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Indicados aos ENnies e Votação Rolando!

Ok, a cara é manter isso aqui agitado como nos bons e velhos tempos, mas antes preciso de fazer um ou outro post arrumando a casa. Este é um destes!

A 12 dias atrás (eu sei, eu sei…) foram anunciados os indicados aos ENnies, descritos por muita gente como o Oscar do RPG, uma premiação em grande parte definida pelo voto popular, na qual uma série de títulos são escolhidos por juízes, e depois abertos para escolha do público. O ENnie foi criado pela ENWorld em 2001 como um evento anual que ocorre tradicionalmente durante a GenCon (que este ano ocorre entre 4 e 7 de Agosto), e que visa premiar os melhores lançamentos de RPG do ano em diversas (e as vezes controversas) categorias. Em 2011 vimos uma lista de indicados repleta de jogos não-d20, com muitos indies e coisas diferentes:

Best Adventure

Best Aid/Accessory

Best Art, Cover

Best Art, Interior

Best Blog

Best Cartography

Best Electronic Book

Best Free Product

Best Game

Best Miniatures Product

Best Monster/Adversary

Best New Game (published for the first time ever)

Best Podcast

Best Production Values

Best RPG Related Product

Best Rules

Best Setting

Best Supplement

Best Website

Best Writing

Product of the Year

Que lista incrível! Dentre os produtos com maior números de indicações, The Dresden Files RPG o vencedor de melhor RPG do ano na Origins lidera a parada com nada menos que 6 indicações (entre elas Melhor Produto do Ano, Melhor Jogo, Melhor Escrita e Melhores Regras <3), seguido pelo indie fofo Happy Birthday, Robot! também da Evil Hat com 4 indicações;  e o Gatecrashing, suplemento de Eclipse Phase da Posthuman Studios com 4 indicações.  A Paizo também mandou bem com seu Pathfinder Campaign Setting: Inner Sea World Guide com 4 indicações, e  Pathfinder Roleplaying Game: Advanced Player’s Guide  e Pathfinder Roleplaying Game: Bestiary 2 ambos com 2 indicações. A boa e velha Green Ronin tem A Song of Ice and Fire Campaign Guide  e Mutants & Masterminds Hero’s Handbook com 3 indicações cada e o DC Adventures Hero’s Handbook com 2 indicações; o Legend of the Five Rings, Fourth Edition da Alderac com 3 indicações; e o Icons Superpowered Roleplaying  da Adamant Entertainment e Cubicle 7 também com 3 indicações. Notou a falta de algo? Sim, a Wizards of the Coast não teve nenhum produto com mais de duas indicações, embora tenha vários na lista.

Impressionante hein? Vamos brincar de dividir as indicações por editoras pra parada ficar ainda mais visível (coloquei só as editoras com 3 ou mais indicações)

  • Evil Hat – 10 indicações
  • Paizo Publishing – 9 indicações
  • Cubicle 7 – 9 indicações
  • Green Ronin – 8 indicações
  • Wizards of the Coast – 7 indicações
  • Posthuman Studios – 6 indicações
  • Arc Dream Publishing – 5 indicações
  • Catalyst Game Labs – 5 indicações
  • Alderac Entertainment Group – 3 indicações
  • Adamant Entertainment – 3 indicações

Assim fica mais evidente o efeito da dispersão de produtos da Wizards of the Coast. A Evil Hat continua quebrando tudo (<3), assim como a Paizo, e a Cubicle 7, que distribui e agrega um monte de editoras menores surge com força empatada no segundo lugar. Ano que vem com o tal RPG do Senhor dos Anéis eles vão quebrar tudo…

chutei que o The Dresden Files RPG quebraria tudo na Origins e foi o que rolou. Acho difícil ser diferente no ENnies, que tem uma massa participativa muito maior, onde a comunidade do FATE vai poder chegar com tudo. Vale lembrar que Paizo e Evil Hat , e acho que Green Ronin, são as editoras que atualmente fazem um melhor trabalho com a comunidade, de debater abertamente, enfim, dão um suporte foda para uma minoria vocal bem organizada. E são estes que devem decidir, ou ao menos influenciar fortemente o resultado dos ENnies…

E por falar em resultados, a votação já está aberta, e vai até dia 24/07, próximo domingo. Então corra, vote em seus favoritos e aguarde o resultado dia 5 de agosto!

