O que você acharia de sentar com seus amigos ao redor de uma mesa, para contar uma eletrizante história tarantinesca; intensa e cheia de reviravoltas. Sobre mafiosos inescrupulosos e provocantes, mas perigosas femme fatales?
E se ao contarem essa história, vocês se sentassem a mesa, exatamente como seus personagens fariam. Em uma mesa suja de Poker em um cassino clandestino? Pilantras, impostores e trapaceiros com fichas de poker na mão, um cigarro fedorento no canto da boca, e o destino de suas vidas, decidido nas cartas de baralho…
Achou interessante? Então você precisa conhecer… Violentina!
É com grande orgulho que a Secular lançou hoje a campanha de financiamento coletivo do Violentina, jogo criado por Eduardo Caetano, e que se tudo der certo, será o primeiro RPG nacional a ser publicado através desta estratégia de colaboração com a comunidade!
Violentina é um jogo sobre Violência, Vícios, Volúpia …e nem um Vintém, onde os jogadores interpretam trapaceiros, mafiosos, femme fatales e autoridades corruptas em uma espécie de Colaboração Competitiva. Profundamente inspirado na estética e na narrativa dos filmes de Quentin Tarantino e Guy Ritchie, Violentina utiliza um sistema baseado em cartas e fichas de poker afim de distribuir de forma equilibrada o controle narrativo entre os jogadores, transformando aspectos e características específicas deste tipo de filme em mecânicas de jogo.
Eduardo Caetano tem desenvolvido o Violentina de maneira aberta, disponibilizando a versão mais atual do jogo de graça em seu site e debatendo-o em comunidades de game design, em um processo colaborativo e transparente. A versão final do jogo, que será publicada no último trimestre de 2011, está sendo produzida em parceria com a Secular Games, que publicou o elogiado jogo de narrativa Busca Final. Esta parceria tem como uma de suas metas levantar os fundos necessários para a produção do Violentina através do Movere.me, um site de financiamento coletivo, no qual artistas e criadores apresentam seus projetos em busca de potenciais financiadores e parceiros para as propostas.
Nossa meta é alcançar em 30 dias o valor de R$2.000,00, para assim viabilizar a produção das primeiras 100 cópias do Violentina. O Movere.me permite que as pessoas invistam no projeto a quantia que considerarem interessante, e pensamos as seguintes recompensas de acordo com o valor investido na campanha:
R$5,00 ou mais:
Você receberá o arquivo da versão final do livro em formato PDF. [ilimitado]
R$10,00 ou mais:
Recompensa acima + seu nome será mencionado nos Agradecimentos do corpo do livro como MALANDRO. [ilimitado]
R$25,00 ou mais:
Recompensa acima + Edição impressa do livro em capa mole colorida, miolo em P&B, autografado e numerado. Além disso, seu nome será mencionado nos Agradecimentos do corpo do livro como LIBERTINO. [ilimitado]
R$30,00 ou mais:
Recompensa acima + Encarte no formato A3 com os Gabaritos de Mesa, Papel e Sinopse. [ilimitado]
R$35,00 ou mais:
Recompensa acima + Três bottons com a arte interna de Violentina . [ilimitado]
R$50,00 ou mais:
Recompensa acima + Livreto impresso no formato A5 com três novos cenários com Sementes de Trama, exclusivo para incentivadores desta campanha!(Será a única forma de obter este livreto impresso). [ilimitado]
R$80,00 ou mais:
Recompensa acima + Uma camiseta Violentina. A partir daqui, seu nome será mencionado nos Agradecimentos do corpo do livro como DEVASSO. [ilimitado]
R$100,00 ou mais:
Recompensa acima + 15 Fichas de Grana personalizada. [ilimitado]
R$150,00 ou mais:
Recompensa acima, reunida em uma caixa especial: Violentina no Caixão + 1 Par de Baralhos Personalizados, customizados, para auxiliar suas sessões de jogo. Seu nome será mencionado nos Agradecimentos do corpo do livro como GANGSTER. [10 disponíveis]
R$300,00 ou mais:
Maleta Inferno: Uma maleta especial, feita à mão, com todos as recompensas anteriores, além de uma versão do livro em capa dura, de couro, encadernada à mão pelo autor + alguns itens exclusivos. Seu nome será mencionado nos Agradecimentos do corpo do livro como VIOLENTINA’s LOVER [1 disponível]
Temos uma grande expectativa de alcançarmos a meta desejada, e não apenas publicar o Violentina, mas mostrar que o modelo de financiamento coletivo é viável para as crescentes iniciativas de publicação independente de RPG no Brasil! Será que conseguiremos até dia 31/08?
