saudosistas, retiro das profundezas os relatos quase etnográficos da <a href="http://www.areacinza.org/2009/07/relato-do-1%C2%B0-rpgcon/" target="_blank">primeira RPGCon</a> e da <a href="http://www.areacinza.org/2010/07/de-volta-da-rpgcon-2010/" target="_blank">edição de 2010</a>. Mas agora é hora de falar da RPGCon 2011!</p>
<p style="text-align: justify;">Quem queria saber como foi o evento já deve ter achado dezenas de <a href="http://www.rolando20.com.br/rpgcon-2011/">ótimos relatos por aí</a>. O meu vem com algum atraso, e pra piorar um olhar muito focado na Feira de RPGs Independentes, onde eu devo ter passado 80% do meu tempo no evento, na barraquinha da <a href="http://www.secular-games.com/" target="_blank">Secular</a>. Mas ainda assim, melhor que nada né?</p>
<div id="attachment_3770" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a class="zoom" title="Caipira e Bob" href="http://www.areacinza.org/wp-content/uploads/2011/07/e39366c1935d4ca28739de3da664d9ef_7.jpg" rel="zoom" target="_blank"><img class="size-medium wp-image-3770" title="Caipira e Bob" src="http://www.areacinza.org/wp-content/uploads/2011/07/e39366c1935d4ca28739de3da664d9ef_7-300x300.jpg" alt="Caipira e Bob" width="300" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Caipira e Bob</p></div>
<p style="text-align: justify;">Cheguei em São Paulo na tarde de sexta, um dia antes do evento e já desfrutando o primeiro dia de minhas férias. Tendo em vista que passei as três semanas anteriores afogado em trabalhos de conclusão do semestre, na diagramação do Mamute#2 e preparativos Seculares, a abertura das férias em SP não foi nada má! Como fui o primeiro dos Seculares a colar em São Paulo, aproveitei a tarde para um rolê com os caras da Jambô guiado pelo Trevisan, e já deu pra sentir o frio cortante que fazia na cidade. Enrolando aqui, comprando uns pockets ali ( <em>Storm Front</em>, o primeiro dos Dresden Files, e o super bem falado <em>Anathem</em> do Stephenson), acabei retornando ao hotel, onde encontrei o grande Caipira, bróder e exilado de BH, e posteriormente o Tiago e CF que vieram direto de Brasília. Ficamos marcando o Giltônio e o Garrell, até recebermos uma mensagem dos caras avisando que haviam perdido o voo. O Giltônio <a href="http://www.giltoniosantos.com/?p=58" target="_blank">conta melhor a essa saga</a>, a qual eu tenho preguiça só de relembrar ele contando às 3 da manhã&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, sábado de manhã caímos para a RPGCon, pela primeira vez em um novo espaço, o Colégio Santa Amália, maior e mais legal que o colégio Notre Dame. Chegar no pico foi fácil, mas a entrada meio estranha: vimos um segurança em um portão lateral, que não era o principal portão de entrada, e perguntamos das credenciais da FRI e de palestras. Ele fez uma cara de totalmente perdido e deixou a gente entrar. Queria estar mentindo, porque esse teria sido o melhor e mais fácil caô que já mandei na vida!</p>
<div id="attachment_3764" class="wp-caption alignright" style="width: 340px"><a class="zoom" title="trincheira!" href="http://www.areacinza.org/wp-content/uploads/2011/07/58d4c4c305374223927989c4e8ed188f_7.jpg" rel="zoom" target="_blank"><img class="size-medium wp-image-3764 " title="58d4c4c305374223927989c4e8ed188f_7" src="http://www.areacinza.org/wp-content/uploads/2011/07/58d4c4c305374223927989c4e8ed188f_7-300x300.jpg" alt="" width="330" height="330" /></a><p class="wp-caption-text">Vizinhança</p></div>
<p style="text-align: justify;">Passamos por uma quadra com uma galera jogando <em>D&amp;D Miniatures</em>,<em> heroclix</em> e acho que <em>Magic</em>, depois pelo imenso espaço para as mesas de RPG, e fomos conduzidos para uma mini-pracinha, super agradável e onde estava instalada a Feira de RPGs Independentes! Na real, antes mesmo da gente chegar o lugar já era o mais do caralho do evento, e logo nos esforçamos para deixar o negócio ainda melhor, atacando com nosso ragga <em>soundsystem</em>, bandeira já clássica do Bob Marley, buttons, Mamutes #1 e #2 e Busca Final! Descolamos um ponto estratégico ao lado da escada que dava para a entrada principal e de frente ao auditório, ou seja, não havia como passar pelo evento sem ser tocado pelo som e o faça-você-mesmo rpgistico! De quebra ainda montamos nossa banquinha do lado do Guilherme e Max da <a href="http://portal.retropunk.net/" target="_blank">Retropunk</a>, o que proporcionou boas trocas de idéias entre as vendas e correrias nossas e dos caras. Na real, ótimos vizinhos de FRI, só reclamaram no domingo quando o Giltônio começou a tocar pandeiro (mas até eu reclamei disso&#8230;).</p>
<p style="text-align: justify;">Banquinha montada, som rolando, foi só começar a receber os camaradas! Logo de cara trombamos o Guilherme RODO, truta de BH, <a href="http://www.paragons.com.br/prgcon-2011/#" target="_blank">paragônico e autor de algumas fotos deste relato</a>, além de dezenas de amigos, conhecidos e pessoas que trocamos idéias pela internet, mas nunca tínhamos encontrado pessoalmente. <em>Vibe</em> lá em cima com o som rolando, troca de idéias, e claro, vendendo uns livrinhos aqui e ali!  Na manhã de sábado rolaram dois destaques em nosso stand/barraquinha: o primeiro deles foi não vendermos o Mamute#2! Isso mesmo, havíamos planejado uma jogada de marketing com o Guilherme da Retropunk, e como ele fez um anúncio do Savage Worlds na contra-capa do zine, combinamos de segurar as vendas até a hora que ele anunciasse o novo lançamento da editora mais bombante do Brasil atualmente na palestra das editoras. Foi divertido inventar as desculpas mais imbecis para não vender a parada por algumas horas, e o pessoal entrou de cabeça na brincadeira!</p>