 

Indicados ao Prêmio Origins 2011

Já mando um aviso, este post é sobre uma notícia velha, de duas semanas atrás. Por isso mesmo pretendo não só dar a notícia, mas fazer uma discussão básica pra valer a pena : )

Disclaimer dado, vamos a notícia: no dia 12 de Abril (eu avisei que era velha!) foram anunciados os indicados ao trigésimo sétimo prêmio Origins, voltado para jogos e produtos relacionados. Então antes da falação, vamos dar uma olhada nos indicados das categorias de RPG, que são as que interessam aqui:

Melhor Jogo de RPG

DC Adventures – Green Ronin Publishing

Designer: Steve Kenson

Dragon Age, Set 1 – Green Ronin Publishing

Designer: Chris Pramas

The Dresden Files RPG  - Evil Hat Productions

Designers: Leonard Balsera, Jim Butcher, Genevieve Cogman, Robert Donoghue, Fred Hicks, Kenneth Hite, Ryan Macklin, Chad Underkoffler, Clark Valentine

Fiasco – Bully Pulpit Games

Designer: Jason Morningstar

Gamma World RPG – Wizards of the Coast

Designers: Rich Baker, Bruce Cordell

 

Melhor Suplemento de RPG

A Song of Ice and Fire Campaign Guide (A Song of Ice and Fire RPG)  - Green Ronin Publishing

Designers: David Chart, Joshua Frost, Brian Kirby, Jon Leitheusser, Anthony Pryor, Robert J. Schwalb, Owen K.C. Stephens

The Dresden Files: Our World (The Dresden Files RPG) – Evil Hat Productions

Designers: Leonard Balsera, Jim Butcher, Genevieve Cogman, Robert Donoghue, Fred Hicks, Kenneth Hite, Ryan Macklin, Chad Underkoffler, Clark Valentine

Advanced Player’s Guide (Pathfinder RPG) – Paizo Publishing

Designers: Judy Bauer, Jason Bulmahn, Christopher Carey, James Jacobs, Steve Kenson, Hal Maclean, Rob McCreary, Erik Mona, Jason Nelson, Stephen Radney-MacFarland, Sean K. Reynolds, F. Wesley Schneider, Owen K.C. Stephens, Lisa Stevens, James L. Sutter, Russ Taylor, Vic Wertz

Sixth World Almanac (Shadowrun RPG)- Catalyst Game Labs

Designers: Jason Hardy, John Heifers, John Dunn

Sunward: The Inner System (Eclipse Phase RPG) – Posthuman Studios

Designers: Rob Boyle, Brian Cross, Adam Jury

O prêmio Origins é o segundo maior do mercado de RPG, ficando atrás só do ENnies. Na verdade, apesar de estar em sua trigésima sétima edição, durante muito tempo o Origins não teve grande legitimidade, principalmente devido a lista um tanto restrita dos jogos que chegavam a serem indicados. O prêmio recuperou parte de sua relevância em 2009, quando o Mouse Guard RPG venceu o Livro do Jogador do D&D 4ª edição na categoria de Melhor Jogo de RPG, e desde então tem apresentado listas de indicados cada vez mais “pra frente”, saindo um pouco dos padrões de mais vendidos que eram comuns ao prêmio.