A Secular Games anunciou durante a RPGCon 2011, realizada nos dias 9 e 10 de Julho, que seu próximo lançamento, o jogo Violentina de Eduardo Caetano, seria feito através do modelo de financiamento coletivo. Alguns dias se passaram enquanto fazíamos os últimos ajustes, e agora, com tudo pronto, é hora de darmos a largada nesta experiência!
Esperamos que o Violentina seja o primeiro jogo de RPG nacional lançado através de uma campanha de financiamento coletivo (e precisaremos de seu apoio para isso!). Mas o que é oViolentina, e que diabos é financiamento coletivo?
Violentina é um jogo sobre Violência, Vícios, Volúpia e Vingança desenfreados, onde os jogadores interpretam trapaceiros, mafiosos, femme fatales e autoridades corruptas em uma espécie de Colaboração Competitiva. Profundamente inspirado na estética e na narrativa dos filmes de QuentinTarantino e Guy Ritchie, Violetina utiliza um sistema baseado em cartas e fichas de poker afim de distribuir de forma equilibrada o controle narrativo entre os jogadores, transformando aspectos e características específicas deste tipo de filme em mecânicas de jogo. De acordo com esta proposta, Violentina é um Jogo de Contar Histórias sem mestre, sem preparo, sem ordem cronológica, baseado em enquadramentos de cena e na criatividade de todos os participantes.
Violentina vem sendo desenvolvido por Eduardo Caetano de maneira aberta – e a versão mais atual do jogo pode ser baixada de graça - recebendo críticas e sugestões da comunidade, essenciais para o desenvolvimento do jogo. O lançamento através do financiamento coletivo é só mais um passo em seu processo de criação colaborativa e aberta!
E o que significa financiamento coletivo? Financiamento coletivo (ou crowdfunding) é o método de bancar um projeto através da contribuição antecipada daqueles interessados na iniciativa. Se o valor estipulado para a execução do projeto for alcançado, a parada acontece e todos os colaboradores recebem recompensas previamente combinadas de acordo com o seu nível de suporte. Se o valor não for alcançado, o projeto volta para a gaveta e nenhum colaborador é cobrado. Como um amigo nosso definiu muito bem, ao participar de uma iniciativa de financiamento coletivo, você se torna uma espécie de micro-sócio no projeto, contribuindo para sua execução, mas também recebendo coisas legais em troca caso ele realmente saia do papel (ou do site!) e se realize.
Queremos não só que o Violentina seja o primeiro jogo de RPG nacional lançado através do modelo de financiamento coletivo, mas também testar o formato e sua viabilidade do mercado nacional de jogos, abrindo portas para outras iniciativas independentes!
A campanha de financiamento coletivo do Violentina será feita no site Movere.me, e terá início no dia 01/08, próxima segunda-feira. A campanha terá a duração de 30 dias e tem como objetivo arrecadar R$1750,00 para a produção da tiragem inicial de 100 cópias do livro. Dentre as possibilidades de recompensa se encontram:
O download da versão final de em Violentina PDF.
A cópia impressa do livro autografado.
Par de baralhos exclusivos para o jogo.
Livreto impresso com 3 novas Tramas
Uma maleta super com uma versão do livro encadernada à mão e com todas as outras recompensas disponíveis e mais alguns itens exclusivos.
A contagem regressiva para o início da primeira campanha de financiamento coletivo para um RPG nacional começou! Se você quer ver esta iniciativa dar certo já pode contribuir antes mesmo do dia 1º de Agosto, divulgando este texto e a proposta para o maior número de pessoas que conseguir, espalhando o link para download da versão de playtest do Violentina, e nos enviando suas críticas e sugestões.