<p style="text-align: justify;">Outra coisa que me impressionou um bocado na manhã de sábado foi o <a href="http://rolistaindependente.wordpress.com/2011/07/04/violentina-finalizada-a-versao1-0/" target="_blank"><strong>Violentina</strong>, do grande Eduardo Caetano</a>. Já havíamos planejado lançar o <strong>Violentina</strong> pela Secular Games através de um esquema de <em>crowdfunding</em> e estávamos bem animados com a parada, mas ao encontrarmos com o Eduardo ele nos mostrou as 10 cópias beta que fez do livro para vender no evento. Essa é uma prática bem comum no RPG indie gringo, conhecido como <em>ashcans</em>, versão quase prontas dos jogos que são vendidas a preço de custo pra galera testar e dar um <em>feedback</em>. Nos encontramos com o Eduardo por volta das 11 horas da manhã, e às 14 horas do mesmo dia todos os exemplares do <strong>Violentina</strong> haviam sido vendidos! Na real, nem a gente da Secular comprou os nossos, o pessoal pelo visto já tem acompanhado e apostado muito no trampo do Eduardo, que aliás está sensacional!</p>
<p style="text-align: justify;">Meio dia, hora de cair para nossa primeira atividade, um bate-papo sobre produção de RPG independente no Brasil. Estavam conosco em uma mesa improvisada Fabiano Neme e Antonio Pop da <a href="http://www.redboxeditora.com.br/" target="_blank">Redbox</a>, Guilherme da <a href="http://portal.retropunk.net/" target="_blank">Retropunk</a>, Tiago Junges da <a href="http://coisinhaverde.com/blog/" target="_blank">Coisinha Verde</a>, eu e Giltônio, além é claro de umas quarenta pessoas bem interessantes cheias de perguntas afiadas. Foi um bate-papo no sentido literal do termo, inclusive bem bagunçado,  mas com trocas de idéias, abertura para perguntas e questionamentos, enfim, acho que serviu a seu propósito &#8211; mostrar o tanto que o RPG independente nacional cresceu no último ano, e que produzir e lançar jogos aqui não é nenhum bicho de sete cabeças. Mas concordo com o Giltônio, mesmo neste espírito anárquico precisamos planejar melhor a dinâmica da parada ano que vem para potencializar ainda mais a atividade.</p>
<p style="text-align: justify;">Voltamos pra banquinha, só para encontrar o <strong>Violentina</strong> esgotado e uma pá de gente perguntando sobre a venda do Mamute#2. Já eram 14 horas, ou seja, palestra das editoras! Subimos para a arena eu, Tiago &#8220;<a href="http://coisinhaverde.com/blog/" target="_blank">Coisinha Verde</a>&#8220;, Antonio da <a href="http://www.redboxeditora.com.br/" target="_blank">Redbox</a>, Guilhermes da Jambô e da <a href="http://portal.retropunk.net/" target="_blank">RetroPunk</a>, além do Cristiano Cuty da <a href="http://www.editora.conclaveweb.com.br/" target="_blank">Conclave</a>, e depois recebemos a companhia do Douglas Reais e MC Zanini da <a href="http://www.devir.com.br/rpg/" target="_blank">Devir</a>. Um camarada chamado Arcano teve a moral de filmar as principais partes da palestra, e assim me poupou de descrever as novidades anunciadas. Valeu Arcano!</p>
<p style="text-align: justify;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/HpzS3dc8ib4" frameborder="0" width="560" height="349"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;">Minhas breves impressões sobre a Palestra das Editoras: tradicionalmente este sempre foi um espaço bem cheio e esperado dos eventos (EIRPG e RPGCon), mas em 2011 vimos a palestra mais derrubada dos últimos anos. Não por falta de lançamentos e anúncios bombásticos, principalmente com as novidades da <a href="http://redboxeditora.com.br/" target="_blank">RedBox</a> e <a href="http://portal.retropunk.net/" target="_blank">RetroPunk</a>, mas com baixa participação do público, em número e perguntas. Enfim, achei bem caído, e acho que a culpa pode ser da falta de divulgação da programação do evento, um erro crasso que retomarei mais adiante. Também fiquei viajando em uma teoria &#8211; talvez a gloriosa Palestra das Editoras nunca mais seja tão hypada como no início dos anos 2000, já que aquela época se você quisesse saber de RPG tinmha que falar basicamente cara a cara com os editores da sua linha favorita, no máximo através de uma lista de discussão. No caso da Devir, só rolava pessoalmente mesmo, pois eles eram, além de a maior editora de RPG do Brasil, péssimos na parte de comunicação. Então a Palestra das Editoras era uma janela onde isso podia ser rompido.  Hoje as coisas mudaram. As editoras possuem fóruns, trocam idéias no twitter, e mais importante, tem prazer em responder seus consumidores. Então vai ver a Palestra das Editoras nem é mais tão importante, salvo por um ou outro anúncio bombástico. E se essa minha teoria for correta serei o primeiro a dizer que nem precisamos mais da tal palestra, prefiro mil vezes as editoras e jogadores conversando direto do que um espaço privilegiado e pontual para se buscar informações!</p>
<div id="attachment_3760" class="wp-caption alignleft" style="width: 340px"><img class="size-medium wp-image-3760 " style="border-width: 2px; border-color: black; border-style: solid;" title="Arsenal!" src="http://www.areacinza.org/wp-content/uploads/2011/07/IMG_3389-300x225.jpg" alt="Arsenal!" width="330" height="248" /><p class="wp-caption-text">Arsenal!</p></div>