Então vamos retornar aos indicados. Na categoria Melhor Jogo de RPG temos o DC Adventures e o Dragon Age Set 1 da Green Ronin, o Gamma World da Wizards of the Coast, o Dresden Files: Your Story da Evil Hat e o Fiasco da micro Bully Pulpit. Aliás, termos de número de nomeações, a Green Ronin saiu na frente, sendo a única editora que conseguiu quatro indicações no total da premiação. Tanto o DC Adventures como o Dragon Age Set 1 são jogos que possuem um valor de produção excelentes, muito bem acabados e elogiados, assim como o Gamma World, se não me engano um dos produtos mais elogiados que a WotC lançou nos últimos anos. O Dresden Files: Your Story da Evil Hat é maravilhoso, contém a mais recente implementação do sistema Fate, o que por si só já valeria a indicação. Finalmente o Fiasco, jogo indie de incrivelmente aclamado e que em breve terá uma versão nacional pela RetroPunk.

Já na categoria de Melhor suplemento de RPG temos o Song of Ice and Fire Campaign Guide também da Green RoninDresden Files: Our World o segundo livro que compõe o Dresden Files RPG da Evil HatAdvanced Player’s Guide da Paizo para o Pathfinder, Sixth World Almanac para Shadowrun da Catalyst, e o bonitão suplemento do Eclipse Phase Sunward: The Inner System da Posthuman. Portanto, dentre os dez indicados, temos impressionantes três indicações da Green Ronin, duas da Evil Hat, e uma tanto das grandes Wizards of the Coast, Catalyst Paizo, como das nanicas Bully Pulpit e Posthuman Studios.  Parece que as editoras de tamanho médio que se deram bem desta vez!

O sempre sagaz Fred Hicks da Evil Hat fez um post muito interessante no qual comenta o processo de nomeação, e principalmente de votação que rege o prêmio Origins. Recomendo muito a leitura do original, mas farei uma versão lite aqui também com algumas considerações.

Os jogos nomeados são inicialmente listados por um júri de profissionais da indústria. Só que aí vem a parte difícil: esta lista mais extensa é submetida aos lojistas e distribuidores no GAMA Trade Show, convenção que este ano aconteceu em Março, e os cinco mais votados de cada categoria são efetivamente indicados ao Origins. Ou seja, não basta ser um sucesso da internet, seu jogo tem que ter marcado uma presença nas lojas físicas, o que torna a indicação do Fiasco ainda mais impressionante!

E sobre a votação a coisa fica ainda mais complicada… Depois que o júri selecionou alguns indicados a nomeação e os lojistas votaram os cinco indicados no GAMA Trade, os vencedores do Origins são escolhidos por um sistema de votação aberta, mas não aberta a qualquer um como o ENnies, mas somente para aqueles presentes na Origins Game Fair que este ano acontece de 22 a 26 de Junho.

Então para ser o mais votado dentre os cinco indicados, geralmente o jogo tem que ter uma presença marcante na Origins Game Fair, algo inclusive que muitos apontam como um dos motivos da derrota do Dungeons & Dragons 4e para o Mouse Guard RPG em 2009, já que a Wizards teve uma presença pífia no evento, enquanto o Luke Crane e sua turma estavam bombando mesas de jogos e stands por lá.

Claro que ter uma marca reconhecida e um bom jogo também são fatores extremamente importantes, mas em caso de dúvida e indecisão, é provável que os freqüentadores da Origins Game Fair escolham aqueles jogos que estejam bombando no momento, ou que ele tenha convesado com o autor e jogado ali mesmo por algumas horas. Entrar na cabeça do público da Origins Game Fair pode não ser a única coisa necessária para ganhar o Origins, mas é uma parte bem importante!