Tradicionalmente todo ano eu faço um relato do grande evento rpgístico nacional, antigamente o Encontro Internacional de RPG, e nos últimos 3 anos a RPGCon. Para os curiosos ou saudosistas, retiro das profundezas os relatos quase etnográficos da primeira RPGCon e da edição de 2010. Mas agora é hora de falar da RPGCon 2011!
Quem queria saber como foi o evento já deve ter achado dezenas de ótimos relatos por aí. O meu vem com algum atraso, e pra piorar um olhar muito focado na Feira de RPGs Independentes, onde eu devo ter passado 80% do meu tempo no evento, na barraquinha da Secular. Mas ainda assim, melhor que nada né?
Caipira e Bob
Cheguei em São Paulo na tarde de sexta, um dia antes do evento e já desfrutando o primeiro dia de minhas férias. Tendo em vista que passei as três semanas anteriores afogado em trabalhos de conclusão do semestre, na diagramação do Mamute#2 e preparativos Seculares, a abertura das férias em SP não foi nada má! Como fui o primeiro dos Seculares a colar em São Paulo, aproveitei a tarde para um rolê com os caras da Jambô guiado pelo Trevisan, e já deu pra sentir o frio cortante que fazia na cidade. Enrolando aqui, comprando uns pockets ali ( Storm Front, o primeiro dos Dresden Files, e o super bem falado Anathem do Stephenson), acabei retornando ao hotel, onde encontrei o grande Caipira, bróder e exilado de BH, e posteriormente o Tiago e CF que vieram direto de Brasília. Ficamos marcando o Giltônio e o Garrell, até recebermos uma mensagem dos caras avisando que haviam perdido o voo. O Giltônio conta melhor a essa saga, a qual eu tenho preguiça só de relembrar ele contando às 3 da manhã…
Enfim, sábado de manhã caímos para a RPGCon, pela primeira vez em um novo espaço, o Colégio Santa Amália, maior e mais legal que o colégio Notre Dame. Chegar no pico foi fácil, mas a entrada meio estranha: vimos um segurança em um portão lateral, que não era o principal portão de entrada, e perguntamos das credenciais da FRI e de palestras. Ele fez uma cara de totalmente perdido e deixou a gente entrar. Queria estar mentindo, porque esse teria sido o melhor e mais fácil caô que já mandei na vida!
Vizinhança
Passamos por uma quadra com uma galera jogando D&D Miniatures, heroclix e acho que Magic, depois pelo imenso espaço para as mesas de RPG, e fomos conduzidos para uma mini-pracinha, super agradável e onde estava instalada a Feira de RPGs Independentes! Na real, antes mesmo da gente chegar o lugar já era o mais do caralho do evento, e logo nos esforçamos para deixar o negócio ainda melhor, atacando com nosso ragga soundsystem, bandeira já clássica do Bob Marley, buttons, Mamutes #1 e #2 e Busca Final! Descolamos um ponto estratégico ao lado da escada que dava para a entrada principal e de frente ao auditório, ou seja, não havia como passar pelo evento sem ser tocado pelo som e o faça-você-mesmo rpgistico! De quebra ainda montamos nossa banquinha do lado do Guilherme e Max da Retropunk, o que proporcionou boas trocas de idéias entre as vendas e correrias nossas e dos caras. Na real, ótimos vizinhos de FRI, só reclamaram no domingo quando o Giltônio começou a tocar pandeiro (mas até eu reclamei disso…).
Banquinha montada, som rolando, foi só começar a receber os camaradas! Logo de cara trombamos o Guilherme RODO, truta de BH, paragônico e autor de algumas fotos deste relato, além de dezenas de amigos, conhecidos e pessoas que trocamos idéias pela internet, mas nunca tínhamos encontrado pessoalmente. Vibe lá em cima com o som rolando, troca de idéias, e claro, vendendo uns livrinhos aqui e ali! Na manhã de sábado rolaram dois destaques em nosso stand/barraquinha: o primeiro deles foi não vendermos o Mamute#2! Isso mesmo, havíamos planejado uma jogada de marketing com o Guilherme da Retropunk, e como ele fez um anúncio do Savage Worlds na contra-capa do zine, combinamos de segurar as vendas até a hora que ele anunciasse o novo lançamento da editora mais bombante do Brasil atualmente na palestra das editoras. Foi divertido inventar as desculpas mais imbecis para não vender a parada por algumas horas, e o pessoal entrou de cabeça na brincadeira!