<p style="text-align: justify;">O resto do sábado seguiu nessa batida &#8211; amigos, conversas animadas, vendas e conhecer gente nova. Dei uma breve passada pelo leilão de jogos usados, e pela primeira vez em seis ou sete anos saí de lá sem absolutamente nada. Não tinha quase nada de bom, quantidades absurdas de refugos da Devir, bem ruim mesmo. Acho que rolava uma campanha pra divulgar o leilão pra galera e incentivando que levem seus livros pra vender lá, afinal a graça é que o lixo de um seja o ouro do outro, e o lixo da Devir não interessa muito, pelo pra mim&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Passadinha rápida no hotel e caímos pro Buteco RPG, que este ano rolou em um bar da Augusta esquematizado pelo D3. Achei este o melhor rolê bebedeira nerd de todas as edições do EIRPG e RPGCon. Até então sempre caímos pro tradicional e delicioso Omalley&#8217;s com vários amigos, mas a real é que lá é bem apertado pra um mesão brutal. E se um monte de gente legal do Brasil inteiro está na cidade, você quer um mesão brutal certo? No esquema do bar este ano não tínhamos exatamente uma super mesa, mas vários grupos, e se você cansasse de um assunto era só pular pra outra mesinha. Achei muito foda, muita gente legal em um lugar só, acho que conversei com quase todo mundo em um dos momentos mais legais da viagem</p>
<div id="attachment_3774" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a class="zoom" href="http://www.areacinza.org/wp-content/uploads/2011/07/IMG_3399.jpg" rel="zoom"><img class="size-medium wp-image-3774 " style="margin-top: 1px; margin-bottom: 1px; border-width: 1px; border-color: black; border-style: solid;" title="Gênios do Marketing" src="http://www.areacinza.org/wp-content/uploads/2011/07/IMG_3399-300x225.jpg" alt="Gênios do Marketing" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Gênios do Marketing</p></div>
<p style="text-align: justify;">Domingão de ressaca, batemos nosso recorde de atraso e chegamos no evento às 11 da manhã. Eita. Mesmo processo de montar o stand, conversar com a galera e zoar as caras amassadas pela cerveja e frio de São Paulo. O dia passou voando na FRI, e logo estávamos na Mesa de Vidro, espaço tradicional de avaliação e discussão do evento entre organizadores e a comunidade. Lá fiz minhas críticas, que reitero aqui: esta não foi a melhor RPGCon que eu fui (achei a de 2010 a mais foda, embora tenha sido praticamente igual a de 2009 nos pontos fortes e fracos. A diferença é que a 2010 teve FRI, e FRI é vida!), a divulgação foi terrível, assim como o vacilo tremendo de fechar a programação na quinta dois dias antes do evento!!! Teve o lance de marcar para a mesma data do <em>Anime Friends</em>, mas ainda assim, acho que o mais danosos foi a falta de organização de ter deixado tudo para a última hora. Se nos anos anteriores os sagazes D3 e Wallace deram conta do recado, este ano a parada ficou em cima <em>demais</em> e prejudicou o evento. A RPGCon nasceu como um esforço em conjunto com a comunidade, de divulgação, proposição de atividades e mudanças. Este ano não houve quase nada disso, não porque os organizadores adotaram uma postura diferente, mas por simples falta de organização. Delegar, dividir e fomentar é preciso caras, toda uma comunidade quer que o evento aconteça e seja ainda mais foda, mas a organização tem que dar o espaço, e pra isso um mínimo de err&#8230; <em>organização</em> é necessário!</p>
<p style="text-align: justify;">Como já disse, esta não foi a melhor RPGCon devido a falhas graves de organização e divulgação. Mas foi a RPGCon no melhor espaço e com a FRI mais fantástica possível, na verdade acredito que pouca coisa da Feira de RPGs Independente possa ser melhorada em termos de organização. O preço da inscrição (R$100 pratas) foi justo, o espaço estava excelente, com ótima localização e pontos de energia para todos. A RPGCon 2012 se for no mesmo colégio e mantiver a FRI como está, e ainda corrigir os vacilos deste ano, tem tudo para ser a edição mais foda do evento. <a href="http://www.areacinza.org/2010/07/de-volta-da-rpgcon-2010/" target="_blank">Repetindo o que disse em 2010</a>:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Em 2011 estaremos na RPGCON novamente, não só para assistir as palestras, comprar os lançamentos legais e garimpar a feira de livros usados, mas também para sugerir a programação, oferecer palestras, divulgar nosso trampo e conhecer o que os outros estão criando. Não sei para vocês, mas me parece bem mais interessante, desafiador e divertido que uma mera feirinha de RPG!</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">2012 é nóis! Em breve farei um post sobre as vendas da Secular no evento, mas no <a href="http://www.secular-games.com/" target="_blank">site da editora</a>. Espero terminar ainda esta semana. E claro, a missão agora é continuar atualizando o Área Cinza, como nos velhos tempos!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Chegando a RPGCON e o Mamute!</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jun 2010 16:55:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Minhas Coisas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Mamute]]></category>
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		<description><![CDATA[As coisas continuam lentas aqui no Área Cinza, mas é por um bom motivo! As últimas duas semanas foram de pura correria e preparativos para nossa participação na RPGCON 2010, ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">As coisas continuam lentas aqui no Área Cinza, mas é por um bom motivo! As últimas duas semanas foram de pura correria e preparativos para nossa participação na <a href="http://www.areacinza.org/2010/06/site-da-rpgcon-2010-esta-no-ar/" target="_blank">RPGCON 2010</a>, que acontecerá em São Paulo neste próximo fim de semana.</p>
<p style="text-align: justify;">Além das paradas de sempre como caos de passagens, estadia, e preparativos para o furo no cartão de crédito, este ano assim como no ano passado vou participar de uma palestra no evento! Logo na abertura da RPGCON, na manhã de sábado eu e os trutas da Secular Games vamos conversar um pouco sobre a produção independente de RPG. Segue a <a href="http://www.rpgcon.com.br/Paginas.mvc/auditorio" target="_blank">descrição sucinta do site</a>:</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p><strong>10:30 às 12:00 &#8211; A Produção de RPG independente &#8211; A  experiência  na Secular Games</strong><br />