Vai ser curioso acompanhar como o pessoal de uma micro editora como a Bully Pulpit ou a Posthuman Studios tentarão fazer essa presença, frente a frente com editoras com muito mais estrutura como a Paizo ou a Green Ronin. Pessoalmente acredito que o Dresden Files: Your Story leva o prêmio de melhor RPG, por vários fatores: tem no universo Dresden uma licença cada vez mais conhecida, é a nova versão de um sistema de regras com uma comunidade forte e em expansão, e porque os caras da Evil Hat são muito bons e fomentar esta comunidade e tem feito várias coisas legais que tem dado um bom nome a empresa, como divulgar abertamente seus números de vendas e discutir seu processo de produção e criação de forma bastante clara. Esse é meu chute pelo menos…

Saberemos o resultado na noite do dia 25 de Junho, e até lá, quais são os seus palpites?

Fim dos livros básicos do D&D 4ª edição?

Como os mais astutos devem ter percebido, tem um tempo que eu parei de lançar notícias sobre o Dungeons & Dragons 4 edição, já que meu interesse na linha caiu para perto de zero depois de várias sessões do jogo nas quais vi que definitivamente a 4e não combinava com o estilo do meu grupo. Ok, acontece… Assim acompanhei com alguma distância mais algumas demissões dos funcionários da WotC e o anúncio do lançamento da linha Essentials, em Janeiro deste ano, e como ela rapidamente foi se transformando de “uma nova linha para os iniciantes” para só “uma nova linha”.

Isto até ontem, quando um rumor sobre o fim das reimpressões dos livros básicos da 4ª edição causou furor na internerd, acendeu o alerta de uma nova edição e jogou o Essentials de “nova linha” para “Dungeons & Dragons 4.5″. O rumor foi divulgado em um site especializado em Magic: The Gathering, e bem desconhecido no ramo de notícias de RPG, então recomendo guardar a credulidade no bolso até a GenCon:

ManaNation has received a tip that Wizards of the Coast has decided to end the print run of the Dungeons and Dragons 4th Edition Core Handbooks, instead aiming to turn the game in the direction of “Dungeons and Dragons Essentials”, a product to be released later this year. The first product for the Essentials line is starting with the ‘Dungeons & Dragons Fantasy Roleplaying Game’ also being called ‘the Red Box’ and is due to be released on Sept. 7th, 2010.

It is our understanding that they are not going to be reprinting any of the three main books, the Players Handbook, Dungeon Master Guide and Monster Manual from this point on to allow them to be phased out. No other books have been mentioned.

Embora a parada deste site de Magic seja meio duvidosa, o fato é que uma série de lojistas gringos têm sido informados que não podem mais pedir os livros básicos da 4ª edição, assim como certos distribuidores vinham recomendando a estes mesmos lojistas que fizessem estoques dos três básicos. E realmente aí eu botei mais fé que no tal ManaNation.

O que isso significa? Veremos o Dungeons & Dragons 4.5 na GenCon? Acho que a Wizards of the Coast vai segurar até o fim a compatibilidade entre as linhas, e pelo pouco que vi dos Essentials nada foi substituído – erratas foram incorporadas e novas opções de classes foram criadas, assim como outras (como o warlord) foram retiradas. E apesar do choque da notícia, na real só vamos saber mesmo se o material do PH1, MM1 e DMG1 será abandonado quando dermos uma olhada no tal Rules Compendium, e em como a WotC vai lidar com este material antigo através do D&D Insider.

Não é impossível que o tal Rules Compendium, com as regras dos livros básicos, e mais importante, já com as centenas de erratas que os básicos da 4ª edição recebeu incorporadas, se torne um novo ponto básico para iniciantes junto ao Essentials. Mas ainda assim seria burrice, afinal depois de criar o tal Essentials para atrair jogadores iniciantes, eles vão jogar pela janela uma das vantagens do modelo de caixa – que é trazer todo o material necessário para o jogo em um só produto, ao forçar, ou pelo menos recomendar, a aquisição de outro livro para jogar Dungeons & Dragons.

Ou então que o Essentials realmente substitua os livros básicos como tudo que um novato precisa para jogar (e o nome da linha deixa isso a entender né?), e que a galera que já está no Dungeons & Dragons 4ª edição tenha que se virar com a combinação D&D Insider, agora mais essencial (ops…) que nunca, e a linha Essentials para suprir os builds antigos e as classes que não terão novas versões como Warlord e Bardo.