Outra coisa que me impressionou um bocado na manhã de sábado foi o Violentina, do grande Eduardo Caetano. Já havíamos planejado lançar o Violentina pela Secular Games através de um esquema de crowdfunding e estávamos bem animados com a parada, mas ao encontrarmos com o Eduardo ele nos mostrou as 10 cópias beta que fez do livro para vender no evento. Essa é uma prática bem comum no RPG indie gringo, conhecido como ashcans, versão quase prontas dos jogos que são vendidas a preço de custo pra galera testar e dar um feedback. Nos encontramos com o Eduardo por volta das 11 horas da manhã, e às 14 horas do mesmo dia todos os exemplares do Violentina haviam sido vendidos! Na real, nem a gente da Secular comprou os nossos, o pessoal pelo visto já tem acompanhado e apostado muito no trampo do Eduardo, que aliás está sensacional!
Meio dia, hora de cair para nossa primeira atividade, um bate-papo sobre produção de RPG independente no Brasil. Estavam conosco em uma mesa improvisada Fabiano Neme e Antonio Pop da Redbox, Guilherme da Retropunk, Tiago Junges da Coisinha Verde, eu e Giltônio, além é claro de umas quarenta pessoas bem interessantes cheias de perguntas afiadas. Foi um bate-papo no sentido literal do termo, inclusive bem bagunçado, mas com trocas de idéias, abertura para perguntas e questionamentos, enfim, acho que serviu a seu propósito – mostrar o tanto que o RPG independente nacional cresceu no último ano, e que produzir e lançar jogos aqui não é nenhum bicho de sete cabeças. Mas concordo com o Giltônio, mesmo neste espírito anárquico precisamos planejar melhor a dinâmica da parada ano que vem para potencializar ainda mais a atividade.
Voltamos pra banquinha, só para encontrar o Violentina esgotado e uma pá de gente perguntando sobre a venda do Mamute#2. Já eram 14 horas, ou seja, palestra das editoras! Subimos para a arena eu, Tiago “Coisinha Verde“, Antonio da Redbox, Guilhermes da Jambô e da RetroPunk, além do Cristiano Cuty da Conclave, e depois recebemos a companhia do Douglas Reais e MC Zanini da Devir. Um camarada chamado Arcano teve a moral de filmar as principais partes da palestra, e assim me poupou de descrever as novidades anunciadas. Valeu Arcano!
Minhas breves impressões sobre a Palestra das Editoras: tradicionalmente este sempre foi um espaço bem cheio e esperado dos eventos (EIRPG e RPGCon), mas em 2011 vimos a palestra mais derrubada dos últimos anos. Não por falta de lançamentos e anúncios bombásticos, principalmente com as novidades da RedBox e RetroPunk, mas com baixa participação do público, em número e perguntas. Enfim, achei bem caído, e acho que a culpa pode ser da falta de divulgação da programação do evento, um erro crasso que retomarei mais adiante. Também fiquei viajando em uma teoria – talvez a gloriosa Palestra das Editoras nunca mais seja tão hypada como no início dos anos 2000, já que aquela época se você quisesse saber de RPG tinmha que falar basicamente cara a cara com os editores da sua linha favorita, no máximo através de uma lista de discussão. No caso da Devir, só rolava pessoalmente mesmo, pois eles eram, além de a maior editora de RPG do Brasil, péssimos na parte de comunicação. Então a Palestra das Editoras era uma janela onde isso podia ser rompido. Hoje as coisas mudaram. As editoras possuem fóruns, trocam idéias no twitter, e mais importante, tem prazer em responder seus consumidores. Então vai ver a Palestra das Editoras nem é mais tão importante, salvo por um ou outro anúncio bombástico. E se essa minha teoria for correta serei o primeiro a dizer que nem precisamos mais da tal palestra, prefiro mil vezes as editoras e jogadores conversando direto do que um espaço privilegiado e pontual para se buscar informações!