<strong>Palestrantes: </strong>Giltonio   Santos, Rafael Rocha, Richard Garrell e Tiago Marinho<br />
<strong>Descrição:</strong> A partir da experiência na Secular, os palestrantes discutem os   desafios da produção independente de RPG e a viabilidade de projetos   anteriores e atuais, concebidos e fomentados dentro da própria   comunidade.</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Acho que vai ser divertido, vamos falar um pouco sobre formatos alternativos de publicação, nossa experência com RPG em PDF e com o mercado gringo, faça-você-mesmo, e compartilhar o processo de produção do <strong>Mamute</strong>, nosso zine de RPG que será lançado no evento. Na verdade estou tão empolgado com o fanzine que acho que merece mais espaço neste <em>post</em>!</p>
<p style="text-align: justify;">A idéia de escrever um fanzine de RPG surgiu em meio a uma reunião da Secular no fim de Fevereiro na qual discutíamos estratégias e idéias para nosso primeiro lançamento para o mercado nacional &#8211; afinal nossos outros livros foram todos produzidos em inglês e focados no mercado gringo de RPGs em PDF. Decidimos que nosso primeiro livro em português será o <strong>Busca Final</strong>, um jogo extremamente autoral e interessante do Giltônio, mas que na época ainda estava sendo escrito (ele concluiu o manuscrito mês passado!) e que avaliamos que só poderia ser lançado no segundo semestre. Também estávamos com muita vontade de lançar algo na FRI &#8211; Feira de RPG Independente, que já rolou ano passado na RPGCON e foi uma das idéias mais espertas que D3, Wallace &amp; Companhia tiveram! A proposta aliás é de todo ano daqui pra frente lançarmos algo na FRI e fazer a parada crescer e bombar ainda mais. Somamos então a vontade de lançar algo na FRI, o que infelizmente não seria possível com o<strong> Busca Final</strong>, com nosso desejo de fazer algo mais autoral, autêntico e provocativo. Citando as palavras do meu chapa <a href="http://www.doutorcareca.com.br/2010/06/29/dr-careca-entrevista-giltonio-santos-do-mamute/" target="_blank">Giltônio na entrevista sobre o Mamute para o Trevisan</a>: &#8220;A  gente sabia que queria publicar livros de RPG, mas também sabíamos  que  não era só isso. Começamos com a Secular escrevendo livros cheios  de  regras pra D&amp;D/d20, precisávamos marcar o giro para algo menos   convencional e mais autoral. Nesse sentido, pensamos: o que é mais   autoral que um fanzine?&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Quatro meses depois finalmente o <strong>Mamute</strong> está nas gráficas! O zine custará 7 reais e terá o formato A5, com capa colorida em papel couché e o interior com 72 páginas em preto e branco, sendo que 12 destas páginas compõem o encarte do <em>Tópicos &amp; Trolls</em>, um <em>drinking game</em> de humor, ironia e paródia sobre fóruns e listas de discussão sobre RPG na internet!</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.areacinza.org/wp-content/uploads/2010/06/capa-mamute-web1.jpg"><img class="alignleft size-large wp-image-3222" title="capa-mamute-web" src="http://www.areacinza.org/wp-content/uploads/2010/06/capa-mamute-web-725x1024.jpg" alt="" width="435" height="614" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Além da capa, feita pelo grande <a href="http://www.danielpoeira.org/" target="_blank">Daniel Poeira</a>, segue  uma breve descrição das matérias presentes na primeira edição do  <strong>Mamute</strong>. Mas estejam avisados: o conteúdo é muito mais divertido, irônico  e útil do que eu vou conseguir reproduzir aqui em poucas linhas!</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>Editorial: </strong>Meio editorial meio manifesto sobre a proposta do fanzine. Pura classe.</li>
<li><strong>A Cerveja Certa para o RPG Certo:</strong> Quem melhor que o mestre cervejeiro e apreciador de RPGs indies Daniel Chaves (@danyaell) para escrever este guia de harmonizações entre alguns tipos de cervejas e RPGs?</li>
<li><strong>Encaixotando o RPG:</strong> Antonio &#8220;Pop&#8221; Sá já é famoso por seus tutoriais ensinando a montar caixas de RPG no <a href="http://paragons.com.br/" target="_blank">Paragons</a>. Neste artigo ele fez um passo a passo para quem quer começar a encaixotar seus jogos com direitos a fotos e tudo!</li>
<li><strong>Estantes</strong>: A idéia desta coluna é pegar alguém que já tem um tempo de estrada no RPG, pedir para tirar uma foto de sua coleção de jogos e falar um pouco sobre seus destaques e favoritos. E quem estreou a coluna foi o Guilherme editor da Jambô, falando sobre <em>Falkenstein</em>, <em>Shadowrun</em> e <em>Birthright</em>.</li>
<li><strong>Casa de Marimbondo: </strong>Um artigo que faz uma retomada do RPG desde os anos 90 e coloca algumas idéias provocativas sobre o faça-você-mesmo e a produção de RPG.</li>
<li><strong>Busca Final: </strong>Já falei sobre o Busca, o próximo lançamento da Secular Games. O Giltônio, autor do livro, escreveu um pouco sobre a proposta do jogo e seu tema.</li>
<li><strong>Entrevista Steve Kenson: </strong>Uma breve entrevista com o criador do <em>Mutantes &amp; Malfeitores</em>, na qual fala também de seu mais novo lançamento, o<em> Icons</em>,<em> </em>que utiliza o sistema FATE.</li>
<li><strong>A Perfumaria &#8211; Fantasia <em>Brasilis</em>:</strong> Primeiro artigo desta coluna do Remo no zine! Quem conhece o cara de listas e do <a href="http://www.dot20.com.br/" target="_blank">.20</a> sabe que pode esperar algo bem afiado, e ele não decepcionou com um texto excelente sobre fantasia com temática brasileira. E nem adianta torcer o nariz para o assunto, você <strong>tem</strong> que ler isso!</li>