Definitivamente a GenCon acabou de ficar bem mais interessante. Pessoalmente acho que por um lado faz muito sentido. Desde o começo achei idiota a WotC manter as duas linhas, a da 4ª edição convencional e a do Essentials focada nos novatos. Uma coisa é fazer um produto para novatos, outra é uma linha, e ao fazer o segundo achei que a editora ia repetir os mesmos passos da TSR e começar a fragmentar seus consumidores em mais de uma linha de produtos não compatíveis. Por outro lado, retirar os básicos na 4ª edição de circulação me parece muito mais uma medida tomada para transmitir um determinado ponto, uma idéia, do que devido as baixas vendas, afinal todos sabem que via de regras os livros básicos de um sistema ou linha são seus títulos mais vendidos. Se o problema dos básicos da 4ª edição não é a Crise, e nem as baixas vendagens, o que a Wizards quer transmitir ao retirar os básicos do mercado? Obviamente que os livros básicos da 4ª edição estão desatualizados. Ou elaborando um pouco mais, que os livros que tem todo o fundamento e base do sistema de regras do Dungeons & Dragons 4ª edição estão desatualizados…

Sendo D&D 4.5 ou não, o fato é que dificilmente a galera do marketing da Wizards of the Coast vai conseguir jogar para debaixo do tapete que os livros lançados a 2 anos já estão ultrapassados, não importa quantas frases bonitas e eufemismos eles utilizem daqui pra frente porque é exatamente isso que a empresa está dizendo ao tirar seus livros mais vendidos de circulação.

Mike Mearls é o novo cabeça do D&D

Menos de uma semana depois da última rodada de demissões na Wizards of the Coast, foi anunciado, também de maneira bastante informal que Mike Mearls, principal designer da 4ª edição do Dungeons & Dragons, agora é Group Manager da marca, ou seja, responsável não só pelos livros de D&D, mas também romances, jogos de tabuleiros e basicamente tudo que leva a marca D&D dentro da editora.

O primeiro anúncio da mudança foi feito no twitter de Mearls, e depois confirmado em um tópico da ENWorld. Aliás foi neste tópico, onde o pessoal está  parabenizando o cara e discutindo se Mearls assumiu a posição que antes era de Andy Collins e Jesse Decker, que o novo gerente da marca D&D escreveu algo bem interessante:

It’s funny, because it almost feels like I’ve won some sort of election. I’m acutely aware of the pressure of the position, the expectations, and the current atmosphere among D&D fans. I think I had a few minutes of ecstasy. Since then, it’s been a long week and a lot of thinking.

This is also a new position in the department. I’m taking on a lot of Bill Slavicsek’s responsibilities. Bill’s responsibilities have broadened to include more things like boardgames, novels, Heroscape, and so on. There’s a lot more to D&D than just the RPG. The RPG is my corner to play in, while Bill looks over the entirety of D&D.

Believe me, I realize how difficult this job is. There are far more paths that lead to my screwing up than to my doing a good job. It’s the geek equivalent of running a professional sports team. Do well, and everyone loves you. Screw up, and you’ll never hear the end of it.

There’s something pretty basic to the job, though. The gist of it, when you boil it all down, isn’t rocket science.

Way back in the misty days of the 1980s, when I first discovered D&D, I thought Gary Gygax, Tom Moldvay, Doug Niles, Tracy Hickman, and the entire TSR crew were demigods. I loved poring over Dragon magazine, reading through adventures like Forgotten Temple of Tharizdun again and again, and studying the DMG. I devoured the Dragonlance novels. I fought battles across our basement floor with legions of BattleSystem counters. I filled the few, precious pieces of graph paper I had with dungeons. I designed classes and monsters. I loved D&D.