Arsenal!
O resto do sábado seguiu nessa batida – amigos, conversas animadas, vendas e conhecer gente nova. Dei uma breve passada pelo leilão de jogos usados, e pela primeira vez em seis ou sete anos saí de lá sem absolutamente nada. Não tinha quase nada de bom, quantidades absurdas de refugos da Devir, bem ruim mesmo. Acho que rolava uma campanha pra divulgar o leilão pra galera e incentivando que levem seus livros pra vender lá, afinal a graça é que o lixo de um seja o ouro do outro, e o lixo da Devir não interessa muito, pelo pra mim…
Passadinha rápida no hotel e caímos pro Buteco RPG, que este ano rolou em um bar da Augusta esquematizado pelo D3. Achei este o melhor rolê bebedeira nerd de todas as edições do EIRPG e RPGCon. Até então sempre caímos pro tradicional e delicioso Omalley’s com vários amigos, mas a real é que lá é bem apertado pra um mesão brutal. E se um monte de gente legal do Brasil inteiro está na cidade, você quer um mesão brutal certo? No esquema do bar este ano não tínhamos exatamente uma super mesa, mas vários grupos, e se você cansasse de um assunto era só pular pra outra mesinha. Achei muito foda, muita gente legal em um lugar só, acho que conversei com quase todo mundo em um dos momentos mais legais da viagem
Gênios do Marketing
Domingão de ressaca, batemos nosso recorde de atraso e chegamos no evento às 11 da manhã. Eita. Mesmo processo de montar o stand, conversar com a galera e zoar as caras amassadas pela cerveja e frio de São Paulo. O dia passou voando na FRI, e logo estávamos na Mesa de Vidro, espaço tradicional de avaliação e discussão do evento entre organizadores e a comunidade. Lá fiz minhas críticas, que reitero aqui: esta não foi a melhor RPGCon que eu fui (achei a de 2010 a mais foda, embora tenha sido praticamente igual a de 2009 nos pontos fortes e fracos. A diferença é que a 2010 teve FRI, e FRI é vida!), a divulgação foi terrível, assim como o vacilo tremendo de fechar a programação na quinta dois dias antes do evento!!! Teve o lance de marcar para a mesma data do Anime Friends, mas ainda assim, acho que o mais danosos foi a falta de organização de ter deixado tudo para a última hora. Se nos anos anteriores os sagazes D3 e Wallace deram conta do recado, este ano a parada ficou em cima demais e prejudicou o evento. A RPGCon nasceu como um esforço em conjunto com a comunidade, de divulgação, proposição de atividades e mudanças. Este ano não houve quase nada disso, não porque os organizadores adotaram uma postura diferente, mas por simples falta de organização. Delegar, dividir e fomentar é preciso caras, toda uma comunidade quer que o evento aconteça e seja ainda mais foda, mas a organização tem que dar o espaço, e pra isso um mínimo de err… organização é necessário!
Como já disse, esta não foi a melhor RPGCon devido a falhas graves de organização e divulgação. Mas foi a RPGCon no melhor espaço e com a FRI mais fantástica possível, na verdade acredito que pouca coisa da Feira de RPGs Independente possa ser melhorada em termos de organização. O preço da inscrição (R$100 pratas) foi justo, o espaço estava excelente, com ótima localização e pontos de energia para todos. A RPGCon 2012 se for no mesmo colégio e mantiver a FRI como está, e ainda corrigir os vacilos deste ano, tem tudo para ser a edição mais foda do evento. Repetindo o que disse em 2010:
Em 2011 estaremos na RPGCON novamente, não só para assistir as palestras, comprar os lançamentos legais e garimpar a feira de livros usados, mas também para sugerir a programação, oferecer palestras, divulgar nosso trampo e conhecer o que os outros estão criando. Não sei para vocês, mas me parece bem mais interessante, desafiador e divertido que uma mera feirinha de RPG!
2012 é nóis! Em breve farei um post sobre as vendas da Secular no evento, mas no site da editora. Espero terminar ainda esta semana. E claro, a missão agora é continuar atualizando o Área Cinza, como nos velhos tempos!