<li><strong>Resistir é Inútil: </strong>A pirataria é má, suja e ameaça o mercado! Ou não. Minha proposta neste texto é de avaliar o fenômeno da pirataria por outro lado, e quem sabe até tirar algum uso dela. De brinde um tutorial bem inusitado!</li>
<li><strong>O ABC do Metal RPG:</strong> Uma versão expandida e mais mais legal do artigo que o Giltônio escreveu por aqui ano passado. Mais bandas, mais RPG, mais metal!</li>
<li><strong>Como Eu Gosto de Caixas &#8211; Uma Resenha do <em>Warhammer Fantasy RPG</em>:</strong> O Tiago, grande fã do <em>Warhammer</em>, voltou a Era das Caixas e escreveu esta resenha da nova edição do <em>WFRPG</em>.</li>
<li><strong>Tópicos &amp; Trolls:</strong> A cereja no topo do bolo! O <em>Tópicos &amp; Trolls</em> é um encarte removível (desde que você seja hábil com um estilete!) que trás um jogo completo &#8211; na verdade um <em>drinking game</em>, para ser jogado nos bares da vida. Como o nome sugere, o <em>T&amp;T</em> simula os já conhecidos, infrutíferos e hilários debates de listas de discussões sobre RPG na internet. Cada jogador assume uma classe de <em>troll</em>, que batalha em cada tópico contra outros jogadores em busca dos maravilhosos Pontos de Ego! Como eu estou muito empolgado com a parada colocarei aqui uma prévia, com a descrição de uma das sete Classes e seu respectivo poder especial!</li>
</ul>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;">Blogueiro New School</span></strong><strong> &#8211; </strong>&#8220;Novo      <em>post</em>!&#8221; &#8220;Me dá uma entrevista?&#8221; &#8220;Ótima dica!&#8221;      &#8220;Vamos criar uma revista eletrônica!&#8221; Os anos de exclusão social      e cantos da lanchonete da escola ficaram apenas no passado desse jovem      empolgado: o blogueiro <em>new school</em> agora tem amigos! Animado, feliz      e cheirando a espírito adolescente, esse simpático e construtivo amigo vai      um dia se tornar um Administrador de Portal Decadente ou um Coordenador de      Lista Histérico (<em>nota: estas também são duas Classes do T&amp;T</em>), mas quem se importa? &#8220;Esse é meu cenário <em>steampunk!&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Habilidade: </strong><em>“Jabá!”</em><br />
Este poder obriga o Blogueiro New School a entrar (ou se intrometer, depende do ponto de vista) no turno do próximo <em>troll</em> naquele tópico no qual ele não estiver participando, informando que em seu blog existe um <em>post</em> a respeito do assunto tratado, obrigatoriamente interrompendo algum outro jogador que esteja expondo seu ponto de vista:</p>
<p style="text-align: justify;">a) Caso o <em>troll</em> que ele interrompeu vença a discussão inicial, o Blogueiro New School recebe um dos <em>Pontos de Ego</em> do perdedor, ou;</p>
<p style="text-align: justify;">b) Se o <em>troll</em> interrompido for derrotado, o Blogueiro New School deve <em>virar uma dose</em> junto com ele.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Novamente o zine tá muito legal, e se você ficou interessado e vai a RPGCON sugiro comprar o seu lá mesmo &#8211; fizemos 200 cópias desta edição e o plano é <strong>não imprimir mais</strong>. Acabou já era! Se você não vai pra SP neste glorioso fim de semana, mais ainda assim quero seu <strong>Mamute</strong>, uso o formulário de <a href="http://www.areacinza.org/contato/" target="_blank">Contato</a> e combinamos como lhe enviar uma cópia.  Essa gambiarra é só por um tempo: logo o novo site da Secular Games (com uma área do Mamute) estará no ar!</p>
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		<title>Promoção: Em Busca dos Arquivos Perdidos!</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 11:37:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em Janeiro o Área Cinza completou seus três anos de existência, o que não é nada mal para um blog criado com o único objetivo de ser o espaço onde ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://www.areacinza.org/wp-content/plugins/simple-post-thumbnails/timthumb.php?src=/wp-content/thumbnails/2666.jpg&amp;w=200&amp;h=150&amp;zc=1&amp;ft=jpg' alt='post thumbnail' /></p>
<p style="text-align: justify;">Em Janeiro o Área Cinza completou seus três anos de existência, o que não é nada mal para um blog criado com o único objetivo de ser o <a href="http://www.areacinza.org/sobre/" target="_blank">espaço onde eu possa falar do que eu gosto e do que eu acho</a>! Mas a real é que depois deste tempo todo já era hora de algumas mudanças, e boa parte do mês que passou foi gasta na <a href="http://www.areacinza.org/2010/01/de-volta/" target="_blank">mudança do visual e re-categorização dos <em>posts</em> do AC</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">E claro que alguma coisa tinha que dar errado &#8211; desta vez foi o backup  (juro que fiz!) que teve uma parte corrompida, o mesmo tentando salvar a parada com a ajuda de um monte de gente foda consegui recuperar os <em>posts</em> do ano de 2009…  Então agora conto com a ajuda de todos que acompanharam o Área Cinza ano passado para achar os Arquivos Perdidos e tornar o blog completo novamente!</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>O que preciso:</strong></span> Basicamente de todos os posts do AC entre o período de Novembro de 2008 e Novembro de 2009. Acredito que a forma mais fácil de se conseguir isso seja com alguém que <em>feeds</em> de RSS arquivados em seu leitor (é, eu mesmo não assinava meu RSS, eu sei&#8230;), mas qualquer formato e idéia criativa para recuperar os <em>posts</em> deste período são altamente bem vindas desde que funcionem!