Then, something happened. TSR dropped Gary. Greyhawk was pushed aside. When 2e came out, I was torn. There were plenty of things to like about the game, but the attitude around it was off. It almost seemed like the people behind D&D didn’t particularly care for the way I loved D&D. Maybe I was completely irrational, but the game felt changed in some insidious way.

As time went on, that feeling only increased. There were bright spots, most notably Dungeon magazine, but a lot of the stuff TSR put out didn’t really speak to why I fell in love with D&D in the first place. I wanted to love D&D, but it wasn’t really clear that the company behind D&D wanted to return that love.

I actually stopped playing D&D for a few years. I ran a grand total of one (terrible) campaign in college. I wasn’t really sure that D&D was something I’d be involved with anymore. I bought a PS 1 and started playing lots of console games. I ended up sticking with RPGs, but I kept to games like Deadlands and Unknown Armies.

Then something pretty cool happened. In 1999, at my very first GenCon, I sat in the audience as Ryan Dancey announced 3rd edition. It was like a religious revival. One presentation and free t-shirt later, and I was a complete convert. My friend Nate called it a money grab, an appeal to munchkins. I think my exact response was, “**** you dude. This is the best thing that’s ever happened to D&D.”

For whatever reason, the entire presentation of 3e‘s announcement felt like it had been directed straight at me. I was a complete D&D goob again. Hallelujah, praise Gygax, my faith was restored.

A year later, my faith had been well-placed. 3e was awesome. D&D felt like the game I always had wanted it to be.

In looking back, I think that my job is fairly simple. I want people to love D&D. I want people to feel like the game is in good hands, that the hand at the tiller is confident, smart, and genuinely interested in the good of the game.

It’s easy for me to look at this as the chance for me to make D&D into the game I always wanted it to be, but that would be disingenuous. It’d be the height of vanity, a monument to arrogance. D&D can’t be a game that caters to a single person. It’s bigger than that. It lives and dies by the collected spirit of every person that’s ever picked up a d20, put pencil to graph paper, or leaned close to the table as the last character standing, clutching his last hit point, rolled his attack against the BBEG.

Of course, actually doing that isn’t simple, but it helps to have a goal. I can’t force anyone to love D&D. I can’t legislate the game into popularity, or commission a survey that will tell me exactly what to do.

What I can do, though, is watch, listen, and learn. I can put everything I have into D&D and hope for the best. At the end of the day, you guys get to judge whether I’m doing a good or screwing up by buying or avoiding the products I help make. That gets back to the election thing. You guys didn’t put me into office, but you sure as Hell get the chance to kick me out.

If you have any questions, the best way to get in touch is by dropping a line to my work email address (it’s my first name dot last name at wizards dot com, or drop a line to dndinsider at wizards dot com). I can’t answer everything, but I’ll try. I’ll also record answers to interesting questions on the podcast. I’m on vacation this week. I like reading web forums to see what’s up, but they’re not always the best place to answer questions.

Emotivo e meio brega, mas não deixa de ser curioso como ele fala da época pré 2ª edição do D&D de uma forma que muita gente fala hoje dos rumos que a WotC tomou com a 4ª edição do RPG mais famoso do mundo: There were plenty of things to like about the game, but the attitude around it was off. It almost seemed like the people behind D&D didn’t particularly care for the way I loved D&D. Hmmm acho que sei como é isso…

No fim das contas acho que é uma promoção que não muda muita coisa – Mearls é provavelmente o maior responsável pelas mudanças mecânicas da 4ª edição, então quem sabe isso resolva o legado das excessivas erratas deixadas pelo finado Andy Collins. O mais bacana talvez seja o fato de Mike Mearls ser um cara aparentemente boa praça, que se dá bem com todo mundo e participa ativamente de fóruns e espaços de discussão com jogadores, de forma muito parecida com a que o também finado Scott Rouse fazia. Então acho que teremos uma nova cara mais simpática para o Dungeons & Dragons, embora no interior o conteúdo seja o mesmo.