As coisas continuam lentas aqui no Área Cinza, mas é por um bom motivo! As últimas duas semanas foram de pura correria e preparativos para nossa participação na RPGCON 2010, que acontecerá em São Paulo neste próximo fim de semana.
Além das paradas de sempre como caos de passagens, estadia, e preparativos para o furo no cartão de crédito, este ano assim como no ano passado vou participar de uma palestra no evento! Logo na abertura da RPGCON, na manhã de sábado eu e os trutas da Secular Games vamos conversar um pouco sobre a produção independente de RPG. Segue a descrição sucinta do site:
10:30 às 12:00 – A Produção de RPG independente – A experiência na Secular Games Palestrantes: Giltonio Santos, Rafael Rocha, Richard Garrell e Tiago Marinho Descrição: A partir da experiência na Secular, os palestrantes discutem os desafios da produção independente de RPG e a viabilidade de projetos anteriores e atuais, concebidos e fomentados dentro da própria comunidade.
Acho que vai ser divertido, vamos falar um pouco sobre formatos alternativos de publicação, nossa experência com RPG em PDF e com o mercado gringo, faça-você-mesmo, e compartilhar o processo de produção do Mamute, nosso zine de RPG que será lançado no evento. Na verdade estou tão empolgado com o fanzine que acho que merece mais espaço neste post!
A idéia de escrever um fanzine de RPG surgiu em meio a uma reunião da Secular no fim de Fevereiro na qual discutíamos estratégias e idéias para nosso primeiro lançamento para o mercado nacional – afinal nossos outros livros foram todos produzidos em inglês e focados no mercado gringo de RPGs em PDF. Decidimos que nosso primeiro livro em português será o Busca Final, um jogo extremamente autoral e interessante do Giltônio, mas que na época ainda estava sendo escrito (ele concluiu o manuscrito mês passado!) e que avaliamos que só poderia ser lançado no segundo semestre. Também estávamos com muita vontade de lançar algo na FRI – Feira de RPG Independente, que já rolou ano passado na RPGCON e foi uma das idéias mais espertas que D3, Wallace & Companhia tiveram! A proposta aliás é de todo ano daqui pra frente lançarmos algo na FRI e fazer a parada crescer e bombar ainda mais. Somamos então a vontade de lançar algo na FRI, o que infelizmente não seria possível com o Busca Final, com nosso desejo de fazer algo mais autoral, autêntico e provocativo. Citando as palavras do meu chapa Giltônio na entrevista sobre o Mamute para o Trevisan: “A gente sabia que queria publicar livros de RPG, mas também sabíamos que não era só isso. Começamos com a Secular escrevendo livros cheios de regras pra D&D/d20, precisávamos marcar o giro para algo menos convencional e mais autoral. Nesse sentido, pensamos: o que é mais autoral que um fanzine?”
Quatro meses depois finalmente o Mamute está nas gráficas! O zine custará 7 reais e terá o formato A5, com capa colorida em papel couché e o interior com 72 páginas em preto e branco, sendo que 12 destas páginas compõem o encarte do Tópicos & Trolls, um drinking game de humor, ironia e paródia sobre fóruns e listas de discussão sobre RPG na internet!
Além da capa, feita pelo grande Daniel Poeira, segue uma breve descrição das matérias presentes na primeira edição do Mamute. Mas estejam avisados: o conteúdo é muito mais divertido, irônico e útil do que eu vou conseguir reproduzir aqui em poucas linhas!
Editorial: Meio editorial meio manifesto sobre a proposta do fanzine. Pura classe.
A Cerveja Certa para o RPG Certo: Quem melhor que o mestre cervejeiro e apreciador de RPGs indies Daniel Chaves (@danyaell) para escrever este guia de harmonizações entre alguns tipos de cervejas e RPGs?
Encaixotando o RPG: Antonio “Pop” Sá já é famoso por seus tutoriais ensinando a montar caixas de RPG no Paragons. Neste artigo ele fez um passo a passo para quem quer começar a encaixotar seus jogos com direitos a fotos e tudo!