</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Como enviar:</strong></span> Esta é uma ótima oportunidade para gastar o novo <a href="http://www.areacinza.org/contato/" target="_blank">formulário de Contato</a> ali em cima! Entre em contato e te passo o e-mail para enviar os Arquivos Perdidos.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>A recompensa:</strong></span> A primeira boa alma que for bem sucedida no resgate aos Arquivos Perdidos receberá, além é claro de minha admiração e devoção eterna, <a href="http://www.rpgnow.com/index.php?filters=0_0_0_0_0&amp;manufacturers_id=343" target="_blank">uma cópia em PDF de cada um dos 4 livros publicados pela Secular Games</a> em seu e-mail, e uma cópia exclusiva de nosso próximo lançamento, que será publicado (impresso mesmo!) em Junho, algumas semanas antes da <a href="http://www.areacinza.org/2010/02/anunciada-a-rpgcon-2010/" target="_blank">RPGCon 2010</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Definitivamente não é a maior premiação e nem a promoção mais fácil que você já viu por aí nos blogs de RPG. Mas é a chance de mostrar publicamente o quanto você é mais esperto e organizado que o cara que mantém o Área Cinza!</p>
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		<title>Publicação de RPG em PDF &#8211; Perguntas [Parte 1]</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 14:04:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Secular Games]]></category>
		<category><![CDATA[PDF]]></category>
		<category><![CDATA[RPG Independente]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Mês passado começamos uma discussão por aqui sobre a viabilidade e os formatos da publicação de livros de RPG no formato PDF no Brasil. Eu sei, se passaram mais de 40 dias e as coisas aqui no Área Cinza ficaram bem paradas, mas é hora de voltar e retomar essa idéia, que já gerou <a href="../2009/08/levantando-questoes-sobre-a-publicacao-de-rpg-em-pdf/">um bocado de questões muito interessantes</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Dentro desta minissérie de artigos, já tivemos dois &#8211; a <a href="../2009/08/publicacao-de-rpg-em-pdf-a-historia-da-secular-games-parte-1/">primeira parte da história da Secular Games</a>, falando um pouco das nossas expectativas da entrada neste mercado e forma de produção dos livros; e o <a href="../2009/08/levantando-questoes-sobre-a-publicacao-de-rpg-em-pdf/">Levantando questões sobre a publicação de RPG em PDF</a>, que teve uma resposta fenomenal. É tentando responder as perguntas feitas ali que vou escrever este artigo, e provavelmente mais uns dois ou três nessa linha.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste primeiro artigo das perguntas, dei uma dividida para agrupar as questões mais diretamente relacionadas. Acho que poderíamos chamar esse bloco de <strong>Perguntas sobre a Produção</strong>:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1- A minha principal questão em relação aos pdfs é ligada ao trinômio ilustração-preço-vendagem.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Parece um paradoxo. Pra ter um bom produto em pdf preciso de boa qualidade gráfica. fazer um doc do word com umas fontes bonitihas e gerar um pdf não me levará a lugar algum. No entanto, ilustrações de boa qualidade, uma capa apresentável e uma diagramação aceitável não são baratas, e aumentam consideravelmente o valor final do produto, que precisa ser baixo para vender. Como resolver essa questão, que fica ainda mais complicada se pensarmos em mercado nacional? (Mr. Pop)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Essa é uma ótima questão! Pode parecer um senso comum, mas acho que o caminho mais apropriado é alcançar um meio termo nesta tríade entre design gráfico-preço-vendagem. É fato que todos nós queremos lançar um produto ótimo, no sentido de melhor possível, e muitas vezes usamos como parâmetros produtos de editoras maiores que tem muito mais grana que nós para medimos como devem ser nossos livros. Eu mesmo fui um dos que ao saber que o <a href="http://www.waynereynolds.com/Biography.htm">Wayne Reynolds trabalha como freelancer</a> não resistiu olhar quanto ele cobra por uma capa, e sim, é muito mais do que nós da Secular jamais poderemos pagar!</p>
<p style="text-align: justify;">Mas esse é um caso extremo. Uma editora de PDF que planeje lançar alguns livros por ano tem que criar uma estratégia para maximizar o aspecto gráfico de seus produtos, sem que isso aumente demais o seu custo de produção. Por exemplo, a respeito da identidade visual, livros de uma mesma série (como os <em>Advanced Character Guide</em>, ou mesmo livros de um mesmo cenário, como Tormenta) podem usar as mesmas bordas, fontes e formato da diagramação. Assim, mesmo que tenha que pagar para um designer fazer isso, é um custo que poderá ser dividido entre os outros livros que usarem a mesma base.</p>
<p style="text-align: justify;">No que tange a diagramação, é fato que a diagramação de um profissional difere e muito daquela feita por um amador (e as revistas Dragão Brasil e Dragon Slayer, na época que coexistiram nas bancas eram um exemplo gritante deste fator), mas isso pode ser atenuado. A primeira dica é usar um programa decente de diagramação, e minha <em>weapon of choice</em> é o Adobe InDesign, ferramenta poderosa e de uso bem intuitivo se você já brincou um pouco com o Photoshop e outros da família Adobe. Mesmo com outros programas, uma boa idéia é aproveitar um modelo já existente, seja um dos padrões que acompanham a ferramenta, ou aquele criado pelo seu designer quando desenvolveu a identidade visual do produto (ou linha). Eu sou sociólogo e minha experiência prévia com diagramação era inexistente, mas com o InDesign, e a identidade visual