Estantes: A idéia desta coluna é pegar alguém que já tem um tempo de estrada no RPG, pedir para tirar uma foto de sua coleção de jogos e falar um pouco sobre seus destaques e favoritos. E quem estreou a coluna foi o Guilherme editor da Jambô, falando sobre Falkenstein, Shadowrun e Birthright.
Casa de Marimbondo: Um artigo que faz uma retomada do RPG desde os anos 90 e coloca algumas idéias provocativas sobre o faça-você-mesmo e a produção de RPG.
Busca Final: Já falei sobre o Busca, o próximo lançamento da Secular Games. O Giltônio, autor do livro, escreveu um pouco sobre a proposta do jogo e seu tema.
Entrevista Steve Kenson: Uma breve entrevista com o criador do Mutantes & Malfeitores, na qual fala também de seu mais novo lançamento, o Icons,que utiliza o sistema FATE.
A Perfumaria – Fantasia Brasilis: Primeiro artigo desta coluna do Remo no zine! Quem conhece o cara de listas e do .20 sabe que pode esperar algo bem afiado, e ele não decepcionou com um texto excelente sobre fantasia com temática brasileira. E nem adianta torcer o nariz para o assunto, você tem que ler isso!
Resistir é Inútil: A pirataria é má, suja e ameaça o mercado! Ou não. Minha proposta neste texto é de avaliar o fenômeno da pirataria por outro lado, e quem sabe até tirar algum uso dela. De brinde um tutorial bem inusitado!
O ABC do Metal RPG: Uma versão expandida e mais mais legal do artigo que o Giltônio escreveu por aqui ano passado. Mais bandas, mais RPG, mais metal!
Como Eu Gosto de Caixas – Uma Resenha do Warhammer Fantasy RPG: O Tiago, grande fã do Warhammer, voltou a Era das Caixas e escreveu esta resenha da nova edição do WFRPG.
Tópicos & Trolls: A cereja no topo do bolo! O Tópicos & Trolls é um encarte removível (desde que você seja hábil com um estilete!) que trás um jogo completo – na verdade um drinking game, para ser jogado nos bares da vida. Como o nome sugere, o T&T simula os já conhecidos, infrutíferos e hilários debates de listas de discussões sobre RPG na internet. Cada jogador assume uma classe de troll, que batalha em cada tópico contra outros jogadores em busca dos maravilhosos Pontos de Ego! Como eu estou muito empolgado com a parada colocarei aqui uma prévia, com a descrição de uma das sete Classes e seu respectivo poder especial!
Blogueiro New School – “Novo post!” “Me dá uma entrevista?” “Ótima dica!” “Vamos criar uma revista eletrônica!” Os anos de exclusão social e cantos da lanchonete da escola ficaram apenas no passado desse jovem empolgado: o blogueiro new school agora tem amigos! Animado, feliz e cheirando a espírito adolescente, esse simpático e construtivo amigo vai um dia se tornar um Administrador de Portal Decadente ou um Coordenador de Lista Histérico (nota: estas também são duas Classes do T&T), mas quem se importa? “Esse é meu cenário steampunk!”.
Habilidade: “Jabá!”
Este poder obriga o Blogueiro New School a entrar (ou se intrometer, depende do ponto de vista) no turno do próximo troll naquele tópico no qual ele não estiver participando, informando que em seu blog existe um post a respeito do assunto tratado, obrigatoriamente interrompendo algum outro jogador que esteja expondo seu ponto de vista:
a) Caso o troll que ele interrompeu vença a discussão inicial, o Blogueiro New School recebe um dos Pontos de Ego do perdedor, ou;
b) Se o troll interrompido for derrotado, o Blogueiro New School deve virar uma dose junto com ele.
Novamente o zine tá muito legal, e se você ficou interessado e vai a RPGCON sugiro comprar o seu lá mesmo – fizemos 200 cópias desta edição e o plano é não imprimir mais. Acabou já era! Se você não vai pra SP neste glorioso fim de semana, mais ainda assim quero seu Mamute, uso o formulário de Contato e combinamos como lhe enviar uma cópia. Essa gambiarra é só por um tempo: logo o novo site da Secular Games (com uma área do Mamute) estará no ar!