desenvolvida pelo Leo diagramei com tranquilidade (embora não seja a coisa mais divertida do mundo!) todos os livros da Secular, e modéstia a parte ficaram muito bons para um leigo. Ou seja, tenha alguém que entenda por perto, arrume um programa decente, e tente não inventar muito, pelo menos no começo, e com alguma sorte a diagramação não vai ser um peso no seu orçamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas todos nós sabemos que o buraco acontece mesmo nas ilustrações. Um livro de RPG sem elas não deve dar muito certo, e aqueles que possuem ilustrações ruins são ainda piores. Acho que a primeira dica aqui é ser minimalista e criativo &#8211; não adianta querer ter uma ilustração a cada 3 páginas e desenhos de página inteira na abertura de cada capítulo, se você tem somente 100 reais para investir em arte. O melhor é adaptar, espaçando mais as ilustrações, vendo quais você pode reaproveitar de maneira inteligente (as imagens de capa e abertura de capítulo por exemplo podem ser desmembradas, a Paizo faz isso demais!). Mas mesmo com essas gambiarras, ilustrações são caras…</p>
<p style="text-align: justify;">Nós da Secular tínhamos a vantagem de ter um ilustrador de mão cheia entre nós (o Ig Barros), além do <a href="http://braca.wordpress.com/">Leo Braca</a>, que é um excelente designer. Mas mesmo assim o Ig nunca deu conta de ficar por conta e ilustrar tudo por conta de seus outros trabalhos, e nos colocou em contato com alguns excelentes ilustradores. Mesmo cobrando um preço camarada, esses ilustradores chapas do Ig cobravam mais do que tínhamos em caixa no início da editora (éramos todos estagiários!), o que era totalmente justificado, pois eles foram escolhidos pelo Ig exatamente por serem fodas! Chegamos a um acordo então: pagá-los através de porcentagem.</p>
<p style="text-align: justify;">O esquema era assim &#8211; a cada 3 meses 30% do lucro líquido de um título era dividido entre os ilustradores, de acordo com uma tabelinha que o Ig elaborou comigo, que seguia o número de ilustrações, tamanho, cor, etc.. Isso nos possibilitou colocar nossos primeiros 4 títulos no mercado sem ter um investimento inicial em arte, mas hoje não é um modelo que eu acho mais apropriado para a Secular. Isso porque em primeiro lugar demanda uma camaradagem pré-existente com o ilustrador, pois no mínimo ele tem que ter uma boa dose de fé no seu produto, para apostar que ele vai vender o suficiente para pagar um valor justo pelo seu trabalho. Segundo, mesmo que esse vínculo de confiança seja estabelecido, acredito que este é um formato de relação com o ilustrador que é desgastante a médio e longo prazo. Imagina que saco ficar recebendo 10-15 reais a cada 3 meses por dois desenhos, não seria muito melhor receber logo 60 pratas na bucha do que ficar prolongando o pagamento a conta-gotas? Na real essa lógica só vale se o ilustrador é muito camarada, ou se ele trabalha bastante nesse esquema, aí sim, depois de um tempo ele vai receber todo mês uma quantia menos miserável. Ainda assim acho uma forma de pagamento bem abstrata. E que é um saco de contabilizar para quem administra a grana da editora!</p>
<p style="text-align: justify;">Como hoje temos uma boa grana para investir de lucros dos nossos produtos anteriores, se formos lançar algo certamente não vai ser seguindo essa lógica da porcentagem. Mas isso não quer dizer que ela não seja válida: é uma excelente estratégia para editoras lançarem seus primeiros produtos e foi ela que possibilitou a Secular construir um caixa sem tocarmos nos nossos salários de fome.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra estratégia interessante para ilustrações é usar banco de imagens e <em>art packs</em> apropriados para RPGs, pacotes de ilustrações que depois de comprados dão o direito do comprador os utilizar em seus próprios produtos.  Um <a href="http://www.rpgnow.com/index.php?filters=0_0_2893_0&amp;language=en">bocado deles podem ser encontrados na RPGNow</a> por um preço bem camarada, e embora a grande maioria seja de qualidade duvidosa, existem algumas ilustrações bem usáveis por ali. Nunca usamos estes estoques de imagens e nem os pacotes, mas acho que é uma estratégia muito boa para cortar custos e conseguir algumas imagens legais por um preço muito baixo. Talvez até misturar: algumas imagens mais direcionadas ao produto e pagas normalmente, e outras dos<em> art packs</em> como <em>fillers</em>…</p>
<p style="text-align: justify;">Finalmente meu chapa Richard Garrell se adiantou e começou a responder no próprio tópico, algo que acredito que seja a conclusão desta história toda:</p>
<p style="text-align: justify;">Muito interessante a questão levantada sobre a arte.</p>
<p style="text-align: justify;">É indiscutível que o produto tem que ser bonito. Aliás, isso vale inclusive para RPG. Eu gosto de livros bonitões. Acho um saco por exemplo a mania fanzineira da SJG de fazer livros feiosos (muito embora isso tenha mudado na 4ª edição, e os boardgames sejam bonitões!).</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, é fundamental um projeto gráfico bacana. Nessa dai por exemplo acho que a Secular sai na frente da esmagadora maioria das editoras de pdfs que já vi livros.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora o conteúdo dos livros não seja extraordinário (o que eu achei incrível mesmo, o Loremaster, infelizmente nunca saiu), são .pdfs muito bonitos, realmente diferenciados.</p>
<p style="text-align: justify;">Acredito que é um padrão que deve ser observado e mantido. Por outro lado, existe um motivo prático para que isso aconteça: a editora possui dentre seus fundadores um designer bom de serviço, e conta com a camaradagem do Ig Barros, um desenhista excepcional. É verdade que nem todo mundo tem essa sorte.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, acredito que o segredo é mesmo enfiar a mão na cumbuca e tirar algum dinheiro para pagar pelo menos um designer. Devo destacar que ilustrações não necessariamente imprescindíveis. Um designer que tenha um banco de imagens legal já pode fazer várias coisas interessantes, por exemplo. (Garrell)</p>
<p style="text-align: justify;">Concordo totalmente. É possível utilizar seus contatos e soluções criativas, como escrevi ali em cima, para diminuir os custos, mas algum investimento é necessário para lançar um produto bacana.  E aposto que o Mr. Pop já sabe disso… O lance é tentar achar formas de equilibrar esse investimento com o preço final do produto.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2- Quanto a parte de ilustração eu realmente acho difícil conseguir uma ilustração sem saber desenhar… mas quanto a editoração eu realmente preciso pagar alguém pra fazer?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Não existem programas de fácil acesso e fácil de mexer para que um leigo com algumas horas de dedicação possa fazer um material com um mínimo de qualidade? (Leonardo)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Bom abordei um pouco sobre isso na resposta acima, mas o Vinicius mandou uma boa resposta também (e aposto que ele é designer ou alguém que trabalha com a parte gráfica!):</p>
<p style="text-align: justify;">Mais ou menos Leonardo. Assim como desenhar costuma ser requisito para gerar boas ilustrações para os livros de RPG, há uma diferença grotesca dum editor profissional para um amador que resolva usar um programa para montar o PDF dele. Claro, dá para fazer &#8211; da mesma forma que dá para fazer livro em PDF com ilustração barata :P. Idealmente, você quer alguém que sabe da coisa para editorar seu livro. (Vinicius)</p>
<p style="text-align: justify;">Realmente, a diferença é notável entre um editor visual profissional e alguém que está improvisando. Mas o ponto aqui na resposta do Vinicius é o “idealmente”. Claro que se for possível, seja por ter grana em caixa, ou um amigo designer, o ideal é ter alguém profissional nesta área. Mas se não for esta sua realidade, ainda acredito que dê para fazer o básico sem muitas inovações, e sem também correr muitos riscos, na maioria dos casos desde que acompanhado por alguém que te dê umas dicas e um bom programa.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas desviando um pouco da pergunta, já que estamos falando de editor, o que acham da necessidade de um editor “convencional”, alguém que edita o texto do escritor? Cada vez mais acho que esta função é determinante para se criar um produto de qualidade e interessante, e nós na Secular nunca tivemos muito bem alguém fazendo isso, embora nos revezássemos informalmente na função à medida que um de nós escrevia um título. Ainda assim, é algo que eu tenho pensando muito ultimamente…</p>
<p style="text-align: justify;">Para finalizar duas perguntas do Cochise:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3-  PDF é um produto pouco atrativo. O pdf é basicamente um livro no computador. E o melhor lugar para os livros é o papel. O formato eletrônico deveria ser mais interativo. As fichas completáveis do Tio Nitro são um bom exemplo de para onde as coisas deveriam ir. Não proponho que se abandone o formato pdf, mas que se o enriqueça. Os recursos ele tem, mas não são tão usados isso encarece um pouco mais o produto final. (Cochise)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Bom Cochise o PDF não me parece um produto pouco atrativo. Ele tem características positivas e negativas em relação ao livro convencional de papel, mas do jeito que você coloca parece que ele é claramente inferior em tudo. O livro em PDF tem custo de produção menor, logo pode ser vendido mais barato, não tem custo de envio, uma tremenda vantagem para quem quer comprar livros no exterior, no caso do RPG pode ser usado e consultado com mais facilidade na mesa do jogo se tiver um computador a mão, enfim…</p>
<p style="text-align: justify;">Mas também concordo que os recursos dos livros eletrônicos estão longe de serem plenamente utilizados. Um bom exemplo neste sentido são <a href="http://www.rpgnow.com/product_info.php?products_id=3802&amp;it=1">os mapas da Oonne’s</a>, que são cheios de camadas, e você pode escolher qual delas imprimir. Mas realmente, ainda falta muito pra caminhar…</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4- Até o modelo se popularizar é inviável lançar módulos básicos, apenas suplementos. Mais especificamente para o jogo mais jogado de licença aberta, D&amp;D e derivados (Cochise)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Como você mesmo apontou, isso é verdadeiro se falamos de <em>Dungeons &amp; Dragons</em> e licença d20 né? Algumas editoras tiveram sucesso com módulos básicos em PDF, como a <a href="http://www.evilhat.com/">Evil Hat</a> e seus <a href="http://www.rpgnow.com/product_info.php?products_id=28296&amp;it=1">Spirit of the Century</a> e <a href="http://www.rpgnow.com/product_info.php?products_id=28052&amp;it=1">Don’t Rest Your Head</a>. Acho que mesmo neste momento antes da popularização plena dos PDF no RPG (e de forma mais geral na produção literária), os sistemas e cenários autorais são um grande e interessante nicho, talvez não tão grande quanto o do D&amp;D, mas certamente possuem o seu lugar. Na verdade acho que hoje, com a 4ª edição, a insuportável GSL e o incrível suporte do <em>D&amp;D Insider</em>, os livros autorais, independentes e bem feitos são uma aposta até mais sólida no mercado de RPG em PDF que o bom e velho d20.</p>
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